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Vila Maria FM

ECONOMIA: Brasil bate recorde de dívida em três frentes

Governo, famílias e empresas brasileiras atingiram simultaneamente os maiores níveis de endividamento e inadimplência de suas respectivas séries históricas. Olhando, em números, para cada área: (Imagem: Estadão | Reprodução)Governo: A dívida bruta saltou para 81,93% do PIB. O valor é mais que o dobro dos 53% registrados uma década atrás, e chega perto da máxima histórica. (Imagem: Estadão | Reprodução)Famílias: O percentual de famílias endividadas saiu da faixa de 60% observada até 2018 para 82% atualmente, com a maior parte da alta concentrada a partir de 2021. Esse é o maior nível da série iniciada em 2010. (Imagem: Estadão | Reprodução) Empresas: Cerca de 9 milhões de CNPJs estão inadimplentes atualmente. Além disso, as companhias de capital aberto elevaram sua dívida líquida de R$ 719 bi para R$ 1,3 tri — registrando uma alta de 89% nos últimos 6 anos. Pense que quando a dívida pública, das famílias e das empresas sobem juntas, o efeito é sentido em cascata. Ou seja, juros mais altos encarecem o crédito para todos, e o aperto em um setor reduz a capacidade de consumo e investimento nos outros. Ainda assim, parte desse endividamento não surgiu agora. O comprometimento da renda das famílias com dívidas segue em trajetória de alta desde meados dos anos 2000, com a única queda relevante registrada durante a pandemia. O Tesouro Nacional já reformulou o Plano Anual de Financiamento para aumentar a fatia de títulos públicos atrelados à Selic, como uma resposta direta à resistência de investidores em comprar papéis indexados à inflação.

BRASIL: Governo envia Orçamento de 2027 ao Congresso

O governo Lula entregará hoje ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária de 2027, com um superávit primário esperado de 0,1% do PIB. Esse é o último orçamento de Lula antes das eleições e o primeiro a ser executado por quem vencer a disputa. Explicando: O governo precisa enviar todo ano ao Congresso uma previsão de quanto vai arrecadar e quanto vai gastar no ano seguinte. Ele define valores para áreas como saúde, educação, aposentadorias e pagamento de juros da dívida pública. O texto chega em meio a uma ofensiva do Ministro da Fazenda, Dario Durigan, de convencer bancos e investidores de que o ajuste fiscal vai acontecer, mas que não virá neste orçamento. Isso porque a proposta mostra o governo mexendo mais na composição do gasto do que no seu tamanho total. As despesas obrigatórias, como aposentadorias e salários, vão crescer cerca de 6,8%, abaixo do teto fiscal, gerando uma “economia” de cerca de R$ 100 bi. Ainda assim, parte dessa economia será usada para aumentar outras despesas, que devem custar R$ 180 bi. A relevância: A política econômica tem sido um dos temas mais importantes para as campanhas dos candidatos nessas eleições. Isso porque o mercado financeiro já projeta um déficit de R$ 55 bi em 2027, o oposto do superávit anunciado pelo governo. Na prática, o rumo fiscal que os candidatos defendem na campanha é o mesmo que vai determinar se essa conta melhora ou piora a partir do próximo ano. O projeto do Orçamento agora segue para tramitação no Congresso antes de virar lei.

MUNDO: EUA e Venezuela fecham acordo por petróleo

Os Estados Unidos e a Venezuela fecharam, no final de semana, o maior acordo de petróleo da história mundial. Com o pacto, os EUA passam a ser donos dos 17 principais campos petrolíferos da Venezuela, assumindo o controle de +65 bilhões de barris. A Venezuela abriga a maior reserva de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris — o equivalente a 17% da oferta global. A negociação pode trazer uma arrecadação de US$ 209 bi para o governo venezuelano. O acordo vem quase 9 meses depois de forças americanas capturarem Nicolás Maduro. A presidente interina, Delcy Rodríguez, negociou diretamente com o secretário de Estado Marco Rubio e disse que o pacto terá duração de 25 anos. O que está por trás disso?A medida surge enquanto Trump enfrenta pressão política com a midterms — eleições do Congresso —, além da alta nos preços da gasolina por conta da guerra com o Irã. O acordo é apresentado pela Casa Branca como a solução para baixar os preços nos EUA. Marco Rubio chamou o acordo de “grande vitória”, prometendo geração de empregos na Venezuela. Rodríguez afirmou que o pacto preserva a soberania do país e mira elevar a produção para 1,5M de barris/dia. A nova empresa criada com o acordo vai ser a segunda maior detentora corporativa de reservas de petróleo do mundo, atrás apenas da Saudi Aramco. O petróleo comprado abastecerá a reserva estratégica e o uso militar dos EUA. O texto integral do acordo ainda não foi divulgado.

Inicia colheita da canola no Rio Grande do Sul

A colheita da canola iniciou nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. A cultura está predominantemente em estágios reprodutivos, sendo 62% da área em floração e 28% em enchimento de grãos. As áreas mais tardias (8%) ainda estão em desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces (2%) em maturação. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (27/08), o desempenho das lavouras de canola está satisfatório e o potencial produtivo nas principais áreas produtoras, adequado. A disponibilidade de umidade tem sustentado o desenvolvimento das plantas, embora o excesso de precipitações e a baixa luminosidade tenham provocado restrições pontuais quanto à entrada de máquinas e à manutenção do ritmo de manejo. Ainda não foi possível realizar levantamento de eventuais impactos por geada sobre as áreas cultivadas com canola no Estado, que nesta safra totalizam 353.397 hectares, com produtividade média estimada em 1.619 kg/ha. Na região de Santa Rosa, 7% das lavouras de canola estão em desenvolvimento vegetativo, 51% em floração, 40% em enchimento de grãos e 2% em maturação. Os períodos ensolarados, associados às temperaturas amenas, favoreceram a evolução dos estádios reprodutivos, especialmente a formação e o enchimento das síliquas. A cultura apresenta bom desempenho e elevado potencial produtivo. Trigo – A cultura de trigo apresenta desenvolvimento dentro da normalidade, embora a baixa luminosidade e as chuvas frequentes tenham limitado o ritmo de crescimento e a execução de operações de manejo nas diferentes regiões produtoras. Predomina no RS o estágio de desenvolvimento vegetativo (61%), e as parcelas mais adiantadas se encontram em floração (28%), enchimento de grãos (10%) e em maturação (1%). A área de trigo projetada para esta Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha. Nas áreas em floração, a combinação de elevada umidade relativa, nebulosidade e precipitações aumentou o risco de incidência de doenças da espiga, especialmente giberela, o que exigiu o monitoramento de possível infecção floral. Também foram observados sintomas de doenças foliares e oídio, sobretudo em cultivos com maior disponibilidade de nitrogênio. O excesso de umidade do solo tem restringido a entrada de máquinas, retardando aplicações de nitrogênio e produtos fitossanitários. Carinata – As lavouras se encontram em estágios reprodutivos, sendo 63% em floração plena e 27% em enchimento de grãos. Os estádios vegetativo e de maturação correspondem, respectivamente, a 9% e 1% da área cultivada. O desenvolvimento está satisfatório, e houve evolução adequada das estruturas reprodutivas. A melhora da luminosidade durante o período favoreceu a atividade dos polinizadores nas áreas em florescimento e contribuiu para o avanço do enchimento dos grãos nas lavouras mais adiantadas. Aveia-branca – As lavouras de aveia-branca estão nas fases de desenvolvimento vegetativo (30%), floração (35%), enchimento de grãos (33%) e maturação (2%). Algumas áreas pontuais foram colhidas, mas não apresentam expressão estatística.  Os cultivos no RS apresentam boa sanidade, embora as temperaturas e a recorrência de chuvas tenham influenciado a evolução do ciclo. Em áreas onde o manejo fitossanitário foi realizado com maior intensidade, observa-se melhor condição sanitária; a incidência de doenças é pontual. A estimativa de plantio é de 387.697 hectares, e a produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha. Cevada – A cevada apresenta distribuição fenológica concentrada no desenvolvimento vegetativo, que abrange 78% da área estadual. Estão 16% em floração e 6% em enchimento de grãos. O excesso de umidade e a persistência de condições climáticas pouco favoráveis têm reduzido o ritmo de desenvolvimento, causando amarelecimento na base das plantas. A área estimada de cultivo é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha. CULTURAS DE VERÃO Milho – Os cultivos estão em fase inicial de semeadura, com ritmo condicionado pela elevada umidade dos solos e pela ocorrência de chuvas, que têm limitado o acesso do maquinário e, em alguns locais, prejudicado as condições de plantabilidade. As áreas já implantadas evoluem para os estádios iniciais de emergência e desenvolvimento vegetativo, favorecidas por temperaturas mais elevadas, registradas no início do período. Nas regiões onde houve maior abertura de janela operacional de plantio indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), em especial no Noroeste do RS, a semeadura avançou de forma mais expressiva. Já em localidades mais frias ou com maior persistência de umidade, a implantação ainda ocorre de modo pontual. A área de milho a ser cultivada no Estado na Safra 2026/2027 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. As projeções iniciais apresentam tendência de aumento de área cultivada. As estimativas para a Safra de Grãos de Verão serão apresentadas durante a 49ª edição da Expointer, que acontece de 29 de agosto a 06 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Texto: Ascom Emater/RS-Ascar Foto: José Schafer – Divulgação Emater/RS-Ascar Legenda: Lavoura de canola em colheita em Tuparendi

