MUNDO: Os EUA podem voltar atrás na lei ambiental

Nesta semana, espera-se que Trump revogue a conclusão científica que serve de base para a regulamentação federal dos gases do efeito estufa. Parece complicado, mas é simples de entender. Voltando um pouco no tempo: Em 2009, durante o governo Obama, um estudo concluiu que seis gases de efeito estufa representavam uma ameaça à saúde e ao bem-estar público. Essa constatação serviu de base para a Agência de Proteção Ambiental criar normas que limitaram as emissões de usinas de energia e tornaram mais rigorosas as medidas ambientais para veículos. Agora, Trump quer revogar essa conclusão sobre os malefícios dos gases do efeito estufa. Por tabela, isso eliminaria as normas criadas para barrar a emissão desses poluentes — impactando apenas o setor automotivo inicialmente. O que está por trás: Desde que foi reeleito, o presidente americano tem colocado o setor de combustíveis fósseis como essenciais para os EUA, principalmente para a redução de preços do setor de energia. Segundo autoridades do governo, essa medida poderia gerar mais de US$ 1 trilhão em economia de custos relacionados a essa regulamentação — mas não deram detalhes de como chegaram nesse número. Do outro lado… A oposição rejeita a medida, apontando que, além de eliminar uma das principais formas para combater as mudanças climáticas, ela é anti-científica, prejudicaria a qualidade do ar e colocaria em risco a vida dos americanos. A revogação de Trump não impediria que os estados promulguem suas próprias leis, tornando a medida menos efetiva na prática.
BRASIL: A mais nova dor de cabeça de Dias Toffoli

Na noite de ontem, estourou a notícia de que a Polícia Federal havia entregue a Edson Fachin, presidente do STF, um relatório com dados do celular de Daniel Vorcaro que traz menções ao ministro Dias Toffoli, responsável pela relatoria do inquérito na Corte. Embora o conteúdo não tenha sido divulgado, informações do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, davam conta de que as mensagens conteriam menções de pagamentos a Toffoli — informação confirmada pelo ministro pouco depois. Segundo Toffoli, ele recebeu dinheiro da Maridt, empresa que está no nome de seus irmãos e que tinha 33% de participação do resort Tayayá, que foi vendido em 2021 para um fundo ligado ao Master. Ele afirma que as transferências foram declaradas à Receita Federal. Na semana passada, o ministro defendeu o direito de juízes serem acionistas de empresas e receberem dividendos. O que vem pela frente As novas revelações devem aumentar a pressão para que o ministro abandone a relatoria do caso. Por outro lado, o relatório também revelou mensagens de Vorcaro citando parlamentares e dirigentes partidários — o que pode garantir que o caso continue no STF. Pessoas envolvidas nas investigações indicam que há uma “tempestade” de menções a políticos. Em decisão atípica e incomum, o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, retirou o acesso do Banco Central ao processo do Master, alterando o nível de confidencialidade do processo.
Complexo Cidade da Polícia – Passo Fundo promete ser um marco histórico na segurança pública

Certamente uma das principais obras da gestão do prefeito Pedro Almeida a frente da prefeitura de Passo Fundo e para a área da segurança pública no município, o projeto da Cidade da Polícia teve a assinatura na terça-feira(10) do edital para contratação da empresa que será responsável pela execução da obra. “A assinatura deste edital marca um passo histórico para a segurança pública de Passo Fundo. A Cidade da Polícia vai concentrar, em um único espaço, as delegacias e serviços estratégicos, garantindo mais agilidade no atendimento, integração entre as forças de segurança e melhores condições de trabalho para os servidores. É um investimento que traz eficiência, reduz custos e, principalmente, oferece mais proteção e tranquilidade para a nossa população. Estamos planejando a cidade para o presente e construindo uma estrutura moderna, preparada para o futuro.”, destacou o prefeito de Passo Fundo, Pedro Almeida. A obra de infraestrutura que centralizará o trabalho dos órgãos de segurança pública será construída em terreno localizado no quarteirão formado pelas ruas Nereu Ramos, Ouro Preto, Santana e Avenida Uruguaiana, s/n, Vila Dona Eliza, no antigo campo do Delmar Sittoni. O investimento é estimado em cerca de R$ 33 milhões, com recursos municipais e apoio institucional do Estado, será composto duas edificações, uma praça pública de integração, estacionamento para as viaturas e abertura de via interna. O local receberá as novas sedes das Delegacias da Polícia Civil, entre elas a Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI), a 1ª e 2ª Delegacias de Polícia, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (DRACO) e a sede da Secretaria de Segurança Pública e Transportes do município com o Centro Integrado de Operações, que reunirá o videomonitoramento da cidade em um único espaço. Para o delegado regional, Adroaldo Schenkel, o complexo da Cidade da Polícia, além de reunir as delegacias, amplia o atendimento a comunidade, segurança dos servidores e significa economia nas despesas de locação das delegacias atualmente. “A Cidade da Polícia é um avanço importante para a segurança pública regional. Ao concentrar as delegacias e os serviços em um único complexo, conseguimos oferecer um atendimento mais ágil e qualificado à população, garantir melhores condições de trabalho aos nossos servidores e ainda otimizar recursos públicos, reduzindo custos com estruturas alugadas. É uma conquista que fortalece a atuação da Polícia Civil e beneficia diretamente toda a comunidade.” O secretário de Segurança e Transportes, Tadeu Trindade, destaca aa integração proporcionada pelo projeto da Cidade da Policia que permitirá respostas mais rápidas às ocorrências, melhor gestão das informações e o desenvolvimento de ações preventivas mais eficientes, organizadas e preparadas para o futuro.“A Cidade da Polícia é uma decisão estratégica, baseada no entendimento de que a segurança pública moderna se constrói com integração, tecnologia e comando unificado. Esse espaço nasce para ser o coração da segurança pública de Passo Fundo, garantindo mais agilidade, coordenação e eficiência no atendimento à população.” Além disso, o projeto inclui melhorias no entorno, garantindo mais qualidade urbana e integração com a comunidade que vive próxima ao antigo campo do Delmar Sittoni, onde o complexo será instalado.
Marau: Brigada Militar apreende máquinas caça-níqueis

Na quarta-feira, dia 11 de fevereiro, por volta 09h30min, na Rua Almirante Saldanha, em Marau, a Brigada Militar, após receber denúncia anônima acerca da possível exploração de jogos de azar em um estabelecimento comercial, realizou averiguação. Durante a ação, foram encontradas três máquinas caça-níqueis em funcionamento. Diante da irregularidade, os ceduleiros dos equipamentos foram apreendidos e foi lavrado Termo Circunstanciado, conforme dispõe a legislação vigente. Fonte e foto: BM Marau
Governo não vê irregularidade e Janja deverá desfilar em escola de samba do Rio que homenageia Lula no Carnaval

