Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil

Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A matéria foi aprovada na terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), afirmou que a mudança pode reforçar o senso de pertencimento regional e facilitar a identificação de veículos “de fora”. O Rio de Janeiro já tentou incluir a bandeira do estado na placa, na época da implantação em 2018, mas a mudança foi considerada inviável e barrada pelo ministério. ➡️ O que mudaVolta do nome do estado e do município nas placasInclusão da bandeira da unidade da federação ➡️ O que diz quem defende a propostaSegundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional. O deputado federal Hugo Leal esclareceu que o PL não obriga a troca de placa de nenhum veículo já emplacado e, portanto, não gera novos custos para os proprietários. Conforme o Art. 2º do PL, a mudança valerá apenas para novos emplacamentos realizados após a entrada em vigor da lei. ➡️ Como é a placa do Mercosul A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020 e, além de tirar o estado e o município do veículo, trouxe mudanças como: combinação de letras e números em um novo formato; aumento da quantidade de combinações possíveis; uso de QR Code para consulta de dados; À época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o sistema antigo estava próximo de atingir seu limite de combinações possíveis. Com o novo formato alfanumérico da placa Mercosul, a capacidade foi expandida para cerca de 450 milhões de combinações. Fonte: g1
E se vier outra enchente? Municípios e especialistas debatem acesso a alimentos durante tragédias climáticas

Um levantamento feito com os 18 municípios mais afetados pela enchente de 2024 no Rio Grande do Sul mostrou que apenas quatro têm planos que integram a agenda de segurança alimentar e nutricional à da mudança do clima. Uma dificuldade que muitos municípios enfrentam em eventos climáticos extremos é garantir a segurança alimentar da população. Como manter o abastecimento em abrigos, hospitais e escolas em uma cidade afetada pelas cheias? O mesmo levantamento mostrou que apenas metade dos 18 municípios têm orçamento para políticas climáticas e só um terço tem planos de mitigação ou adaptação climática. Esses dados serão apresentados no II Seminário da Estratégia Alimenta Cidades Rio Grande do Sul, que acontece no dia 23 de abril, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A ideia é que a experiência destes municípios seja usada para preparar estas e outras cidades, caso um novo desastre climático aconteça. “O objetivo é discutir as ações que os municípios irão realizar nos próximos anos com relação ao fortalecimento da agenda alimentar urbana, com foco nas mudanças climáticas”, afirma a coordenadora do projeto, Raquel Canuto. No evento, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) deve apresentar aos gestores municipais um cardápio de políticas, programas e ações que podem ser implementados pelos municípios. Também participam representantes dos ministérios das Cidades, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O Clínicas é parceiro do MDS e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na iniciativa. Fonte: HCPA
Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos e elevar calor até 2027

Uma nova atualização da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta uma probabilidade de 62% de que o El Niño surja em maio, com possibilidade de se tornar um “Super El Niño” entre novembro deste ano e janeiro de 2027. As condições atuais são de fim do La Niña para um “padrão neutro”. Caso se confirme, o fenômeno pode quebrar recordes de temperatura em 2027 e gerar uma série de eventos climáticos extremos, desde tempestades intensas a secas extremas, a depender da região do mundo. Problemas que serão agravados pelas mudanças do clima, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento incomum das águas superficiais do Oceano Pacífico na região da linha do Equador, lembra a CNN Brasil. No Brasil, ele coloca norte e sul do país em polos contrários: enquanto as regiões Norte e Nordeste se tornam mais secas, com possibilidade de quebra de safras e insegurança hídrica, na região Sul aumentam os riscos para enchentes. Além das ondas de calor que podem atingir todo o território, o Sudeste e o Centro-Oeste podem sofrer com chuvas irregulares. As chances de um Super El Niño são de 25%, com possibilidade das temperaturas da superfície do mar aumentarem até 2°C. Professor de Ciências Atmosféricas e Ambientais da Universidade de Albany, Paul Roundy avaliou nesta semana que havia um “potencial real” para o El Niño mais forte dos últimos 140 anos. Cientistas da NOAA ressaltam, porém, que as previsões da primavera no Hemisfério Norte não são muito nítidas, devido às transições naturais que acontecem nesta época do ano. Além disso, especialistas salientam que as leituras tendem a ser mais distorcidas, devido à crescente concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. “Temos esta tendência subjacente de aquecimento que faz com que os El Niños pareçam maiores do que realmente são, e que os La Niñas pareçam menores do que realmente são, porque tudo está ficando mais quente”, ressaltou Joel Lisonbee, cientista associado sênior do Instituto Cooperativo de Pesquisa da Universidade do Colorado no Guardian. “A comunidade da OMM [Organização Meteorológica Mundial] estará monitorando atentamente as condições nos próximos meses para embasar a tomada de decisões. O El Niño mais recente, em 2023-24, foi um dos cinco mais fortes já registrados e desempenhou papel importante nas temperaturas globais recordes que vimos em 2024”, disse a secretária-geral da entidade, Celeste Saulo. Ela ressaltou que as previsões para El Niño e La Niña ajudam a evitar milhões de dólares em perdas econômicas e são ferramentas essenciais de planejamento para setores sensíveis ao clima, como agricultura, saúde, energia e gestão de recursos hídricos. “Elas também são uma parte fundamental da inteligência climática fornecida pela OMM para apoiar operações humanitárias e gestão de riscos de desastres, salvando assim vidas”, disse Celeste. Por aqui, a possibilidade de seca na Região Norte já é vista com preocupação no Pará, explica o Pará Terra Boa. Um relatório divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) informou que brigadistas temporários foram contratados para ação de prevenção a incêndios florestais. No Sudeste, a chance de um super El Niño coloca em alerta o abastecimento de água na Grande São Paulo. Em especial o Sistema Cantareira, que opera com cerca de 51,5% de sua capacidade, ante 58,6% em igual período de 2025, informam O Cafezinho e Metrópoles. Um levantamento do Observatório do Clima (OC) mostrou que o Brasil tem quase 1,6 mil municípios em vulnerabilidade climática e fiscal. Os piores indicadores estão na região Norte. Fonte: www.ihu.unisinos.br
ECONOMIA: A taxação sobre dividendos ainda não teve o efeito esperado

Pela primeira vez, os números da Receita Federal sobre a arrecadação do novo impostos sobre dividendos foram divulgados. Pelo visto, por enquanto, o efeito esperado pelo governo na arrecadação ainda não apareceu. Vamos aos números: Em janeiro e fevereiro, a cobrança da alíquota de 10% na fonte sobre dividendos acima de R$ 50 mil pagos por empresas às pessoas físicas rendeu R$ 121,7 milhões aos cofres públicos. A expectativa da Receita é — e continua sendo — uma arrecadação de R$ 30 bilhões para este ano. A ideia é que esse montante compense a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês, também criada pelo governo. Por que isso importa? A União enfrenta uma questão fiscal, com um rápido crescimento da dívida pública, que já beira os R$ 9 trilhões, enquanto os gastos públicos continuam superando a arrecadação federal — o déficit foi de R$ 61,7 bilhões no ano passado. Na visão de Lula, um dos caminhos para aumentar a arrecadação e equilibrar as contas é taxando os “super-ricos”. Mas esses dados indicam a dificuldade de arrecadar sobre esse grupo, que tende a “driblar” e fugir de impostos. Tanto que muitos empresários anteciparam a saída de dividendos para dezembro, evitando o impacto da tributação. Algumas empresas, inclusive, já anteciparam saída de dividendos até 2028 a seus acionistas. Por outro lado, isso também indica que a efetividade da medida deve aumentar até o final do ano, uma vez que os números desses primeiros meses não representam a realidade de médio/longo prazo da nova lei. Resumindo: Os números não significam que é impossível taxar, e que a medida não vai ter efeito. No entanto, a projeção de R$ 30 bilhões já para 2026 ainda parece muito distante perto do que os dois primeiros meses do ano mostraram.
BRASIL: Um giro pelas principais manchetes do país hoje

Só a ponta do iceberg? A Polícia Federal analisou dois terços de apenas um celular de Daniel Vorcaro. Outros sete aparelhos aguardam na fila para a averiguação dos policiais, sendo que alguns a PF ainda nem conseguiu desbloquear. A expectativa é que a PF exija a senha dos aparelhos no acordo de delação. Hannover, Alemanha. O presidente Lula chegou à Alemanha para participar da maior feira industrial do mundo e assinar parcerias comerciais e de inovação — estão previstos 10 acordos em diferentes áreas. Lula foi recebido pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, com quem teve uma agenda fechada ontem. Substituição de motores. A montadora chinesa Omoda & Jaecoo, que é do Grupo Chery, vai assumir a fábrica da Jaguar Land Rover no estado do Rio de Janeiro. Os britânicos estão de saída do Brasil e vão abrir mão do que foi a primeira fábrica do grupo fora do Reino Unido. “Fornecedores do narcotráfico”: Um relatório do Departamento de Estado do governo Trump aponta o Brasil como um dos principais fornecedores de insumos para produção de drogas do mundo. Também são citados na lista China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia.
Marau: Cartório Eleitoral terá horário especial de atendimento neste sábado, 25 de abril

