ECONOMIA: Nova tabela do IR entra em vigor e já terá impacto no próximo salário

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte. As alterações começaram a valer para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida. Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil: – Trabalhadores com carteira assinada; – Servidores públicos; – Aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios. A regra também se aplica ao décimo terceiro salário. Desconhecimento O integrante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) Adriano Marrocos tranquiliza os trabalhadores com carteira assinada, pois a isenção para quem recebe até R$ 5 mil e os descontos graduais, para quem tem renda de R$ 5.001 a R$ 7.350, serão automáticos. “Quem tem emprego, não precisa se preocupar, pois os cálculos são automáticos nos programas que geram as folhas de pagamento. O que a pessoa deve observar é que há o cálculo combinado com o redutor adicional e o desconto simplificado.” Comunicação mais eficaz Para acabar com as dúvidas, o contador Adriano Marrocos sugere a melhoria da comunicação com os trabalhadores. “Em relação aos empregados, a sugestão é o envio de um texto explicando as mudanças e que não se trata de aumento de salário, mas de redução de imposto.” Na sexta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em suas redes sociais a notícia de que a isenção do IR começa a ser percebida no salário recebido neste mês. “Está valendo: quem ganha até R$ 5 mil agora tem Imposto de Renda ZERO. E quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 está pagando menos imposto. É mais dinheiro para cuidar da família, organizar a vida e viver melhor. Isso é justiça tributária, e ela está chegando para milhões de brasileiros e brasileiras”, disse o presidente Lula. De onde vem o dinheiro? A conta da renúncia fiscal, estimada em R$ 25,4 bilhões, será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM). Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem: – renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%; – renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%. Com o do novo imposto voltado à alta renda, o contador Adriano Marrocos acredita que o impacto na arrecadação federal de tributos deve ser mínimo. “Já havia benefício de isenção para quem recebia até dois salários-mínimos (R$ 3.036). Então, a renúncia só tem a margem de R$ 3.036,01 a R$ 5 mil. De outro lado, o governo federal sancionou a cobrança de imposto de renda de parcelas que eram isentas, como a distribuição de lucros.” Na hora de declarar o IR De acordo com o Ministério da Fazenda, a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026. O conselheiro Adriano Marrocos explica que para a Declaração do Imposto Renda Pessoa Física anual, a ser entregue em maio deste ano, nada muda. “Esses trabalhadores ainda terão que entregá-la normalmente. O benefício teve início apenas em janeiro de 2026, ou seja, qualquer reflexo da redução do IR deverá ser percebido somente em maio de 2027.” O Ministério da Fazenda explica que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração: – Dependentes: R$ 189,59 por mês; – Desconto simplificado mensal: até R$ 607,20; – Despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano; – Declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640. Marrocos esclarece ainda que a dispensa da entrega da declaração para quem ganha menos de R$ 5 mil em 2026 não toma por base apenas o rendimento tributável, mas os rendimentos isentos e não tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte, além dos bens. Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil. Para os contribuintes que temem errar o preenchimento da declaração do imposto de renda em 2026 e 2027, a dica é observar o que está detalhado no informe disponibilizado pelas empresas obrigatoriamente no primeiro trimestre de cada ano. “Os dados gerados pelas empresas são enviados para a Receita Federal, por meio de declarações eletrônicas mensais e trimestrais. Assim, a ocorrência de erro é baixa.” Além da necessidade de o contribuinte declarar da mesma forma que está descrito no Informe de Rendimentos, é “importante conferir os dados na declaração pré-preenchida pela Receita Federal antes de confirmar o envio”, lembra o contador.
ECONOMIA: A nova Argentina vem pelo frete grátis