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, vai desfilar no Carnaval do Rio de Janeiro no domingo, 15 de fevereiro, em um carro alegórico da escola Acadêmicos de Niterói. A agremiação levará à Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também deve comparecer ao sambódromo para acompanhar a apresentação. Segundo a Folha de São Paulo, a avaliação de assessores jurídicos do governo federal é de que não há impedimento para a participação de Janja. O entendimento, segundo integrantes do Executivo ouvidos pela reportagem, é que a primeira-dama não ocupa cargo público nem é formalmente considerada uma autoridade. Jurídico do governo diz não haver impedimentoDe acordo com a reportagem, não houve uma consulta formal sobre o tema, mas o assunto foi debatido internamente. A avaliação jurídica, segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem, sustenta que a presença da primeira-dama no desfile não configuraria irregularidade.A participação ocorre em um contexto de maior sensibilidade política, já que 2026 é um ano eleitoral. Oposição critica homenagem e fala em desvio de finalidadeIntegrantes da oposição questionam a homenagem e afirmam que o desfile pode representar desvio de finalidade ao promover autoridades. A crítica se baseia no fato de que escolas do grupo especial do Carnaval do Rio recebem patrocínio federal. Além disso, adversários levantam a hipótese de que a exposição pública poderia ser interpretada como campanha eleitoral antecipada, diante do enredo dedicado ao presidente. Enredo sobre Lula anima presidente e cita Dona LinduA Acadêmicos de Niterói apresentará o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Segundo a reportagem, o tema tem animado Lula, que mencionou o desfile durante um jantar com deputados realizado na última semana. No encontro ocorrido na Granja do Torto, em Brasília, o presidente mostrou aos convidados o samba-enredo da escola. A letra menciona a mãe de Lula, Dona Lindu, frequentemente citada por ele em discursos. PT diverge e ministros recuam por receio políticoDentro do PT, a homenagem também provoca divergências. Parte dos petistas vê a participação com preocupação, avaliando que a exposição pode ser excessiva e trazer riscos políticos. Entre os temores citados está a possibilidade de manifestações negativas, como vaias, já que os desfiles duram mais de uma hora e reúnem uma plateia ampla, não necessariamente alinhada ao presidente. Outros petistas ouvidos pela reportagem descartam esse cenário. Para esse grupo, o público do Carnaval carioca estaria concentrado nos desfiles e pouco interessado em manifestações políticas. Lula acompanhará desfile em camarote da Prefeitura do RioLula deverá assistir ao desfile no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, administrada por Eduardo Paes (PSD), aliado político do presidente. A expectativa é de que a presença do chefe do Executivo federal no sambódromo amplifique ainda mais a repercussão da homenagem. Lula planeja aparições no Recife e em SalvadorAlém da ida à Sapucaí, Lula planeja outras aparições durante o Carnaval em cidades consideradas centrais para a festa. A primeira delas pode ocorrer no Recife, na manhã do sábado (14), quando ele pretende acompanhar o Galo da Madrugada, principal bloco carnavalesco da capital pernambucana. O presidente foi convidado pelo prefeito João Campos (PSB). No estado, Lula tenta preservar alianças com forças políticas adversárias, já que também mantém proximidade com a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição. Ainda no sábado, o presidente deve viajar para Salvador, onde pretende acompanhar o bloco Os Mascarados à noite. A principal atração musical será a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Segundo a reportagem, a ideia de assistir ao show partiu da primeira-dama Janja. Recursos Federais As 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro receberam R$ 12 milhões de ajuda do governo federal. O valor saiu a menos de um mês pro carnaval e foi distribuído igualmente entre as agremiações, ou seja, cada uma recebeu R$ 1 milhão. O valor foi confirmado em janeiro de 2026 pela Embratur e pelo Ministério da Cultura, com o objetivo de apoiar a realização dos desfiles na Marquês de Sapucaí. Além do repasse direto, houve autorização para captação de recursos via Lei Rouanet por escolas de samba, com relatos de projetos autorizados que homenageiam o presidente.
Colégio Integrado CESURG inicia o ano letivo de 2026 com a oferta do Ensino Fundamental

O Colégio Integrado CESURG deu início, nesta segunda-feira (09), ao ano letivo de 2026 para os alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, marcando um momento histórico para a instituição. Ao todo, cerca de 120 estudantes ingressam nas salas de aula, celebrando não apenas o começo de um novo período escolar, mas também uma importante expansão no projeto educacional do colégio. Pela primeira vez, o Colégio Integrado CESURG passa a ofertar o Ensino Fundamental, atendendo crianças dos 6º e 7º anos, com um novo desafio pedagógico para a instituição. Já o Ensino Médio segue com turmas do 1º, 2º e 3º anos, consolidando-se como uma etapa já reconhecida pela comunidade escolar. O primeiro dia de aulas foi marcado por atividades especiais. No turno da manhã, os alunos do Ensino Médio participaram de um momento de integração com música com DJ, pizza e dinâmicas de convivência, promovendo acolhimento e interação entre os colegas, com destaque para as duas novas turmas do 1º ano, que iniciam sua trajetória no colégio. Já no turno da noite, o foco foi o Ensino Fundamental. Com a presença de pais e responsáveis, aconteceu a aula inaugural, um momento pensado para apresentar a proposta pedagógica, aproximar as famílias da escola e reforçar a importância dessa nova etapa para a instituição. O diretor geral do Colégio Integrado CESURG, Leandro Paludo, destacou a relevância do crescimento no número de alunos e, especialmente, a ampliação da oferta educacional. “Este é um avanço muito significativo para o Colégio Integrado CESURG. O aumento no número de estudantes demonstra a confiança das famílias em nosso trabalho. Assumir o desafio de ofertar o Ensino Fundamental é um passo importante, que exige ainda mais responsabilidade, planejamento e compromisso com uma formação de qualidade desde os primeiros anos escolares”, afirmou. Fonte e foto: Alessandra FormaginiAssessoria de Imprensa Faculdade CESURG Marau
Vila Maria: saiba como fica o atendimento na semana do Carnaval

Saiba o funcionamento de alguns estabelecimentos e órgãos públicos, em Vila Maria, na semana do Carnaval: – A Prefeitura Municipal: Na segunda (16) e terça-feira (17) não haverá expediente (exceto nos serviços que não admitam paralisação). Na quarta-feira (18) atendimento normal. – Agência dos Correios: Não haverá expediente na segunda (16) e terça-feira (17). Na quarta (18), o atendimento será das 12h ás 17h; – Banrisul: Não haverá expediente na segunda (16) e terça-feira (17). Na quarta (18), o atendimento ao público começa ás 11h e encerra ás 15h; – Sicredi: Não haverá expediente na segunda (16) e terça-feira (17). Na quarta (18), o atendimento ao público começa ás 12h e encerra ás 15h; – Câmara de Vereadores: a sessão ordinária será antecipada para a sexta-feira, dia 13, ás 20h; – Emater/Ascar: Não haverá expediente na segunda (16) e terça-feira (17). Na quarta (18), o atendimento retorna a partir das 13h30min; – Cartório de Registro Civil: não haverá expediente na segunda (16) e na terça (17). O retorno dos atendimentos será na quarta-feira (18), ás 12h; – Sindicato dos Trabalhadores Rurais: não haverá expediente na segunda (16) e na terça (17). O retorno dos atendimentos será na quarta-feira (18), pela parte da tarde;
49,6 milhões de pessoas ainda têm dinheiro esquecido nos bancos; veja como buscar os recursos

O Banco Central (BC) informou na terça-feira (10) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,27 bilhões em “recursos esquecidos” pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até dezembro do ano passado. Deste total: R$ 7,97 bilhões são recursos de 49,59 milhões de pessoas físicas; R$ 2,29 bilhões são valores de 5,02 milhões de empresas. Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 13,35 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras. O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. O prazo oficial para buscar os recursos teria, em tese, acabado em 16 de outubro de 2024. Entretanto, o Ministério da Fazenda informou que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições financeiras. Como consultar o dinheiro esquecido O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Pedido automáticoDesde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo serviço é facultativa. Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. As demais funcionalidades do sistema continuam iguais. Entenda Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas. Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes. Ferramenta de segurança Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes. O acesso continua a ser feito com a conta gov.br , nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas. O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha. Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo. Fonte: G1
ECONOMIA: Vem aí mais um imposto?