O Cartório Eleitoral de Marau terá atendimento especial neste sábado, dia 25 de abril e, ainda de 1º a 3 de maio. A ação antecede o fechamento do cadastro eleitoral, previsto para 6 de maio. A iniciativa busca ampliar o acesso da população aos serviços eleitorais, evitando filas comuns em anos de eleição e atendendo especialmente eleitores que não conseguem comparecer ao Cartório em horário comercial, além de incentivar o cadastramento biométrico. Durante os dias de mutirão, serão ofertados serviços como emissão do primeiro título, atualização cadastral, transferência de domicílio eleitoral, alteração de local de votação, regularização de pendências e coleta de dados biométricos. Importante destacar que a situação irregular do título eleitoral pode acarretar restrições relevantes, como impedimentos para emissão de passaporte, matrícula em instituições de ensino e posse em cargos públicos, além do rebaixamento da conta GOV.BR, o que prejudica o acesso a benefícios governamentais e a serviços do INSS. Para o atendimento, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado. O atendimento será das 12h às 17h. No dia 28 de março quando foi realizado o primeiro horário especial o Cartório Eleitoral de Marau registrou 26 atendimentos.
Polícia Civil deflagra Operação “Bagagem Oculta – 4ª Fase” em Marau

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Marau, com apoio da Brigada Militar, através do 3º Esquadrão de Marau e do 3º BPChoque de Passo Fundo, deflagrou, na manhã desta sexta-feira, a Operação Bagagem Oculta – 4ª Fase, voltada ao cumprimento de mandados de busca e de prisão no âmbito de investigação relacionada ao tráfico de drogas. A primeira fase da ofensiva teve início em agosto de 2025. Durante o cumprimento das ordens judiciais, realizado nos bairros São Cristóvão e Santa Helena, em Marau, bem como no município de Nicolau Vergueiro, os policiais localizaram munições de diversos calibres, inclusive de uso restrito, além de porção de droga, resultando na prisão em flagrante de um suspeito. Também foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas. A ação desta sexta-feira resultou em três prisões. Com isso, somadas todas as fases da Operação Bagagem Oculta, a atuação policial já alcança o total de 19 prisões. A ofensiva mobilizou 26 policiais civis e militares, com o emprego de sete viaturas, evidenciando a integração e a capacidade de resposta das forças de segurança no combate à criminalidade. A atuação conjunta reafirma o comprometimento das instituições com o enfrentamento firme e permanente aos crimes graves, especialmente ao tráfico de drogas, aos delitos contra a vida e à criminalidade organizada, levando à responsabilização de investigados e ao fortalecimento da segurança pública na região.
ESPORTE: Atletas vilamarienses participam do XXIX Campeonato Estadual de Karatê

Nos dias 10 e 11 de abril, o Município de Vila Maria contou com a participação de 25 atletas no XXIX Campeonato Estadual de Karatê, realizado em Marau. Nossos representantes levaram o nome do município com orgulho, demonstrando dedicação, disciplina e espírito esportivo em cada disputa. 🏆 Destaques individuais:• Ariel Valdemir Matidorff – 🥇 1º lugar em KUMITE• Arthur Miguel Fagundes – 🥇 1º lugar em KUMITE• Vitor Pagnussat Decosta – 🥈 2º lugar em KUMITE• Charlei Decosta – 🥈 2º lugar em KUMITE• Júlia Almeida – 🥈 2º lugar em KATA | 🥉 3º lugar em KUMITE• Bruno Videira – 🥈 2º lugar em KATA | 🥈 2º lugar em KUMITE• Henrique Marin Sottili – 🥈 2º lugar em KATA | 🥉 3º lugar em KUMITE• Taylwng Nunes Pereira – 🥉 3º lugar em KUMITE• Gabriel Mattidorff Soares – 🥉 3º lugar em KUMITE• Benjamim Endrigo Tauffer – 🥉 3º lugar em KUMITE• Matheus Henrique Decarli – 🥉 3º lugar em KATA | 🥉 3º lugar em KUMITE• Gabriel Zottis de Matos – 🥉 3º lugar em KATA | 🥉 3º lugar em KUMITE• Joana Andreis Fole – 🥉 3º lugar em KUMITE 🏆 Destaque coletivo:A equipe masculina de 12 e 13 anos Campeão Estadual por Equipes (KUMITE), com os atletas:Renan Marcelo Viero, Taylwng Nunes Pereira e Ariel Valdemir Matidorff. O excelente desempenho é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido por meio do projeto de karatê, oferecido gratuitamente à comunidade através do CRAS, com o apoio da Administração Municipal.
Lei define guarda compartilhada de pets; veja detalhes

Decidir o futuro do animal de estimação quando o casamento ou a união chega ao fim é um momento de angústia. Esse desgaste pode ser abrandado a partir desta sexta-feira (17), com a publicação da lei que institui a guarda compartilhada de pets. A norma estabelece regras, inclusive, caso não haja acordo. Situações em que o juiz determinará o compartilhamento da custódia e das despesas do animal de forma equilibrada entre as partes. Para isso, o animal deve ser “de propriedade comum”, ou seja, ter passado a maior parte de sua vida de forma conjunta, com o casal. ManutençãoOs gastos com alimentação e higiene serão de responsabilidade de quem tiver o animal em sua companhia. As demais despesas, como consultas veterinárias, internações e medicamentos, serão divididas igualmente entre as partes. IndenizaçãoA parte que renunciar ao compartilhamento da custódia perderá a posse e a propriedade do animal de estimação em favor da outra, sem direito a indenização. Não cabe reparação econômica também em casos de perda definitiva da custódia causada por descumprimento imotivado do acordo. Em caso de decisão judicial, não será deferida a custódia compartilhada do animal se o juiz identificar: histórico ou risco de violência doméstica e familiar; ocorrência de maus-tratos contra o animal.Nessas situações, o agressor perderá a posse e a propriedade do animal para a outra parte, sem direito a indenização. Fonte: Agência Brasil
Selo de qualidade fortalece produção e agrega valor à erva-mate no RS

