Skip to main content

Vila Maria FM

Homeopatia complementa estratégias de manejo bovino no inverno

Na região Sul, o inverno impõe uma série de desafios à pecuária de corte, principalmente no Pampa gaúcho. As baixas temperaturas, a ocorrência de geadas, a redução da oferta e da qualidade das pastagens e as frequentes variações climáticas exigem um manejo mais criterioso para preservar a saúde, o bem-estar e o desempenho produtivo do gado. Diante desse cenário, a prevenção torna-se importante aliada do produtor. Entre as estratégias adotadas em muitas propriedades está a inclusão da homeopatia como parte do plano sanitário. Integrada às boas práticas de manejo, os medicamentos homeopáticos auxiliam na imunidade e fortalecem a energia vital dos bovinos e ovinos, neste período, mas devem ser utilizados de forma correta. O tratamento homeopático pode auxiliar na adaptação às variações climáticas, favorecendo a manutenção da vitalidade e do bem-estar do rebanho. Também é utilizado com o objetivo de apoiar o aproveitamento nutricional em épocas de menor disponibilidade e qualidade das forragens, além de integrar programas preventivos voltados à sanidade animal. Durante o inverno, fatores como o frio intenso, os ventos, a umidade e o estresse provocado pelas mudanças ambientais podem aumentar a demanda metabólica dos bovinos. Por isso, associar o cuidado nutricional ao monitoramento constante da saúde dos animais é fundamental para reduzir perdas de desempenho e manter a eficiência produtiva. Tomás Machado, técnico agrícola e extensionista rural da Emater/RS-Ascar, especialista em Homeopatia em animais, plantas e agroecossistemas, explica que um dos diferenciais dos programas homeopáticos é sua integração a um planejamento sanitário anual. “As estratégias são ajustadas conforme as necessidades de cada fase produtiva e as características de cada estação”, destaca. Machado ressalta que a adoção da homeopatia nas propriedades deve ocorrer de forma integrada ao planejamento sanitário, sem substituir os protocolos terapêuticos convencionais, especialmente nas situações que exigem intervenção imediata. “A proposta é oferecer ao produtor uma abordagem complementar para a condução da sanidade do rebanho”, afirma. Segundo o especialista, mais do que uma medida isolada, a homeopatia integra um conjunto de práticas que, quando incorporadas a um programa sanitário bem estruturado, podem contribuir para que o rebanho enfrente o inverno com melhores condições de adaptação, bem-estar e desempenho. Informações e orientações na Emater/RS-Ascar do seu município. Foto: Tomás Machado, extensionista rural da Emater/RS-Ascar Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Bagé Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues Estagiária Fernanda Furtado Garcia

Lei Federal determina que férias escolares sejam 24 de junho e 25 de julho, em 2027

Em 2027, as férias escolares, de escolas públicas e privadas, do meio do ano sofrerão alterações em todo o Brasil. A Lei Federal nº 15.421/2026 determina que o recesso de inverno coincida com a realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA, prevista para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho (31 dias de pausa). Diferente dos recessos tradicionais de uma ou duas semanas em julho, as redes públicas e particulares precisarão adaptar seus cronogramas para o mês inteiro. A lei não reduziu a quantidade de horas ou dias letivos exigidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que exige o mínimo de 800 horas e 200 dias de aula. Para compensar o ano letivo deverá começar em janeiro, estender as aulas até o final de dezembro, ou ter reposição aos sábados. O SINEPE/RS – Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul encaminhará, em conjunto com a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), um pedido para preservar a autonomia das instituições de ensino na organização de seus calendários escolares. A entidade lembra que situação semelhante ocorreu durante a Copa do Mundo de 2014. Na ocasião, a obrigatoriedade de adequação das férias escolares foi afastada por decisão judicial, garantindo às escolas o direito de definir seus calendários letivos de acordo com sua realidade. Para o Presidente do SINEPE/RS, Oswaldo Dalpiaz, a experiência demonstra que as instituições de ensino conseguem conciliar os jogos da competição com o calendário escolar sem a necessidade de uma interrupção prolongada das atividades. “Assim como aconteceu em 2014 e nas demais Copas, incluindo a que está acontecendo agora, as escolas saberão compatibilizar o dia e a hora dos jogos com a suspensão ou não das aulas. A autonomia das instituições é fundamental para que cada uma possa organizar seu calendário de acordo com sua proposta pedagógica e com a realidade das famílias que atende.” O SINEPE/RS, ressalta que a imposição de aproximadamente 30 dias de férias durante o período da competição pode trazer impactos pedagógicos e operacionais às instituições, além de dificuldades para milhares de famílias que dependem da escola para a organização da rotina de seus filhos. A lei também prevê a possibilidade de decretos de feriados nos dias em que a Seleção Brasileira entrar em campo.

POLÍTICA: Governador do RS veta projeto que acaba com taxa de licenciamento de veículos

O governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, vetou nesta segunda-feira o fim da cobrança da taxa de licenciamento de veículos. Conforme o governador, foi uma decisão de “responsabilidade”, já que não há previsão de onde viria a receita para compensar o fim dessa fonte de arrecadação do Palácio Piratini. “Não é tomar apenas decisões que são populares, mas as que garantem que o Estado siga funcionando e prestando serviço à população”, enfatizou Leite. Conforme o governador, seriam ao menos R$ 700 milhões por ano que não entrariam no caixa da gestão estadual. Leite prosseguiu, sobre a falta de previsão para o corte da taxa. “Isso financia também a segurança pública para os gaúchos. Quando alguém promete acabar com uma receita dessas, precisa dizer de onde vai tirar o dinheiro para manter os serviços”, definiu. “Seria muito fácil sancionar e deixar o problema para quem vem depois. minha responsabilidade não muda conforme o calendário eleitoral”, sublinhou o governador. Com 47 votos favoráveis, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS) o projeto de lei (PL) que extinguia a taxa de licenciamento de veículos no Estado. De autoria do deputado Rodrigo Lorenzoni (PP), o PL 599 2023 altera a Lei nº 8.109, de 19 de dezembro de 1985, que dispõe sobre a Taxa de Serviços Diversos. Com isso, os motoristas não precisariam mais pagar os R$ 114,09 (valor de 2026) para efetuar a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), documento que havia sido digitalizado em 2019. Lorenzoni classificou de “absurda” a decisão de Leite. “A luta não acaba aqui. O projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia e temos o direito regimental de derrubar esse veto”, salientou. “Já vencemos o Leite antes, quando ele tentou aumentar impostos. E vamos vencer de novo, agora que ele insiste em cobrar uma taxa injusta dos gaúchos.”

BRASIL: A guerra das tarifas está de volta

Ontem começaram as audiências públicas para discutir as novas tarifas propostas pelos EUA ao Brasil. Hoje, no segundo e último dia, representantes do governo federal estão novamente presentes como observadores e o pré-candidato Flávio Bolsonaro discursará no evento. Qual a tarifa da vez? O Escritório de Comércio americano propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. A justificativa é que o Brasil adotou práticas que prejudicam o comércio estadounidense, como o PIX e o desmatamento ilegal. Do lado de Flávio, o discurso deve defender o PIX, pedir a suspensão das tarifas enquanto os dois países negociam e argumentar que a medida seria prejudicial para ambos. Para o senador, o receio é que o tarifaço seja uma vitória para Lula, transformando em disputa eleitoral. Do outro lado, Lula também fala em desvantagem comercial para ambos, mas acredita que as audiências não são o ambiente adequado para negociações reais. O Palácio do Planalto vem realizando conversas técnicas com representantes dos EUA para discutir o tema. A avaliação do Governo Federal é que a recomendação das medidas feita pelo órgão americano possui caráter político. Por esse motivo, não acreditam na reversão total das tarifas, apenas em diminuições ou exceções para alguns produtos. A audiência tem caráter consultivo e serve apenas para o governo americano reunir informações para tomar sua decisão final. O prazo para um acordo é até o dia 15 de julho. Ainda nessa relação… O chanceler Mauro Vieira, admitiu temer um ataque militar dos EUA ao Brasil pela classificação do CV e do PCC como organizações terroristas.