Taxar as criptos? O governo federal estuda aplicar uma alíquota de 3,5% de IOF sobre a compra de ativos virtuais acima de R$ 10 mil — operação que atualmente não é taxada. A proposta ainda deve passar por consulta pública e pode sofrer mudanças. A lógica da Receita é simples: equalizar a tributação. Como você já paga IOF quando vai comprar dólar ou enviar dinheiro para fora, a ideia é aplicar a mesma regra para criptoativos. O valor em criptoativos no Brasil saltou de R$ 95 bilhões em 2020 para R$ 415 bilhões em 2024. Em outras palavras, aos olhos do Estado, o setor representa uma oportunidade crescente de arrecadação. A percepção da Receita Federal é que parte dos investidores usa criptomoedas para fugir de impostos tradicionais. Em números, os brasileiros gastaram US$ 18 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) em cripto somente no ano passado. Caso seja aprovado, o novo imposto elevaria a arrecadação do governo com o IOF. No ano passado, o valor vindo desse imposto chegou ao recorde de R$ 86 bilhões, influenciado pela alta da alíquota. Ainda sobre impostos: nos últimos três anos, o governo federal foi responsável por 34 novas tributações, entre criadas e ampliadas,
BRASIL: Fim da escala 6×1: A próxima pauta em Brasília

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que pretende colocar a proposta em votação pelo fim da escala 6×1 até maio, gesto lido como uma clara ajuda ao governo Lula, que deseja que a pauta seja aprovada ainda neste ano. Como funciona hoje? A Constituição permite até 44 horas por semana, sem definir a divisão dos dias, o que viabiliza modelos como o 6×1 — 6 dias de trabalho para 1 de folga —, comum no comércio e em serviços. O que está em debate: A proposta reúne textos apresentados pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), que defendem a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. O problema é que o assunto divide opiniões Apoiadores da medida afirmam que a mudança poderia melhorar a qualidade de vida dos 48 milhões de CLTs, aumentando a produtividade e alinhando o Brasil a tendências globais de jornadas mais curtas. Já críticos alertam para possíveis impactos econômicos. Um estudo do CLP estima que até 640 mil empregos poderiam ser afetados, muito por conta da nossa baixa produtividade, que cresce 0,5% ao ano — abaixo da média global de 1,5%. Olhando para frente… Embora a tendência é de que o projeto seja aprovado, a mudança não deve ocorrer de maneira imediata. O texto prevê uma transição gradual, começando com 40h/semana e chegando às 36h/semana ao longo de alguns anos.
Ferrugem asiática desafia e impacta a produtividade da soja

A ferrugem asiática da soja continua sendo uma das principais e mais agressivas doenças que afetam a cultura no Brasil. Quando não controlada de forma adequada e no momento correto, a doença pode causar perdas de até 100% da lavoura, comprometendo a rentabilidade do produtor rural. Causada por um fungo altamente agressivo, a ferrugem asiática se desenvolve com maior intensidade em temperaturas amenas, entre 20°C e 25°C, e em períodos prolongados de molhamento foliar, que variam de oito a dez horas. Nessas condições, o fungo encontra o ambiente ideal para se multiplicar e se espalhar entre plantas e lavouras. De acordo com Clovis Roberto Schwengber, técnico em agropecuária e extensionista da Emater/RS-Ascar, os primeiros sinais da doença aparecem como pequenas pintas na folhagem, que evoluem para manchas maiores, seguidas pela queda precoce das folhas. “Um dos principais diferenciais da ferrugem asiática é a presença de esporulações de coloração marrom, localizadas principalmente na parte inferior das folhas, com aspecto de pequenos vulcões”, explica. Ele ressalta ainda que “embora possam ser vistas a olho nu, a identificação correta e mais precisa é com o uso de lupa de aumento de até 20 vezes ou através de análises laboratoriais”. Os impactos causados pela doença podem afetar a soja desde o seu estágio inicial de desenvolvimento, mas é na fase reprodutiva, quando a planta apresenta menor capacidade de reação, que costumam ocorrer os maiores prejuízos. Após a instalação da ferrugem, o controle se torna extremamente difícil, reforçando a importância de ações preventivas e antecipadas. O fungo responsável pela ferrugem asiática sobrevive em plantas hospedeiras, sendo a própria soja a principal delas. A disseminação de seus esporos acontece principalmente pelo vento, atingindo as folhagens e multiplicando-se rapidamente, podendo comprometer toda a plantação e até mesmo áreas vizinhas. O uso de espaçamentos adequados, plantio precoce, adoção de cultivares com resistência genética, aplicações sequenciais de fungicidas com diferentes modos de ação e monitoramento de áreas vizinhas são as principais estratégias de manejo integrado da ferrugem asiática. A falta de controle adequado pode resultar em perdas totais da produção, causando forte impacto econômico. A detecção e reconhecimento precoce permitem a aplicação de fungicidas específicos no momento certo, aumentando de forma significativa a eficiência do manejo. O vazio sanitário também tem papel fundamental no controle da doença, pois elimina plantas hospedeiras no campo, quebrando o ciclo do fungo. Porém, o risco de resistência aos fungicidas é real e exige atenção. A rotação de princípios ativos e o uso consciente dos produtos são medidas essenciais para manter a eficiência do controle ao longo do tempo. Schwengber destaca que a pesquisa agrícola tem contribuído para o avanço no controle da ferrugem asiática, com o desenvolvimento de novos princípios ativos, misturas mais eficientes e cultivares com resistência genética, como a chamada Soja Inox. “Atualmente, a doença já não causa o mesmo temor do passado, graças ao maior conhecimento técnico dos produtores”, relata o extensionista. A expectativa para os próximos anos é de que o manejo aconteça de forma mais eficiente, com atenção redobrada nas condições que favorecem a doença, como safras com clima chuvoso, alta umidade e temperaturas amenas. Foto: Clovis Roberto Schwengber – extensionista rural Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Bagé Jornalista Victor Gabriel Langmantel Silveira
SAÚDE: Quatro em cada dez casos de câncer são evitáveis