Símbolo da identidade cultural do Rio Grande do Sul e presença constante no cotidiano de milhões de brasileiros, a erva-mate passa por um processo crescente de qualificação que busca garantir, de forma efetiva, a qualidade do produto consumido. Nesse contexto, a Certificação da Qualidade do Processo de Produção da Erva-Mate, desenvolvida pela Emater/RS-Ascar, é uma iniciativa pioneira no país ao estabelecer critérios que abrangem toda a cadeia produtiva. O sistema de certificação é baseado no Manual de Requisitos elaborado pela própria Emater/RS-Ascar, que organiza, em cerca de 150 itens, os critérios a serem avaliados ao longo do processo produtivo, e verificados durante as auditorias, todos fundamentados na legislação estadual e federal vigente. Esses critérios incluem acompanhamento técnico, atividades de transporte, industrialização, gestão ambiental e da qualidade, além de aspectos relativos à segurança dos trabalhadores, considerando que a atividade envolve riscos como a operação de fornalhas. Também são verificadas, através de análises físico-químicas e microbiológicas, as condições higiênico-sanitárias dos produtos certificados. A conformidade dos critérios de atendimento descritos no Manual é pré-requisito para a obtenção do Certificado e do direito de uso do Selo de Qualidade Emater/RS. De acordo com o extensionista, engenheiro agrônomo e auditor do Sistema de Certificação da Erva-Mate da Emater/RS-Ascar, Deniandro Rocha, o processo é estruturado em etapas que vão desde uma avaliação inicial até o monitoramento contínuo das empresas certificadas. “Antes mesmo da auditoria oficial, é realizada uma pré-auditoria para verificar se a ervateira possui condições mínimas de ingressar no programa e se está disposta a realizar as adequações necessárias. A partir daí, ocorre a auditoria inicial, que avalia o atendimento aos pré-requisitos e inclui análises laboratoriais completas do produto. Caso esteja em conformidade, a empresa recebe o certificado, com validade de cinco anos, mas condicionado à realização de auditorias anuais de manutenção”, destacou, ao citar as auditorias realizadas nesta semana em ervateiras de Ilópolis e Arvorezinha, tradicionais municípios produtores de erva-mate. Essas auditorias são complementadas por análises físico-químicas e microbiológicas que permitem verificar, na prática, se os processos adotados garantem a qualidade do produto final. Entre os parâmetros avaliados estão a presença de matérias estranhas, como resíduos plásticos, areia ou qualquer impureza, além de resíduos de agrotóxicos e micro-organismos, como salmonelas, coliformes, bolores e leveduras. Segundo Rocha, esse controle é fundamental porque muitas vezes a percepção interna da empresa não corresponde à realidade identificada em laboratório. “A análise é fundamental porque traduz na prática se o processo está sendo bem executado. Às vezes, a empresa acredita que o produto está adequado, mas o laboratório pode revelar inconformidades”, destaca Rocha. RASTREABILIDADE E CREDIBILIDADE Outro aspecto relevante do programa é a rastreabilidade, que permite identificar a origem de qualquer lote de erva-mate certificada. Caso o consumidor encontre algum problema, como alteração de sabor, cor ou características indevidas, é possível rastrear toda a cadeia até chegar aos produtores envolvidos, possibilitando a correção de falhas e evitando prejuízos maiores. Esse nível de controle fortalece a transparência e a confiança no produto, além de reduzir riscos para as empresas. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com cinco ervateiras certificadas há mais de dez anos e outras duas estão em processo de adequação. Apesar de o programa existir há mais de duas décadas e ser reconhecido como o único no país que certifica todo o processo de produção da erva-mate, a adesão ainda é voluntária e enfrenta desafios. Além disso, segundo o auditor, o setor ainda está em processo de amadurecimento, no que diz respeito à adoção de ferramentas de gestão da qualidade. Para as empresas que aderirem ao programa, a certificação representa um importante diferencial competitivo. Além de funcionar como uma ferramenta interna de controle e melhoria contínua, o Selo de Qualidade Emater/RS agrega valor ao produto e amplia o acesso a mercados mais exigentes. Em alguns casos, redes de supermercados já estabelecem a certificação como critério para comercialização. Soma-se a isso o reconhecimento da Emater/RS-Ascar junto à população, o que reforça a credibilidade do produto no ponto de venda e influencia a decisão de compra do consumidor. “Hoje o consumidor está mais atento, lê rótulos e busca qualidade. O selo da Emater transmite confiança, porque é uma Instituição presente em todo o Estado e reconhecida pela população”, afirma Rocha. Mesmo consolidado, o programa pode crescer ainda mais. A certificação, no entanto, segue como referência técnica ao reunir, em um único processo, exigências que vão da produção no campo ao produto final. Em um cenário de maior controle sanitário e exigência por parte do mercado consumidor, a tendência é que iniciativas como esta passem a influenciar diretamente nos padrões de produção da cadeia ervateira. “Empresas interessadas podem procurar a Emater/RS-Ascar para uma avaliação inicial e orientação sobre o processo”, conclui o extensionista. O Dia do Chimarrão é comemorado em 24 de abril. A data celebra a bebida símbolo do Rio Grande do Sul, instituída pela Lei Estadual nº 11.929 de 2003, em homenagem à fundação do primeiro Centro de Tradição Gaúcha (CTG 35) em 1948. É uma tradição cultural que representa união, hospitalidade e a herança indígena Guarani. Foto: Divulgação Ximango Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues Estagiário Franchesco de Oliveira Y Castro
MUNDO: Ford e Chevrolet vão produzir… armas?

É isso que o governo de Donald Trump deseja. O Pentágono iniciou conversas com gigantes do setor automotivo, como General Motors e Ford, para que elas usem as estruturas de suas fábricas para produzir munições e equipamentos militares. O que está por trás disso: O motivo é que o estoque de munições e mísseis dos EUA está sob pressão devido ao fornecimento prolongado à Ucrânia e ao conflito no Irã. O governo entende que as empresas tradicionais de defesa não conseguem escalar a produção na velocidade necessária, exigindo a mobilização de fábricas civis. A convocação ainda é sustentada por um salto histórico no orçamento do Pentágono, que atingiu US$ 1,5 trilhão após um aporte adicional de US$ 500 bilhões solicitado por Trump. Só para ter uma ideia, isso equivale a cerca de 5% do PIB dos Estados Unidos. #tbt da Segunda Guerra?Durante a Segunda Guerra Mundial, montadoras americanas em Detroit pararam de produzir carros para fabricar aviões e caminhões militares. Hoje, em vez de uma guerra global declarada, o que se vê é uma preparação para múltiplos conflitos ao mesmo tempo. O movimento indica que os EUA estão caminhando para uma economia cada vez mais mobilizada para guerra.
Colheita da soja chega a 50% da área cultivada no RS

A colheita da soja avançou de forma descontínua e alcança 50% da área cultivada nesta safra 2025/2026, que é de 6.624.988 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (16/04), a recorrência de precipitações em volumes heterogêneos entre as regiões manteve elevada umidade no solo e nas plantas, restringindo a trafegabilidade e impondo interrupções às operações de colheita. Predominam lavouras em maturação (36%), e 14% ainda se encontram em enchimento de grãos e floração, refletindo a amplitude de épocas de semeadura. As produtividades da soja apresentam elevada variabilidade, tanto entre regiões quanto dentro de um mesmo município, influenciadas pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, especialmente durante o período crítico de enchimento de grãos. Em áreas com melhor distribuição hídrica e manejo mais tecnificado, os rendimentos estão adequados. Nas áreas afetadas, as perdas são expressivas, e há registros de produtividade abaixo do custo de produção em algumas lavouras. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha. Milho – A colheita de milho evoluiu de forma parcial e se aproxima do final, atingindo a média estadual de 86% da área cultivada, que é de 803.019 hectares. Restam lavouras implantadas no final ou fora da janela preferencial, onde as condições climáticas do período, como a reposição hídrica, têm favorecido a manutenção do potencial produtivo, mesmo que parte das lavouras tenha sido impactada anteriormente por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo, o que provocou a redução no número de grãos por espiga e da massa de grãos. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média estadual do milho nesta safra é de 7.424 kg/há, apesar da variabilidade produtiva observada, e grãos com boa qualidade. Há registros localizados de perdas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade. Em lavouras ainda em desenvolvimento, especialmente safrinha, persistem os riscos fitossanitários, como a ocorrência de pragas, e o potencial comprometimento da qualidade dos grãos em função de eventuais danos em espigas e maior suscetibilidade a patógenos em ambientes úmidos. Milho silagem – A colheita de milho destinado à silagem alcança 83% de uma área de 345.299 hectares cultivados nesta safra. Houve avanço limitado em função da elevada umidade nas lavouras no período, a qual dificultou tanto a operação de corte quanto o adequado enchimento e compactação dos silos. Nas áreas remanescentes, predominam lavouras em enchimento de grãos, com vegetação adequada. Porém, o porte das plantas está inferior ao desejado devido ao déficit hídrico em fases anteriores. A reposição de umidade do solo tem beneficiado a manutenção da área foliar verde até a base das plantas no momento do corte, o que contribui para a qualidade da silagem e permite ajustes na altura de corte para compensar parcialmente a menor produção de biomassa. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 37.840 kg/ha. Feijão 1ª safra – A colheita de feijão da 1ª safra está concluída no RS, incluindo a região dos Campos de Cima da Serra, responsável por cerca de 40% da área cultivada. Nessa região, o desempenho produtivo foi impactado por condições climáticas menos favoráveis nos meses de janeiro e fevereiro, período que coincidiu com a fase reprodutiva das lavouras, resultando em redução nos rendimentos. Em alguns municípios, observam-se quedas expressivas de produtividade, que chega em torno de 1.200 kg/ha, o que tende a influenciar negativamente o resultado estadual, atualmente estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. Nas demais regiões, onde o plantio ocorreu de forma mais antecipada, as lavouras não sofreram impactos significativos e mantiveram o potencial produtivo esperado. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado. Feijão 2ª safra – Com uma área projetada pela Emater/RS-Ascar de 11.690 hectares, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, sustentado por condições adequadas de umidade do solo, pela ocorrência de precipitações e pela manutenção de temperaturas relativamente elevadas para a época do ano. Esse cenário tem contribuído para a boa evolução fenológica, para elevada carga de vagens, para o ótimo enchimento de grãos e para manutenção do potencial produtivo. A colheita avançou de forma gradual nas áreas mais adiantadas, enquanto a maior parte das lavouras ainda se concentra nas fases de florescimento e enchimento de grãos. Os resultados iniciais obtidos apontam perspectiva de desempenho satisfatório na safra. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 1.401 kg/ha. Arroz – A colheita de arroz avançou, apesar da ocorrência de precipitações frequentes. Houve leve desaceleração das operações de campo em relação ao período anterior em razão da elevada umidade do solo e dos grãos, que reduziu a janela operacional e ocasionou interrupções pontuais na colheita. A área colhida totalizou 74% de uma área de área cultivada de 891.908 hectares, segundo o Instituto Riograndense do Arroz. De maneira geral, os rendimentos estão satisfatórios. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade, evidenciada por elevados índices de rendimento de engenho. As lavouras remanescentes se encontram em fase de maturação e maduras para colheita, indicando proximidade do encerramento do ciclo produtivo. A produtividade está projetada pela Emater/RS-Ascar em 8.744 kg/ha. PASTAGENS E CRIAÇÕES – O período se caracterizou por uma transição no sistema forrageiro, marcada pela perda gradual de qualidade das pastagens de verão e pelo avanço na implantação das espécies hibernais. Ainda que haja oferta de volumoso em diversas regiões, sua qualidade nutricional encontra-se em declínio. As chuvas das últimas semanas têm sido determinantes para a germinação e o estabelecimento inicial das pastagens de inverno, influenciando diretamente o planejamento alimentar dos rebanhos a curto prazo. BOVINOCULTURA DE CORTE – O cenário da atividade é marcado por estabilidade nas condições corporais e no desempenho dos rebanhos. Ainda há oferta de forragem, embora já em transição. Estão ocorrendo ajustes na alimentação, como aumento do uso de volumosos conservados. O calor e a alta umidade têm imposto desafios ao manejo, e há potencial impacto sobre o desempenho reprodutivo e o bem-estar animal. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os dias de calor excessivo geraram preocupação entre os pecuaristas quanto a possíveis perdas reprodutivas, especialmente reabsorção embrionária no início da
ECONOMIA: Os gringos estão otimistas com o Brasil