Pneumo20: começou a vacinação em Vila Maria

A vacina Pneumo 20 já está sedo aplicada gratuitamente pelo SUS, em todo o Brasil, protegendo contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo (que causa pneumonia, meningite e otite). Ela substitui progressivamente as antigas vacinas de 10 e 13 cepas. A imunização tem como foco principal crianças menores de 5 anos, mas também contempla grupos específicos: Crianças (de 2 meses a 5 anos): seguem um esquema vacinal de transição (podendo variar doses entre Pneumo 20 e Pneumo 10, dependendo da idade e doses anteriores) até os estoques da versão anterior se esgotarem. Idosos (60 anos ou mais): exclusivo para quem é acamado ou vive em instituições de longa permanência (como asilos). Povos Indígenas: acima de 5 anos e sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada. Pacientes de Risco: pessoas com condições clínicas especiais assistidas pela Rede de Imunobiológicos para Pessoas em Situações Especiais (RIE).

MUNDO: Hamas entregou as chaves de Gaza

Depois de quase duas décadas no comando da Faixa de Gaza, o Hamas decidiu que era hora de se despedir. O grupo anunciou a dissolução do órgão que administrava o território desde 2007. Como funcionava esse governo? O Hamas era como um “Estado” dentro de Gaza. Eles controlavam desde a coleta de lixo e a segurança pública até escolas, hospitais e arrecadação de impostos. Agora, o chefe desse governo renunciou e o comando da administração pública foi entregue para um comitê de tecnocratas — chamado de NCAG. Esse comitê foi criado pelo “Conselho de Paz” instituído por Donald Trump durante as negociações do cessar-fogo em outubro de 2025. Ele conta com profissionais e especialistas que não são considerados políticos de carreira. Por enquanto, para que serviços básicos não colapsem, os funcionários técnicos de hospitais e outros cargos de acessibilidade — que fazem parte do comitê — continuam trabalhando. O episódio pode marcar um novo capítulo na guerra?Oficialmente, o Hamas diz que está saindo de cena para aliviar a crise humanitária e tirar de Israel o “pretexto político” para manter os ataques e o bloqueio econômico. Acontece que para Israel, o ponto principal segue sendo o desarmamento do grupo. O Hamas se recusa a entregar o seu arsenal militar e Netanyahu não aceita que eles continuem assim. Como ninguém cede, o impasse deve continuar. Conclusão: O governo americano se pronunciou no X, seguindo o pensamento israelense, dizendo que o fundamental para a transição é o de “uma única autoridade, uma única lei e uma única arma”. Ou seja, exigem que o comitê assuma o controle de todas as armas em circulação no território.

12º Censo Agropecuário: inscrições para seleção do IBGE são prorrogadas até 9 de julho

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prorrogou até o dia 9 de julho as inscrições para o processo seletivo simplificado que vai contratar profissionais temporários para atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas distribuídas em cinco cargos, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), organizador da seleção. A taxa de inscrição é de R$ 53, mas o edital prevê isenção para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. As oportunidades estão distribuídas em todo o país e contemplam atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento. Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias. Todos os cargos exigem ensino médio completo. Os candidatos também devem ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação, estar em dia com as obrigações eleitorais e, no caso dos homens, com as obrigações militares, além de possuir aptidão física e mental para o exercício da função e atender aos demais requisitos previstos no edital. Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), é exigida ainda Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida. A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha, composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Ética no Serviço Público, Geografia e conhecimentos específicos de cada cargo. A avaliação terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro. Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da prova e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida. O processo seletivo também prevê reserva de vagas para grupos específicos, destinando 25% das vagas para pessoas pretas e pardas, 5% para pessoas com deficiência, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital. Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola do IBGE. Os contratos poderão ser prorrogados conforme as necessidades do IBGE e o andamento das atividades de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias. Durante o período de trabalho, os profissionais passarão por avaliações periódicas de desempenho, com critérios como assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades desempenhadas. O desligamento poderá ocorrer caso o desempenho seja considerado insuficiente. Além das vagas imediatas, os candidatos aprovados formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados ao longo da execução do Censo Agropecuário, de acordo com as necessidades do instituto. Na prática, isso significa que participantes classificados fora do número inicial de vagas ainda poderão ser chamados durante a validade da seleção, caso surjam novas demandas ou ocorram desistências. O Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário, fornecendo um retrato atualizado da realidade do campo no país. O cronograma da seleção prevê o encerramento das inscrições em 9 de julho, a divulgação do cartão de convocação para a prova em 21 de setembro, a aplicação da prova objetiva em 27 de setembro, a divulgação do gabarito preliminar em 28 de setembro, a publicação do resultado definitivo da prova objetiva em 3 de novembro e a divulgação do resultado final da seleção em 18 de dezembro. Fonte: IBGE

Semeadura de trigo evolui, com restrições pontuais decorrentes das chuvas

A semeadura de trigo no Rio Grande do Sul avançou de forma significativa e se encontra próxima da conclusão na maior parte das regiões, alcançando em média 83% da área prevista no Estado, que é de 814.220 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (02/07), nas regiões de maior altitude, onde o calendário de implantação se estende até meados ou final de julho, os trabalhos de plantio estão em fases inicial e intermediária, conforme o escalonamento da semeadura e as condições edafoclimáticas locais. As lavouras de trigo apresentam, de maneira geral, estabelecimento e estandes adequados e desenvolvimento vegetativo compatível com o período de cultivo. As temperaturas baixas e as geadas de fraca intensidade favorecem o perfilhamento, mas sem registro de danos significativos. Já a elevada nebulosidade e a reduzida disponibilidade de radiação solar, especialmente nas manhãs, limitam a velocidade de crescimento das plantas em diversas áreas. Aveia-branca – O plantio está em conclusão. As áreas semeadas mais precocemente apresentam desenvolvimento vegetativo compatível com o período, e predominam os estádios de perfilhamento e início da elongação do colmo. O estabelecimento das lavouras é considerado adequado, com estandes uniformes e bom potencial produtivo inicial. A cultura de aveia-branca mantém estabilidade de área na Safra 2026, com estimativa de 387.697 hectares. A produtividade média estadual está projetada pela Emater/RS-Ascar em 2.322 kg/ha. Canola – A semeadura da canola está tecnicamente concluída no RS, restando finalizar em algumas áreas marginais. As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, favorecidos pelas baixas temperaturas e radiação solar suficiente na maior parte do período. Nas áreas implantadas mais precocemente, iniciou o florescimento. As precipitações ocasionaram lixiviação de nutrientes em áreas localizadas. Já as geadas não provocaram danos relevantes às lavouras em desenvolvimento vegetativo, mas preocupam os produtores em relação apenas a poucas áreas em florescimento. A área cultivada de canola apresenta grande expansão na Safra 2026 no Estado, com área estimada de 353.397 hectares, e produtividade média de 1.619 kg/h. Cevada – A semeadura da cevada está em finalização, e as lavouras apresentam estabelecimento satisfatório, com estandes uniformes e desenvolvimento compatível para a fase inicial do ciclo. Predominam os estágios de desenvolvimento vegetativo inicial e início do perfilhamento, favorecidos pelas temperaturas mais baixas, registradas no período. O estado fitossanitário é considerado satisfatório, sem relatos de ocorrência significativa de pragas ou doenças. A projeção da Emater/RS-Ascar aponta acentuada retração de área na Safra 2026. A estimativa de cultivo é de 20.320 hectares, e a produtividade média estadual de 3.020 kg/ha. CULTURAS DE VERÃO Soja – A colheita está concluída no Rio Grande do Sul. As geadas, registradas durante o período, promoveram elevada mortalidade de plantas voluntárias, emergidas após a colheita, reduzindo a presença de hospedeiros vivos no período de entressafra. O vazio sanitário obrigatório para a cultura, vigente entre os meses de julho e setembro, contribui para a diminuição do inóculo de patógenos, especialmente de ferrugem-asiática, e para a redução da pressão de doenças na safra subsequente. A produtividade média estadual da Safra 2025/2026, indicada pela Emater/RS-Ascar, foi de 2.707 kg/ha. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares. Milho – A colheita do milho está concluída no RS. Ainda há áreas pontuais com ciclo encerrado e espigas fisiologicamente maduras, mantidas no campo sob o sistema de armazenamento em pé, mediante o dobramento das plantas, o que permite maior flexibilidade na programação da colheita. A produtividade estadual estimada pela Emater/RS-Ascar foi de 7.362 kg/ha. A área cultivada alcançou 812.540 hectares. OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS Cebola – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, em Nova Roma do Sul, o alto volume de chuva no período elevou bastante a umidade do solo. Alguns produtores estão aguardando condições adequadas de umidade para realizar o transplantio das mudas das variedades mais precoces. Nas sementeiras, há incidência de doenças como botritis, mas sem causar danos. As práticas realizadas no período foram tratamentos fitossanitários, adubações, controle das plantas daninhas nas sementeiras e preparo final das áreas de cultivo onde serão transplantadas as mudas de variedades precoces. Na região de Passo Fundo, a semeadura avançou de forma lenta, mesmo no sistema de plantio direto, em função da alta umidade no solo. Já as mudas cultivadas em canteiros, no sistema convencional, estão em desenvolvimento vegetativo. Estima-se o cultivo de 140 hectares, com produtividade esperada de 35 t/ha. Já na região de Pelotas, em São José do Norte, Rio Grande e Tavares, os produtores estão realizando a semeadura da cebola nos viveiros, e o transplante de mudas avançou para 18% da área prevista em São José do Norte. As chuvas foram benéficas para a cultura. No plantio destinado à produção de sementes, continua a classificação de bulbos. Mandioca – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa são cultivados 6,2 mil hectares. As chuvas constantes, aliadas às baixas temperaturas, têm preocupado os produtores na região, pois em áreas com excesso de umidade os mandiocais estão suscetíveis ao encharcamento do solo, condição que compromete o desenvolvimento normal das plantas. Em muitos casos, as raízes ficam escurecidas, moles e com odor característico, tornando-se impróprias para o consumo e comercialização. Além disso, as plantas ficam mais vulneráveis a doenças fúngicas e bacterianas. Esse cenário leva muitas famílias a anteciparem ou intensificarem a colheita para diminuir os prejuízos. A retirada das raízes do solo encharcado permite evitar o avanço da podridão e possibilita o aproveitamento da produção antes que ocorram perdas mais severas. Na região de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, que é o sétimo maior produtor de mandioca no Estado, a cultura está em colheita e comercialização. De modo geral, as plantas apresentam bom desenvolvimento e produtividade (15 t/ha). Porém, as plantas começam a apresentar problemas com podridão de raízes em algumas variedades, ocasionados pelo excesso de umidade no solo. A principal variedade cultivada na região é a Vassourinha, reconhecida pelo cozimento adequado e sabor agradável. Foto: José Schafer, da Emater/RS-Ascar na região de Santa Rosa Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar  Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