TCC de aluna de Engenharia de Produção da CESURG Marau é finalista do Prêmio ABEPRO

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Melissa Vicenzi Fioreli, aluna do curso de Engenharia de Produção da Faculdade CESURG Marau, está entre os finalistas do Prêmio ABEPRO. A premiação reconhece os melhores trabalhos de estudantes de graduação e pós-graduação do país na área. Orientado pelo professor Me. Igor Bosa, o trabalho concorre ao Prêmio Luiz Antonio Meireles com o título “Aplicação de algoritmo genético para resolução do problema de roteamento de veículos na coleta de leite a granel”. O estudo teve como objetivo otimizar as rotas utilizadas pelos veículos responsáveis pela coleta de leite a granel em um laticínio localizado no norte do Rio Grande do Sul. Para isso, foram utilizados Algoritmos Genéticos aplicados ao Problema de Roteamento de Veículos, considerando as particularidades da operação real da empresa. “Os resultados demonstram a aplicabilidade da Engenharia de Produção na resolução de problemas reais. O modelo desenvolvido possibilitou uma redução de 23,33% na frota necessária para a coleta, passando de 30 para 23 caminhões, além de alcançar um aproveitamento médio de 98,44% da capacidade de carga dos veículos. São resultados que evidenciam o potencial da pesquisa acadêmica para gerar eficiência e apoiar a tomada de decisão nas empresas”, destaca o orientador, professor Me. Igor Bosa. O anúncio dos vencedores acontece durante o Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), que acontece de 20 a 23 de outubro, na USP, em São Paulo.

Infarto exige atenção aos sinais e rapidez no atendimento

O infarto agudo do miocárdio está entre as principais emergências cardiovasculares e exige atendimento rápido para reduzir o risco de complicações e preservar o músculo do coração. No Brasil, cerca de 400 mil pessoas morrem por doenças cardiovasculares a cada ano, o que reforça a importância da prevenção, do reconhecimento dos sinais de alerta e da busca imediata por atendimento médico. Em Passo Fundo, o Centro Cardioneurovascular do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) é referência no atendimento aos casos de infarto e está entre as instituições pioneiras no Brasil e na América Latina nesse tipo de assistência. Desde 1999, a Instituição mantém atendimento especializado 24 horas por dia, sete dias por semana, com estrutura preparada para o diagnóstico e o tratamento emergencial. De acordo com o coordenador técnico do Laboratório de Hemodinâmica do HSVP, o cardiologista intervencionista Dr. Rogério Tumelero, o infarto ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do músculo cardíaco é interrompido, geralmente em decorrência da obstrução de uma artéria coronária. “Quanto mais rápido o paciente chegar ao atendimento especializado, maiores são as possibilidades de realizar o diagnóstico e o tratamento de forma rápida, reduzindo o risco de complicações e de sequelas”, explica. Atenção aos sinais pode salvar vidas O principal sinal de alerta é a presença de dor, pressão, aperto ou desconforto no peito, que pode se espalhar para as costas, ombros, pescoço ou mandíbula. Esses sintomas podem vir acompanhados de falta de ar, náuseas, vômitos, suor frio, tontura ou uma sensação intensa de mal-estar. Os sintomas, no entanto, nem sempre aparecem da mesma maneira. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem apresentar manifestações menos típicas. Nas mulheres, por exemplo, falta de ar, náuseas, cansaço e desconforto nas costas ou na mandíbula podem estar relacionados ao infarto. Em idosos, o quadro pode se manifestar principalmente por mal-estar e cansaço. Já pessoas com diabetes podem ter alterações na sensibilidade à dor e, em alguns casos, apresentar um infarto sem a característica dor no peito. Por isso, sintomas como mal-estar súbito, cansaço incomum, desconforto no peito, náuseas, falta de ar e suor frio não devem ser ignorados, especialmente quando surgem de forma inesperada ou durante a madrugada. Prevenção e atendimento rápido fazem a diferença Embora alguns fatores de risco, como o histórico familiar, não possam ser modificados, grande parte deles pode ser controlada. “Manter a pressão arterial, o colesterol e a glicemia sob controle, reduzir o consumo de sal, ter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, utilizar corretamente os medicamentos prescritos e não fumar são medidas importantes para proteger a saúde cardiovascular. Todos os demais fatores de risco nós podemos controlar. Portanto, a prevenção deve começar o quanto antes”, destaca o Dr. Tumelero. Mas, diante de sinais que possam indicar um infarto, a prioridade é buscar atendimento imediatamente. A orientação do cardiologista é não realizar esforços, não tentar caminhar e não dirigir. A pessoa deve permanecer sentada ou deitada e solicitar ajuda para chegar a um serviço de emergência o mais rápido possível. “A rapidez é fundamental porque o tempo de atendimento influencia diretamente a quantidade de músculo cardíaco que pode ser preservada. No hospital, a equipe realiza a avaliação clínica e os exames necessários para confirmar o diagnóstico e definir a estratégia de tratamento”, explica. Estrutura completa para o atendimento ao infarto O HSVP conta com uma estrutura especializada e integrada para o atendimento de emergências cardiovasculares 24 horas por dia. O complexo reúne laboratório de hemodinâmica, eletrofisiologia, cirurgia cardíaca e UTI cardiológica, com equipes multiprofissionais capacitadas para atuar de forma coordenada e ágil. Nos casos de infarto com indicação de intervenção, o cateterismo cardíaco de urgência é o tratamento de referência. De acordo com o Dr. Rogério Tumelero, a avaliação das artérias coronárias permite definir a melhor estratégia para cada paciente. “Quando há uma obstrução será realizado o desentupimento, o que chamamos de angioplastia coronária, podendo ser resolvida também com aspiração do coágulo. Em algumas raras situações, poderá ser realizado cirurgia cardíaca de urgência”, explica. No Centro Cardioneurovascular do HSVP, essa estrutura permite realizar desde o diagnóstico até o tratamento no mesmo ambiente hospitalar, de acordo com a necessidade de cada caso. “Mais do que contar com tecnologia e equipes especializadas, o atendimento ao infarto depende de uma atitude fundamental: reconhecer os sinais e procurar ajuda imediatamente. Em uma emergência cardiovascular, cada minuto pode fazer diferença”, finaliza o especialista. Foto – Ana Paula Koenemann – Comunicação HSVP

Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa

Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus. Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país. A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos entrevistados declarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%). Além disso, os dados apontam que grande parte da população está exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça eleva as chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos que jamais fumaram. Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos. Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as demais idades também necessitem de cuidado. Outras Categorias A população com mais de 60 anos lidera o índice de ex-fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%). Entre as regiões do país, o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%). A pesquisa também demonstra que o consumo de cigarros está atrelado a fatores socioeconômicos. Os entrevistados que possuem renda salarial de até um salário mínimo apresentam a maior taxa de tabagismo, com 19%. Já em relação ao nível de escolaridade, aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental também apresentam o maior índice de tabagismo, com 21%.  O estudo indica ainda uma forte relação entre o tabagismo e outros comportamentos de risco: 84% dos fumantes relataram manter até quatro hábitos prejudiciais à saúde no cotidiano, destacando-se o sedentarismo e a ingestão exagerada de frituras e produtos ultraprocessados. Em contrapartida, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmam não ter nenhum hábito prejudicial à saúde, o dobro do índice observado entre os fumantes (9%). Já os ex-fumantes lideram a categoria de apenas um hábito ruim (44%) e apresentam baixas taxas de múltiplos deslizes. O cenário sugere que abandonar o cigarro costuma vir acompanhado de uma reestruturação ampla do estilo de vida, restando apenas um deslize residual na rotina. Outro dado do estudo revela que 63% dos fumantes classificam a própria saúde como “ótima” ou “boa”. Essa percepção positiva supera inclusive a das pessoas que jamais fumaram (61%), ainda que a diferença esteja contida na margem de erro, demonstrando que os fumantes se consideram tão saudáveis quanto os não fumantes. *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.