O Bank of America, um dos quatro maiores bancos dos EUA, acabou de liberar um documento apontando a oportunidade de investir em ativos da América Latina e, especialmente, do Brasil — com direito ao título “Brazil: the new gold?”.(Imagem: BofA | Reprodução) O que o relatório dizPrimeiro, ele começa analisando o contexto geral da região. Entre as vantagens apontadas estão a exportação estratégica de commodities e os investidores globais terem pouca exposição na LatAm, o que abre espaço para entrada de capital novo. Na sequência, ele destaca especificamente os motivos do Brasil possuir boas oportunidades de investimento. De acordo com o banco, os três pontos favoráveis ao país são: 1 – Os ativos brasileiros têm tido um bom desempenho e têm sido impulsionados por investimentos estrangeiros. A bolsa acumula uma valorização de quase 23% apenas em 2026. 2 – Alguns ativos estão mais desvalorizados do que deveriam, criando uma janela de oportunidade para comprá-los por preços menores do que teoricamente valem — mas isso condicionado às eleições e ao fim da guerra. 3 – Investidores locais e estrangeiros concordam que o resultado das eleições não será um fator definitivo para a desvalorização de ativos brasileiros, o que traz segurança para o mercado. “Por que isso virou assunto?” Boa parte dos investidores brasileiros segue pessimista com o país, mesmo com o Ibovespa próximo de bater 200 mil pontos. Há quem diga que é o bull market menos comemorado da história. Não à toa, esse crescimento acontece principalmente por conta dos estrangeiros. No 1° tri do ano, a bolsa registrou a maior entrada de capital do exterior (R$ 53 bilhões) para o período desde 2022. O relatório do BofA pode impulsionar essa tendência… Apesar do cenário otimista, o documento também alerta para os riscos do desequilíbrio fiscal no Brasil e do dólar voltar a se valorizar — o que pode causar inflação e limitar cortes na taxa de juros.
Aliança Premiada: campanha premia 77 associados da Sicredi Aliança RS/SC/ES em três estados

Dezenas de associados da Sicredi Aliança RS/SC/ES foram contemplados com os prêmios da Campanha Aliança Premiada desde julho de 2025. A iniciativa, que faz parte das comemorações de 45 anos da cooperativa, destina mais de R$ 1,2 milhão em prêmios exclusivos para associados de diferentes agências de 39 municípios que integram a área de abrangência da cooperativa no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo. Ao longo da campanha, 76 associados foram premiados com Smartphones iPhone 16, Vouchers para pacote turístico e carros elétricos. O último sorteio da campanha foi realizado na quarta-feira (15), pela Loteria Federal. Na oportunidade, o prêmio foi 1 Caminhonete Ford Ranger – modelo 2026 para um associado da Sicredi Aliança. O diretor-executivo da Sicredi Aliança RS/SC/ES, Cristiano Piano, destaca o engajamento e participação dos associados na campanha que valoriza a força do cooperativismo. “A Aliança Premiada surgiu como uma ferramenta que beneficia o associado e gera retorno para ele. Na prática, a campanha traduz a nossa essência: quanto mais se investe na cooperativa, mais retorno o associado tem”, declara. Os associados com conta física e jurídica e poupadores concorrem aos prêmios por meio dos números da sorte, disponibilizados automaticamente para todas as operações de aporte de capital social e investimento em poupança. A cada R$ 50 em capital ou R$ 200 investidos em poupança, um cupom com o número da sorte é gerado. Os vencedores da Campanha Aliança Premiada são conhecidos no site: https://www.sicredi.com.br/promocao/aliancapremiada/campanha/vencedores. Prêmios da Aliança Premiada58 Smartphones iPhone 1615 Vouchers para utilização em pacote turístico3 Carros elétricos – BYD Dolphin – modelo 20261 Caminhonete Ford Ranger – modelo 2026 Cidades dos associados contemplados Rio Grande do SulCamargo, Casca, Gentil, Marau, Montauri, Nicolau Vergueiro, Santo Antônio do Palma, São Domingos do Sul, Serafina Corrêa, Vanini e Vila Maria. Santa Catarina Águas Mornas, Alfredo Wagner, Antônio Carlos, Biguaçu, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Palhoça, Paulo Lopes, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz e São José. Espírito SantoAfonso Cláudio, Alfredo Chaves, Anchieta, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Guarapari, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Piúma, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e Venda Nova do Imigrante.
Vila Maria: confira o funcionamento de alguns estabelecimentos na semana do feriado de Tiradentes

Dia 21 de abril é feriado em todo o Brasil. A data remete ao dia da morte do mineiro Joaquim José da Silva Xavier, que ocorreu em 1792. Ele foi um dos participantes da Inconfidência Mineira, conspiração da elite mineira contra Portugal. Era conhecido pelo apelido de Tiradentes por ser um dentista amador, além de ser militar. Na próxima terça-feira, dia 21, a maioria dos estabelecimentos e órgãos públicos não terão expediente. Veja como fica na segunda-feira, dia 20: * Prefeitura Municipal e escolas: não haverá expediente, exceto para os serviços que não admitam paralisação, como o caso do Hospital Municipal Carlos Cerato. * Agências bancárias: atendimento normal; * Sindicato dos Trabalhadores Rurais: atendimento normal (somente pela parte da tarde); * Agência dos Correios: atendimento normal; * Emater: não terá aexpediente;
REGIÃO: Be8 amplia liderança no biodiesel com expansão e novos negócios de energia