Uma nova pesquisa da Organização Mundial da Saúde revelou que quase 4 em cada 10 casos de câncer registrados em 2022 estavam ligados a fatores evitáveis — ou seja, 7,1 milhões de diagnósticos poderiam ter sido evitados. O estudo foi publicado na revista Nature Medicine e analisou 36 tipos de câncer em 185 países. Por definição, o estudo considerou exposições ou práticas cotidianas modificáveis como “fatores evitáveis” para o surgimento da doença. Alguns exemplos:* Uso de tabaco e poluição atmosférica;* Consumo de álcool;* Falta de vacinação;* Obesidade e sedentarismo;* Exposição à radiação ultravioleta.Na prática, são aspectos que podem ser alterados por políticas públicas, mudanças de estilo de vida ou acesso ampliado a vacinas e exames. Dentre todos os fatores listados, dois foram elencados como os principais: tabagismo e infecções. No entanto, “o primeiro lugar” varia de acordo com o país. Um exemplo claro é a alta incidência de câncer de colo do útero em países da América Latina e da África Subsaariana. Mesmo com vacinas eficazes contra o HPV, a doença ainda mata mais de 30 mil mulheres por ano só na região latino-americana. Outro dado que chama atenção é que o câncer de pulmão, fortemente ligado ao tabaco e à poluição, afeta homens e mulheres de forma diferente. Embora os fatores de risco sejam semelhantes, o número de casos entre os homens (1,3 milhão) é quase três vezes maior do que entre as mulheres (477 mil). Em outras palavras: embora os fatores estejam identificados, a vulnerabilidade ao câncer permanece profundamente desigual. O que tirar disso? Mudar hábitos salva vidas — e quanto antes, melhor. A prevenção começa com escolhas individuais. No entanto, ela depende de políticas sérias que garantam vacinas, ambientes limpos e acesso ao diagnóstico precoce. A pergunta que fica é: vamos transformar esses dados em ação ou continuar ignorando o que pode ser evitado?
Anvisa emite alerta sobre uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na segunda-feira (9) um alerta sobre o uso de canetas injetáveis para diabetes e emagrecimento. O órgão demonstrou preocupação com a utilização desses medicamentos sem orientação médica ou para finalidades diferentes das aprovadas oficialmente. A agência destacou que houve aumento nos relatos de pancreatite entre usuários de fármacos como Mounjaro, Saxenda e Ozempic, e que está apurando seis óbitos por complicações no pâncreas que podem estar associados a esses tratamentos. Paralelamente, há uma investigação em curso sobre mais de 200 casos de pacientes que desenvolveram distúrbios pancreáticos enquanto faziam uso desses medicamentos. O comunicado da Anvisa abrange todos os produtos à base de tirzepatida, dulaglutida, liraglutida ou semaglutida, o que inclui todas as canetas injetáveis com registro vigente no país. A discussão sobre a relação entre esses tratamentos e a pancreatite ganhou força após dados da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), do Reino Unido, que registrou 19 óbitos. Embora esses episódios sejam classificados como raros e atípicos, a gravidade dos quadros — incluindo mortes e casos de pancreatite necrosante — acendeu o sinal de alerta. Apesar de a inflamação do pâncreas já constar como possível efeito colateral nas bulas brasileiras, a Anvisa ressaltou que o volume de novas notificações aumentou recentemente. Por isso, o órgão reforça que o uso desses medicamentos deve seguir estritamente as indicações aprovadas em bula, sempre com prescrição e acompanhamento de médico habilitado. O que é a pancreatite? A pancreatite aguda é uma inflamação súbita causada pela autodigestão do pâncreas, processo em que as próprias enzimas pancreáticas passam a agredir o órgão. A condição tem foco na região pancreática, mas pode afetar outras estruturas e sistemas do corpo. O quadro pode ser leve ou grave. Nos casos leves, o impacto no pâncreas e no restante do organismo é limitado. Já na forma grave, o paciente pode apresentar sinais de colapso orgânico, como falência respiratória ou renal, queda acentuada da pressão arterial e hemorragias digestivas. Nos casos críticos, são observadas ainda complicações locais, como formação de abscessos, surgimento de pseudocistos e morte de tecidos pancreáticos (necrose). O que o alerta da Anvisa quer evitar? O objetivo do alerta é desestimular o uso das canetas injetáveis fora das indicações previstas em bula. A maior parte desses medicamentos é indicada para o tratamento de obesidade e diabetes, e alguns também são aprovados para reduzir o risco de eventos cardiovasculares e tratar apneia. Quando usados para outras finalidades, há risco de efeitos colaterais desconhecidos, já que pode não haver evidências científicas ou estudos robustos que sustentem essas novas indicações. A Anvisa também chama atenção para o uso dos remédios com foco em emagrecimento rápido ou fins estéticos, sem avaliação ou prescrição médica. Em caso de suspeita de pancreatite, a orientação é interromper o tratamento imediatamente e não retomá-lo se o diagnóstico for confirmado. O órgão ressalta ainda que, embora as notificações mencionem marcas específicas, parte dos casos pode estar ligada a produtos falsificados. Segundo dados do sistema Vigimed, que reúne notificações enviadas à Anvisa, o cenário atual é o seguinte: 2 óbitos sob suspeita de associação entre Ozempic e quadros de pancreatite; 3 mortes em investigação envolvendo Saxenda; 1 óbito possivelmente relacionado ao uso de Mounjaro. Essas informações ainda são tratadas como hipóteses até a conclusão das análises finais, processo que pode levar de meses a anos. Tanto a agência quanto especialistas destacam que a citação dos medicamentos nas notificações não significa, por si só, comprovação de nexo causal. Isso porque o público que utiliza esses fármacos já apresenta, em geral, maior predisposição ao desenvolvimento de pancreatite. Notas oficiais das fabricantes As duas principais fabricantes das canetas emagrecedoras, Novo Nordisk (Saxenda e Ozempic) e Eli Lilly (Mounjaro), afirmam que o risco de efeitos no pâncreas está descrito em bula em todos os medicamentos. Veja os posicionamentos: Novo Nordisk: “Existe uma advertência de classe para todas as terapias baseadas em incretina (ou seja, agonistas do receptor GLP-1, agonistas duais GIP/GLP-1 e inibidores de DPP-4) referente ao risco de pancreatite. Vários fatores de risco estão implicados no desenvolvimento de pancreatite, incluindo diabetes e obesidade. A pancreatite aguda está incluída como uma reação adversa a medicamentos (RAM) nas bulas de todos os produtos GLP-1 RA comercializados, incluindo Ozempic®, Rybelsus® e Wegovy®, Victoza® e Saxenda®. Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos e orientados a descontinuar o tratamento com semaglutida/liraglutida caso haja suspeita de pancreatite, e sugere-se ter cautela em pacientes com histórico de pancreatite prévia.” Eli Lilly: “A bula de Mounjaro (tirzepatida) adverte que a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) é uma reação adversa incomum e aconselha os pacientes a conversarem com seu médico para obter mais informações sobre os sintomas de pancreatite e informar o médico e interromper o tratamento em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento com Mounjaro“. Fonte: infomoney.com.br
ECONOMIA: Por que abastecer o carro continua tão caro?

Provavelmente você já se fez essa pergunta ao parar no posto. Desde dezembro de 2022, o preço da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras caiu R$ 0,51 (16,4%). Só que, no mesmo período, o valor médio na bomba subiu de R$ 4,98 para R$ 6,33 — alta de 37%. Na prática, encher um tanque de 50 litros ficou, em média, cerca de R$ 67,50 mais caro em três anos. Qual o sentido, então? A explicação está na composição do preço final.28,4% — Parcela Petrobras24,8% — Impostos Estaduais19,3% — Distribuição e revenda16,4% — Etanol misturado ao combustível10,7% — Impostos federais No total, os impostos representam 35,5% do preço na bomba. A recomposição de tributos — como o fim da isenção de PIS/Cofins e o aumento do ICMS — adicionou cerca de R$ 0,47 por litro, anulando parte das reduções feitas nas refinarias. Ainda assim, a presidente da Petrobrás atribuiu o aumento do valor à privatização da BR Distribuidoras, que fez a empresa perder poder de influência no preço. O setor também considera que a redução ocorrida nas distribuidoras foi insuficiente para afetar o valor pago pelo consumidor final. No último corte, que diminuiu R$ 0,14 dos custos, os postos só conseguiriam reduzir R$ 0,06 do preço final. Curiosidade: Apesar da sensação de combustível caro, o Brasil ainda está longe do topo global. Convertido para dólar, o litro custa cerca de US$ 1,17, abaixo da média mundial de US$ 1,30 — colocando o país entre os 40º e 50º mais baratos do mundo.
BRASIL: “Não tem mais essa de Lulinha paz e amor, essa eleição vai ser uma guerra”