Eclipse parcial da Lua nesta quinta-feira (27) será visto em todo o Brasil

A partir das 23h34, hora de Brasília, desta quinta-feira (27), um eclipse parcial da Lua poderá ser visto em todo o território brasileiro. O ponto máximo será às 01h31, já na madrugada da sexta-feira (28), quando estará na fase mais obscura. A astrônoma do Observatório Nacional Josina Oliveira do Nascimento disse que esse tipo de eclipse ocorre toda vez que a Lua entra na sombra da Terra, formada pela incidência do Sol.  “Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra, mas a Lua nem sempre entra nessa sombra”. “No ano que vem, vamos ter dois eclipses só penumbrais. A Lua vai passar só pela penumbra e vai sair”, adiantou Josina Oliveira. De acordo com a astrônoma, todos os eclipses ocorrem com Lua cheia e o formato depende do quanto ela vai entrar na sombra da Terra.  “Se o plano de órbita da Lua em torno da Terra fosse o mesmo do plano de órbita da Terra em torno do Sol, toda Lua cheia teria eclipse, mas acontece que não, porque a Lua faz um plano de órbita que é inclinado em 5 graus em relação ao outro”, explicou. Para ter uma boa observação do fenômeno é preciso paciência. Segundo Josina Oliveira, ao entrar na penumbra, que é a sombra mais clara, ainda não é possível notar qualquer diferença no brilho da Lua. “A gente sabe que ela está lá, porque às 22h24 vai entrar na penumbra, mas entre 22h24 e 23h34, que é a hora que ela vai começar a entrar na umbra, a gente vai olhar para a Lua e vai ver iluminada igualmente. Não dá para perceber nenhuma diferença olhando para ela. Agora, quando for 23h34, aí começa a perceber a diferença”, explicou, acrescentando que o estudo dos horários em que os eventos ocorrem se baseia unicamente nas posições do Sol, da Terra e da Lua. “É isso que define a luminosidade. É a mesma coisa de quando a gente sabe exatamente a hora em que a Lua entrou na Lua cheia, no quarto minguante e no quarto crescente. Cada mês tem um horário diferente. O que a gente precisa para saber disso é a posição do Sol, da Terra e da Lua, porque o que a gente está vendo é consequência desse triângulo”, explicou. Segundo a astrônoma, durante o eclipse, primeiro se vê um pontinho preto, que vai evoluindo até a parte preta ficar em formato de uma “mordidinha”, o que significa que a Lua está entrando cada vez mais na umbra, que é a sombra escura.  “Quando ela estiver 96,2% tomada, vai começar a sair da umbra e tomar uma tonalidade avermelhada. Logo depois vai sair”. Nesse fenômeno de agosto, a fase parcial levará 3h18. Vai começar às 23h34, o máximo vai ser às 1h13, já do dia 28, e o final do eclipse parcial vai ser às 2h52. Mesmo quem estiver em fuso diferente do horário de Brasília, subtrai a diferença e poderá observar o fenômeno no mesmo instante.  “Quem estiver no fuso de menos 4 horas, diminui 1 hora dos horários [previstos para os movimentos]. O instante é o mesmo, mas a hora no relógio é diferente”. Olho nu Ao contrário do eclipse solar, que para observar é preciso usar filtros, equipamentos especiais ou óculos próprios, esse parcial da Lua poderá ser visto a olho nu, e de qualquer lugar.  “No caso desse eclipse, o Brasil todo vai ver e com a Lua bem alta. A única coisa que vai fazer com que você não veja o eclipse é se chover ou ficar nublado”, apontou. De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse desta quinta-feira “pertence ao Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que governa a recorrência de eclipses com características semelhantes”. Admiração Para a astrônoma, o fenômeno do eclipse envolve as pessoas por causa da admiração pelo céu, o que ajuda muito na divulgação e educação relacionadas a esses eventos. “A gente tem muita ligação com escolas, projetos de educação de professores, de observação na praça e em várias cidades do Rio e do Brasil, o Ciência Cidadã, envolvendo as pessoas com a ciência através da astronomia, porque o céu é envolvente. Não conheço, em 47 anos de profissão, e nunca ouvi ninguém dizer que não gosta de olhar para o céu”, disse. Transmissão O eclipse parcial poderá ser acompanhado também pela live que o Observatório Nacional vai fazer no seu canal do YouTube a partir das 23h pelo horário de Brasília, em uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota. Segundo o Observatório, como ocorreu no eclipse solar no começo do mês, todos os veículos de comunicação poderão retransmitir gratuitamente a cobertura, mas precisam avisar antes pelo e-mail comunicacao@on.br. Horários: 23h00: Início da transmissão ao vivo pelo YouTube do ON. 23h34 (27/ago): Início do eclipse parcial. A Lua toca a umbra. 01h13 (28/ago): Máximo do eclipse. Momento de maior obscurecimento (96,2%). 02h52 (28/ago): Fim da fase parcial, com a Lua deixando a umbra. 04h02 (28/ago): Fim do eclipse penumbral e encerramento da transmissão. Fonte: Agência Brasil

ELEIÇÕES 2026: Propaganda eleitoral “gratuita e obrigatória” inicia dia 28/08 no rádio e tv

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) definiu, o tempo e a ordem de veiculação da propaganda eleitoral gratuita dos candidatos e candidatas do estado nas eleições deste ano. A propaganda no rádio e na televisão começa nesta sexta-feira (28) e será transmitida até 1º de outubro. Das sete candidaturas registradas ao governo do Rio Grande do Sul, quatro terão espaço nos blocos de propaganda eleitoral gratuita, que somam nove minutos diários. A divisão entre as candidaturas com direito à propaganda considera a representação dos partidos e federações na Câmara dos Deputados. Na estreia, Luciano Zucco (PL) será o primeiro candidato a aparecer e terá o maior tempo de propaganda, com 4 minutos e 24 segundos. Na sequência, aparece Juliana Brizola (PDT), com 2 minutos e 21 segundos. Marcelo Maranata (PSDB) terá 30 segundos, enquanto Gabriel Souza (MDB) contará com 1 minuto e 44 segundos. Nos demais dias, a ordem seguirá um sistema de rodízio. A ordem de veiculação da propaganda em rede e a sequência das inserções foram definidas por sorteio realizado durante reunião entre a Secretaria Judiciária do TRE-RS e representantes dos partidos políticos e das emissoras de rádio e televisão. Cesar Pontes (PCO), Priscila Voigt (UP) e Rejane de Oliveira (PSTU) não terão tempo no rádio e na televisão porque os partidos não atingiram a cláusula de desempenho exigida pela legislação eleitoral. Confira o tempo das candidaturas ao governo do RS: Luciano Zucco (PL): 4 minutos e 24 segundos Juliana Brizola (PDT): 2 minutos e 21 segundos Gabriel Souza (MDB): 1 minuto e 44 segundos Marcelo Maranata (PSDB): 30 segundos Horário da propaganda As propagandas serão veiculadas em dois blocos de 25 minutos, de segunda-feira a sábado. Às segundas, quartas e sextas-feiras, serão transmitidas as propagandas de candidatos ao Senado, deputado estadual e governo do estado, nesta ordem. Nas terças, quintas e sábados, será a vez dos candidatos à Presidência da República e à Câmara dos Deputados. No rádio, os blocos serão transmitidos das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25. Na televisão, a propaganda será exibida das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. Além dos blocos de propaganda em rede, os partidos e candidaturas também terão direito a inserções durante a programação regular das emissoras. Serão 70 minutos diários destinados às inserções, distribuídos entre os cargos em disputa. No caso dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, serão 28 inserções de 30 segundos por dia. Na estreia, Luciano Zucco terá 14 inserções; Juliana Brizola, sete; Gabriel Souza, cinco; e Marcelo Maranata, duas. A quantidade pode variar nos demais dias. Candidatos ao Senado Das 13 candidaturas registradas ao Senado pelo Rio Grande do Sul, oito terão acesso aos sete minutos diários de propaganda. Daniela Mulheres Socialistas (PSTU), Regis Ethur (PSTU), Luciano do MLB (UP), Tania Peres (UP) e Ric Jones (PCO) ficam sem tempo no rádio e na televisão. Na estreia, Manuela D’Ávila (Psol) e Paulo Pimenta (PT) abrirão a programação, com 1 minuto e 49 segundos para dividir. Na sequência, Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) terão 3 minutos e 25 segundos para dividir. Renato Jaguarão (Cidadania) e Milton Cardoso (PSDB) contarão com 23 segundos. Fechando a programação, Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) terão 1 minuto e 20 segundos.

POLÍCIA: DP de Vila Maria realiza prisão por Maria da Penha

Na manhã desta segunda-feira (24/08), a Delegacia de Polícia Civil de Vila Maria 6°DPR registrou uma ocorrência de Maria da Penha. Depois de todos os trâmites legais e após o processo ser distribuído a Vara Judicial, o agressor de 42 anos ao ser notificado das medidas protetivas ratificou ao Oficial de Justiça que realmente iria matar a ex companheira e que iria terminar com isso. Diante desta afirmação foi expedido Mandado de Prisão Preventiva, e o Comissário Ivan Bernardi iniciou as buscas ao indivíduo, que já tinha em seu desfavor outras ocorrências pelo mesmo motivo, o qual  foi localizado e preso por volta das 12 horas desta terça-feira, dia 25/08, na cidade de Marau, na Rua Estilac Leal próximo a caixa d’água da Corsan. Depois do cumprimento do Mandado de Prisão Preventiva pela DP de Vila Maria, o preso foi recolhido ao sistema prisional de Passo Fundo.

BRASIL: Justiça anula regra que permitia dentistas a fazer harmonização facial

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anulou uma resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que, desde 2019, reconhecia a harmonização orofacial como especialidade da Odontologia. A norma permitia procedimentos como aplicação de toxina botulínica, preenchimentos, laser, estímulo de colágeno, intradermoterapia e lipoplastia facial. A decisão atendeu a um recurso do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Para o tribunal, o CFO ultrapassou seus limites ao ampliar, por meio de uma resolução, as atribuições dos dentistas. Segundo o entendimento, cabe à legislação federal definir quais procedimentos cada profissão pode realizar. A resolução perde a validade após a publicação do acórdão, mas a decisão ainda pode ser contestada. O CFO afirmou que vai recorrer e disse que, por enquanto, não há mudança nas atribuições dos cirurgiões-dentistas.