A Be8 ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 10 bilhões em receita líquida e consolidou sua liderança no setor de biodiesel ao longo de 2025, segundo dados do Relato Integrado divulgado nesta quarta-feira (15) – data em que a empresa celebra 21 anos. A companhia registrou crescimento de 36% na receita, EBITDA de R$ 809 milhões (+21,8%) e lucro líquido de R$ 488 milhões. O desempenho foi impulsionado por aquisições estratégicas e ganhos operacionais. A empresa incorporou quatro usinas em Mato Grosso, Piauí e Pará, aumentando em 17% sua capacidade produtiva e atingindo 1,71 bilhão de litros por ano. Com melhorias de gestão e tecnologia, as unidades adquiridas tiveram aumento médio de 41,2% na produtividade. “Em 2025, evoluímos de modo significativo em uma das principais diretrizes do nosso plano estratégico, que aponta para uma expansão geográfica da Be8, com o objetivo de consolidar nossa liderança no setor de biodiesel e gerar benefícios por meio de ganhos de escala”, disse Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8, destacando a aquisição das fábricas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Com seis unidades em funcionamento, conquistamos, pela primeira vez, a liderança do setor também em capacidade instalada, que atingirá 1,71 bilhão de litros de biodiesel por ano, e teremos potencial para elevar nossa participação em vendas no mercado nacional para mais de 15%”, afirmou Battistella. A companhia também acelera a diversificação de portfólio. Em Passo Fundo, desenvolve uma planta inédita de etanol a partir de trigo, integrada à produção de proteína vegetal, com início previsto para o fim de 2026. O projeto deve reduzir a dependência de importações no Sul e substituir integralmente a compra externa de glúten vital. A empresa ainda firmou acordo com a Air Liquide Brasil para comercialização de CO₂ biogênico. “Essa operação, que será iniciada no final de 2026, pode efetivamente servir como modelo para o Brasil, que ainda explora menos da metade do imenso potencial do seu agronegócio. O país tem a oportunidade de vender produtos com alto valor agregado, indo além do tradicional comércio de commodities, estimulando e dando suporte aos produtores rurais, fomentando uma produção verdadeiramente sustentável, com responsabilidade social e ambiental que gera também ganhos econômicos para todos os elos da cadeia”, disse Battistella. Outro eixo estratégico é a inovação em energia limpa. Em 2025, a Be8 estruturou um projeto para produção e uso de hidrogênio verde em transporte pesado, com investimento de R$ 29,7 milhões e apoio do governo do Rio Grande do Sul. A iniciativa prevê também a instalação do primeiro posto de abastecimento do país voltado a esse combustível. No segmento de biocombustíveis avançados, o Be8 BeVant®, lançado no Fórum Econômico Mundial, começou a ser comercializado e demonstrou redução de até 99% nas emissões de gases de efeito estufa em testes de campo. A solução integra a estratégia da companhia de oferecer alternativas de descarbonização para setores de difícil eletrificação. A agenda ESG também avançou. A empresa elevou para 92% o uso de energia elétrica renovável, reduziu efluentes e resíduos industriais e tornou-se a primeira produtora de biocombustíveis da América do Sul a obter a certificação do California Air Resources Board. Mesmo diante de um ambiente desafiador, com custos financeiros mais elevados e atraso na implementação do B15 no Brasil, a Be8 manteve o plano de crescimento. A companhia reforça a importância da execução do cronograma da política de combustíveis para garantir previsibilidade ao setor. O Relato Integrado segue as diretrizes do Integrated Reporting Framework, disponibilizado pela Fundação IFRS (International Financial Reporting Standards), que orienta a divulgação de informações ESG e econômico-financeiras de forma integrada. Também foram incorporadas as normas da Global Recording Initiative (GRI) e do Sustainability Accounting Standards Board (SASB). Destaques Mais resultado: Be8 atinge R$ 10.006.065 (dez bilhões, seis milhões e sessenta e cinco mil reais) em receita líquida em 2025, um aumento de 36%, além de registrar um crescimento de 21,8% do EBITDA, com R$ 809.090 (oitocentos e nove milhões e noventa mil reais), e Lucro Líquido de R$ 488.123 (quatrocentos e oitenta e oito milhões e cento e vinte e três mil reais). Mais capacidade: três fábricas de biodiesel foram adquiridas em Nova Marilândia (MT), Floriano (PI) e Santo Antônio do Tauá (PA). A empresa também concretizou, em 2026, a aquisição de mais uma planta, em Alto Araguaia (MT), resultando na ampliação de 17% da capacidade total produtiva da companhia. Mais liderança: Be8 garantiu mais um ano na liderança em produção de biodiesel no mercado brasileiro, com potencial para elevar a participação em vendas no mercado nacional com a nova capacidade para mais de 15%. Maior diversificação do portfólio: construção da fábrica de etanol, DDGs e glúten vital avança e será inaugurada no último trimestre de 2026, uma operação pioneira que vai ofertar biocombustível e alimento de forma integrada. Na operação da nova fábrica, a Be8 vai capturar o CO2 biogênico gerado na operação e comercializá-lo para uso em outros segmentos da indústria. Sobre a Be8 A Be8 é uma empresa líder em produção de biodiesel com foco global em energias renováveis, implementa novas matrizes energéticas por meio de um ecossistema circular de inovação. Com foco em uma produção que garante um futuro com recursos naturais, fazendo entregas sustentáveis para as pessoas, os negócios e o planeta. A Companhia é integrante da holding ECB Group e foi fundada em 2005. A sede da Companhia fica em Passo Fundo (RS) e conta com escritórios administrativos em São Paulo (SP), em Cuiabá (MT), em Genebra, na Suíça e em Dubai (Emirados Árabes Unidos), responsáveis por comercializar a produção de Passo Fundo (RS), Marialva (PR), Nova Marilândia e Alto Araguaia (MT), Floriano (PI), Santo Antônio do Tauá (PA), La Paloma (Paraguai) e Domdidier (Suíça).
BRASIL: O fim do 6×1 está na mesa (com urgência)

A discussão sobre o fim da escala 6×1 voltou com força em Brasília — e agora com uma proposta oficial do governo. O projeto enviado ao Congresso prevê reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais e 8 horas por dia, sem corte de salários. A ideia é atingir diretamente cerca de 14 milhões de trabalhadores que hoje atuam nesse modelo. O texto também sugere que as folgas semanais ocorram, preferencialmente, aos fins de semana. Mas os critérios podem mudar… Hoje, dois textos da mesma pauta já caminham no Congresso, com definições diferentes do que foi sugerido pelo governo: O de Erika Hilton (PSOL) propõe semana de 4 dias de trabalho, com implementação em até 1 ano; O de Reginaldo Lopes (PT), que reduz a jornada para 36 horas semanais, mas com transição de até 10 anos. Mesmo que os detalhes do texto possam mudar, o fato é que o projeto chegou à Câmara com regime de urgência, precisando ser votado em até 45 dias — espere ouvir bastante sobre a pauta nos próximos meses. O outro lado: Setores do mercado se mostram contrários a uma alteração. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a mudança pode aumentar os custos das empresas em até R$ 267 bilhões por ano, elevando a folha de pagamento em até 7%. Fonte: TheNews
MUNDO: A guerra no Irã nunca esteve tão perto do fim

Pelo menos no discurso. Em entrevista à Fox Business, Trump disse que o conflito com o Irã está “muito próximo de acabar”, enquanto negociações entre os dois países começam a ganhar tração. Mediadores como Paquistão, Egito e Turquia têm ajudado a aproximar as partes, e uma nova rodada de negociações diretas deve acontecer nos próximos dias. Para ajudar nas negociações, EUA e Irã avaliam estender o cessar-fogo por mais duas semanas, já que o prazo atual vai expirar na próxima terça-feira. Nos bastidores, a leitura é de que nenhum dos dois governos têm interesse em voltar a escalar o conflito. Mesmo assim, os países não deixam de se intimidar publicamente. Ontem, o Irã ameaçou bloquear o Mar Vermelho, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. Enquanto isso, os EUA (1) cogitam sanções a países que comprarem petróleo iraniano e (2) estão enviando 10 mil militares adicionais ao Oriente Médio para garantir que o Irã aceite os termos do acordo — sob a ameaça de novas operações terrestres. .
FIERGS critica proposta do governo e cobra responsabilidade no debate sobre jornada de trabalho

O governo federal formalizou, em regime de urgência constitucional, o envio ao Congresso Nacional do Projeto de Lei n° 1.838/2026, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, assegura dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial – medida que, na prática, extingue a escala 6×1. A entidade manifesta preocupação com o projeto de lei enviado ao Congresso Nacional, tratado sem o devido debate com a sociedade e o setor produtivo. Confira a nota emitida pela FIERGS: “A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) manifesta profunda preocupação com a forma e o momento em que a proposta foi apresentada. Trata-se de uma mudança estrutural nas relações de trabalho, com impactos amplos e duradouros sobre a economia, que está sendo encaminhada de forma açodada, sem o devido debate com a sociedade e o setor produtivo – especialmente em um contexto de ano eleitoral. Não é de hoje que alertamos para os efeitos negativos de uma medida dessa magnitude. Estimativas indicam que a redução da jornada para 40 horas pode elevar em até R$ 267 bilhões por ano os custos com trabalhadores formais no país, o que representa um aumento de até 7%. Na indústria, o impacto seria ainda mais severo, com crescimento de aproximadamente 11% nas despesas — o equivalente a R$ 88 bilhões. Estudos do IBRE/FGV apontam, ainda, risco de queda de até 11,3% no PIB. Cabe destacar que o Brasil já opera, na prática, com uma média de aproximadamente 39 horas semanais de trabalho, resultado de negociações coletivas, especificidades setoriais e estratégias empresariais. O atual limite legal de 44 horas oferece a flexibilidade necessária para acomodar as diferentes realidades econômicas do país – algo que a proposta do governo ignora completamente. Além disso, a legislação vigente já permite a redução e reorganização da jornada por meio de negociação coletiva, respeitando as particularidades de cada setor, região e atividade econômica. Ao impor uma regra uniforme, o governo desconsidera essa diversidade e compromete a capacidade de adaptação das empresas. A FIERGS alerta que medidas dessa natureza tendem a pressionar o custo de produção, impactar preços de bens e serviços, gerar efeitos inflacionários e, sobretudo, prejudicar a geração e manutenção de empregos formais. Diante disso, é inaceitável que um tema tão sensível e complexo seja tratado com tamanha pressa. O país precisa de um debate sério, técnico e responsável, baseado em evidências e com ampla participação da sociedade – e não de decisões precipitadas que colocam em risco a competitividade da economia brasileira”.
SAÚDE: Nova variante da Covid-19 tem 75 mutações e circula em 23 países