Desde que Milei abriu a economia para o livre mercado, comprar do exterior deixou de ser exceção e virou rotina para grande parte dos nossos hermanos. No ano passado, as importações de bens de consumo saltaram 55%, batendo US$ 11,4 bilhões. Só nas compras online internacionais, o volume quase triplicou, chegando a US$ 955 milhões. Na prática, os argentinos passaram a comprar direto de fora produtos como Lego, computadores da Apple, garrafas Stanley, roupas e eletrônicos. O motivo para isso é simples: Milei derrubou tarifas que, por décadas, tornavam produtos importados caríssimos. Em 2024, ele elevou o limite de compras por remessa de US$ 1 mil para US$ 3 mil e liberou até US$ 400 por ano sem imposto. O resultado disso pode ser visto em um simples exemplo: o mesmo Stanley usado para tomar o tradicional mate custa até 45% menos quando comprado de uma loja de fora da Argentina do que de uma do país. Mas também existe o outro lado da moeda Basta pensar no discurso de Trump ao anunciar tarifas, afirmando que quer proteger os EUA e fazer o país “grande de novo”… Quando os produtos do exterior ficam muito mais baratos, quem tende a sentir o impacto é a indústria local. Tanto que o setor têxtil argentino teve 16 mil empregos perdidos — cerca de 13% da sua força de trabalho — desde a posse de Milei. Outro caso é a dor de cabeça que a chegada das chinesas Shein e Temu no país está dando ao Mercado Livre.
POLÍCIA: TCU identifica manobras do governo para driblar regras fiscas e gastar “por fora”

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) identificaram práticas do governo Lula que permitem gastos e financiamentos fora do Orçamento Geral da União, o que, segundo a corte, compromete a transparência fiscal e enfraquece a credibilidade da política econômica. O alerta consta em relatório da Unidade de Auditoria Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal), elaborado para o gabinete do ministro Bruno Dantas. O documento propõe prazos entre 30 e 180 dias para que ministérios, estatais e órgãos de controle corrijam os mecanismos apontados. A auditoria foi aberta após o TCU detectar execução de recursos do programa Pé-de-Meia fora do Orçamento. O relatório ainda será analisado por Dantas antes de seguir ao plenário da Corte. Entre os problemas identificados estão o uso de fundos públicos fora das regras fiscais, a ampliação do papel de estatais, a capitalização de fundos privados com dinheiro público e o não recolhimento de receitas à Conta Única do Tesouro Nacional. Gastos fora do Orçamento expõem perda de credibilidade do arcabouço fiscal O TCU aponta que a fragilização do arcabouço fiscal se intensificou com a aprovação da LDO de 2026, que excluiu do cálculo fiscal despesas da Petrobras, da ENBPar e até R$ 5 bilhões do Novo PAC. A lei também autorizou retirar até R$ 10 bilhões do resultado primário das estatais e permitiu que o governo mire apenas o piso da meta fiscal. Desde o início do mandato, o governo já acumulou R$ 336,9 bilhões em gastos fora das regras fiscais. Esse montante inclui recursos da PEC da Transição, pagamento de precatórios atrasados, despesas emergenciais no Rio Grande do Sul e socorro a setores afetados pelo tarifaço dos EUA. “Dribles” envolvem uso de dinheiro que não passa pela Conta Única do Tesouro A auditoria identificou dois principais mecanismos de afastamento de receitas do Orçamento. O primeiro é a descaracterização de receitas públicas, direcionadas diretamente a fundos privados como os dos programas Pé-de-Meia e Mover, além do Fundo Rio Doce. O segundo mecanismo é o não recolhimento de receitas à Conta Única, com repasses diretos a estatais ou contas paralelas. Um exemplo é a remuneração da PPSA descontada antes do repasse ao Fundo Social, que pode gerar um “orçamento paralelo” de até R$ 466 bilhões até 2033, segundo o TCU. Também foram citados repasses diretos à Caixa no Auxílio Gás, uso de multas ambientais fora do Orçamento, honorários advocatícios da União sem registro orçamentário e receitas próprias de instituições científicas fora dos limites fiscais. Uso de fundos públicos pode mascarar contas públicas, diz TCU O tribunal alertou para o uso de fundos públicos em políticas de crédito, especialmente via BNDES, que podem gerar uma percepção artificial de melhora fiscal. Entre 2023 e 2024, os recursos de fundos públicos no banco quase dobraram, passando de R$ 39,2 bilhões para R$ 75,5 bilhões. No mesmo período, o BNDES repassou R$ 29,5 bilhões em dividendos ao Tesouro e recebeu R$ 30,4 bilhões em aportes de fundos. O TCU também chamou atenção para a perpetuação de fundos garantidores criados em caráter excepcional, como os do Pronampe e do PEAC, que mantêm saldos sem regras claras de devolução à União. TCU propõe prazos para órgãos do governo adequarem gastos às regras fiscais O relatório propõe medidas para regularizar o recolhimento de receitas ao Tesouro, ampliar a transparência e adequar fundos públicos e privados ao arcabouço fiscal. Entre as determinações, estão prazos para que o MME e a PPSA recolham receitas à Conta Única, para que a CGU mapeie e divulgue receitas fora do Orçamento e para que o Ministério do Planejamento impeça transferências sem registro orçamentário. Também é proposto que Fazenda, MPO, BNDES e Finep apresentem um plano para mensurar os subsídios ocultos em operações financeiras com fundos públicos. Ao Banco Central, o TCU recomenda ajustes no registro fiscal de repasses do FNDCT à Finep. O tribunal conclui com um alerta: manter gastos e financiamentos fora do Orçamento compromete a credibilidade fiscal, aumenta a opacidade das contas públicas e pode gerar conflitos com a política monetária.
Carnaval é feriado? Entenda o que diz a legislação trabalhista

