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ECONOMIA: Por que abastecer o carro continua tão caro?

09/02/2026 Rádio Vila Maria FM Notícias

Provavelmente você já se fez essa pergunta ao parar no posto. Desde dezembro de 2022, o preço da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras caiu R$ 0,51 (16,4%). Só que, no mesmo período, o valor médio na bomba subiu de R$ 4,98 para R$ 6,33 — alta de 37%.

Na prática, encher um tanque de 50 litros ficou, em média, cerca de R$ 67,50 mais caro em três anos.

Qual o sentido, então? A explicação está na composição do preço final.
28,4% — Parcela Petrobras
24,8% — Impostos Estaduais
19,3% — Distribuição e revenda
16,4% — Etanol misturado ao combustível
10,7% — Impostos federais

No total, os impostos representam 35,5% do preço na bomba. A recomposição de tributos — como o fim da isenção de PIS/Cofins e o aumento do ICMS — adicionou cerca de R$ 0,47 por litro, anulando parte das reduções feitas nas refinarias.

Ainda assim, a presidente da Petrobrás atribuiu o aumento do valor à privatização da BR Distribuidoras, que fez a empresa perder poder de influência no preço.

O setor também considera que a redução ocorrida nas distribuidoras foi insuficiente para afetar o valor pago pelo consumidor final. No último corte, que diminuiu R$ 0,14 dos custos, os postos só conseguiriam reduzir R$ 0,06 do preço final.

Curiosidade: Apesar da sensação de combustível caro, o Brasil ainda está longe do topo global. Convertido para dólar, o litro custa cerca de US$ 1,17, abaixo da média mundial de US$ 1,30colocando o país entre os 40º e 50º mais baratos do mundo.

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