ECONOMIA: A indústria farmacêutica está precisando tomar remédio…

Até maio deste ano, o valor das importações de medicamentos para o Brasil cresceu 14% em relação ao mesmo período de 2025. Esse resultado não está isolado… Nos últimos 3 anos, o Brasil registrou crescimento anual de dois dígitos na compra de remédios estrangeiros — algo que nos últimos 15 anos só tinha acontecido em 2021, em meio à pandemia. Mas por que isso está acontecendo? Basicamente, para entender esse aumento, podemos dividir a situação em duas frentes. Oferta: O oferecimento de remédios pelo Estado e o envelhecimento da população aumentam a demanda por remédios no país. A população com 40 anos ou mais passou de 37% em 2021 para 43,9% no primeiro trimestre deste ano. Demanda: O Brasil não tem estrutura e tecnologia suficientes para suprir a procura nacional. A situação ficou ainda mais complicada depois da pandemia, já que muitos países cresceram nesse setor enquanto a indústria brasileira continuou para trás. Um exemplo dessa deficiência está nos cinco medicamentos mais vendidos nacionalmente. Entre eles, apenas um é produzido no Brasil: o Glifage XR — um medicamento para diabetes.(Imagem: Valor Econômico) Esse cenário gera um déficit na balança comercial de remédios, que em 2025 atingiu US$ 13 bilhões. Apesar do resultado negativo, a alta demanda ainda é uma oportunidade para o Brasil conseguir desenvolver sua indústria farmacêutica.

BRASIL: Confira as principais notícias do país nesta quinta

Eleições. Em nova pesquisa AtlasIntel, Lula aparece com 46,3% das intenções de voto e Flávio com 36,6% no primeiro turno. No segundo, o petista tem 48,8%, enquanto o senador possui 42,3% — um cenário muito próximo ao da última pesquisa em maio. Em um ranking de rejeição inédito, Aécio Neves lidera com 54%, superando Lula (48,6%) e Flávio (53%). De saída… Michelle Bolsonaro anunciou sua saída do PL Mulher, afirmando que dedicará seu tempo para cuidar de Jair Bolsonaro. A decisão acontece em meio à crise na relação com o enteado Flávio. O senador agradeceu o trabalho de Michelle frente ao partido, mas a criticou por insinuar que ele esteve em uma festa de Vorcaro. Gastos crescentes: Em junho, os gastos da União no acumulado de 12 meses atingiram R$ 2,6 trilhões. O valor caminha em direção à quantia recorde de R$ 2,8 trilhões atingida em novembro de 2020 durante a pandemia. Entre os principais gastos apontados, estão a previdência e o Benefício de Prestação Continuada. Facção vira alvo. O MP-SC realizou uma megaoperação em seis estados brasileiros contra o PCC. Essa foi a maior ofensiva do estado realizada pelo GAECO — órgão voltado para o combate a organizações criminosas. Ao todo, foram cumpridos 320 mandados. Ainda na mira… Os EUA anunciaram sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e uma empresa portuguesa. Segundo eles, as companhias são suspeitas de integrarem um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. O governo Trump ainda afirmou que considera a facção a maior organização criminosa do Ocidente. Suspeita de corrupção. A PF investiga se aliados do deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, forjaram a escritura da venda de um imóvel. O objetivo seria justificar a quantia de R$ 470 mil em dinheiro vivo, encontrada em um flat usado por ele. Em outra ocasião, Sóstenes afirmou que o valor vinha da venda de um imóvel. Calculando… Na próxima rodada de renegociações das dívidas com os estados, a União poderá perder R$ 347 bilhões ao longo de 30 anos. Ao todo, +92% do benefício será usufruído por quatro estados: SP, RJ, MG e RS. O pagamento da dívida pelos estados é uma forma de receita para a União, que usa esses valores para honrar seus próprios compromissos.

TURISMO: Faculdade CESURG Marau firma parceria com a ARCA para fortalecer o turismo na Região das Cascatas

A Faculdade CESURG Marau deu mais um passo no fortalecimento de sua atuação junto ao desenvolvimento regional ao oficializar, na última sexta-feira (26), um acordo de cooperação com a ARCA – Associação Turística da Região das Cascatas. A assinatura ocorreu no auditório da instituição e oficializa a parceria voltada ao desenvolvimento de ações estratégicas através da iniciação científica para impulsionar o turismo nos 15 municípios que integram a associação. O momento reuniu o presidente da ARCA e prefeito de Nova Alvorada, Edilson Antonio Romanini, o coordenador executivo da entidade e ex-prefeito de Vanini, Flávio Gabriel da Silva, além de representantes da associação. Pela Faculdade CESURG Marau participaram a diretora de Ensino, Rose Grochot Gayeski, e o diretor Administrativo e Financeiro, Rubens Meneguzzi. A formalização da parceria ocorre em um momento em que a instituição já desenvolve ações voltadas ao fortalecimento do turismo regional. Neste semestre, acadêmicos dos cursos de Ciências Contábeis e Administração realizaram, por meio da disciplina de Projeto de Extensão, uma pesquisa sobre a realidade turística da Região das Cascatas, sob orientação da professora Ma. Leoni Menta Zamin. O estudo envolveu visitas técnicas, entrevistas e levantamento de informações junto a empreendimentos turísticos, meios de hospedagem, bares, restaurantes e visitantes, buscando identificar potencialidades e desafios para o desenvolvimento do setor. Entre os principais resultados, a pesquisa apontou que grande parte dos visitantes realiza passeios de curta duração, concentrados principalmente no verão, feriados e finais de semana. O levantamento também identificou a necessidade de maior integração entre os empreendimentos turísticos, sugerindo ações como a criação de uma rota oficial das cascatas, um calendário regional de eventos e o fortalecimento de parcerias para incentivar a permanência dos turistas por mais dias na região. Para a diretora de Ensino da Faculdade CESURG Marau, Rose Grochot Gayeski, a parceria reforça o compromisso institucional com a transformação da realidade regional por meio da educação. “A CESURG acredita que o ensino superior deve estar conectado às necessidades da comunidade. Contribuir para o desenvolvimento regional e para a sociedade faz parte da nossa missão. Essa parceria com a ARCA fortalece esse propósito, permitindo que nossos acadêmicos coloquem o conhecimento em prática e gerem impactos positivos para toda a região”, afirma. Já a professora Ma. Leoni Menta Zamin, destaca que a  parceria representa a continuidade de um trabalho que aproxima a faculdade das demandas da comunidade. “A pesquisa mostrou que a Região das Cascatas possui um enorme potencial turístico, mas também evidenciou oportunidades de integração e planejamento. Com essa parceria entre a CESURG e a ARCA, o conhecimento produzido pelos acadêmicos poderá contribuir de forma ainda mais efetiva para o fortalecimento do turismo regional e para a construção de estratégias que beneficiem toda a região”, destaca. A assinatura do acordo amplia essa aproximação entre a Faculdade CESURG Marau e a ARCA, permitindo que o conhecimento produzido pela instituição contribua diretamente para projetos voltados ao desenvolvimento do turismo regional. A parceria prevê a cooperação de iniciação científica, extensão e inovação, além do compartilhamento de informações e da construção de estratégias para valorizar os atrativos naturais e fortalecer a economia dos municípios participantes.