EDUCAÇÃO: 6 em cada 10 estudantes concluem ensino médio sem aprendizado básico

Um levantamento do Todos Pela Educação, com base nos resultados do Saeb, (Sistema de Avaliação da Educação Básica) mostra que, apesar dos avanços registrados nos últimos 20 anos, a aprendizagem dos estudantes brasileiros ainda está abaixo do esperado, especialmente nos anos finais da educação básica. No 3º ano do ensino médio, apenas 35,2% dos alunos atingem o nível adequado em Língua Portuguesa. Em Matemática, o cenário é ainda mais preocupante: somente 8,5% chegam ao nível considerado adequado. Ou seja, cerca de 6 em cada 10 estudantes concluem o ensino médio abaixo do nível básico de aprendizagem. Os números também revelam uma evolução desigual ao longo da trajetória escolar. No 5º ano, por exemplo, 60,7% dos alunos alcançam o nível adequado em Português e 50,6% em Matemática. Já no 9º ano, os índices caem para 38,3% e 18,8%, respectivamente. O levantamento aponta ainda diferenças significativas entre os estados e reforça o desafio de melhorar a aprendizagem, principalmente em Matemática, e reduzir as desigualdades na educação básica brasileira.

BRASIL: Quase 70% das despesas do governo federal crescem acima do limite estipulado

Não é só você que está com dificuldade para economizar. Cerca de 70% das despesas do governo federal que estão dentro do arcabouço fiscal estão crescendo acima do teto estipulado em 2026. O que é o arcabouço fiscal? Aprovado em 2023, ele é um conjunto de regras que busca evitar que o governo gaste mais do que arrecada. Pense que ele é como aquela tabela do excel que você usa para não estourar o cartão. Para especialistas, esse mecanismo é importante porque ajuda a controlar a inflação, os juros e aumenta a confiança de investidores no Estado. Entre as despesas com crescimento real acima do estipulado, 2,5%, estão o Pé-de-Meia (903%) e o Auxílio Gás dos Brasileiros (25%).(Imagem: Estado de S. Paulo) Olhando de perto… O problema é estrutural: Além dos gastos que o governo escolhe ter, como em infraestrutura, um dos principais desafios fiscais está nas despesas obrigatórias que o Estado possui, como na educação. Na prática, é como se a lei obrigasse o governo a gastar R$ 100 com educação, mas esse valor já representasse boa parte do total de despesas liberadas dentro do arcabouço. Essas despesas obrigatórias ocupam boa parte dos gastos que o governo pode ter e “sufocam” o arcabouço. Para o TCU, o aumento de gastos do governo federal é um dos principais fatores para a alta taxa de juros no Brasil. O desafio não é de agora… Durante o mandato de Jair Bolsonaro, que enfrentou uma pandemia, o teto de gastos foi estourado mais de uma vez. Ao todo, o rombo estimado foi de R$ 795 bilhões no período.

PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025). No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria. Fim da 6×1 A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais. A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior. Prazos A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas. O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga. Segurança A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário. A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo. Quórum Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional. Fonte: Agência Senado

Quem disputa o Senado em 2026: veja perfil, partidos e distribuição pelo país

As eleições de 2026 têm 314 pessoas na disputa pelas 54 vagas do Senado, média de 5,8 candidatos por cadeira. A maior parte dos concorrentes é formada por homens, brancos, casados, com ensino superior completo e com pelo menos 50 anos de idade, de acordo com levantamento feito a partir dos dados de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A eleição deste ano renovará dois terços das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. O cenário permite uma comparação direta com 2018, última eleição em que também estavam em disputa 54 vagas. Naquele ano, eram 352 concorrentes, ou 6,5 por cadeira. O total de candidaturas caiu, portanto, 10,8% em oito anos. Os números de candidaturas apresentados aqui são os registradas no TSE até o fechamento da edição. Eles podem sofrer mudanças até outubro, mas sem maiores impactos no quadro geral. Mulheres são 22% do total  Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, ou 78%, e 69 são mulheres, 22%. A presença feminina é maior do que a registrada em 2018. No levantamento feito naquele ano, mulheres representavam 17,3% das candidaturas. A participação cresceu 4,7 pontos percentuais no período, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando estava em torno de 22,5%.  A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191, ou 60,8%. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos. Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, as duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. Já a participação de brancos caiu de 65,6% para 60,8%. Dois em cada três têm pelo menos 50 anos  A idade também caracteriza a disputa deste ano. São 205 candidatos com 50 anos ou mais, equivalentes a 65,3% do total. A idade mediana é de 56 anos e a média, de 55,5.  O maior grupo individual está na faixa dos 40 aos 49 anos, com 86 candidatos. Há 85 entre 50 e 59, 84 entre 60 e 69, 33 entre 70 e 79 e três com 80 anos ou mais. Outros 23 têm entre 35 e 39 anos.  Ensino superior é regra para quase 80%  Quase quatro de cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248, ou 79% do total. Outros 21, ou 6,7%, informaram ensino superior incompleto.  O ensino médio completo foi declarado por 36 concorrentes, 11,5%. Há cinco candidatos com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com fundamental incompleto e um que informou saber ler e escrever.  A parcela de candidatos com diploma superior permanece próxima à observada em 2022, quando correspondia a 80,4% do total.  Quanto ao estado civil, 194 candidatos são casados, ou 61,8%. Há 72 solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente.  Advogados lideram entre as ocupações declaradas  Advogado é a ocupação mais frequente citada entre os candidatos ao Senado: 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Em seguida aparecem 29 deputados, 27 empresários, 20 senadores, 16 médicos e 15 engenheiros.  Dos 32 senadores em exercício identificados entre os candidatos, 12 optaram por registrar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor.  Em 2018, levantamento da Agência Senado 30 candidatos se identificaram como senadores entre as pessoas que buscavam a eleição para o cargo naquele ano. Há oito anos, quando houve a renovação de 2/3 da Casa, 32 senadores em fim de mandato também tentaram a reeleição. Partido Liberal tem o maior número de candidatos  As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) tem o maior número, com 33 candidatos, e a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação.  Na sequência aparecem Unidade Popular (UP), com 23 candidatos; Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 21; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido dos Trabalhadores (PT), com 19 candidatos cada; Democracia Cristã (DC), com 18; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), com 17; e Partido Social Democrático (PSD), com 15. Novo e Partido da Causa Operária (PCO) têm 14 candidatos cada.  O TSE registra atualmente 30 partidos políticos no país. Entre eles, apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresenta candidato próprio ao Senado na base analisada. O partido integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e Partido Verde (PV). Piauí tem dez candidatos por vaga  O número de candidatos varia de sete a 20 entre as cadeiras em cada estado e no Distrito Federal. O Piauí tem a maior disputa em números absolutos e relativos: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez por vaga. Depois aparecem Minas Gerais, com 17 candidatos, ou 8,5 por vaga; Rio de Janeiro, com 16, ou oito por vaga; e São Paulo, com 15, ou 7,5 por vaga. Alagoas registra o menor número, com sete concorrentes para duas vagas, ou 3,5 por cadeira. Quando os dados são agrupados por região e ajustados pelo número de vagas, o Sudeste tem a maior relação de candidatos por cadeira: 59 concorrentes para oito vagas, média de 7,4. No Nordeste, são 103 candidatos para 18 vagas; no Norte, 73 para 14; no Centro-Oeste, 44 para oito; e no Sul, 35 para seis. A base mostra ainda que 210 candidatos, 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Os outros 104, ou 33,1%, nasceram em outro estado. A informação se refere apenas ao local de nascimento e não indica residência atual nem local de desenvolvimento da carreira política. Fonte: Agência Senado

Vila Maria: Dia “D” de Multivacinação foi um sucesso

Os números ainda estão sendo contabilizados mas o saldo é positivo. De acordo com a Técnica em Enfermagem de Vila Maria, Sidônia Zabot, a procura por vacinas no sábado, dia 22 de agosto superou as expectativas. O Dia “D” da Multivacinação, contou com uma programação especial voltada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação que ocorreu durante todo o sábado, contou com apresentação dos alunos do Karatê Shobu-Kan de Vila Maria, além de algodão-doce, distribuição de brindes e sorteio de duas camisetas oficiais do Karatê de Vila Maria e muitos mais. A campanha segue até o dia 1º de setembro. A sala de vacinas fica aberta de segunda a sexta-feira, das 07h30min ás 11h e das 13h ás 16h30min.