Quando o Carnaval se aproxima, uma dúvida volta a circular entre empresas e trabalhadores: afinal, é feriado ou não? No Brasil, o Carnaval não é feriado nacional. A folga depende de leis estaduais ou municipais, de acordos ou convenções coletivas e de políticas internas das empresas. Na ausência dessas previsões, o dia é considerado ponto facultativo, cabendo ao empregador decidir sobre o funcionamento e a liberação dos funcionários. De acordo com o advogado trabalhista Guilherme Anguinoni, é comum que essa confusão gere riscos jurídicos. “Muitos trabalhadores acreditam que o Carnaval é automaticamente um feriado, o que não é verdade. Se não houver previsão legal local ou acordo coletivo, a falta injustificada pode resultar em desconto salarial ou outras penalidades previstas em lei”, explica. O especialista ressalta ainda a importância da comunicação clara. “Para evitar conflitos, o ideal é que as empresas informem com antecedência como será o expediente no Carnaval. Transparência e alinhamento são fundamentais para garantir segurança jurídica tanto para o empregador quanto para o empregado”, conclui.
GAECO/MPRS: Ex jogador do Juventude denunciado por manipulação de apostas e lavagem de dinheiro

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) denunciou um ex-jogador do Juventude por fraude e manipulação de competição esportiva e lavagem de bens, direitos e valores, no âmbito da Operação Totonero. A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, foi apresentada no dia 30 de janeiro à Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul e aponta a atuação do atleta em esquema de manipulação de apostas envolvendo partidas do Campeonato Brasileiro Série A de 2025, além da ocultação de valores superiores a R$ 1,9 milhão obtidos de forma ilícita. Segundo o promotor Manoel Figueiredo Antunes, o atleta solicitou ou aceitou vantagem patrimonial para, de forma deliberada, receber cartões amarelos em duas partidas do Brasileirão — uma realizada em 29 de março de 2025, em Caxias do Sul, e outra em 10 de maio de 2025, em Fortaleza. A investigação apurou que, antes dos jogos, houve aumento anormal de apostas na modalidade “cartão de jogador”, indicando que os apostadores já tinham conhecimento prévio do resultado do lance. Ainda de acordo com o GAECO, o denunciado recebeu valores expressivos de empresas ligadas à exploração de apostas esportivas, os quais foram posteriormente ocultados e dissimulados por meio de movimentações bancárias incompatíveis com sua renda lícita declarada. “Além disso, requeremos o compartilhamento de todas as provas com a Polícia Federal para apuração de eventuais crimes conexos de caráter interestadual”, disse Manoel Figueiredo Antunes. OPERAÇÃO TOTONERO A Operação Totonero foi deflagrada pelo 5º Núcleo Regional do GAECO – Serra no dia 20 de maio de 2025, no contexto de um procedimento investigatório criminal instaurado a partir de informações encaminhadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e por entidades internacionais de monitoramento da integridade das apostas esportivas. Foram cumpridos dois mandados de busca, um na casa do atleta e outro no Estádio Alfredo Jaconi, no armário de uso pessoal do jogador que atuava no clube na época. A ação teve como objetivo apurar a manipulação de mercados secundários de apostas, especialmente relacionados à aplicação de cartões em partidas do Campeonato Brasileiro Série A. Durante a fase ostensiva da operação, também foram deferidas diversas medidas cautelares, como quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático, que subsidiaram a denúncia agora apresentada pelo GAECO.
MUNDO: Trump cogita ataque ao Irã