PF combate grupo suspeito de contrabando de agrotóxicos

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, dia 30 de junho, a Operação Solo Puro para desarticular uma organização criminosa especializada na entrada e na comercialização de agrotóxicos proibidos no Brasil. A ação contou com oito mandados de busca e apreensão: sete nas cidades sul-rio-grandenses de Boa Vista das Missões, Jaboticaba e Palmeira das Missões; e um em Santa Helena/PR. Por determinação da Justiça Federal de Rio Grande, foram bloqueados até R$ 12 milhões em contas dos investigados. Também houve o sequestro de bens móveis, imóveis e a aplicação de nove medidas cautelares diversas da prisão. O inquérito policial foi instaurado a partir da prisão em flagrante de dois integrantes do grupo, em 2022, na cidade de Jaguarão, fronteira com o Uruguai, durante ação da Brigada Militar. Na ocasião, foram apreendidos rádios comunicadores, facas, armas de fogo e uma carga de agrotóxicos proibidos no país. A análise dos celulares apreendidos indicou a existência de uma organização criminosa voltada ao contrabando de agrotóxicos pelas fronteiras com Uruguai, Argentina e Paraguai. As apurações também demonstraram que o grupo continuou atuando mesmo após as prisões. Entre os produtos contrabandeados está o Paraquat, herbicida de alta toxicidade proibido no Brasil pela Anvisa devido aos riscos à saúde. Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que vierem a ser identificados no curso das apurações. Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal

Declaração Anual de Rebanho: prazo foi prorrogado até 10 de julho em todo o RS

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) prorrogou, em caráter excepcional, até o dia 10 de julho, o prazo para a Declaração Anual de Rebanho 2026. A medida foi oficializada por meio da Instrução Normativa nº 05/2026, publicada no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (29/6). A declaração é obrigatória para todos os produtores rurais que possuem animais de interesse da defesa sanitária animal no Rio Grande do Sul. Devem ser informados os rebanhos existentes na propriedade, incluindo bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos, suínos, aves, peixes, abelhas e outras espécies previstas na legislação estadual. As informações fornecidas pelos produtores são fundamentais para manter atualizado o cadastro pecuário do Estado, subsidiar as ações de vigilância sanitária e fortalecer os programas de prevenção, controle e erradicação de doenças animais. Os dados também contribuem para a rastreabilidade da produção, ampliam a segurança sanitária e ajudam a manter os mercados consumidores para os produtos de origem animal do Rio Grande do Sul. Como fazer Os produtores podem fazer a Declaração diretamente nas Inspetorias Veterinárias da Seapi ou de forma Online.  A declaração pela internet pode ser feita em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui.  Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online.  Para mais informações, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/declaracao Em Vila Maria ainda faltam 15 produtores regularizarem a situação, de acordo com dados fornecidos nesta terça (30), pelo Chefe da Inspetoria Veterinária de Marau, Maurício Flores.

Partidos tem até está terça (30) para entregar prestação de contas anual à Justiça Eleitoral

Os partidos políticos devem enviar à Justiça Eleitoral, até esta terça-feira, dia 30 de junho, a prestação de contas anual referente ao exercício financeiro de 2025. A entrega é obrigatória e deve ser feita por meio do Sistema de Prestação de Contas Anual (SPCA). Devem prestar contas os órgãos partidários que estiveram vigentes em qualquer período do ano passado. Segundo a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), as contas do diretório nacional devem ser encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já os diretórios estaduais devem enviar a documentação aos tribunais regionais eleitorais (TREs), e os diretórios municipais, aos juízes eleitorais das respectivas zonas eleitorais.  A prestação de contas é obrigatória mesmo que não tenha havido arrecadação de recursos financeiros ou recebimento de bens estimáveis em dinheiro durante o exercício.  A obrigatoriedade da prestação de contas está prevista no artigo 17, inciso III, da Constituição Federal e no artigo 32 da Lei nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos). A regra também é regulamentada pela Resolução TSE nº 23.604/2019, que disciplina as finanças, a contabilidade e a prestação de contas dos partidos políticos.  Envio pelo SPCA  A prestação de contas deve ser elaborada e enviada por meio do SPCA. Após a conclusão do envio, o processo passa a tramitar no Processo Judicial Eletrônico (PJe) para análise da Justiça Eleitoral.  Por se tratar de processo de caráter jurisdicional, o partido e seus dirigentes devem ser representados por advogado. Após a autuação do processo, devem ser apresentados, em até cinco dias, os documentos exigidos pela legislação eleitoral.  Diretórios municipais sem movimentação  Os diretórios municipais que não tenham movimentado recursos financeiros ou bens estimáveis em dinheiro no exercício de 2025 devem apresentar declaração de ausência de movimentação de recursos no período.  Consequências da desaprovação das contas  A desaprovação das contas pela Justiça Eleitoral não impede, por si só, que o partido participe das eleições. Entretanto, a decisão pode gerar sanções previstas na legislação eleitoral, de acordo com as irregularidades identificadas em cada caso.  Consequências da não prestação das contas A decisão que julgar a prestação de contas como não prestada leva o órgão partidário a perder o direito ao recebimento de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Também pode resultar na suspensão do registro ou da anotação do órgão partidário, após decisão transitada em julgado (à qual não cabe mais recurso), devendo ser observada a ampla defesa.  Além disso, o órgão partidário que tiver as contas julgadas como não prestadas fica obrigado a devolver integralmente os recursos recebidos provenientes do Fundo Partidário e do FEFC. Fonte: TSE

ECONOMIA: Por que a comida pode ficar mais cara em 2027?

No clima, as mudanças já são conhecidas. Chuvas na região sul, calor na região nordeste e inverno e primavera mais quentes do que o habitual em todo o país. Já para o bolso, o impacto deve ser mais intenso. O efeito El NiñoAlterando o regime de chuvas, o fenômeno pode reduzir a produtividade das lavouras e diminuir a oferta de alguns alimentos. O problema começa no campo, mas afeta diretamente os supermercados. Os produtos mais sensíveis às mudanças são os grãos, mas o impacto não para por aí. Quando milho e soja ficam mais caros, o custo da ração animal também sobe, o que tende a encarecer a produção de aves, suínos e bovinos. Estimativas indicam que o El Niño pode adicionar entre 1 e 3,4 pontos percentuais à inflação dos alimentos. Em um cenário extremo, parecido com o registrado entre 2015 e 2016, os números poderiam chegar a 6,78 pp. O fenômeno também pode afetar a geração de energia, elevando o custo da eletricidade em algumas regiões e aumentando as despesas de diversos setores. Isso causaria um efeito cascata na redução do poder de compra do país. Apesar das projeções, vale ressaltar que o fenômeno ainda está em formação. Caso se confirme, os impactos sobre os preços devem aparecer de forma gradual, com maior intensidade ao longo de 2027.

BRASIL: Distância entre Lula e Flávio diminui em pesquisa

A poucos dias do início do período de defeso eleitoral, a temperatura política no país subiu alguns graus. O momento mostra que a liderança de Lula pode não ser mais absoluta. Pelo menos foi isso que indicou a 5ª rodada da pesquisa BTG/Nexus na simulação de um eventual 2º turno. Lula aparece com 47% e Flávio Bolsonaro com 44%. Pela margem de erro de 2 pontos percentuais os dois estão tecnicamente empatados. Comparando com a edição anterior da mesma pesquisa, também no 2° turno, Lula aparecia com 49% e Flávio com 43%. O eleitorado parece ter reagido ao noticiário recente dos dois lados. De um, a operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, sobre suposto envolvimento com ex-sócio de Daniel Vorcaro, não caiu bem para o Planalto. Do outro, o vídeo em que Michelle Bolsonaro fala sobre problemas com Flávio e critica o enteado não foi suficiente, ao menos por enquanto, para arranhar as intenções de votos da oposição. No fim das contas, a aprovação do governo estacionou em 48%, enquanto a desaprovação oscilou para os mesmos 48%. O efeito abstenção…A pesquisa ressalta um aspecto que pode ser importante nas estratégias dos dois comitês de campanha. Se o filtro considerar apenas quem realmente foi às urnas nas duas últimas eleições, a distância entre Lula e Flávio cai para 1pp. O dado mais curioso: 31% dos eleitores de Flávio admitem que votam nele apenas para derrotar Lula. Do outro lado, 16% confessam que escolhem Lula só para evitar a volta da família Bolsonaro. Na prática, 22% do país vai votar em outubro no “menos pior”. 