Cuidados na pós-colheita ajudam a preservar a qualidade dos grãos

Durante a 49ª Expointer, realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, serão apresentadas tecnologias e práticas que podem auxiliar as famílias produtoras nos processos de secagem e armazenagem de grãos, diminuindo perdas, otimizando o uso de energia e diminuindo as emissões de gases de efeito estufa. Cada etapa, da colheita ao armazenamento, influencia a qualidade e o aproveitamento dos cereais produzidos nas propriedades rurais. Sensores capazes de acompanhar temperatura e umidade, que permitem identificar alterações no ambiente dos silos e tomar decisões antes que problemas comprometam a qualidade do produto, farão parte das demonstrações. Assim como o controle automatizado de sistemas de aeração e secagem, que possibilita utilizar os equipamentos somente quando necessário, evitando consumo excessivo de energia e combustível. Além da tecnologia, o manejo adequado continua sendo fundamental para preservar a produção. A regulagem das máquinas durante a colheita, o acompanhamento das perdas no campo, a correta determinação da umidade dos grãos e os cuidados com limpeza, classificação e armazenamento são medidas que ajudam a reduzir desperdícios e manter a qualidade do produto e serão temas tratados ao longo do evento. De acordo com o extensionista rural Rodrigo Sasso, a adoção de soluções adaptadas à realidade das pequenas propriedades é um dos caminhos para proporcionar autonomia às famílias no pós-colheita. “O modelo de silo secador que é apresentado garante para a pequena propriedade a possibilidade de secar e armazenar esse grão na propriedade. É uma construção simples, feita de alvenaria, com capacidade a partir de 500 até 3 mil sacos, que possui um sistema de aeração e permite que o fluxo de ar seque os grãos de forma natural”, explica. A eficiência no pós-colheita também está relacionada à sustentabilidade da produção. Processos de secagem mais precisos podem reduzir o consumo de energia e combustíveis, enquanto a diminuição das perdas evita que recursos utilizados na produção sejam desperdiçados. Dessa forma, o cuidado com os grãos após a colheita contribui não apenas para a conservação da qualidade e da renda, mas também para a redução dos impactos ambientais da atividade. Segundo o extensionista rural, manter o grão na propriedade também representa uma estratégia de sustentabilidade e segurança para as famílias, ao possibilitar a formação de reservas econômicas, energéticas e alimentares. Texto: Ascom Emater/RS-Ascar Edição: Secom Crédito da foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

BRASIL: O primeiro debate presidencial começa de um novo jeito

O Brasil tem que ser estudado. Nem os melhores roteiros de Hollywood poderiam prever o que aconteceu ontem. De início, a Band promoveria seu tradicional debate presidencial, mas sem Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). Acontece que, ao mesmo tempo que os jornalistas da emissora bandeirante faziam perguntas ao “Time B” dos presidenciáveis… A Record escolheu o mesmo horário para transmitir uma entrevista gravada com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva e; Pablo Marçal, que tem mais seguidores que as duas emissoras somadas, fez uma transmissão ao vivo em seu Instagram e YouTube. O que poucos enxergam: Com as redes sociais, a lógica muda e é como se cada candidato tivesse sua própria “emissora” nas mãos. O debate — ou um podcast — vira meramente uma oportunidade para gerar cortes em redes sociais. De 20:00 às 21:30, os três participantes postaram 8 cortes em suas redes sociais, sendo 5 de Renan, 2 de Caiado e 1 de Augusto Cury. Sem Lula e Flávio, que juntos somam 72% das intenções de voto, a audiência é pífia. Nenhum dos candidatos que participaram do debate tem mais de 5% nas pesquisas. O que importa saber aqui: Pela primeira vez, desde a redemocratização, nenhum dos dois candidatos líderes nas pesquisas esteve presente. Repetindo, foi a primeira vez que isso aconteceu — Lula quem se recusou a ir primeiro e gerou o dominó. Curiosidade: No 1º bloco do debate, enquanto a partida entre São Paulo e Chapecoense estava ao vivo na CazeTV, o futebol tinha 1M de espectadores simultâneos contra ~325k no YouTube da Band.

Trigo mantém potencial produtivo satisfatório no RS apesar das condições meteorológicas

As lavouras de trigo apresentam desenvolvimento regular no Rio Grande do Sul, parcialmente prejudicado pelo excesso de precipitações, pela persistência de nebulosidade e pela baixa disponibilidade de radiação solar. Apesar das limitações meteorológicas, o potencial produtivo permanece, em geral, satisfatório.   Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta sexta-feira (21/08), essas condições reduziram a taxa de crescimento e retardaram a progressão fenológica em parte das lavouras. Como consequência, observam-se plantas de menor porte, coloração verde-pálida e, nos ambientes mais úmidos, amarelecimento das folhas inferiores. Também se observa a formação de colmos mais delgados, levando ao menor acúmulo de biomassa.   Em termos fenológicos, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo, que representam 82% da área. As parcelas implantadas mais precocemente avançam para a floração, com 14%, e para o enchimento de grãos, com 4%.   O prolongado período de molhamento foliar e a elevada umidade têm aumentado a pressão de doenças – especialmente oídio, manchas foliares e ferrugens. Nas áreas em floração, a elevada umidade do solo vem restringindo o trânsito de máquinas e reduzindo as janelas para a aplicação de fungicidas.   A área projetada para a Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 quilos por hectare.  Canola  As lavouras de canola apresentam estabelecimento e desenvolvimento adequados. Predominam as fases de florescimento, formação de síliquas e enchimento de grãos. A estrutura reprodutiva demonstra, em geral, elevada emissão floral e bom potencial de formação de síliquas. Porém, em algumas áreas, é observada redução no desenvolvimento dessas estruturas e no número de sementes por síliqua.   O excesso de precipitações, a persistência de elevada umidade e a baixa luminosidade também interferiram no desempenho das parcelas mais tardias e aumentaram a preocupação com a polinização e a condição física do solo.   Em termos fitossanitários, foram identificados focos localizados de traça-das-crucíferas, com danos às síliquas, além da necessidade de monitoramento para as doenças canela-preta e mofo-branco. Apesar de as condições meteorológicas terem imposto restrições ao acesso às lavouras e à realização de tratamentos, o quadro sanitário está, em geral, favorável, e o potencial produtivo permanece positivo.   Carinata  Os cultivos de carinata apresentam evolução fenológica concentrada nos estádios reprodutivos, acompanhando o padrão observado para outras brássicas de inverno. A maior parte das áreas se encontra em florescimento ou enchimento de grãos, com desenvolvimento considerado satisfatório e sem registro de problemas fitossanitários expressivos nas áreas.   A condição meteorológica de elevada umidade exigiu atenção dos produtores à evolução das estruturas reprodutivas. Porém, até o momento, não alterou de forma significativa o potencial produtivo.   Aveia-branca  As lavouras de aveia-branca apresentam desenvolvimento variável entre as regiões do Estado, mas ainda predomina o estágio final da fase vegetativa. Como resultado da elevada umidade no ambiente e das temperaturas amenas, observou-se o aumento da incidência de doenças, especialmente ferrugens, manchas foliares e giberela, exigindo maior monitoramento e controle.   Embora algumas áreas mantenham bom desenvolvimento e sanidade, há registros de queda no potencial produtivo devido à maior incidência de doenças e à elevada umidade em alguns cultivos.  Cevada  As lavouras de cevada apresentam padrão satisfatório. Entretanto, houve redução no ritmo de desenvolvimento devido à baixa luminosidade e à recorrência de chuvas. Observa-se amarelecimento das folhas basais em parte das áreas, mesmo sem elevada incidência de doenças até o momento.  Há preocupação dos produtores com a evolução da cultura para os estádios reprodutivos sob elevada umidade, pois se eleva o risco de doenças fúngicas, especialmente de giberela, cuja infecção ocorre durante o florescimento. A recorrência das precipitações tem reduzido as janelas para a realização dos tratamentos preventivos, que precisam ser efetuados antes da infecção pelo patógeno.   Texto: Ascom Emater/RS-Ascar Edição: Secom  Legenda: Trigo mantém desenvolvimento regular apesar das condições meteorológicas  Foto: Deise Froelich – Divulgação Emater/RS-Ascar 

BRASIL: Novas informações sobre o caso do Lulinha

Segundo a Veja, a PF apontou que um grupo formado pelo filho do presidente Lula (o Lulinha), a lobista Roberta Luchsinger, o empresário Fernando Bittar, Marcola e o “Careca do INSS” teriam atuado para facilitar negócios com órgãos do governo federal. Para as autoridades, seriam nítidos os sinais de tráfico de influência — quando alguém usa a proximidade ou o prestígio que tem junto a um agente público para obter vantagens indevidas em troca. Entre os materiais analisados estão mensagens em que Roberta diz que ela foi uma “das poucas pessoas que o Lula chamou” e perguntou onde ela gostaria de atuar. Na sequência, ela diz que está feliz onde está, com a sociedade com Fábio — primeiro nome de Lulinha. Ela ainda afirmou que “Fábio não faz nada. Ele só entra em campo qdo precisa.” (Imagem: Veja) Além disso, foi revelada uma minuta de contrato enviada por Luchsinger para Marcola. O documento previa que a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde poderia render até R$ 626 milhões. Em meio ao desdobramento do caso, a PGR teria pedido que um dos inquéritos contra Lulinha, relacionado à venda de cannabis, não fosse julgado pelo STF, mas sim enviado para a primeira instância. Isso porque não há autoridades com foro privilegiado envolvidas no caso. A tendência do ministro André Mendonça é negar o pedido. O tema virou pauta no PlanaltoNesta semana, Lula teve uma reunião com Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Lulinha. O objetivo foi tratar da campanha presidencial, já que ele é um dos coordenadores de sua campanha em São Paulo. O presidente teria dito que seu filho deve estar à disposição da Justiça e que a investigação não deve ser arquivada. Apesar disso, o advogado estaria planejando o arquivamento do caso.

