Poucos dias após a visita de Donald Trump, foi a vez de Vladimir Putin desembarcar em Pequim para se encontrar com Xi Jinping.
Hoje, os dois celebrarão o 25º aniversário de um tratado de aliança entre os dois países. Apesar da comemoração, a reunião serve também como termômetro na relação entre China, Rússia e EUA.
Lembre-se que Trump deixou Pequim em tom otimista. Nos bastidores, Moscou quer garantir que uma eventual aproximação entre chineses e americanos não enfraqueça a parceria sino-russa.
Todos querem um pedacinho da China?
A conversa tratou de pontos essenciais para os dois países:
- Fornecimento de energia e petróleo: Com as tensões no Oriente Médio, a China quer fontes mais estáveis de energia — uma oportunidade para a Rússia vender ainda mais petróleo com desconto. O país representou 18% das importações de petróleo da China em 2025.
- A guerra na Ucrânia: Putin tenta manter Pequim do seu lado, enquanto Xi Jinping evita se aproximar demais da guerra para não se comprometer com o Ocidente.
- Comércio e sanções: Isolada pelo Ocidente, a Rússia depende cada vez mais da China no comércio global, inclusive de itens “de dupla utilização” — aqueles que podem ter fins civis e militares. No ano passado, a China forneceu cerca de 90% das importações russas de tecnologias sancionadas.
Toma lá, dá cá… Apesar da parceria, a relação entre os dois continua baseada em troca de interesses. A Rússia ganha fôlego com o apoio chinês, enquanto a China reforça sua influência sem comprar uma briga com o Ocidente.