NEGÓCIOS: Acabou a festa dos elétricos?

A partir de amanhã, o imposto sobre carros elétricos e híbridos que chegam ao Brasil já montados vai subir de 25% para 35%. Enquanto isso, peças para montagem de carros elétricos por aqui continuam totalmente isentas. O movimento é mais um passo do governo para estimular a indústria nacional de automóveis eletrificados — com o objetivo de gerar empregos e girar a economia local. A relevância: Hoje, 20% dos carros zero-km vendidos por aqui são chineses, uma alta significativa frente aos 3% em 2023. Entre os 50 mais vendidos no varejo neste ano, 15 são elétricos ou híbridos, sendo 12 deles chineses, com a liderança da BYD. Vai ter efeito no preço final?Em 2023, o Dolphin de entrada, da BYD, custava R$ 150 mil quando chegou ao Brasil, ainda quando a alíquota para carros elétricos importados estava zerada. Hoje, com a taxa em 25%, o modelo de entrada custa os mesmos R$ 150 mil. Na prática, ele ficou mais barato, já que a inflação no período foi de 14%. As montadoras aceitaram ficar “no prejuízo” nesse período para que o preço final não chegasse no consumidor e ele voltasse a comprar as marcas já consolidadas por aqui, como Ford, VW, Chevrolet e outras. Mais do que isso, esse efeito no preço pode diminuir, uma vez que as chineses estão construindo fábricas por aqui. A BYD na Bahia e a GWM no interior de São Paulo confirmam o movimento da indústria, trocando o navio cargueiro por apenas peças importadas. Outro lado: Entidades como a Anfavea e a Fiesp acusam o governo de traição. O argumento é que o Planalto liberou a alíquota zero para as marcas chinesas, enquanto as montadoras tradicionais investiram bilhões em fábricas completas no Brasil.

Manejo de abelhas no inverno exige cuidados com nutrição, temperatura e pragas

O frio do inverno gaúcho demanda alguns cuidados específicos no manejo apícola. Com as temperaturas mais baixas, as abelhas saem menos das colmeias em busca de alimento, e a oferta de néctar e pólen diminui com a escassez de florações no período. A estação também exige atenção no monitoramento para o controle de pragas. Em Passo do Sobrado, no Vale do Rio Pardo, Décio e Márcia Sehnen se dedicam à produção de abelhas rainhas, núcleos, enxames e mel. Com mais de 30 anos de experiência, o casal usa redutores de alvado elevados para manter a temperatura interna da colmeia, que deve ficar em torno de 35°C para possibilitar a saída das abelhas campeiras e a postura da rainha. A estrutura usada pelos apicultores possui 10 cm de altura, 2 cm de profundidade e espaço de 1 cm para a passagem do enxame. Além do redutor de alvado, o casal aposta no uso de um poncho, uma cobertura plástica que ajuda a manter a temperatura dentro da caixa. O apicultor orienta para deixar apenas uma parte sem cobertura (aproximadamente 2 cm), e fazer o ajuste, se houver apenas uma parte do enxame na caixa, isolando os quadros conforme a quantidade de abelhas. Outra estratégia adotada pelos produtores é o reforço nutricional quando há diminuição da reserva de mel e pólen na colmeia. Na alimentação energética, Décio e Márcia investem em açúcar seco e uma mistura líquida com água, açúcar, limão e extrato de própolis. Já a suplementação proteica é realizada com uma pasta caseira à base de levedura de cerveja, mel, óleo de girassol e outros ingredientes. O custo médio mensal com os dois suplementos é de R$ 3,50 por enxame. Segundo o apicultor, a nutrição é fundamental para aumentar o tempo de vida do enxame. “Uma abelha jovem, uma larva má nutrida, vai viver cerca de 34, 35, 36 dias. Já uma larva bem nutrida, uma abelha jovem bem nutrida, vive 50, 60 dias”, comenta Décio. O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Vilson Pitton, também acentua que a alimentação mais adequada favorece a postura da rainha. “Com o enxame maior, é possível manter a temperatura da colmeia. A maior população também é ideal para fazer a coleta de néctar e pólen no campo”, explica. A quantidade de pasta proteica disponibilizada em cada caixa varia conforme o tamanho do enxame. Em média, os produtores ministram cerca de 125g a cada 15 dias para enxames pequenos. A pasta é coberta por um plástico e instalada acima dos quadros de postura; depois é coberta ainda pelo poncho, o que ajuda a proteger as abelhas e o alimento. Além da nutrição e da temperatura, a Emater/RS-Ascar reforça a importância do monitoramento de pragas que afetam a produção. “É necessário observar e fazer o controle de algumas pragas nesse período, como a traça e a formiga, que na nossa região estão entre os principais problemas identificados nos apiários”, finaliza o extensionista Vilson Pitton. Imagem: Paulo Carneiro da Cunha, Emater/RS-Ascar Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Tássia Becker Alexandre

BRASIL: O STF liberou uma parte dos “penduricalhos”

Durante o final de semana, o STF formou maioria para liberar o pagamento de parte dos chamados “penduricalhos” a juízes e membros do Ministério Público. Todos os 8 ministros que já votaram foram a favor da medida. Faltam os votos de Cármen Lúcia e Nunes Marques. Resumo da Ópera: Em março, o Tribunal decidiu, por unanimidade, que juízes e promotores não poderiam receber mais do que 35% acima do teto do funcionalismo — hoje em R$ 46,3 mil — em verbas extras. Ou seja, o máximo de indenizações que esses servidores poderiam receber era de R$ 16,2 mil (além do salário-teto). A medida iria resultar em uma economia de R$ 7,3 bilhões por ano. Com isso, vários pagamentos foram suspensos até a Corte detalhar as regras. Antes da decisão, não havia teto definido para o pagamento desses penduricalhos. Os tribunais e o Ministério Público recebiam esses adicionais usando resoluções próprias. Para se ter uma ideia, a remuneração média da magistratura girava em torno de R$ 95 mil mensais. Agora, os ministros decidiram destravar o pagamento de três benefícios específicos: (1) férias, (2) licenças-prêmio e (3) plantões que o servidor já tinha direito de receber, mas não conseguiu solicitar antes da nova regra entrar em vigor. Além disso, foi aprovado também uma indenização adicional de 5% a cada 5 anos por tempo de serviço. A decisão permite ultrapassar em até 70%, se somar com os 35% impostos pelo STF. Ou seja, alguns magistrados podem ganhar até R$ 78 mil por mês. Durante a votação, os ministros decidiram manter vetados o pagamento de auxílio-alimentação, assistência pré-escola e auxílio creche, que entravam na conta dos adicionais ao salário.

Copa do Mundo: saiba quais estabelecimentos terão horário diferenciado nesta segunda (29)

Em razão da partida entre Brasil e Japão, válida pela Copa do Mundo, nesta segunda-feira, às 14h, alguns serviços terão horário especial de atendimento em Vila Maria. A agência dos Correios funcionará das 9h às 13h. Já as agências bancárias atenderão o público das 9h ás 12h, conforme orientação do sistema bancário para dias de jogos da Seleção Brasileira. A Prefeitura de Vila Maria terá expediente internamente em cada secretaria. Cada repartição e setor poderá organizar um espaço para que os servidores acompanhem o jogo no próprio local de trabalho, garantindo, ao mesmo tempo, a continuidade dos serviços essenciais e o bom funcionamento das atividades da Administração Municipal. As escolas municipais terão aula normal. A EEVIMA – escola estadual – não terá aula pela parte da tarde. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais atendimento normal – turno único das 13h às 17h. A Emater não terá expediente pela parte da tarde. O Cartório atenderá das 08h ás 13h.