Uma nova subvariante da Covid-19 — batizada de “Cicada” e tecnicamente identificada como BA.3.2 — voltou a circular globalmente desde setembro de 2025 e já foi detectada em 23 países. Dentre as nações envolvidas estão Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, China e Austrália. No Brasil, até o momento, não há confirmação oficial de casos. A Cicada não é uma variante independente, mas parte do processo contínuo de evolução do vírus, que acumula mutações para se manter em circulação mesmo com a imunidade da população. Desde a chegada da Ômicron, o coronavírus deixou de dar grandes saltos entre variantes e passou a evoluir por sublinhagens. A notícia ruimA Cicada acumula entre 70 e 75 mutações concentradas na proteína Spike, estrutura que o vírus usa como chave para se encaixar nos receptores das células e iniciar a infecção. Quanto mais essa proteína muda, mais difícil fica para o sistema imunológico reconhecê-la rapidamente, fenômeno chamado de escape imunológico. Na prática, isso significa que quem já foi vacinado ou já teve Covid-19 pode se infectar novamente, não pelo fato de que o vírus tornou-se mais perigoso, mas porque ficou mais difícil de identificá-lo. É como mudar o corte de uma chave: a fechadura do sistema imunológico ainda pode reconhecê-la, mas com mais dificuldade. A notícia boaComo a Cicada ainda descende da Ômicron, o sistema imunológico preserva memória parcial contra ela, o que impede que a infecção evolua para quadros graves na maioria dos casos. Até o momento, não há evidências de aumento de hospitalizações ou mortes associadas à nova subvariante e os sintomas seguem o padrão leve já conhecido: Febre e tosse; Coriza e cansaço; As vacinas continuam eficazes contra as formas graves. Especialistas consideram provável a chegada da Cicada ao Brasil, seguindo o padrão de disseminação internacional observado em outras fases da pandemia. No entanto, o principal alerta não tem relação com a nova linhagem em si, mas com a redução da cobertura vacinal. Resumindo: é fundamental ter o seu calendário vacinal em dia.
ECONOMIA: O brasileiro se enrolou em dívida novamente

Dados do Banco Central revelaram que a cada R$ 1 renegociado no programa Desenrola surgiram R$ 1,15 em novas inadimplências. Desenrola é o programa do governo federal lançado em 2023, em parceria com instituições financeiras, criado para a população renegociar suas dívidas. Na prática, o programa repactuou a dívida de 14,8 milhões de pessoas, totalizando R$ 53 bilhões. Mas, na sequência, surgiram R$ 61 bilhões em novas dívidas inadimplentes. Para se ter ideia, a taxa de inadimplência saltou de 5,5% no final do programa para 6,9% atualmente.(Imagem: CNN Brasil) “Então o programa foi ineficaz?” Não exatamente. O panorama atual poderia ser muito pior sem ele. A continuação do problema nessa escala é a prova de uma dificuldade estrutural do país. Hoje, 55% das pessoas admitem saber pouco ou nada sobre educação financeira. Para dificultar ainda mais, enquanto as dívidas aumentaram, os juros no Brasil também foram crescendo. Isso significa que, além de as famílias estarem mais endividadas, elas têm mais dificuldade para pagar o que devem. Em números: Quando o Desenrola foi concluído, o juro médio nos empréstimos para pessoas físicas era de 52% ao ano. Atualmente, a taxa é de 62%. Esse conjunto de fatores resultou no valor recorde de R$ 171 bilhões em empréstimos que estão atrasados há mais de 90 dias, considerando o dado mais recente disponível (fev/26).
BRASIL: Base do governo blinda STF e evita indiciamento de ministros

A CPI do Crime Organizado encerrou seus trabalhos ontem aumentando ainda mais a tensão entre o Legislativo e o Judiciário. Contexto: Criada em novembro/2025 para investigar falhas no combate ao crime organizado, a comissão acabou desviando o foco para o caso Master, levantando suspeitas sobre operações financeiras ligadas à ocultação de recursos de origem ilícita. Por 6 votos a 4, o colegiado rejeitou o relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pedia o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do PGR Paulo Gonet. Vieira sustentava que as autoridades cometeram crimes de responsabilidade ao não se declararem suspeitos para julgar processos envolvendo o Banco Master devido a supostas relações de proximidade com Daniel Vorcaro. Na prática, a aprovação do texto abriria caminho para pedidos de impeachment e representações criminais contra a cúpula do Judiciário. A manobra do governo: A derrota do relator foi selada por uma articulação direta do Palácio do Planalto. Horas antes da votação, a composição da CPI foi alterada: Membros da oposição, como Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES), foram substituídos por senadores do PT. A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) foi promovida a titular, garantindo o placar necessário para vetar o relatório. No STF, o clima é de revanchismoMinistros do Supremo classificaram o relatório como “abuso de autoridade” e “uso eleitoreiro” da CPI, além de criticarem o fato de nenhum membro de facção criminosa ter sido indiciado. Segundo Gilmar Mendes, o relator “se esqueceu de seus colegas milicianos”. Agora, uma ala da Corte discute saídas jurídicas para tornar Alessandro Vieira inelegível ainda este ano, sob o argumento de que o senador “cruzou uma linha” ao mirar o tribunal. Caso o processo contra o senador avance, a Primeira Turma do STF deve discutir o caso — ou seja, a própria Corte julgaria a denúncia que partiu de integrantes dela mesma.
Município de Vila Maria divulga programação dos 38 anos de emancipação

No dia 09 de maio, Vila Maria comemora seus 38 anos de emancipação político administrativa, e já definiu a programação que acontecerá durante o mês de aniversário. Confira: 📅 Programação Oficial 📍 02 de maio (sábado) 19h – Missa em Ação de Graças 📌 Igreja Matriz de Vila Maria 📍 08 de maio (sexta-feira) 14h – Encontro de Prefeitos e Vice-Prefeitos 📌 ARCA – Associação da Região das Cascatas 14h – Encontro de Primeiras e Segundas Damas e Cortes de Soberanas 📌 Caminhos de Lavanda 17h – Inauguração da ARCA (Associação da Região das Cascatas) 📌 ERS 324 18h30 – Abertura Oficial da 11ª ExpoVima 📌 Parque de eventos Municipal 📍 09 de maio (sábado) Programação da 11ª ExpoVima 📌 Parque de Eventos Municipal 11h – Sorteio do Bolão Vilamarense 📌 Estande da Prefeitura Municipal 📍 10 de maio (domingo) Programação da 11ª ExpoVima 📌 Parque de Eventos Municipal 📍 15 e 16 de maio (sexta e sábado) 🏁 8ª Trilha Piratas do Tarimba 📌 Arena Piratas, Município de Vila Maria 📍 16 de maio (sábado) 🏆 16h Final da Copa Mista de Futsal Municipal 📌 Ginásio Municipal de Esportes 🍽️ 20h Jantar Baile de encerramento da Copa Mista com entrega de premiação 📌 Salão Paroquial 🎶 Animação: Grupo Styllo 📍 23 de maio (sábado) 🚧 Roteiro de Inaugurações 09h – Ponte do Maringá 10h – Ponte da Família Colombo 11h – Ponte de São Luís (divisa com Marau) 📍 24 de maio (domingo) 19h – Culto em Ação de Graças 📌 Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Vila Maria 📍 27 de maio (quarta-feira) 18h – Inauguração do novo CRAS 📌 Rua Alberto Titon, ao lado da Prefeitura Municipal 📍 30 de maio (sábado) 20h – Jantar Baile “Entreverado” do CTG Francisco Vitor Maroni 📌 Salão Paroquial 🎶 Animação: João Luiz Corrêa e Grupo Campeirismo
Conheça as regras sobre uso de IA na campanha eleitoral de 2026