MUNDO: Um giro pelas principais manchetes desta sexta (21/08)

De volta para casa.Depois de cerca de 6 anos desde o rompimento do príncipe Harry e sua esposa Meghan com a família real, a dupla parece estar voltando a morar na Inglaterra. Segundo a imprensa, os dois filhos do casal já estão matriculados em uma escola britânica. Nova ofensiva. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os EUA irão impor as sanções mais duras da história ao Irã — o que poderia diminuir a necessidade de futuras operações militares. O país do Oriente Médio considerou as medidas como “terrorismo econômico”. Ainda eles… Os EUA também anunciaram novas rodadas de sanções contra Cuba. A operação mira nove entidades e três pessoas acusadas de atividades consideradas prejudiciais aos interesses americanos, entre eles o Ministério de Construção de Cuba. Mísseis voando. Enquanto os EUA e Coreia do Sul faziam exercícios militares, a Coreia do Norte lançou 11 mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar e ordenou prontidão às suas Forças Armadas. O movimento acontece depois de Trump afirmar que deseja retomar as negociações diplomáticas com Kim Jong-un. Ataque russo. A Rússia lançou ataques com mísseis contra Kiev, capital da Ucrânia, matando pelo menos 16 pessoas e ferindo 33. A ofensiva aconteceu um dia depois do parlamento ucraniano ter confirmado um novo Ministro da Defesa.

Brigada Militar prende em Gentil suspeito de tentativa de feminicídio ocorrida em Marau

Na noite da quinta-feira, dia 20 de agosto, a Brigada Militar, por meio do 3º RPMon/3º Esquadrão, prendeu, na Comunidade de São Caetano, em Gentil, um homem de 55 anos com mandado de prisão expedido em decorrência da tentativa de feminicídio registrada no dia 18 de agosto, em Marau. Após tomar conhecimento da ordem judicial, uma equipe da ROCAM de Marau iniciou diligências ainda por volta das 8h, levantando informações que permitiram identificar o provável paradeiro do suspeito. No endereço apurado, familiares informaram que ele estaria escondido em uma área de mata, onde teria passado a noite. Durante as buscas, os policiais chegaram a visualizar o homem atravessando uma estrada e entrando novamente no matagal. As equipes permaneceram realizando diligências ao longo de todo o dia. Por volta das 18h45min, o suspeito foi novamente visualizado nas proximidades de uma residência, deslocando-se em direção à área de mata. Nesse momento, a ROCAM, com apoio da guarnição do GPM de Gentil, realizou a aproximação e efetuou a abordagem. O homem recebeu voz de prisão em cumprimento ao mandado judicial, sendo posteriormente encaminhado para exame de corpo de delito e apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Marau, onde foram adotadas as providências legais. Durante a ação, também foram apreendidas duas carabinas de pressão, uma luneta e uma maleta destinada ao acondicionamento de arma longa. A prisão encerrou uma operação de buscas que se estendeu por aproximadamente dez horas, destacando a atuação persistente e integrada das guarnições da Brigada Militar na localização e captura do suspeito. Fonte: BM

Setor financeiro enfrentou alta de quase 10% nas tentativas de fraude no 1º semestre

O setor financeiro enfrentou 1.747.373 tentativas de fraude de identidade durante o primeiro semestre de 2026, crescimento de 9,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são das soluções de prevenção à fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, e representam uma investida a cada nove segundos em processos de entrada e cadastro de clientes. Em números absolutos, foram 151.869 ocorrências a mais do que nos seis primeiros meses de 2025. O avanço reforça a pressão dos fraudadores sobre um setor que reúne produtos diretamente ligados à movimentação de dinheiro, contratação de crédito e aceitação de pagamentos. O impacto financeiro potencial cresceu em ritmo ainda mais acelerado. O valor salvo pelas tecnologias antifraude quase dobrou em apenas um ano, passando de R$ 51,3 milhões para R$ 100,4 milhões, alta de 95,8%. O total representa aproximadamente mais de meio milhão de reais protegidos diariamente. Enquanto os fraudadores continuam ampliando a quantidade de ataques, as tentativas bloqueadas passaram a mirar transações de maior valor. “Os números sugerem que os criminosos não estão apenas tentando mais vezes, mas mirando oportunidades com potencial de retorno financeiro maior. Uma identidade fraudulenta aprovada na entrada pode ser usada para abrir contas, solicitar cartões, contratar empréstimos ou habilitar serviços de pagamento”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, Leandro Bartolassi. “Por isso, barrar a fraude logo no início da jornada é fundamental para impedir que o risco avance e se transforme em perdas para empresas e consumidores”, completa. Para a datatech, a etapa de cadastro e validação de identidade exige atenção especial porque a aprovação de uma identidade falsa ou o uso indevido de dados de terceiros pode permitir que o fraudador avance para diferentes produtos e operações dentro da mesma instituição. Financeiras têm a maior alta proporcional As “Financeiras”, empresas voltadas à oferta de crédito, empréstimos e financiamentos, registraram o maior crescimento percentual entre os segmentos analisados. As tentativas ultrapassaram 50 mil no 1º semestre deste ano, com aumento de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025. O valor salvo nessas operações também apresentou a maior variação proporcional. O montante mais que dobrou, saindo de R$ 1,9 milhão para R$ 4,2 milhões. Em volume total de ocorrências, as empresas de “Meios de Pagamento”, que viabilizam a aceitação e o processamento de pagamentos no comércio, inclusive por meio das maquininhas de cartão e de outros canais digitais, continuaram liderando o ranking do setor financeiro. Foram 1.219.793 tentativas de fraude no primeiro semestre de 2026, crescimento de 11,9% em relação às investidas registradas no mesmo período do ano anterior. O segmento concentrou sete em cada dez ocorrências identificadas no setor financeiro, respondendo por 86% das novas ocorrências registradas entre os dois períodos. “Não existe uma única tecnologia capaz de interromper todos os tipos de fraude. A proteção precisa combinar análise cadastral, validação de documentos, biometria, inteligência de dispositivos e avaliação de comportamento. Essa atuação em camadas permite identificar inconsistências antes da aprovação, sem transformar segurança em uma barreira para o cliente legítimo”, conclui Bartolassi. Metodologia O levantamento considera o recorte de Onboarding/Cadastro do Mapa da Fraude da Serasa Experian, com base nas tentativas de fraude de identidade identificadas pela datatech no 1º semestre de 2026.

ECONOMIA: As recuperações judicais viraram uma tendência global

Nos últimos dias, duas gigantes do varejo, Casas Bahia e Marabraz, entraram em recuperação judicial. Esse movimento não é algo pontual, mas o espelho de como está o setor — é só se lembrar da situação do Grupo Pão de Açúcar, Lojas Americanas e Dia. Olhando os números… A quantidade de empresas do varejo brasileiro em recuperação judicial cresceu 20,4% em 12 meses e chegou a 986 no primeiro semestre deste ano. O que está por trás? Além da Selic em 14% tornar os empréstimos mais caros, a dificuldade de conseguir crédito aperta as empresas. Pense que ninguém quer emprestar dinheiro para alguém que pode pedir recuperação judicial no dia seguinte. Isso importa porque ter acesso a empréstimos nesse setor é fundamental. Sem eles, a dificuldade financeira logo se transforma em falta de estoque e, consequentemente, menos vendas. Um exemplo marcante dessa tendência foram as ações da Magazine Luiza. Em meio ao crescimento dos juros, a empresa sofreu com a inflação e a competitividade crescente. O resultado dessa combinação foi uma queda de quase 100% nos preços das ações entre o pico até agora. O sufoco não é só por aqui… Segundo a S&P Global, nos EUA, o primeiro semestre de 2026 já teve 372 pedidos de RJ de grandes empresas em todos os setores — o maior número desde 2010. Na União Europeia, o Banco Nacional Europeu aponta que as falências corporativas subiram 5,7% no segundo trimestre.