POLÍTICA: Governador de SC acusa Lula de xenofobia e aciona PGR contra petista

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, acionou a PGR contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reação a uma fala do presidente sobre os catarinenses, considerada xenofóbica pelo gestor estadual. Na sexta-feira, o petista insinuou, durante visita a Itajaí, que os catarinenses são racistas, que se consideram superiores a moradores de outros estados e ainda citou Hitler durante o discurso. Na avaliação de Jorginho, a declaração ultrapassou o limite do debate político e atingiu diretamente a honra do povo catarinense. “Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”, disse o governador. O governador também negou que tenha recusado uma parceria de R$ 24 bilhões com o governo federal e acusou o presidente de mentir. “Ele mentiu de novo. Vem a Santa Catarina só para renovar as mentiras. Diz que disponibilizou R$ 24 bilhões, mas não faz um túnel de R$ 1,5 bilhão no Morro dos Cavalos”, afirmou. Jorginho também disse que não participou de reunião com Lula porque, segundo ele, o projeto do Ministério dos Transportes previa a concessão conjunta de rodovias federais e estaduais com cobrança de pedágio nas SCs. “Eu renovei todas as estradas estaduais e não quero que o povo pague pedágio”, declarou. O governador ainda rebateu as críticas do presidente sobre a relação entre os governos. “Ele nunca ajudou Santa Catarina. Vem aqui para fazer bravata”, disse. Ao final, afirmou esperar que haja mudança no comando do país após as eleições de 2026. “Quero que o povo brasileiro faça um faxinão lá em Brasília para que o Brasil possa olhar um pouquinho para Santa Catarina.” As declarações foram dadas após a inauguração da ampliação e reforma do pronto-socorro e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó.

MUNDO X BRASIL: Manchetes em destaque nesse domingo

Pior em 100 anos. O número de mortos pelos terremotos gêmeos que arrasaram o norte da Venezuela subiu para 1.430, além de mais de 3.000 feridos e milhares de desabrigados. O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU estima que haja mais de 50 mil desaparecidos sob os escombros. Ainda na mira. O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) recomendou a suspensão imediata das propagandas de casas de apostas feitas por influenciadores da CazéTV. O órgão atendeu a uma denúncia que aponta falta de clareza nas regras de jogo responsável e o impacto desse tipo de publicidade em transmissões de grande alcance voltadas ao público jovem. Penduricalhos liberados. O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para liberar o pagamento de adicionais e gratificações — os famosos penduricalhos — recebidos por juízes e membros do Ministério Público antes de regras que restringiam esses bônus. A decisão garante que os valores antigos não entrem no cálculo do teto constitucional do funcionalismo público. Crise em Buenos Aires. O chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, Guillermo Francos, renunciou ao cargo após ser alvo de graves acusações de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. O escândalo estourou após a divulgação de bens não declarados no exterior, desestabilizando o núcleo duro do governo da Argentina.

Semeadura da canola está quase concluída no RS

A semeadura da canola está em conclusão no Rio Grande do Sul e deve atingir uma área de 353.397 hectares, confirme estimativas iniciais da Emater/RS-Ascar. O incremento esperado de aumento de área de 102,64% em relação aos 174.394 hectares cultivados em 2025 (IBGE) faz com que a canola se consolide como a principal cultura em expansão entre os cultivos de inverno na Safra 2026 no RS. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (25/06), as primeiras lavouras implantadas já ingressam na fase de florescimento, enquanto a maior parte das áreas apresenta adequado estabelecimento e uniformidade na emergência e no desenvolvimento vegetativo. As condições climáticas têm favorecido a evolução da cultura da canola nas principais regiões produtoras, embora períodos de menor radiação solar e temperaturas mais baixas tenham reduzido o ritmo de crescimento em algumas áreas, sem reflexos expressivos sobre o potencial produtivo. Os produtores realizam o manejo de plantas daninhas, a adubação nitrogenada em cobertura e o monitoramento fitossanitário. A produtividade média estadual está projetada em 1.619 kg/ha, resultando em produção estimada de 571.975 toneladas. Trigo – A semeadura do trigo avançou na maior parte das regiões produtoras e alcança cerca de 70% da área projetada, favorecida pela redução dos volumes pluviométricos nas últimas semanas, embora áreas com elevada umidade do solo ainda apresentem ritmo mais lento. As lavouras implantadas estão com bom estabelecimento e desenvolvimento vegetativo inicial, e emergência uniforme. A cultura de trigo apresenta retração significativa da área a ser cultivada nesta safra no Estado. A estimativa da Emater/RS-Ascar projeta 814.220 hectares, redução aproximada de 30% em relação aos 1.166.163 hectares cultivados em 2025. Apesar do recuo, o trigo permanece como o principal cereal de inverno do Estado. A produtividade média projetada é de 2.701 kg/ha, e produção estimada de 2,2 milhões de toneladas. A redução da área cultivada é reflexo da combinação de menor rentabilidade, custos de produção elevados, restrições de crédito e maior percepção de risco climático para o ciclo de inverno. Também se observa redução do nível tecnológico em parte das áreas, como racionalização do uso de insumos e maior utilização de sementes salvas. Aveia-branca – A semeadura da aveia-branca está, em grande parte, concluída, com as lavouras em fase vegetativa e perfilhamento. Observa-se estande satisfatório e ausência de pragas ou doenças de maior expressão. Para esta Safra 2026, a cultura mantém estabilidade de área, com estimativa de 387.697 hectares, representando variação negativa de 1,38% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha. Cevada – A projeção da Emater/RS-Ascar aponta acentuada retração de área (-36,52%) nesta Safra 2026, sendo estimada em 20.320 hectares. Na safra anterior foram implantados 32.010 hectares. Essa redução da área cultivada é observada nas principais regiões produtoras e reflete a menor intenção de investimento na cultura, em especial nas áreas tradicionalmente integradas à cadeia cervejeira. Entre os fatores que influenciam essa decisão, destaca-se o aumento da percepção de risco climático associado ao El Niño e à ocorrência de precipitações durante o período de maturação e colheita. Em razão da elevada sensibilidade dos grãos, há risco de comprometimento da qualidade tecnológica, podendo resultar na desclassificação da produção para fins de maltagem e no direcionamento do produto para mercados de menor valor agregado. A Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade média estadual de 3.020 kg/ha, e a expectativa de produção é de 61.369 toneladas. Apesar da retração, a implantação das lavouras de cevada evolui dentro da janela recomendada, estando concluída ou em fase final nas principais regiões produtoras. As lavouras de cevada implantadas apresentam bom estabelecimento inicial, com emergência uniforme e sem registros de problemas fitossanitários. CULTURAS DE VERÃO Soja – A colheita de soja foi encerrada no Estado, restando frações de segunda safra, sem representatividade estatística na composição dos resultados estaduais. Com a conclusão das operações, consolidam-se os efeitos da elevada variabilidade espacial das precipitações ao longo do ciclo, principal fator das diferenças expressivas de rendimento entre regiões, municípios e propriedades. A produtividade média estadual da Safra 2025/2026 foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar para 2.707 kg/ha, representando redução de 14,8% nos 3.180 kg/ha projetados antes do início do plantio. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, os resultados evidenciam ampla variabilidade de produtividade da soja entre os municípios. Em Santa Bárbara do Sul, por exemplo, houve elevados rendimentos, com produtividade média superior a 3.600 kg/ha. Milho – A colheita de milho está tecnicamente encerrada. Restam áreas residuais, principalmente na Metade Sul, inferiores a 1% da área cultivada no Estado. A produtividade estadual foi reestimada pela Emater/RS-Ascar em 7.362 kg/ha, mantendo-se praticamente estável em relação à projeção inicial de 7.376 kg/ha, realizada antes da implantação da cultura. A área cultivada alcançou 812.540 hectares. Milho Silagem – A colheita está encerrada no Estado. A produtividade média de silagem para a Safra 2025/2026 foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar em 36.878 kg/ha, representando redução de 3,8% nos 38.338 kg/ha projetados na ocasião do plantio. A área plantada foi estimada em 349.085 hectares. Feijão 2ª Safra – A colheita de segunda safra foi concluída no Estado. A área cultivada foi reestimada em 9.818 hectares, representando retração de 45,7% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média estadual se consolidou em 1.414 kg/ha, levemente superior à projeção inicial de 1.401 kg/ha, indicando relativa estabilidade dos rendimentos diante do cenário de redução de área. Ainda na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, o rendimento médio da área colhida foi de 1.604 kg/ha, devido a alguns danos ocasionados por geada no período vegetativo e reprodutivo da cultura. FRUTÍCOLAS Citros – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os pomares se encontram em bom estado geral, com produtividade bastante variável entre as propriedades. Os citricultores realizaram tratamentos fitossanitários e adubações de cobertura. As plantas de cobertura do solo, como aveia e azevém, encontram-se em desenvolvimento. As variedades precoces de citros estão em colheita, embora a comercialização seja considerada baixa pelos comerciantes. Já na região de Erechim, a previsão de produtividade para 2026 está na média