Durante o aniversário de 46 anos do PT, em Salvador, Lula disse que a disputa de 2026 será uma “guerra” política e declarou o fim do “Lulinha paz e amor”. Na prática, o recado é que o governo quer partir para o confronto narrativo na campanha e nas redes sociais. O discurso duro vem logo após o crescimento de Flávio Bolsonaro nas últimas pesquisas. Não à toa, Lula e seus aliados têm intensificado conversas para aumentar as articulações políticas do governo nos bastidores. De um lado, Lula tenta isolar a candidatura de Flávio, afastando partidos do Centrão de um eventual apoio à direita, como no caso de Ciro Nogueira. A estratégia é simples: mesmo sem trazê-los para a base formal do governo, garantir ao menos neutralidade na eleição. Do outro, o presidente avalia ampliar sua coalizão eleitoral, inclusive com a possibilidade de rever a composição da chapa presidencial. A ideia discutida agora seria atrair o MDB, o que aumentaria o tempo de TV e a força no Centrão. O movimento, porém, obrigaria Geraldo Alckmin a deixar o pleito, figura que tem se demonstrado leal ao presidente. Recentemente, Lula afirmou que Alckmin teria “um papel a cumprir” em São Paulo, opção já descartada por Geraldo. De acordo com líderes do PT, a grande maioria dos brasileiros já sabe em quem vai votar — ou pelo menos em que “lado” do espectro político deve ficar. Assim, qualquer ajuda para garantir os “10% dos votos em disputa” seria bem-vinda. Durante discurso controverso, Lula lançou uma declaração que soa como um ataque velado aos evangélicos, afirmando que 90% deles recebem benefícios do governo. Essa generalização reducionista transforma uma comunidade religiosa diversa em mero grupo de dependentes de programas sociais, ignorando a autonomia e os valores espirituais que definem milhões de brasileiros. Lula ainda instruiu os militantes petistas a adotarem uma abordagem invasiva, indo “porta a porta” para capturar esse público, sugerindo uma tática eleitoreira que trata a fé como um curral eleitoral, em vez de respeitá-la como pilar da sociedade. Essa estratégia revela a desconexão do PT com o eleitorado evangélico, que historicamente rejeita o partido por suas posturas progressistas em temas como família e liberdade religiosa. Ao rotular os evangélicos como beneficiários estatais e propor uma ofensiva direta para “conquistá-los”, Lula expõe uma visão paternalista e manipuladora, priorizando votos sobre diálogo genuíno.
Cascaval 2026 terá shows, Carnaval Infantil e ação solidária

O município de Casca já se prepara par a viver um dos eventos mais aguardados do calendário local. O Cascaval 2026, acontece de 13 a 15 de fevereiro, na Rua Tiradentes, no centro da cidade, reunindo shows regionais e nacionais, além de um forte compromisso com a segurança pública e a solidariedade. Com o slogan “A batida que faz Casca pulsar”, o Cascaval reforça sua identidade como um dos principais eventos populares da região, valorizando a cultura, a música e o entretenimento, aliados a ações concretas em benefício da comunidade. A programação inicia na sexta-feira (13) com apresentações do DJ Nando, DJ Douglas Zaparoli, da banda Só Pra Curtir e o show nacional com Latino, prometendo uma noite de muita energia e animação. No sábado (14), o público poderá curtir os shows do DJ AllRoss, DJ Kinho, da Banda Saldanha e da dupla Sandro e Cícero, garantindo diversidade musical e ritmo para todos os gostos. Encerrando a programação, no domingo (15), será realizado o Carnaval Infantil, com atividades e atrações voltadas especialmente às crianças, proporcionando um ambiente seguro e divertido para toda a família. O Cascaval 2026 é organizado pelo Conselho Pró Segurança Pública de Casca – CONSEPRO, entidade formada por voluntários com o objetivo de apoiar as forças de segurança e buscar soluções concretas para a proteção da população. Todo o recurso arrecadado com o evento será integralmente revertido para a segurança pública. A presidente do CONSEPRO, Lilian Pozzan, destaca que o Cascaval vai além de um evento festivo. Segundo ela, trata-se de um movimento de resgate cultural, de união da comunidade e, principalmente, de fortalecimento da segurança pública em Casca. O retorno do nome Cascaval, que não era utilizado desde 2013, marca um novo momento do Carnaval no município, com um formato mais organizado, pensado para toda a família e com lazer aliado à responsabilidade social. Os recursos arrecadados serão destinados, especialmente, à ampliação e melhoria do cercamento eletrônico da cidade, com a previsão de instalação de 40 novas câmeras, além da manutenção de equipamentos, conserto de viaturas e atendimento das demandas do quartel da Brigada Militar. A participação da comunidade é fundamental, já que cada ingresso adquirido contribui diretamente para uma Casca mais segura, estruturada e com mais qualidade de vida. Além do investimento em segurança pública, o Cascaval 2026 também terá um viés solidário. Com apoio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esportes, a organização pede que o público leve um quilo de alimento não perecível ou ração para animais. Os alimentos serão destinados à APAE e a ração será encaminhada à ONG A Vida Doa. O evento conta com apoio da Prefeitura de Casca e da Câmara de Vereadores de Casca. Os ingressos estão à venda pela internet (https://www.ingressonacional.com.br/evento/33364/carnaval-de-casca–cascaval-2026) e em pontos físicos nos municípios de Casca, Guaporé, Nova Araçá, Nova Bassano, Nova Prata, Paraí, Serafina Corrêa e Veranópolis. Os valores são:• Passaporte para os dois dias: R$ 60,00• Ingresso sexta-feira (13/02): R$ 45,00• Ingresso sábado (14/02): R$ 30,00• Passaporte Casquense: R$ 50,00• Passaporte bloco (lote de 20 ingressos): R$ 50,00 Mais informações podem ser acompanhadas nas redes sociais oficiais do evento, pelo perfil @cascavaloficial. A Rádio Vila Maria FM abriu espaço nesta manhã de segunda-feira, dia 09 de fevereiro, para o Prefeito de Casca, Jurandi Neri Perin, para o Secretário de Cultura, Adilson Giglioli e para a Presidente do Consepro, Lilian Pozzan.
ECONOMIA: O “foguete” deu ré

Se você investe em cripto e abriu o app da corretora ontem, deve ter levado um susto. O Bitcoin (BTC) resolveu testar o coração dos investidores e cravou uma das quedas daquelas que abalam as convicções. A cripto, que parecia imbatível, despencou mais de 12% em 24 horas, rompendo suportes chave e negociada agora na casa dos US$ 63.500. Se formos olhar desde pico histórico em outubro de 2025, a moeda chegou a cair praticamente 50%. Por que caiu tanto? Analistas apontam não só pânico de curto prazo, mas um “vazio” narrativo. Após a euforia com ETFs de BTC e aprovações regulatórias, faltam catalisadores para justificar preços esticados. Sem grandes novidades, grandes investidores desmontam posições, liquidações explodem e o medo toma conta. O suporte psicológico de US$ 70 mil virou história. Agora na faixa dos US$ 65 mil, gráficos alertam: sem um “chão” rápido, a correção pode ir a US$ 60k, arrastando o mundo cripto para um “inverno” precoce. Takeaway: Sobe no boato, cai na falta dele — agravado pela queda geral em Wall Street (S&P 500 -1,20%, Nasdaq -1,59% ontem), puxada por payroll fraco e receios geopolíticos. Para os novatos, dias como esse são um “batismo de fogo” na volatilidade… para veteranos, só mais uma quinta-feira.
BRASIL: A Suprema divisão da Justiça Federal

O STF tem vivido dias de conflitos silenciosos com discordâncias entre ministros da Corte. Um dos principais indicativos aconteceu ontem, quando o presidente Edson Fachin cancelou a reunião marcada para a próxima quinta-feira que discutiria o novo Código de Ética do STF. Oficialmente, ficou para depois do Carnaval. Nos bastidores, o problema era outro: risco de falta de quórum. A proposta de regras mais claras de conduta incomodou parte dos ministros. Na terça-feira, Moraes disse haver “má-fé” nas críticas ao STF e afirmou que a Constituição e a Lei Orgânica da Magistratura já impõem limites suficientes. Na mesma sessão, Toffoli reforçou essa linha. Defendeu autocontenção, mas afirmou que magistrados podem ser acionistas, proprietários rurais ou sócios de empresas, desde que não façam a gestão direta. O fato é que, enquanto uma ala entende que o tribunal precisa se autorregular para preservar sua imagem, outra enxerga nisso um exagero — e até mesmo uma ameaça. No fim, parece que nem os nossos ministros estão se entendendo sobre quais devem ser os limites da mais alta Corte brasileira.
BRASIL: A fila que tem atrasado as aposentadorias

