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ECONOMIA: A nova Argentina vem pelo frete grátis

03/02/2026 Rádio Vila Maria FM Notícias

Desde que Milei abriu a economia para o livre mercado, comprar do exterior deixou de ser exceção e virou rotina para grande parte dos nossos hermanos. No ano passado, as importações de bens de consumo saltaram 55%, batendo US$ 11,4 bilhões. Só nas compras online internacionais, o volume quase triplicou, chegando a US$ 955 milhões.

Na prática, os argentinos passaram a comprar direto de fora produtos como Lego, computadores da Apple, garrafas Stanley, roupas e eletrônicos.

O motivo para isso é simples: Milei derrubou tarifas que, por décadas, tornavam produtos importados caríssimos. Em 2024, ele elevou o limite de compras por remessa de US$ 1 mil para US$ 3 mil e liberou até US$ 400 por ano sem imposto.

O resultado disso pode ser visto em um simples exemplo: o mesmo Stanley usado para tomar o tradicional mate custa até 45% menos quando comprado de uma loja de fora da Argentina do que de uma do país.

Mas também existe o outro lado da moeda 
Basta pensar no discurso de Trump ao anunciar tarifas, afirmando que quer proteger os EUA e fazer o país “grande de novo”… Quando os produtos do exterior ficam muito mais baratos, quem tende a sentir o impacto é a indústria local.

Tanto que o setor têxtil argentino teve 16 mil empregos perdidos — cerca de 13% da sua força de trabalho — desde a posse de Milei. Outro caso é a dor de cabeça que a chegada das chinesas Shein e Temu no país está dando ao Mercado Livre.

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