Eleição: homem, branco e empresário é perfil majoritário de candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 20.530 pedidos de registro de candidatura para as eleições deste ano – 8.732 a menos do que no pleito de 2022. Do total de pedidos de registro de candidatura, 13.374 ou 65% são de pessoas do sexo masculino e 7.156 ou 35% são de pessoas do sexo feminino. Além disso, mais de 10 mil informaram ter cor branca e 2.576, ser empresário. As solicitações englobam os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. A maior parte dos pedidos é para o cargo de deputado estadual (11.103 registros). Em seguida, aparecem as solicitações para deputado federal (7.636); para deputado distrital (420); para governar estados e o Distrito Federal (196); para senador (315); e para a Presidência da República (13). A relação entre candidatos e vagas mostra maior concorrência para o cargo de deputado distrital, com 17,5 candidatos por vaga; e para o cargo de deputado federal, com 14,88 candidatos por vaga. Gênero Em relação à identidade de gênero, 11.758 candidatos se declararam cisgênero (99,07%) – quando a identidade de gênero corresponde ao sexo; 107 se declararam transgênero (0,9%); e 3 preferiram não informar (0,03%). O TSE registrou ainda pedidos de 53 candidatos que declararam nome social. Faixa etária A maioria das solicitações foi feita por candidatos com idade entre 45 e 49 anos (3.538 pedidos). Na sequência, aparecem candidatos com idade entre 50 e 54 anos (3.176); com idade entre 40 e 44 anos (2.986); e com idade entre 55 e 59 anos (2.581). Cor e raça Do total de pedidos de registro de candidatura, 10.013 são de pessoas que se declararam brancas (48,77%); 7.418 de pessoas que se declararam pardas (36,13%); e 2,8 mil de pessoas que se declararam pretas (13,64%)), além de 191 indígenas (0,93%) e 108 de cor amarela (0,53%). Grau de instrução A maior parte das solicitações foi feita por candidatos que declararam ter ensino superior completo (58,57%). Depois, vêm os candidatos que declararam ter ensino médio completo (21,41%); ensino superior incompleto (10,58%); ensino médio incompleto (3,56%); ensino fundamental incompleto (2,94%); e ensino fundamental completo (2,58%). Ainda de acordo com os números, 73 candidatos (0,36%) declararam apenas saber ler e escrever. Indígenas Do total de 191 pedidos de registro de candidatura feitos por indígenas, 13 são da etnia Makuxí (8,13%); 12 são Guarani Kaiowá (7,5%); oito são de etnias não determinadas (5%); sete são Guaraní (4,38%); sete são Mundurukú (4,38%); sete são Múra (4,38%); sete não sabem sua etnia (4,38%); e seis são Terena (3,75%). Ocupação Os empresários (2.576) são os mais numerosos entre os candidatos. Advogados (1.691); deputados (874); vereadores (811); policiais militares (569); médicos (558); e servidores públicos estaduais (541) aparecem na sequência.Além disso, 2.709 candidatos são listados pelo TSE na categoria outras ocupações. Fonte: Agência Brasil

ELEIÇÕES 2026: Número de candidatos tem maior queda desde 1994

No sábado, o Tribunal Superior Eleitoral encerrou o registro de candidaturas, e o total de candidatos nas eleições registrou a maior queda já verificada desde 1994. Serão por volta de 20 mil candidaturas na disputa deste ano, quase 9 mil a menos do que em 2022. O que explica isso? Reformas ocorridas nos últimos anos acabaram incentivando siglas a formarem federações — que é basicamente a junção de partidos durante, pelo menos, quatro anos. Essa aglomeração de siglas em uma única federação acaba diminuindo a quantidade de candidatos por partido devido a limites legais. Para se ter ideia, a federação formada por União Brasil e PP reduziu, ao todo, cerca de 1.300 candidatos em relação à quantidade lançada individualmente na eleição passada. “Mas por que eles preferem federações?” Para partidos pequenos, o movimento aumenta as chances de atingirem a quantidade de votos necessária para ter acesso ao fundo partidário. Para as siglas maiores, geram palanques mais amplos — com mais tempo de rádio e televisão. Olhando por cargo, a maior diminuição foi no número de deputados estaduais (-2.998) e federais (-5.826). O único pleito que não apresentou queda no número de candidatos/vaga foi para presidente.(Imagem: Folha de S. Paulo)

Contran aprova novas regras para fiscalização da Lei Seca

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta semana novas regras para os procedimentos de fiscalização da Lei Seca (Lei nº 11.705/2008), que busca inibir o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas em todo o Brasil. Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, os conselheiros não criaram nenhum novo tipo de infração, limitando-se a atualizar e regulamentar alguns procedimentos de fiscalização em vigor desde 2013. Com a nova regulamentação, os conselheiros estabeleceram critérios claros para a triagem de condutores, bem como para a aplicação dos testes de presença de álcool e/ou de outras substâncias psicoativas e para os retestes. A resolução também define novos critérios para o uso dos equipamentos de fiscalização e prevê a atualização do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, para padronizar a atuação dos agentes de trânsito em casos em que os condutores se recusem a se submeter ao teste de alcoolemia. “Para o condutor que não realizar o procedimento, a regulamentação diferencia os enquadramentos; disciplina como cada situação deve ser registrada e determina que, em uma mesma abordagem, não sejam lavrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por se recusar ao exame comprobatório destinado a verificar essa condição”, antecipou a Secom. Ainda de acordo com a secretaria, as novas regras nacionais já são aplicadas nas operações nacionais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e em vários estados, como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Triagem e reteste A resolução institui uma fase de triagem durante as operações de fiscalização de trânsito, durante a qual o órgão responsável poderá empregar o pré-teste ou o teste passivo de alcoolemia. “O resultado dessa primeira verificação terá caráter exclusivamente orientativo e, isoladamente, não poderá fundamentar autuação ou caracterizar a condução sob influência de álcool”, informou a Secom, explicando que, nesses casos, será necessária a continuidade das avaliações probatórias previstas na norma. A nova regra determina em quais situações o reteste deverá ser realizado. “A medida será necessária quando algum fator técnico ou operacional comprometer a obtenção de um resultado válido, inclusive para afastar eventual detecção de álcool residual no trato respiratório superior”, acrescentou a Secom. Caso o motorista alegue ter ingerido algum produto que possa ter deixado temporariamente resíduos de álcool na boca, como bombons de licor, enxaguantes bucais e pão de forma, uma nova avaliação terá que ser feita “posteriormente”, antes de qualquer conclusão. Nos casos em que registrarem auto de infração, os agentes de fiscalização deverão anotar ao menos dois sinais observados que confirmem a alteração da capacidade psicomotora do condutor. A nova resolução estabelece que, para identificar outras substâncias além do álcool, os servidores dos órgãos de trânsito poderão usar equipamentos tecnicamente certificados por organismos certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A regulamentação estabelece os procedimentos para o uso desses equipamentos, sem vincular a fiscalização a uma tecnologia ou ferramenta específica. A resolução entrará em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União ─ o que, segundo a Secom, deve ocorrer em breve ─, com exceção das alterações que atualizam as fichas de fiscalização e os códigos de enquadramento das infrações, que começam a valer 60 dias após a publicação. Durante esse período, continuarão em uso os códigos atualmente vigentes. Para explicar as principais mudanças resultantes da resolução, a Secom elaborou um texto com perguntas e respostas básicas sobre a medida. Veja abaixo os principais esclarecimentos. O que são substâncias psicoativas? São substâncias capazes de alterar o funcionamento do sistema nervoso central e comprometer a capacidade de dirigir, como substâncias ilícitas e outras substâncias que determinem dependência. O equipamento identifica qual substância foi consumida?  Sim. A Resolução prevê que o auto de infração deverá conter, entre outras informações, o tipo de substância detectada pelo equipamento. O equipamento informa a quantidade da substância? Não. O resultado é qualitativo, indicando a presença da substância psicoativa, e não sua concentração. Os equipamentos poderão ser utilizados imediatamente? A utilização dependerá da disponibilidade dos órgãos fiscalizadores e da existência de equipamentos certificados conforme os requisitos estabelecidos pela Resolução. Somente poderão ser utilizados equipamentos certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo regulado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A pessoa poderá se recusar a realizar o teste? A recusa continua sujeita às consequências previstas no art. 165-A do CTB, conforme disciplinado pela Resolução. E os agentes de fiscalização ainda poderão usar os sinais de alteração da capacidade psicomotora, pois a verificação dos sinais permanece como um dos meios de fiscalização previstos na Resolução. O bafômetro deixa de existir? Não. O etilômetro continua sendo utilizado normalmente para fiscalização do consumo de álcool. A novidade é a inclusão de equipamentos específicos para outras substâncias psicoativas. A fiscalização pode ser realizada mesmo sem o novo equipamento? Sim. A verificação dos sinais de alteração da capacidade psicomotora continua sendo um dos meios legalmente previstos para a fiscalização, assim como o etilômetro nos casos de consumo de álcool. *Com informações divulgadas pela SECOM/Presidência Fonte: Agência Brasil

ECONOMIA: Inadimplência no Brasil bate recorde e atinge mais de 9,1 milhões de empresas

Mais de 9,1 milhões de CNPJs (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) estão inadimplentes em junho de 2026, com dívidas acumuladas que chegam a R$ 232,9 bilhões em volume financeiro. O número é 16,67% maior do que o registrado no mesmo mês de 2025 e recorde na série histórica iniciada em 2016. Os dados são do último levantamento da Serasa Experian, e mostram que, em média, cada CNPJ possui uma dívida de R$ 25.508,96, com ticket médio de R$ 3.515,77 e acumulo de 7,3 contas em atraso. Somente no mês de junho, as dívidas chegam a 66,2 milhões, quase 10 milhões a mais do que o mesmo período do ano anterior, e avanço de quase 1 milhão perante o mês de maio. Do total de empresas, quantidade expressiva faz parte do grupo de micro e pequenas empresas. Em junho, 8,6 milhões desses CNPJs estavam negativados. O grupo concentrou 59,7 milhões de dívidas, que somaram R$ 201,4 bilhões. Em média, cada micro e pequena empresa acumulou 6,9 contas inadimplidas, com dívida média de R$ 23.181,56 e ticket médio de R$ 3.370,47. Ainda, a maioria das 9,1 milhões de empresas estão situadas em São Paulo (3.126.658), seguido por Minas Gerais (907.558) e Rio de Janeiro (874.385). Na sequência, aparecem Paraná (601.986) e Rio Grande do Sul (527.555). Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a crescente inadimplência pode estar relacionada às condições financeiras restritivas, pressionadas pela alta taxa de juros, que hoje está em 14%. O fator ainda é limitante para a melhora consistente do mercado de crédito. “Ao mesmo tempo, a atividade econômica começa a apresentar uma desaceleração mais evidente, reduzindo o ritmo de geração de receita das empresas justamente em um momento em que muitas ainda enfrentam dificuldades para reorganizar seus passivos e recompor o fluxo de caixa”, afirma. Das empresas analisadas, 55,7% pertenciam ao setor de “Serviços”, enquanto os segmentos de “Comércio” (32,2%), “Indústria” (8,0%) e “Primário” (0,9%) aparecem em seguida. Os dados mostram ainda que a composição da dívida é formada principalmente pela necessidade de financiamento da própria operação, o que, em um ambiente de crédito caro e restritivo, torna o cenário de administração de obrigações financeiras complexo. Desde junho de 2025, os Bancos e Cartões continuam sendo parte relevante do setor da dívida – ocupando 19,5% da composição. Na sequência apareceram Cooperativas (8,4%), Utilities (6,9%) e Telefonia (6,0%). Serviços, por sua vez, ainda é o que mais pesa para inadimplência, com 31,6%. Fonte: CNN Brasil