Quem nunca ouviu falar que os brasileiros “adoram uma fila”. Bom, parece que esse ditado foi levado a outro nível, mas não da forma como você está imaginando. No fim de 2025, o INSS fechou o ano com 3 milhões de pedidos na espera, o maior número há pelo menos 17 anos. Desde o fim do governo Bolsonaro, as filas tiveram uma alta de 172%. Para ter noção do tamanho do problema: 62,6% desses requerimentos já estavam atrasados, ou seja, aguardando resposta há mais tempo do que o prazo legal, de 45 dias. A relevância: Estamos falando de milhões de brasileiros esperando aposentadoria, pensão, auxílio por incapacidade ou benefícios básicos para sobreviver. Embora Lula tenha se comprometido a reduzir a fila, ela só aumentou. Como justificativa para o crescimento, analistas apontam que:* Houve alta na demanda: Entram até 1,3 milhão de novos pedidos/mês, impulsionado pelo rápido envelhecimento da população;* Há falta de funcionários: O INSS perdeu cerca de 40% dos servidores desde 2010; Plus: Quando esses pedidos forem analisados, de 40% a 50% deles viram benefícios pagos, gerando despesas que não estavam no Orçamento. Para 2026, a estimativa é que esses gastos ultrapassem em R$ 9,5 bilhões o Orçamento sancionado, inflacionando as contas públicas.
ECONOMIA: O ouro negro se tornou o motor da economia brasileira

No ano passado, o Brasil conquistou um feito histórico: o país produziu 3,77 milhões de barris de petróleo por dia, um salto de 12% em relação a 2023, puxado pela entrada de novas plataformas no pré-sal, que representa quase 80% dessa produção. O impacto disso aparece direto no comércio exterior. Pelo 2° ano seguido, o petróleo foi o principal produto de exportação do Brasil, somando US$ 44 bilhões em vendas. Mas os recordes não param por aí quando se coloca tudo na conta. As exportações menos as importações de petróleo, derivados e gás resultam em um saldo de US$ 30 bilhões, o maior da história. Mas o boom não é unanimidade: Ambientalistas dizem que o Brasil está acelerando demais a exploração, defendem limitar novos leilões e usar as reservas já descobertas apenas para setores que não conseguem se descarbonizar. Por outro lado: A indústria aponta que o país não pode se dar ao luxo de não explorar as riquezas que possui. Atualmente, a Petrobras tem reservas de petróleo para quase 13 anos.
BRASIL: O time Brasil está ficando caro demais

Depois de terem encolhido nos governos Temer e Bolsonaro, os gastos administrativos da máquina pública voltaram a crescer no Lula III. No ano passado, essas despesas chegaram a R$ 72,7 bilhões, o maior nível em 9 anos. Explicando… Esse é o dinheiro que mantém o governo funcionando no dia a dia, incluindo desde contas de energia, água e telefone até aluguel de prédios, passagens, segurança e limpeza. Esses valores entram todos na linha de gastos livres do governo. A questão é que, desde 2023, entrou no arcabouço fiscal uma regra que limita o crescimento dos gastos a 2,5% ao ano acima da inflação. Só que os gastos obrigatórios — salários, aposentadorias e benefícios — estão crescendo acima desse limite. Isso tem tornado menor o montante disponível para os gastos livres, que também incluem obras de infraestrutura, manutenção de universidades, programas sociais, etc. O recado do cálculo é simples: Quanto mais caro fica o governo por dentro, menos dinheiro sobra para políticas públicas por fora. No fim, isso pode virar um gargalo ao governo, principalmente em um ano de eleições.
MUNDO: Trump escala guerra contra Harvard e exige US$ 1 bilhão

Governo federal x Elite acadêmica. O embate entre Trump e Harvard ganhou mais um capítulo, depois que o presidente veio a público exigir que a universidade pague uma indenização de US$ 1 bilhão. O governo acusa a instituição de má conduta, incluindo negligência em casos de antissemitismo e promoção de “ideologias radicais”. É replay? Trump fez acusações muito parecidas em abril de 2025, quando o mesmo congelou US$ 2,2 bilhões em verbas federais. Na ocasião, Harvard processou o governo e conseguiu liberar parte do dinheiro na Justiça. Desde então, estava na mesa uma proposta de acordo de US$ 500 milhões feita pela universidade, mas que foi classificada como um “insulto” pelo presidente. Em suas redes sociais, ele declarou que deseja “não ter mais nada a ver com Harvard no futuro”, sugerindo um rompimento permanente de financiamento. A universidade nega as acusações e defende que as demandas do governo violam a Primeira Emenda e a autonomia acadêmica. Panorama: Harvard não está sozinha. Brown (US$ 50 mi) e Northwestern (US$ 75 mi) também fecharam acordos financeiros com o governo para preservar seus financiamentos.
TRADICIONALISMO: VI Festa Campeira de Marau divulga programação completa

A organização da VI Festa Campeira de Marau divulgou a programação completa do evento, que será realizado entre os dias 26 de fevereiro e 1º de março, reunindo provas campeiras, disputas tradicionais do laço, gineteada, jogos campeiros e grandes atrações musicais. O evento acontece no Parque Municipal Lauro Ricieri Bortolon com entrada gratuita para pedestres. As provas campeiras iniciam ainda na quinta-feira (26), às 17h, com as disputas individuais de laço, seguido da Taça em duplas a partir das 19h. Na sexta-feira (27), a programação inicia cedo, às 7h, com o 4º Duelo Guerreiros do Laço. À tarde, às 13h, ocorre o tradicional Laço Família, com diversas categorias, fortalecendo a integração entre gerações. A noite encerra com show gratuito do grupo Batecoxa, às 21h. O sábado (28) começa às 7h30 com o 3º Duelo Baronesas do Laço. Na sequência, ocorre o início do Laço Quarteto e Dupla do Rodeio. A abertura oficial do rodeio está marcada para as 18h, seguida da continuidade das provas e gineteada na pista 2. A noite terá shows com Cristiano Quevedo, às 20h30, e Poncho Velho, às 22h, ambos com entrada gratuita. No domingo (1º), as atividades iniciam às 6h30 com a recuperação de armada e seguem com as finais das provas de laço quarteto, duplas e duelos. Às 14h ocorre a prova de vaca parada, voltada às categorias mirins. Durante o dia também serão realizados jogos campeiros, como bocha campeira e bocha 48. A final da gineteada está marcada para as 16h, seguida da última volta do laço quarteto. O encerramento oficial será às 18h, com show gratuito de João Luis Corrêa Ao todo, serão distribuídos R$ 100 mil em prêmios. A VI Festa Campeira de Marau é uma realização da Prefeitura Municipal de Marau, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos, Câmara de Vereadores, 7ª Região Tradicionalista, MTG e entidades tradicionalistas.
OAB/RS realizará nesta quarta (04/02) ato público por mudanças no STF