Com foco nas Eleições Gerais de 2026, o Tribunal aprovou alterações na resolução que trata da propaganda eleitoral para regulamentar, entre outros pontos, o uso de inteligência artificial (IA) pelos partidos, candidatos e provedores de internet. A propaganda eleitoral é permitida a partir de 16 de agosto. A regulamentação tem a finalidade de impedir a propagação de conteúdos fabricados ou manipulados para difundir fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados que possam causar danos ao equilíbrio das eleições ou à integridade do processo eleitoral. Uma das principais regras é a imposição ao responsável pela propaganda de informar, quando for o caso, a utilização de conteúdo sintético multimídia, ou seja, criado ou significativamente alterado por meio de IA ou tecnologia equivalente. A informação deve constar de modo explícito, destacado e acessível. Isso vale para textos, áudios, vídeos e imagens. Entre as novidades para as Eleições 2026, está a proibição de publicação e republicação, mesmo que de forma gratuita, bem como de impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA no período compreendido entre as 72 horas que antecedem o pleito e as 24 horas depois das eleições. As regras estão previstas no artigo 9º-B da Resolução nº 23.610/TSE, de 18 de dezembro de 2019, que trata da desinformação na propaganda eleitoral, com as alterações promovidas pela Resolução nº 23.755, de 2 de março de 2026. Caso as normas sejam descumpridas, o conteúdo deverá ser excluído imediatamente, por iniciativa do provedor de internet ou por determinação judicial. A remoção do conteúdo não impede a aplicação da multa prevista no artigo 57-D da Lei nº 9.504/1997, que varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil. A resolução prevê regras para os provedores de internet quanto à fiscalização e à adoção de medidas para impedir ou diminuir a propagação desse tipo de conteúdo. Pela norma, o provedor que detectar ou for informado sobre a veiculação de conteúdo ilícito deverá adotar providências imediatas e eficazes para cessar o impulsionamento, a monetização e o acesso ao conteúdo, entre outras medidas. Nessa hipótese, o descumprimento das regras configura abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação social, o que acarreta a cassação do registro de candidatura ou do mandato eleitoral. O desrespeito à norma impõe ainda a apuração das responsabilidades nos termos do parágrafo 1º do artigo 323 do Código Eleitoral, que trata dos crimes eleitorais, além da aplicação de outras medidas relativas à irregularidade da propaganda e à ilicitude do conteúdo. Acesse a íntegra da Resolução nº 23.610/TSE para saber mais sobre as regras sobre uso de IA nas eleições. Eleições 2026 O 1º turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado no dia 4 de outubro, quando mais de 155 milhões de brasileiras e brasileiros irão às urnas para confirmar, pelo voto direto e secreto, as candidatas e os candidatos que os representarão pelos próximos quatro anos. Estarão em disputa os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal, senador (duas vagas), deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Os eleitores brasileiros que residem em outros países, porém, só poderão votar para presidente e vice. Como ocorre em toda eleição, a votação é realizada no primeiro e no último domingo de outubro. Assim, se necessário, o eleitorado voltará às urnas no dia 25, data do 2º turno. Quem pode votar? Nas Eleições 2026, poderão votar em qualquer turno as eleitoras e os eleitores que, até 6 de maio, estiverem em dia com a Justiça Eleitoral. Vale lembrar que o voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e aqueles que tenham 16 e 17 anos. Fonte: TSE
ECONOMIA: Dólar fica abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez em 2 anos

Nesta segunda-feira, pela primeira vez desde abril de 2024, o dólar caiu abaixo dos cinco reais, fechando na casa dos R$ 4,99. O gatilho do dia foi Trump. O presidente americano afirmou que o Irã quer negociar um acordo de paz, e o mercado se apegou à esperança. Com menos tensão geopolítica, investidores saíram de ativos de proteção — como o dólar — e voltaram a apostar em países emergentes, como o Brasil. Mas o movimento de queda do dólar nunca é por um único motivo. Aqui estão alguns outros: O Fed deve realizar novos cortes de juros em 2026, o que leva o capital de renda fixa para mercados emergentes, já que isso significa menor retorno nos EUA. O Brasil vira destaque com a Selic pagando 14,75% ao ano. Investidores estão buscando maiores retornos em bolsas de mercados emergentes, ajudando o Ibovespa a bater 198 mil pontos — entrou mais capital estrangeiro na B3 em jan/2026 do que em 2025 inteiro. Parte do mercado ainda enxerga que uma consolidação do dólar abaixo de R$ 5 é possível em um cenário de um novo governo mais alinhado com mercado. O enfraquecimento do dólar é global, mas o real vai além. Na média, a moeda americana desvalorizou 1,6% perante as principais outras moedas do mundo, enquanto desvalorizou 15% em relação à nossa moeda.
BRASIL: Vorcaro tenta acordo de R$ 40 bi em delação premiada

Daniel Vorcaro corre contra o tempo para acelerar sua delação premiada. De acordo com reportagem do Valor Econômico, o ex-dono do Master teria sinalizado disposição para devolver até R$ 40 bilhões ao longo de 10 anos. Isso dá pouco mais de 2/3 do valor do total da fraude. Uma das primeiras devoluções a serem feitas seria de valores suficientes para cobrir os rombos nas previdências estaduais e municipais — quantia que ultrapassa R$ 3 bilhões. A relevância: Além da devolução dos valores, uma delação do ex-banqueiro pode ser o passo definitivo para a Polícia Federal entender de vez como funcionava todo o esquema do Banco Master, com nomes das pessoas relevantes envolvidas nele. Só que a proposta de Vorcaro sofre forte resistência do relator André Mendonça. Nos bastidores, a avaliação é que o ministro tem preferência por pagamentos mais rápidos, mesmo que o valor total seja menor. A preocupação é que, como já ocorreu em casos do Mensalão e da Operação Lava Jato, acordos longos podem ser revisados, anulados ou “renegociados” no futuro. Mas investigadores questionam a viabilidade da cifra. Há suspeitas de que (1) o dinheiro não tinha lastro, o que o tornaria “inexistente” ou de que (2) Vorcaro não controla integralmente esses recursos — sendo apenas um laranja de um esquema maior. Na prática, se o acordo for homologado com bases frágeis, o risco é duplo: menos dinheiro recuperado e mais espaço para impunidade. O tema deve esquentar nos próximos dias, com a defesa de Vorcaro entregando a proposta de delação.
BRASIL: Datafolha indica empate de Lula com diferentes candidatos no 2° turno

No último sábado, o Datafolha divulgou sua mais recente pesquisa eleitoral para a disputa à Presidência da República — e os resultados não foram tão bons para Lula. O atual comandante da República teve uma avaliação negativa de 40% dos entrevistados, enquanto apenas 29% consideram seu governo positivo. A percepção dos leitores têm se refletido nas intenções de voto: Nos cenários de 2° turno, Lula aparece tecnicamente empatado com Flávio, Zema e também com Caiado. Mas o ponto curioso está aquiO que poucos destacam é como a Gen Z (nascida entre 1997 e 2010) tem “largado a mão” de Lula. Na pesquisa, o presidente apresenta cerca de 40% das intenções de voto dos jovens de 16 a 24 anos. Na mesma época há 4 anos, esse número era de 62%. Uma pesquisa recente da Atlas/Intel ainda indicou que quase 73% daqueles que possuem entre 16 e 24 anos desaprovam o governo Lula. Por que isso importa: Os jovens representam cerca de 14% do eleitorado brasileiro. Mas, mais do que isso, sempre foram uma base importante para a esquerda — principalmente de Lula. Só que a situação parece ter mudado… Alguns fatores podem ter afastado o presidente das gerações mais novas, como: Falta de representatividade dos mais jovens no PT, que possui uma bancada na Câmara com média de idade próxima a 60 anos. Ascensão de nomes de direita nas redes sociais, com linguagem que conversa mais com o perfil da nova geração. Desemprego da população entre 16 e 24 anos, que atingiu 11,4%, valor bem acima dos 5,1% da média nacional. Tentando reverter o cenário, nos últimos dias, o PT investiu quase R$ 400 mil em impulsionamento de posts no Instagram e Facebook. Do ano passado para cá, o partido desembolsou +R$ 2 milhões com artistas e influencers para promover programas do governo.
MUNDO: As principais notícias deste início de semana

Ormuz fechado pelos EUA. Após fracasso nas negociações no Paquistão, Trump anunciou um bloqueio total promovido pelos EUA no Estreito de Ormuz, mirando navios que pagam pedágio ao Irã. Em tom de ameaça, o presidente americano ainda disse que “qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será EXPLODIDO PARA O INFERNO!”. Fim de uma era na Hungria. Um dos principais líderes de direita no mundo e grande aliado de Trump, Viktor Orbán foi derrotado nas eleições e encerra um ciclo de 16 anos no poder do país. O premiê, conhecido por posições duras contra imigração e críticas à mídia, reconheceu o resultado e parabenizou os vencedores — marcando uma virada política no país. Um MacBook, um YouTube, milhares de fãs. De volta aos palcos depois de quase 4 anos, Justin Bieber fez sua 1ª apresentação do Coachella 2026 com direito a Katy Perry, Adele e Lewis Hamilton na plateia. Mas o maior destaque foi o formato do show: ele abriu o YouTube, foi escolhendo as músicas junto com o público e cantando por cima do próprio vídeo. O cantor também fez história ao se tornar o headliner mais bem pago da história do evento, com US$ 10 milhões. Nono presidente em 10 anos. O horário de votação eleitoral no Peru foi estendido para hoje após falhas logísticas impedirem eleitores de votar. Dentre os 35 candidatos à presidência, Keiko Fujimori (direita) aparece na liderança na boca de urna. Os resultados oficiais devem sair nos próximos dias e definir quem avança para o segundo turno em junho. Mudança no topo do tênis. Jannik Sinner venceu Carlos Alcaraz na final do Masters 1000 de Monte Carlo por 2 sets a 0 e conquistou seu maior título no saibro. De quebra, assumiu a liderança do ranking mundial, encerrando o reinado do espanhol no topo da ATP. Trump ataca o Papa. Em postagem no Truth Social, o presidente americano chamou o Papa Leão XIV de “fraco” e disse que sua postura prejudica a Igreja Católica. Horas antes, o Pontífice afirmou se sentir próximo do “amado povo libanês” e pediu um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio
Vacinação contra a gripe influenza: mais de 550 pessoas já foram imunizadas em Vila Maria

