Donald Trump chega hoje à China para encontros com o presidente Xi Jinping na quinta e sexta-feira. Apesar da reunião já estar marcada desde o final do ano passado, ela acontece em um momento decisivo.
Em meio à guerra no Oriente Médio, Trump enfrenta desaprovação recorde de quase 60% e dificuldades para encerrar o conflito.
Uma das pautas da reunião deve ser a utilização da influência chinesa sobre o Irã justamente para destravar o acordo de paz com os EUA. A China é o principal parceiro comercial do país e responsável por 90% das exportações de petróleo iraniano.
Para além da guerra… Os presidentes também devem tratar de outros temas, entre eles:
- Taiwan: A China considera a ilha parte do próprio território, enquanto os EUA atuam pela autonomia da região. Os americanos têm fornecido armas para a ilha, o que desagradou a China.
- Comércio: Prorrogação do tratado que interrompeu a guerra comercial, assim como a criação de fóruns para facilitar o investimento entre os dois países. CEOs de grandes empresas, como Elon Musk e Tim Cook, viajarão na comissão americana.
Para os EUA, o encontro pode aproximar o país do fim da guerra e aumentar a aprovação de Trump — que já tem em vista as eleições de meio de mandato, no Congresso.
Para a China, a reunião pode beneficiar sua economia e demonstrar força geopolítica pelo fato de atuar como possível mediadora do conflito.