A OAB/RS promoverá, na quarta-feira (4), às 11h, no auditório OAB Cubo, em Porto Alegre, o “Ato público: O STF precisa mudar – Carta aberta à sociedade gaúcha”. A iniciativa visa estimular uma reflexão ampla, técnica e institucional sobre o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) no Sistema de Justiça brasileiro, especialmente no que diz respeito à observância dos limites constitucionais, ao equilíbrio entre os Poderes e à credibilidade das instituições. A atividade será aberta à sociedade gaúcha e contará com transmissão ao vivo pelo YouTube da entidade. De acordo com o presidente da Ordem gaúcha, Leonardo Lamachia, a mobilização reafirma o compromisso histórico da advocacia com a defesa do Estado democrático de direito. “O Supremo Tribunal Federal exerce um papel central na democracia brasileira, justamente por ser o guardião da Constituição. Quando esse papel é exercido fora dos limites da lei, quem perde é a própria democracia e a confiança da sociedade no sistema de Justiça”, afirma. Lamachia destaca, ainda, que a iniciativa não busca confronto institucional, mas responsabilidade e maturidade democrática. “A OAB/RS não se omite quando percebe riscos à institucionalidade. Este ato é um chamado público, despolarizado, convocando a sociedade, a advocacia, entidades para que se restabeleça o respeito ao devido processo legal, às garantias constitucionais e às prerrogativas da advocacia, pilares indispensáveis para a legitimidade do Judiciário”, completa. O ato e a Carta expressam a preocupação da OAB/RS com a preservação da Justiça como pilar da democracia e com a necessidade de fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições. Serviço O quê? Ato público: o STF precisa mudar – Carta aberta à sociedade gaúcha Quando? Quarta-feira, 4 de fevereiro, 11h Onde? Auditório OAB Cubo – (Rua Manoelito de Ornellas, 55 – Praia de Belas, Porto Alegre) Transmissão: YouTube da OAB/RS
Golpe do bilhete premiado: quadrilha é presa no Rio Grande do Sul

A Polícia Civil da PB, através do trabalho investigativo da DDF da Capital, com apoio da Guarda Municipal, PRF, Unintelpol, CICC; e da PC/RS (Delegacia de Passo Fundo), em uma ação conjunta conseguiram prender uma quadrilha especializada em aplicar o GOLPE DO BILHETE PREMIADO, nesta terça-feira, dia 03 de fevereiro, na orla da capital. Na ação policial foram presos quatro integrantes da quadrilha (três homens e uma mulher). No momento da abordagem a quadrilha já estava com uma idosa/vítima dentro de um dos carros para aplicar o referido golpe. Todos os presos são do estado do Rio Grande do Sul. Foram aprendidos dois carros locados pela quadrilha (um Nívus, preto e um Argo, preto). Foi dado cumprimento a três mandados de prisão expedidos em desfavor de um dos presos, um homem de 43 anos, que já era foragido de outros estados. Vale ressaltar que essa mesma quadrilha já foi autuada em outros estados aplicando o mesmo, especialmente na Bahia e em Sergipe.
ECONOMIA: Nova tabela do IR entra em vigor e já terá impacto no próximo salário

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte. As alterações começaram a valer para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida. Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil: – Trabalhadores com carteira assinada; – Servidores públicos; – Aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios. A regra também se aplica ao décimo terceiro salário. Desconhecimento O integrante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) Adriano Marrocos tranquiliza os trabalhadores com carteira assinada, pois a isenção para quem recebe até R$ 5 mil e os descontos graduais, para quem tem renda de R$ 5.001 a R$ 7.350, serão automáticos. “Quem tem emprego, não precisa se preocupar, pois os cálculos são automáticos nos programas que geram as folhas de pagamento. O que a pessoa deve observar é que há o cálculo combinado com o redutor adicional e o desconto simplificado.” Comunicação mais eficaz Para acabar com as dúvidas, o contador Adriano Marrocos sugere a melhoria da comunicação com os trabalhadores. “Em relação aos empregados, a sugestão é o envio de um texto explicando as mudanças e que não se trata de aumento de salário, mas de redução de imposto.” Na sexta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em suas redes sociais a notícia de que a isenção do IR começa a ser percebida no salário recebido neste mês. “Está valendo: quem ganha até R$ 5 mil agora tem Imposto de Renda ZERO. E quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 está pagando menos imposto. É mais dinheiro para cuidar da família, organizar a vida e viver melhor. Isso é justiça tributária, e ela está chegando para milhões de brasileiros e brasileiras”, disse o presidente Lula. De onde vem o dinheiro? A conta da renúncia fiscal, estimada em R$ 25,4 bilhões, será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM). Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem: – renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%; – renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%. Com o do novo imposto voltado à alta renda, o contador Adriano Marrocos acredita que o impacto na arrecadação federal de tributos deve ser mínimo. “Já havia benefício de isenção para quem recebia até dois salários-mínimos (R$ 3.036). Então, a renúncia só tem a margem de R$ 3.036,01 a R$ 5 mil. De outro lado, o governo federal sancionou a cobrança de imposto de renda de parcelas que eram isentas, como a distribuição de lucros.” Na hora de declarar o IR De acordo com o Ministério da Fazenda, a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026. O conselheiro Adriano Marrocos explica que para a Declaração do Imposto Renda Pessoa Física anual, a ser entregue em maio deste ano, nada muda. “Esses trabalhadores ainda terão que entregá-la normalmente. O benefício teve início apenas em janeiro de 2026, ou seja, qualquer reflexo da redução do IR deverá ser percebido somente em maio de 2027.” O Ministério da Fazenda explica que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração: – Dependentes: R$ 189,59 por mês; – Desconto simplificado mensal: até R$ 607,20; – Despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano; – Declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640. Marrocos esclarece ainda que a dispensa da entrega da declaração para quem ganha menos de R$ 5 mil em 2026 não toma por base apenas o rendimento tributável, mas os rendimentos isentos e não tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte, além dos bens. Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil. Para os contribuintes que temem errar o preenchimento da declaração do imposto de renda em 2026 e 2027, a dica é observar o que está detalhado no informe disponibilizado pelas empresas obrigatoriamente no primeiro trimestre de cada ano. “Os dados gerados pelas empresas são enviados para a Receita Federal, por meio de declarações eletrônicas mensais e trimestrais. Assim, a ocorrência de erro é baixa.” Além da necessidade de o contribuinte declarar da mesma forma que está descrito no Informe de Rendimentos, é “importante conferir os dados na declaração pré-preenchida pela Receita Federal antes de confirmar o envio”, lembra o contador.
ECONOMIA: A nova Argentina vem pelo frete grátis

Desde que Milei abriu a economia para o livre mercado, comprar do exterior deixou de ser exceção e virou rotina para grande parte dos nossos hermanos. No ano passado, as importações de bens de consumo saltaram 55%, batendo US$ 11,4 bilhões. Só nas compras online internacionais, o volume quase triplicou, chegando a US$ 955 milhões. Na prática, os argentinos passaram a comprar direto de fora produtos como Lego, computadores da Apple, garrafas Stanley, roupas e eletrônicos. O motivo para isso é simples: Milei derrubou tarifas que, por décadas, tornavam produtos importados caríssimos. Em 2024, ele elevou o limite de compras por remessa de US$ 1 mil para US$ 3 mil e liberou até US$ 400 por ano sem imposto. O resultado disso pode ser visto em um simples exemplo: o mesmo Stanley usado para tomar o tradicional mate custa até 45% menos quando comprado de uma loja de fora da Argentina do que de uma do país. Mas também existe o outro lado da moeda Basta pensar no discurso de Trump ao anunciar tarifas, afirmando que quer proteger os EUA e fazer o país “grande de novo”… Quando os produtos do exterior ficam muito mais baratos, quem tende a sentir o impacto é a indústria local. Tanto que o setor têxtil argentino teve 16 mil empregos perdidos — cerca de 13% da sua força de trabalho — desde a posse de Milei. Outro caso é a dor de cabeça que a chegada das chinesas Shein e Temu no país está dando ao Mercado Livre.
POLÍCIA: TCU identifica manobras do governo para driblar regras fiscas e gastar “por fora”