ECONOMIA: O preço do petróleo está indo para o fundo do mar

De volta ao normal? O petróleo caiu para menos de US$ 72 ao longo da quinta-feira — atingindo os menores níveis desde o início da guerra. Um dia antes do início do conflito em março, o valor estava em US$ 72,48. Desde o meio de maio, os preços do petróleo começaram a cair devido à percepção de maior estabilidade no conflito entre EUA e Irã. O evento mais recente que potencializou esse movimento foi o acordo de paz assinado pelos dois países — possibilitando um maior tráfego de navios de petróleo. (Imagem: Financial Time) Para se ter ideia, na quarta-feira, estima-se que passaram 78 navios pelo estreito de Ormuz — o maior número desde o início da guerra. O impacto dessa estabilização geral já começou a ser sentido: Brasil: Em comparação com o momento mais crítico, o diesel teve queda de 8,49% e a gasolina de 1,57%. EUA: O preço do galão da gasolina caiu para cerca de US$ 3,93 depois de atingir US$ 4 — o valor mais alto desde 2022. Na prática, o déficit entre a quantidade de barris comprados e utilizados dos países está diminuindo, e o mundo se afasta de mais um choque inflacionário. Apesar disso, ainda há a possibilidade de instabilidades que façam o preço subir. Os dois lados da moeda para o Brasil Com a queda do preço do petróleo, o Brasil vive um dilema. Enquanto a tendência é que o preço da gasolina caia — ou pare de subir — nos postos, o governo acende o alerta para os números da Petrobras. A principal estatal do país tem como fonte de receita a exportação do petróleo. Se o preço do barril cai, o lucro dela é impactado diretamente. As ações da companhias já caíram +11% nos últimos 30 dias.

BRASIL: O vídeo de Michelle Bolsonaro que está movimentando Brasília

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um vídeo de quase 30 minutos que está dando o que falar. No depoimento, ela relata uma briga com o senador Flávio Bolsonaro. Segundo Michelle, os dois não se falam desde o fim de 2025. A briga começou após um evento em Fortaleza em dezembro, quando Michelle criticou publicamente a aproximação do PL com o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes. A aliança previa apoio de Ciro ao Flávio em troca de palanque no estado. Michelle disse que, depois do episódio, tentou ligar para Flávio várias vezes. Quando ele retornou, teria sido ríspido e dito que ela “não entendia nada de política”. Desde então, nenhum dos dois procurou o outro — apesar de Flávio visitar a casa dela “toda semana, mais de uma vez”. Por que isso importa? É a primeira vez que um conflito interno na família Bolsonaro vem a público explicitamente, a quatro meses das eleições. As duas partes do vídeo já somam +14M de views. Agora, aliados de Flávio já admitem temer o impacto entre dois grupos considerados centrais para a sua candidatura: mulheres e evangélicos. Até mesmo figuras da oposição, como Janja e Erika Hilton, chegaram a curtir e repostar o vídeo. Em uma live nas redes sociais horas depois, o senador negou ter ofendido Michelle e pediu desculpas “se o fez em algum momento”. Depois disso, ela ressaltou que não tem raiva de ninguém e reforçou o objetivo comum dos dois de derrotar Lula. Enquanto isso, no STF… Os próximos desdobramentos do caso Master devem ampliar o desgaste entre os ministros. Isolado na Segunda Turma, Gilmar Mendes deve continuar questionando a condução de Mendonça, enquanto o relator aposta no apoio da maioria para avançar nas investigações.

MUNDO: Venezuela é atingida pelo maior terremoto do século

Enquanto o Brasil enfrentava a Escócia na Copa do Mundo, dois terremotos quase simultâneos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o norte da Venezuela. Esses foram os maiores tremores registrados no país desde 1900. Para se ter uma ideia, o evento superou em intensidade o terremoto que atingiu o Haiti em 2010, que foi de magnitude 7,0. Os fenômenos deixaram pelo menos 235 mortos e cerca de mil feridos, mas a projeção é que esses números aumentem nos próximos dias. Clique aqui para ver imagens de satélite do antes x depois da região. Poucas horas antes, o Japão e a Califórnia também registraram tremores, mas bem mais moderados. Por aqui, lugares em Roraima e no Amazonas relataram tremores leves, que fizeram prédios balançarem. O principal aeroporto da Venezuela, o Simón Bolívar, teve a infraestrutura danificada e foi fechado. O governo decretou estado de emergência no país e realizou cortes de energia e gás, além de suspender metrôs, trens e aulas escolares. A presidente interina da Venezuela ainda anunciou um fundo de reconstrução de US$ 200M que virá de reservas disponíveis junto ao Fundo Monetário Internacional. Diversos países e blocos econômicos também anunciaram o envio imediato de ajuda humanitária. A União Europeia e os EUA prometeram pacotes de assistência financeira e o envio de equipes de resgate. Após a notícia, Nicolás Maduro e sua esposa enviaram uma mensagem da prisão, através do Telegram. Na mensagem, eles expressaram solidariedade aos venezuelanos e pediu “união nacional”. Curiosidade: No Brasil, grandes terremotos não acontecem porque estamos no centro da Placa Sul-Americana, longe das bordas, que geralmente se chocam. Isso faz com que os tremores registrados sejam raros e de baixa intensidade.

ECONOMIA: Fim da escala 6×1 deve acelerar investimentos em IA (Inteligência Artificial)

O debate sobre o possível fim da escala 6×1 no Brasil tem levado empresas de diversos setores a revisarem seus modelos operacionais e acelerarem investimentos em tecnologia. Enquanto trabalhadores e entidades sindicais defendem jornadas mais equilibradas e melhor qualidade de vida, organizações de todos os portes buscam alternativas para manter a produtividade, preservar margens e garantir a continuidade do crescimento em um cenário de custos crescentes. A discussão ganha ainda mais relevância diante dos potenciais impactos econômicos para o setor produtivo. Estudo do BTG Pactual estima que uma eventual mudança no modelo de jornada possa gerar um aumento de aproximadamente R$ 2 bilhões nos custos do varejo brasileiro, pressionando margens operacionais e exigindo das empresas novas estratégias para ganho de eficiência. Na prática, a busca por soluções de automação e ferramentas digitais já pode ser observado em grandes redes varejistas, como supermercados, bancos e empresas de serviços, que vêm ampliando investimentos em caixas de autoatendimento, digitalização de processos e inteligência artificial. O objetivo é reduzir atividades repetitivas, otimizar recursos e permitir que equipes humanas atuem em funções de maior valor agregado. Para o especialista João Almeida, Head de Negócios da SH Squads, empresa especializada em inteligência operacional, automação e integração tecnológica, o debate sobre a redução da jornada de trabalho deve acelerar uma transformação que já vinha ocorrendo em diversos setores da economia. “O principal movimento que se observa não é necessariamente a substituição de pessoas, mas a necessidade de as empresas crescerem sem ampliar seus custos na mesma proporção. Em um cenário de pressão sobre margens, aumento de despesas trabalhistas e necessidade de ganho de produtividade, a automação e os agentes de IA passam a funcionar como instrumentos de proteção de caixa e eficiência operacional”, afirma. Segundo o executivo, a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de inovação para assumir um papel estratégico na gestão financeira das empresas. “Quando uma organização consegue automatizar atividades como atendimento ao cliente, cobrança, conciliação financeira, análise documental, suporte interno ou processos administrativos, ela protege sua margem operacional. Em vez de aumentar estrutura e folha de pagamento a cada ciclo de crescimento, consegue absorver parte dessa expansão por meio da tecnologia”, explica Almeida. PMEs precisam acelerar a adoção de inteligência artificial Embora grandes empresas estejam liderando muitos dos investimentos em transformação digital, o avanço da inteligência artificial também começa a ganhar espaço entre pequenos e médios negócios.  Levantamento recente da FecomercioSP mostra que 58% das empresas paulistanas ainda não utilizam inteligência artificial em suas operações. Entre micro, pequenas e médias empresas, esse percentual sobe para 62,4%. Por outro lado, a pesquisa revela que 57% dos empresários demonstram interesse em conhecer melhor a tecnologia e suas aplicações práticas nos negócios. Para Almeida, esse cenário demonstra que o mercado está entrando em uma nova fase de adoção da inteligência artificial, especialmente entre empresas que precisam aumentar produtividade sem elevar significativamente seus custos fixos.  “Automação era vista como algo acessível apenas às grandes corporações. Hoje, os agentes de IA permitem que pequenas e médias empresas automatizem processos inteiros com investimentos muito mais acessíveis. Isso reduz a necessidade de contratar novas equipes apenas para absorver aumentos de demanda e cria condições para um crescimento mais sustentável”, afirma. Na avaliação do especialista, a evolução da inteligência artificial representa uma nova etapa da automação corporativa. Se anteriormente os sistemas executavam apenas fluxos previamente programados, os agentes de IA passaram a interpretar informações, tomar decisões dentro de parâmetros estabelecidos, interagir com clientes e colaboradores e executar atividades de forma autônoma.  “A tendência é a formação de operações híbridas, nas quais profissionais e agentes de IA trabalham lado a lado. As empresas que conseguirem integrar essas capacidades terão ganhos importantes de produtividade, escala e competitividade”, avalia o Head de Negócios da SH Squads. Nos últimos meses, a empresa ampliou sua oferta de soluções voltadas ao desenvolvimento de agentes de IA e automação empresarial, implementando projetos capazes de automatizar processos e departamentos inteiros nas áreas financeira, comercial, operacional e tecnológica. Entre as aplicações estão agentes inteligentes para atendimento ao cliente, cobrança, conciliação financeira, monitoramento de operações, análise documental, suporte interno, integração de sistemas e gestão de processos corporativos. Bruno Cardoso, CTO da SH Squads, acredita que o debate sobre inteligência artificial frequentemente parte de uma premissa equivocada: a de que a tecnologia existe para substituir pessoas. “Toda grande evolução tecnológica eliminou determinadas tarefas, mas aumentou a importância das pessoas capazes de tomar decisões, resolver problemas e criar valor. Com IA acontece a mesma coisa.” Para o executivo, o maior impacto dos agentes inteligentes está na automação do trabalho operacional e repetitivo. “Uma equipe não deveria gastar horas conciliando documentos, preenchendo sistemas ou executando rotinas previsíveis. Essas são atividades que podem ser automatizadas. O papel das pessoas passa a ser entender contexto, lidar com exceções, tomar decisões e direcionar o negócio.” Cardoso afirma que empresas que enxergarem IA apenas como ferramenta de redução de custos podem perder parte do seu potencial. “O ganho mais relevante não está em fazer o mesmo com menos pessoas, mas em fazer muito mais com as mesmas pessoas. Organizações que conseguirem combinar profissionais qualificados com sistemas inteligentes terão uma vantagem competitiva difícil de replicar”, conclui. Sobre a SH Squads A SH Squads é especializada no desenvolvimento de soluções financeiras em conformidade com as normas do Banco Central. A empresa atua com inteligência operacional, automação e integração tecnológica para o mercado financeiro digital, desenvolvendo equipes multidisciplinares dedicadas à implementação de soluções em embedded finance, infraestrutura financeira, inteligência artificial e eficiência operacional para fintechs, bancos, plataformas digitais e empresas em processo de transformação financeira. Com atuação focada em inovação, escalabilidade e conformidade regulatória, conecta tecnologia, dados e expertise de mercado para apoiar organizações na construção de operações financeiras mais integradas, ágeis e inteligentes.