Bets: quatro em cada dez mulheres apostam ou já apostaram online

Quatro em cada dez mulheres brasileiras (42%) já jogaram ou continuam jogando em plataformas de apostas online, sendo que 20% apostam atualmente (com frequências variadas) e outras 22% já apostaram, mas não apostam mais.  Dentre 58% das mulheres que nunca apostaram, 12% são afetadas por parentes ou amigos que apostam. Somadas, mais da metade das mulheres no Brasil (54%) sente o efeito direto das bets, sendo apostadoras ou não. Os dados são da pesquisa Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias, conduzida pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia e divulgada nesta segunda-feira (17). A fundadora e diretora do estúdio Clarice, Beatriz Della Costa, explica que essa é a primeira pesquisa sobre o impacto das bets que traz a perspectiva não somente da apostadora, mas de quem é afetado por quem aposta. Ela enfatiza que as experiências colocadas lado a lado conseguem dar uma visão mais completa da crise: “O impacto das bets vai muito além da crise financeira e afeta as estruturas familiares. Essa análise mostra que é possível pensar não apenas na contenção da crise, mas na prevenção da mesma.” Perfil de apostadores O levantamento inédito mostra também que as mulheres com filhos apostam cerca de 1,6 vez mais do que mulheres sem filhos (72% das apostadoras têm filhos). No recorte racial, 45% das mulheres autodeclaradas pardas afirmaram que apostam ou já apostaram; 39% são brancas e 37%, mulheres pretas. Um dos achados da pesquisa é sobre as diferenças de gênero dos apostadores: para o apostador homem, ter filhos atenua o julgamento. Já para a apostadora, é o contrário: com filhos, ela é mais culpada e mais questionada como provedora. Para a cientista social Beatriz Della Costa, esse é um sintoma dos papéis sociais historicamente atribuídos a homens e mulheres.  “O homem é visto como alguém que está tentando sustentar a família – esse é um papel honrável que, em alguma medida, o redime. A mulher, por outro lado, sofre uma cobrança social muito maior enquanto gestora do lar: o papel fundamental atribuído a ela pela sociedade é o do cuidado, e por isso ela sofre um julgamento muito maior quando não cumpre a função designada.” Os relatos das apostadoras confirmam a dinâmica para jogar: elas apostam sozinhas e escondem o jogo dos parentes por vergonha. O segredo gera culpa ao mesmo tempo em que coloca em risco as relações mais fundamentais. Entre as apostadoras, 30% delas costumam jogar mais à noite ou de madrugada do que em qualquer outro momento do dia, contra 20% homens. Entre os entrevistados, 15% dos brasileiros acreditam que alguém que mora com eles faz apostas online, mas não conta a ninguém e faz dívidas escondidas.  Motivação A pesquisa revela que, para a mulher, a aposta nasce menos como lazer ou entretenimento e mais como uma estratégia de administração financeira e sobrevivência doméstica para cobrir despesas essenciais, por exemplo pagar boletos, comprar comida ou itens para os filhos. A especialista em mulheres e poder explica que as apostadoras não estão correndo atrás de uma vida luxuosa. “Elas querem viver com um pouco mais de dignidade: para além das necessidades imediatas, querem levar os filhos ao cinema, pedir um delivery e pagar o material escolar sem se preocupar com a conta de luz no final do mês.” As apostas online se infiltraram nos lares brasileiros com a fama de renda fácil. Segundo Della Costa, as plataformas atuam em duas frentes. Primeiramente, tentam seduzir pela promessa de vida digna – a conta paga, a mesa farta, o presente para os  filhos. Ao mesmo tempo que as apostas se associam ao dever do cuidado, papel historicamente atribuído às mulheres. “O desejo de cuidar da família e prover para os filhos é o mais explorado pelas [casas de] apostas.”   Crianças e adolescentes Por lei, as apostas são proibidas para menores de 18 anos no Brasil. Mas, as apostas chegam a crianças e adolescentes por influência de fora de casa — amigos, escola, redes sociais — ou, em alguns casos, pelas próprias mães, para quem jogar junto pode ser vivido como companhia e vigilância. Os dados da pesquisa identificaram que burlar a regra dos 18 anos passa, quase sempre, pelo uso do Cadastro de Pessoa Física (CPF) de um adulto da casa, com ou sem consentimento. Ilusão  O jogo é encarado pela apostadora como estratégia de investimento. Em alguns casos, o envolvimento é tão intenso que a aposta passa a ser encarada como trabalho.  O estudo descobriu que as casas de apostas online conseguiram incutir a ideia de que existem macetes e estratégias para vencer jogos de azar, inclusive em cassinos online. Essa ideia falsa influencia a percepção das apostadoras, pois 25% das mulheres (e cerca de 40% das apostadoras frequentes) acreditam que é preciso “habilidade ou expertise” para vencer as apostas. Por esse motivo, elas buscam se especializar.  A diretora do estúdio Clarice defende que, para desmistificar essa ilusão é preciso restringir a publicidade sobre as apostas online. “Cursos, coaches e conteúdos com dicas e macetes precisam ser veementemente banidos. As restrições aos jogos de cassino online, que ainda são permeados pela ilusão da ‘habilidade’ e que concentram a maior parte das apostadoras, também devem ser consideradas”, diz Della Costa. Impacto social Para 67% das entrevistadas, as apostas estão acabando com as famílias brasileiras (ante 59% dos homens).  Além da perda financeira, eles percebem que os jogos levam para dentro de casa brigas, agressões, mentiras e o adoecimento mental: 23% dos brasileiros presenciaram ou conhecem alguma situação em que as apostas contribuíram para casos de violência dentro das famílias.   Nas entrevistas, as mulheres impactadas por um familiar apostador são as que mais percebem a violência. Falam de comportamentos agressivos, xingamentos e perda de controle quando os companheiros perdem. Outra parte diz ter filhos endividados com agiotas e a sensação de insegurança que passa a acompanhar a família. Entre os efeitos declarados pelas impactadas na própria vida ou na família: 24% relatam conflitos familiares; 24% perda de confiança; 21% desgaste emocional; 12% mudança na qualidade de vida. Entre os impactados, 40% acreditam que as apostas online afetam a capacidade da pessoa viciada em relação a trabalhar ou gerar renda (36% entre as

POLÍTICA: O Supremo Tribunal das Eleições?

Segundo o jornalista Caio Junqueira, da CNN, o STF teria sinalizado a lideranças do União Brasil, PP e Republicanos que, caso apoiassem a candidatura de Flávio, investigações em curso contra eles na Corte avançariam mais rápido. A notícia vem em meio às declarações de neutralidade desses partidos na corrida presidencial, mesmo com afinidades com o campo bolsonarista. Um dos principais articuladores da medida seria Alexandre de Moraes. Por que isso importa? Esse movimento representaria uma interferência do Judiciário no jogo eleitoral, o que pode colocar em dúvida a isonomia nos julgamentos do tribunal. Olhando na prática… O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, fez uma reunião com Hugo Motta e Alexandre de Moraes. Dias depois, o partido afirmou neutralidade nas eleições, enquanto o presidente da Câmara declarou apoio a Lula. No começo do mês, Moraes também teria promovido um jantar em sua casa com Lula e Davi Alcolumbre para quebrar o gelo existente entre os dois desde a rejeição de Messias para o STF. Cerca de duas semanas depois, Alcolumbre destravou pautas de interesse do governo, como a do fim da escala 6×1. Na mesma direção, Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-ministro de Bolsonaro, chegou a ser cotado como vice de Flávio, mas recuou. Ele também teria atuado para barrar Tereza Cristina, integrante do partido, de ser vice do senador. O presidente que definirá o Supremo As informações surgem em uma eleição presidencial em que o vencedor poderá indicar quatro ministros para o STF e influenciar fortemente o equilíbrio ideológico do tribunal. Além da vaga de Barroso, que ainda não foi ocupada, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Carmen Lúcia deixarão a corte até 2030 por conta das idades.

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