A campanha de vacinação contra a gripe influenza começou em Vila Maria em 30 de março e já nos primeiros dias registrou grande procura principalmente por parte dos idosos. Depois de uns dias sem, na sexta-feira á tarde, a vacinação pode ser retomada com a chegada de mais 470 doses. Neste dia a Sala de Vacinas ficou aberta até ás 19h e foram aplicadas 178 doses. O início da manhã desta segunda-feira, dia 13 de abril, foi marcada por formação de fila. Estão disponíveis ainda 260 doses. A campanha se estende até o final do mês de maio. Neste primeiro momento, a imunização está sendo destinada aos grupos de risco, que incluem: Crianças de 6 meses a menores de 6 anos; Gestantes e puérperas; Idosos com 60 anos ou mais; Povos indígenas; Pessoas em situação de rua; Trabalhadores da saúde e professores (ensino básico e superior); Profissionais das forças de segurança, salvamento e forças armadas; Pessoas com deficiência permanente; Caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo; Trabalhadores dos Correios; Pessoas com doenças crônicas; A vacinação está sendo realizada na Sala de Vacinas localizada da Unidade Básica de Saúde Central, das 07h30 às 11h e das 13h às 16h30min. É importante levar a carteirinha de vacinação, documento pessoal e cartão do SUS. Até agora foram imunizadas mais de 550 pessoas dos grupos de risco. Segundo levantamento do Instituto Todos pela Saúde, de janeiro ao meio de março de 2026, o país registrou 3.584 casos da doença, em comparação aos 1.838 casos registrados no ano passado. Por conta da situação, o governo federal antecipou a campanha de vacinação. Nesse mesmo período, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios no país, segundo dados do Ministério da Saúde. Ainda segundo a pasta, até meados de março, o Brasil registrou cerca de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave. “O que a gente tem observado é que a sazonalidade, ou seja, o período onde os vírus respiratórios costumavam mais estar presente, que era ali em torno do inverno, né, se modificou muito após a chegada da pandemia de Covid-19. O que acontece é que aquele isolamento que a gente fez durante a pandemia alterou o ciclo sazonal da maioria dos vírus”, explicou o virologista Anderson Brito.
Olivicultura gaúcha recupera produção

A safra de oliva está em colheita no Rio Grande do Sul e a produção está excelente, tanto em qualidade dos frutos como em produtividade. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (09/04), a cadeia gaúcha da olivicultura apresenta forte variabilidade produtiva, com influência direta das condições climáticas sobre a floração, frutificação e desenvolvimento das oliveiras. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, as plantas apresentam boa sanidade e ótimos rendimentos e a colheita ocorre lentamente. Os produtores da região não comercializam a produção de frutos, mas contratam um lagar para a produção de azeites a serem comercializados com marcas próprias. Na região de Santa Maria, a safra das oliveiras está excelente, garantindo ótima qualidade de azeites em Cachoeira do Sul, Restinga Sêca, São João do Polêsine, Formigueiro e São Sepé. Já na região de Soledade, destaque para o município de Encruzilhada do Sul, que possui em torno de mil hectares com oliveiras, mas parte da área ainda não está em produção. A recuperação significativa da olivicultura nesta Safra 2025/2026, após duas safras frustradas, é resultado de horas de frio adequadas no inverno, precipitações dentro da normalidade na primavera e boa distribuição de chuvas no verão, que favoreceram muito a cultura. Além disso, ocorrências pontuais de déficit hídrico no final do verão provocaram apenas leve atraso na colheita, sem impacto na produção. No momento, as cultivares mais produtivas são Koroneiki e Arbequina. O extensionista e engenheiro florestal da Emater/RS-Ascar, Antônio Borba, destaca o cenário positivo, mas ressalta que os resultados finais dependem da conclusão da colheita. “Espera-se uma excelente safra, mas somente depois de colhida poderemos afirmar a magnitude da produção e da produtividade, e o quanto isso vai resultar em litros de azeite de oliva produzido no RS”, afirma. A colheita de olivas no RS pode se estender até meados de abril, dependendo da variedade e da região. ABERTURA DA COLHEITA É nesse cenário de boa produção e otimismo que acontece em Triunfo, na próxima semana (17/04), a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, com expectativa de marcar o início de uma das melhores safras da história da olivicultura gaúcha. A cerimônia oficial está prevista para às 11h, mas ao longo do dia ocorre Feira de Negócios e Feira do Azeite Novo e especialistas do setor participam de palestras técnicas. Dados da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) indicam que o Rio Grande do Sul responde por cerca de 75% da produção nacional de azeite de oliva, com mais de 6 mil hectares cultivados em mais de 110 municípios, com destaque para a Metade Sul do Estado. “A qualidade do azeite gaúcho segue como destaque, sendo favorecida pela colheita precoce de frutos ainda verdes, o que eleva a concentração de compostos fenólicos e a estabilidade oxidativa e torna o perfil sensorial mais intenso, com notas herbáceas características. Esse padrão tem contribuído para a valorização do produto em mercados especializados”, avalia Borba, ao observar que o setor está em expansão estrutural, apesar da sensibilidade à variação climática. “A alternância entre safras evidencia a necessidade de estratégias de manejo adaptativo e monitoramento climático. Após dois anos de baixa produção, a Safra 2025/2026 tende a representar recuperação importante”, diz. CULTURAS DE VERÃO Soja – A cultura da soja avança para a fase final do ciclo. Beneficiada por predomínio de tempo seco, elevada insolação e baixa umidade relativa do ar no período, a colheita está acelerada, alcançando 38% da área cultivada nesta safra, que é de 6.624.988 hectares. O teor de umidade dos grãos colhidos variou entre 13% e 14%, favorecendo a eficiência operacional da debulha e minimizando descontos por umidade na comercialização nas unidades recebedoras. Estão 42% das lavouras maduras, 19% ainda em enchimento de grãos, e poucas em floração. Milho – A colheita de milho no Estado evolui e alcança 83% da área cultivada nesta safra, que é de 803.019 hectares. As lavouras remanescentes estão 7% em estádios reprodutivos, e 9% em maturação. O predomínio de tempo firme tem favorecido a conclusão da colheita nas áreas aptas. As lavouras tardias apresentam boas condições de desenvolvimento, mas ainda dependem de condições hídricas adequadas para a consolidação do enchimento de grãos. A colheita restante em áreas de minifúndio ocorre, em muitos casos, de forma gradual, associada à secagem natural dos grãos no campo. Milho silagem – A colheita do milho para silagem atinge cerca de 82% no Estado. As áreas remanescentes estão em enchimento de grãos (9%), favorecidas pela recomposição da umidade do solo e menor demanda evaporativa, relacionada ao encurtamento dos dias e horas de insolação. O desempenho produtivo está satisfatório, com variações associadas à distribuição das chuvas e ao manejo, destacando-se melhores resultados nas áreas com maior disponibilidade hídrica nos estádios críticos. Feijão 1ª safra – A colheita do feijão 1ª safra se encontra praticamente concluída (97%) no Estado, restando áreas de maior altitude, nos Campos de Cima da Serra, onde o cultivo ocorreu de forma mais tardia e a colheita alcança 70%. Nessa região, o desempenho produtivo foi afetado por condições climáticas menos favoráveis em janeiro e fevereiro, coincidindo com a fase reprodutiva, o que resultou em redução dos rendimentos. Nas demais regiões, com plantio realizado no cedo, as lavouras não foram afetadas e mantiveram o potencial produtivo inicialmente esperado. A Emater/RS-Ascar projeta área de 23.029 hectares, e produtividade média de 1.781 kg/ha. Feijão 2ª safra – A cultura em 2ª safra apresenta evolução regular de ciclo. Estão 13% colhidos, e 18% em maturação. A maior parte das lavouras remanescentes se encontra em estádios reprodutivos (60%) e as mais tardias, em vegetativos (9%). De modo geral, observa-se bom estado fitossanitário e desempenho produtivo compatível com o potencial das lavouras, sobretudo nas áreas em fases críticas de definição de rendimento. Arroz – A cultura do arroz avança para a fase final do ciclo no Estado. As operações de colheita foram intensificadas e atingem 70% da área cultivada que, segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), é de 891.908 hectares. As condições