IMPOSTOS: Pela primeira vez Brasil vai chegar aos R$ 2 Trilhões antes de julho

O Brasil vai ultrapassar a marca de R$ 2 trilhões em tributos arrecadados neste sábado (27), segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. Será a primeira vez que esse patamar será alcançado ainda no primeiro semestre. Em 2025, a marca foi atingida apenas em 3 de julho. Em 2024, em 24 de julho. Há dez anos, em 2015, os mesmos R$ 2 trilhões só foram alcançados em dezembro. Segundo a ACSP – Associação Comercial de São Paulo, o avanço reflete uma combinação de atividade econômica aquecida, inflação e novas medidas tributárias. Entram na conta mudanças na tributação de offshores e fundos exclusivos, reoneração de combustíveis, alta do IOF e a taxação das apostas esportivas. O dado também chama atenção porque, enquanto a arrecadação bate recordes, os gastos públicos seguem crescendo. Em 2026, as despesas não financeiras do setor público já se aproximam de R$ 2,7 trilhões, mantendo a pressão sobre as contas do governo.

NEGÓCIOS: Uma empresa de colchões foi condenada por… ter homens na liderança

O Tribunal Superior do Trabalho decidiu manter a condenação de R$ 300 mil contra a fabricante de colchões Ortobom. O motivo? A ausência total de mulheres nos 24 cargos de gerência na unidade de Arapongas, no Paraná. A Ortobom já havia sido condenada pelo tribunal regional, mas acabou recorrendo da decisão. Para a Corte do TST, a empresa não apresentou uma boa justificativa para ter apenas homens na liderança. Curiosamente, o cargo de CEO, o mais alto da companhia, é ocupado por uma mulher, Carolina Pires, desde o final de 2025. Por que isso importa? A decisão abre um precedente importante no país ao punir uma grande marca com base na chamada “discriminação estrutural”. Isso significa que a Justiça não precisou de uma denúncia individual ou de uma prova explícita de machismo para condenar a empresa. A legislação brasileira proíbe qualquer diferença de critérios de contratação e promoção por motivo de gênero. Na prática, a empresa precisa provar que os processos de seleção são neutros — algo que, segundo o TST, a Ortobom não conseguiu. No Brasil, cerca de 17,4% das empresas tem mulheres na presidência. Já ao redor do mundo, a média de mulheres no cargo de CEO das grandes corporações globais é de apenas 6%. O Tribunal que condenou a empresa possui 7 das 27 vagas ocupadas por uma mulher.

TRADICIONALISMO: Mulher trans vai disputar título de 1ª prenda regional do RS

A técnica de enfermagem Bruno Pradella Machado, 25 anos, do CTG Quero-Quero, de São Jerônimo, está prestes a escrever um capítulo inédito na história do tradicionalismo gaúcho. No próximo fim de semana, durante o Concurso Regional de Prendas da 2ª Região Tradicionalista, em General Câmara, ela dará início à trajetória que poderá levá-la à disputa da faixa de 1ª Prenda do Rio Grande do Sul. Segundo o patrão do CTG Quero-Quero, de São Jerônimo, Marcelo Pagini, a participação de Bruno Pradella Machado no Concurso Regional de Prendas da 2ª Região Tradicionalista é uma questão de respeito às pessoas. “Precisamos respeitar as pessoas. Essa é uma questão dela, não nossa. Cabe a nós respeitar”, afirma o dirigente. Primeira prenda adulta da história da entidade, Bruno atua como técnica de enfermagem há quase cinco anos e atualmente cursa Radiologia. O vínculo com o tradicionalismo começou ainda na infância, influenciado pela família. “Meu contato com o mundo tradicionalista começou muito cedo. Minha mãe me levava para os eventos e o meu pai também sempre me incentivou. Minha família inteira é tradicionalista. Tenho um tio que foi patrão de CTG durante muitos anos, minha irmã dançava e eu também participei das invernadas desde criança”, relata. Ela integrou grupos de dança até 2019. Ao completar 18 anos, afastou-se das atividades tradicionalistas durante o processo de transição de gênero e para se dedicar à formação profissional. “Acabei parando porque não me identificava mais como homem. Fiz a minha transição, concluí meu curso técnico de enfermagem e me afastei da vida tradicionalista por um período. Em 2025, saíram minhas documentações e passei a ser oficialmente registrada como mulher”. O retorno ocorreu após manifestar interesse em participar da ciranda interna de prendas do CTG Quero-Quero. “Falei que tinha interesse em participar da próxima ciranda da casa. A diretora cultural conversou com o patrão do CTG e fui nomeada prenda. Desde então, sou a primeira prenda adulta da história do CTG Quero-Quero”, afirma. O patrão do CTG Quero-Quero, Marcelo Pagini, afirma que a entidade recebeu a candidatura com naturalidade. “Encaro isso de forma muito tranquila. Quando a Bruno foi aceita como prenda do CTG, houve um burburinho inicial. Algumas pessoas questionaram, principalmente as mais antigas, mas chamei todos para conversar e expliquei que precisamos respeitar as pessoas. Essa é uma questão dela, não nossa. Cabe a nós respeitar”, afirma. Agora, Bruno se prepara para o Concurso Regional de Prendas da 2ª Região Tradicionalista, estudando temas ligados à cultura gaúcha e participando das atividades da entidade. “Está sendo muito gratificante para mim. Mesmo sabendo das questões de preconceito e tudo mais, é um grande marco na história do Movimento Tradicionalista Gaúcho”, diz.

Cadastre o seu aniversário

Cadastre-se no formulário e comemore o seu aniversário com a gente!


Isso vai fechar em 0 segundos