As opções estão na mesa. Ao que parece, o presidente americano estaria avaliando um novo grande ataque contra Teerã caso o governo iraniano não negocie um acordo sobre armas nucleares com os EUA. Trump diz que qualquer novo ataque seria “muito pior” do que o bombardeio feito em junho. As possibilidades vão de ataques cirúrgicos a líderes do país até algo mais amplo, mirando instalações nucleares e centros do governo. O Secretário de Defesa americano afirmou que os EUA estão preparados para executar qualquer decisão do presidente. O que está por trás disso: A ideia de Trump é criar condições e clima para acontecer uma mudança de regime no país. EUA atacam → População iraniana se revolta e pressiona governo → Governo cai. Para a Casa Branca, a aposta é que os manifestantes ganhem confiança para enfrentar o regime, pegando sequência nos protestos deste mês. Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Iraniana anunciou exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz, a principal rota de exportação de petróleo do mundo.
Colheita da cebola encerra com boa produtividade das lavouras no RS

O Rio Grande do Sul, um dos principais produtores de cebola do país, encerrou a colheita com bons índices de produtividade em São José do Norte, Tavares e Rio Grande. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (29/01) pela Emater/RS-Ascar, estima-se que 95% da safra de cebola já esteja comercializada, restando 5% da produção a ser ofertada no mercado. Segundo o extensionista rural de Pelotas, César Demenech, a safra 2025/2026 destaca-se como uma das melhores dos últimos anos em relação à qualidade e produtividade dos cultivos. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, que abarca os três municípios, as condições climáticas têm sido propícias para o preparo de solo, plantio e para o desenvolvimento dos cultivos. São 1.440 hectares de produção em São José do Norte, 225 hectares em Tavares e 200 hectares em Rio Grande. De acordo com o extensionista rural de São José do Norte, Pedro da Silva Farias, a cebola é a principal cultura agrícola do município e possui grande tradição na região. O cultivo envolve aproximadamente mil agricultores familiares e, nesta safra, apresentou ótimos resultados. “Este ano o clima favoreceu. As produtividades foram altas, em torno de 35 toneladas por hectare”, afirma. As safras anteriores, porém, enfrentaram problemas climáticos, como o excesso de chuva e estiagens, o que colaborou com a descapitalização dos produtores. A expectativa para a próxima safra, no entanto, é de manutenção dessas áreas. A extensionista rural do município de Tavares, Sarah Fiorelli de Carvalho, afirma que o resultado da safra ficou dentro da média, em torno de 35 toneladas por hectare. Embora a cidade tenha lidado com a chuva excessiva, a safra não foi afetada. “A qualidade e produtividade não foram um problema dessa safra”, comenta. SOJA A semeadura da soja no Rio Grande do Sul permanece em 98% da área prevista e deve ser concluída com a reposição de umidade no solo. Atualmente, 42% das lavouras estão em fase vegetativa, 46% em floração e 12% em enchimento de grãos. Para a Safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare. As condições climáticas, marcadas por elevada amplitude térmica, tempo seco, alta radiação solar e ventos frequentes, intensificaram a perda de umidade do solo. As chuvas ocorreram de forma isolada e insuficiente para recompor o armazenamento hídrico, mas o potencial produtivo da safra segue elevado, dependendo da regularização das precipitações. O tempo quente e seco tem limitado doenças foliares, embora permaneça necessária a prevenção contra a ferrugem-asiática. MILHO Na cultura do milho, há fases fenológicas diversificadas, com predominância de lavouras em enchimento de grãos e maturação fisiológica. A área estimada é de 785 mil hectares, com produtividade média de 7.370 quilos por hectare. A colheita avança gradualmente, alcançando 28% da área, com produtividades variáveis conforme a distribuição das chuvas e o uso de irrigação. Há registro de elevada presença de cigarrinha-do-milho em algumas regiões. MILHO SILAGEM A colheita do milho silagem ultrapassa 40% da área plantada. A projeção é de 366.067 hectares cultivados, com produtividade estimada em 38.338 quilos por hectare. FEIJÃO 1ª E 2ª SAFRAS No feijão primeira safra, a semeadura está praticamente finalizada e a colheita supera 60% em várias regiões. A área estimada é de 26.096 hectares, com produtividade média de 1.779 quilos por hectare. Já o feijão segunda safra teve início de semeadura, com 15% da área implantada estimada em 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 quilos por hectare. ARROZ Na cultura do arroz, 57% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 34% em floração e 9% em enchimento de grãos. A área estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) é de 920.081 hectares, com produtividade prevista pela Emater/RS-Ascar de 8.752 quilos por hectare. Apesar da boa radiação solar e condições hídricas ainda adequadas, temperaturas mínimas baixas elevaram o risco de esterilidade em áreas sensíveis. Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Taline Schneider Estagiária Júlia Campos
CPI dos Pedágios: TCE reconhece riscos no Bloco 2 e Rossetto defende suspensão do leilão

Durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios, realizada na quarta-feira (28/01), representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) informaram que a análise técnica sobre a concessão do Bloco 2 ainda não foi concluída e reconheceram a existência de riscos relevantes no modelo proposto pelo governo do Estado. O primeiro relatório do Tribunal apontou 50 erros e inconsistências na proposta, com prejuízos à população e ao erário público. Segundo o relator da CPI e líder da bancada do PT/PCdoB, deputado Miguel Rossetto, não é razoável manter um processo de concessão dessa magnitude sem a conclusão da avaliação técnica do órgão de controle. “Estamos diante de um fato inédito e preocupante: é o primeiro edital de concessão lançado pelo governo sem que o TCE tenha finalizado sua análise técnica”, destacou. Na oitiva, o diretor de Controle e Fiscalização do TCE/RS, Roberto Tadeu de Souza, confirmou que o Tribunal ainda examina pontos centrais da modelagem do Bloco 2 e admitiu fragilidades no edital, especialmente relacionadas à taxa interna de retorno do projeto (WACC – taxa de lucro da concessionária), que pode impactar diretamente o valor das tarifas cobradas da população. Para Rossetto, seguir com o leilão, previsto para março, sem a manifestação conclusiva do TCE, e da própria CPI, representa um risco ao interesse público. “O correto é suspender o leilão, fazer os ajustes necessários e só avançar quando houver segurança técnica e transparência. Não se pode transferir esse custo e esse risco para a população gaúcha”, afirmou. O deputado reforçou que a CPI dos Pedágios cumpre o papel de fiscalizar, cobrar responsabilidade do governo e defender a modicidade tarifária, o uso adequado de recursos públicos e o direito dos usuários das rodovias. “A sociedade gaúcha exige ser respeitada. O governo precisa rever o edital e garantir que qualquer concessão esteja plenamente amparada por critérios técnicos e pelo interesse público”, concluiu.
IBGE: O instituto que mede o Brasil está em conflito