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) identificaram práticas do governo Lula que permitem gastos e financiamentos fora do Orçamento Geral da União, o que, segundo a corte, compromete a transparência fiscal e enfraquece a credibilidade da política econômica. O alerta consta em relatório da Unidade de Auditoria Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal), elaborado para o gabinete do ministro Bruno Dantas. O documento propõe prazos entre 30 e 180 dias para que ministérios, estatais e órgãos de controle corrijam os mecanismos apontados. A auditoria foi aberta após o TCU detectar execução de recursos do programa Pé-de-Meia fora do Orçamento. O relatório ainda será analisado por Dantas antes de seguir ao plenário da Corte. Entre os problemas identificados estão o uso de fundos públicos fora das regras fiscais, a ampliação do papel de estatais, a capitalização de fundos privados com dinheiro público e o não recolhimento de receitas à Conta Única do Tesouro Nacional. Gastos fora do Orçamento expõem perda de credibilidade do arcabouço fiscal O TCU aponta que a fragilização do arcabouço fiscal se intensificou com a aprovação da LDO de 2026, que excluiu do cálculo fiscal despesas da Petrobras, da ENBPar e até R$ 5 bilhões do Novo PAC. A lei também autorizou retirar até R$ 10 bilhões do resultado primário das estatais e permitiu que o governo mire apenas o piso da meta fiscal. Desde o início do mandato, o governo já acumulou R$ 336,9 bilhões em gastos fora das regras fiscais. Esse montante inclui recursos da PEC da Transição, pagamento de precatórios atrasados, despesas emergenciais no Rio Grande do Sul e socorro a setores afetados pelo tarifaço dos EUA. “Dribles” envolvem uso de dinheiro que não passa pela Conta Única do Tesouro A auditoria identificou dois principais mecanismos de afastamento de receitas do Orçamento. O primeiro é a descaracterização de receitas públicas, direcionadas diretamente a fundos privados como os dos programas Pé-de-Meia e Mover, além do Fundo Rio Doce. O segundo mecanismo é o não recolhimento de receitas à Conta Única, com repasses diretos a estatais ou contas paralelas. Um exemplo é a remuneração da PPSA descontada antes do repasse ao Fundo Social, que pode gerar um “orçamento paralelo” de até R$ 466 bilhões até 2033, segundo o TCU. Também foram citados repasses diretos à Caixa no Auxílio Gás, uso de multas ambientais fora do Orçamento, honorários advocatícios da União sem registro orçamentário e receitas próprias de instituições científicas fora dos limites fiscais. Uso de fundos públicos pode mascarar contas públicas, diz TCU O tribunal alertou para o uso de fundos públicos em políticas de crédito, especialmente via BNDES, que podem gerar uma percepção artificial de melhora fiscal. Entre 2023 e 2024, os recursos de fundos públicos no banco quase dobraram, passando de R$ 39,2 bilhões para R$ 75,5 bilhões. No mesmo período, o BNDES repassou R$ 29,5 bilhões em dividendos ao Tesouro e recebeu R$ 30,4 bilhões em aportes de fundos. O TCU também chamou atenção para a perpetuação de fundos garantidores criados em caráter excepcional, como os do Pronampe e do PEAC, que mantêm saldos sem regras claras de devolução à União. TCU propõe prazos para órgãos do governo adequarem gastos às regras fiscais O relatório propõe medidas para regularizar o recolhimento de receitas ao Tesouro, ampliar a transparência e adequar fundos públicos e privados ao arcabouço fiscal. Entre as determinações, estão prazos para que o MME e a PPSA recolham receitas à Conta Única, para que a CGU mapeie e divulgue receitas fora do Orçamento e para que o Ministério do Planejamento impeça transferências sem registro orçamentário. Também é proposto que Fazenda, MPO, BNDES e Finep apresentem um plano para mensurar os subsídios ocultos em operações financeiras com fundos públicos. Ao Banco Central, o TCU recomenda ajustes no registro fiscal de repasses do FNDCT à Finep. O tribunal conclui com um alerta: manter gastos e financiamentos fora do Orçamento compromete a credibilidade fiscal, aumenta a opacidade das contas públicas e pode gerar conflitos com a política monetária.
Carnaval é feriado? Entenda o que diz a legislação trabalhista

Quando o Carnaval se aproxima, uma dúvida volta a circular entre empresas e trabalhadores: afinal, é feriado ou não? No Brasil, o Carnaval não é feriado nacional. A folga depende de leis estaduais ou municipais, de acordos ou convenções coletivas e de políticas internas das empresas. Na ausência dessas previsões, o dia é considerado ponto facultativo, cabendo ao empregador decidir sobre o funcionamento e a liberação dos funcionários. De acordo com o advogado trabalhista Guilherme Anguinoni, é comum que essa confusão gere riscos jurídicos. “Muitos trabalhadores acreditam que o Carnaval é automaticamente um feriado, o que não é verdade. Se não houver previsão legal local ou acordo coletivo, a falta injustificada pode resultar em desconto salarial ou outras penalidades previstas em lei”, explica. O especialista ressalta ainda a importância da comunicação clara. “Para evitar conflitos, o ideal é que as empresas informem com antecedência como será o expediente no Carnaval. Transparência e alinhamento são fundamentais para garantir segurança jurídica tanto para o empregador quanto para o empregado”, conclui.
GAECO/MPRS: Ex jogador do Juventude denunciado por manipulação de apostas e lavagem de dinheiro

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) denunciou um ex-jogador do Juventude por fraude e manipulação de competição esportiva e lavagem de bens, direitos e valores, no âmbito da Operação Totonero. A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, foi apresentada no dia 30 de janeiro à Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul e aponta a atuação do atleta em esquema de manipulação de apostas envolvendo partidas do Campeonato Brasileiro Série A de 2025, além da ocultação de valores superiores a R$ 1,9 milhão obtidos de forma ilícita. Segundo o promotor Manoel Figueiredo Antunes, o atleta solicitou ou aceitou vantagem patrimonial para, de forma deliberada, receber cartões amarelos em duas partidas do Brasileirão — uma realizada em 29 de março de 2025, em Caxias do Sul, e outra em 10 de maio de 2025, em Fortaleza. A investigação apurou que, antes dos jogos, houve aumento anormal de apostas na modalidade “cartão de jogador”, indicando que os apostadores já tinham conhecimento prévio do resultado do lance. Ainda de acordo com o GAECO, o denunciado recebeu valores expressivos de empresas ligadas à exploração de apostas esportivas, os quais foram posteriormente ocultados e dissimulados por meio de movimentações bancárias incompatíveis com sua renda lícita declarada. “Além disso, requeremos o compartilhamento de todas as provas com a Polícia Federal para apuração de eventuais crimes conexos de caráter interestadual”, disse Manoel Figueiredo Antunes. OPERAÇÃO TOTONERO A Operação Totonero foi deflagrada pelo 5º Núcleo Regional do GAECO – Serra no dia 20 de maio de 2025, no contexto de um procedimento investigatório criminal instaurado a partir de informações encaminhadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e por entidades internacionais de monitoramento da integridade das apostas esportivas. Foram cumpridos dois mandados de busca, um na casa do atleta e outro no Estádio Alfredo Jaconi, no armário de uso pessoal do jogador que atuava no clube na época. A ação teve como objetivo apurar a manipulação de mercados secundários de apostas, especialmente relacionados à aplicação de cartões em partidas do Campeonato Brasileiro Série A. Durante a fase ostensiva da operação, também foram deferidas diversas medidas cautelares, como quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático, que subsidiaram a denúncia agora apresentada pelo GAECO.