O IBGE vive mais um capítulo de instabilidade interna, e logo em um dos seus departamentos mais estratégicos. Depois do afastamento da coordenadora das Contas Nacionais, três dos principais técnicos responsáveis pelos cálculos do PIB deixaram seus cargos de chefia. Eles seguem no instituto, mas fora das posições de liderança. O fato fica ainda mais relevante porque as trocas ocorrem apenas a um mês da divulgação do PIB anual de 2025 — o número mais importante da economia brasileira. Por que você deve saber disso? Pense que o indicador do PIB serve como termômetro oficial do país e influencia decisões de governo, Banco Central, investidores, mercado financeiro, agências de risco e até o discurso político. Quando a equipe responsável por isso entra em crise, cria-se um sentimento de insegurança em relação ao prazo e ao modo da divulgação dos resultados. Ainda mais por não ser a primeira vez que isso acontece na atual gestão… A turbulência no IBGE vem desde 2024, quando o presidente Marcio Pochmann, tentou criar o IBGE+, um braço paralelo e privado do órgão público. Entre cartas, protestos e exonerações, técnicos e sindicato acusam Pochmann de centralizar decisões e politizar o instituto. #tbt: Quando foi nomeado em 2023, Pochmann — ex-presidente do Instituto Lula — foi criticado por não ter experiência na área e por elogiar o instituto de estatísticas da China, um país que não é considerado transparente com os dados públicos.
BRASIL: A “chance” que o Banco Central teria dado ao Master

Em 2024, último ano de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central, o regulador já monitorava de perto a falta de liquidez do Master. Documentos enviados ao TCU revelados pelo Estadão mostram que o banco de Vorcaro tinha muita dívida para pagar e pouco dinheiro em caixa para honrar os compromissos. Era um problema conhecido dentro do BC. Mesmo assim, Campos Neto teria evitado intervir duas vezes — em março e depois em novembro daquele ano. A relevância: O fato revela que o Master já era visto como problema há mais tempo do que se pensava. Isso indica que a bola de neve do escândalo poderia ter sido interrompida bem antes de chegar ao patamar atual. “Por que Campos Neto não interrompeu então?” Ao que parece, a aposta dele era numa solução de mercado: deixar o próprio Master tentar se salvar, vendendo os ativos saudáveis (good bank) e isolando os papéis problemáticos (bad bank). O objetivo disso seria reduzir o custo para o sistema financeiro e evitar um rombo maior ao FGC, o fundo que garante depósitos. Enquanto isso, o banco seguia acelerando. O Master saltou de R$ 3,7 bilhões em ativos em 2019 para R$ 82 bilhões em 2024, apoiado em papéis de alto risco, como precatórios. Na prática, quanto mais tempo passava, maior ficava o problema que o BC teria de enfrentar se tudo desse errado. O Master tentou levantar R$ 15 bilhões com investidores de longo prazo, mas conseguiu só R$ 2 bilhões. No fim, coube a Gabriel Galípolo, já como novo presidente do BC, decretar a liquidação em novembro.
MUNDO: O vírus que está colocando a Ásia em alerta

O mundo ainda tem trauma de termos como quarentena e triagem em aeroportos, mas eles voltaram ao vocabulário asiático nesta semana. O culpado é o vírus Nipah, que teve cinco casos confirmados na Índia, incluindo duas mortes, e já colocou mais de 100 pessoas em isolamento preventivo. O timing não ajuda… A China está às vésperas do Ano Novo Lunar, período que movimenta mais de 640 milhões de pessoas em viagens internas. O receio é que o vírus “pegue carona”, transformando um surto localizado em uma crise regional. Como alguém contrai o vírus? Diferente de outras doenças sazonais, o Nipah é transmitido por morcegos através de alimentos contaminados ou pelo contato direto com fluidos humanos — como sangue, saliva, suor, etc. Sem vacinas ou medicamentos para ele, o que está mais preocupando as autoridades é a alta taxa de letalidade, que pode chegar a 75%. Na prática, o quadro pode evoluir rapidamente de uma simples dor de garganta para uma inflamação cerebral fatal. Vindo para o Brasil, por enquanto, o risco de uma disseminação local é considerado baixo por especialistas, já que o vírus não tem a mesma facilidade de contágio aéreo que o COVID-19.
POLÍCIA: BM de Camargo prende homem armado na RS132

Por volta da meia-noite desta quarta-feira (28), a Brigada Militar de Camargo efetuou a prisão de um homem armado na ERS-132, trecho entre Vila Maria e Marau. A ação ocorreu após o COPOM de Marau receber uma denúncia anônima, sobre um indivíduo recentemente demitido de uma empresa local que estaria em atitude suspeita nas proximidades do seu antigo local de trabalho. Segundo as informações repassadas ao operador do COPOM, o homem poderia estar portando uma arma de fogo. Ao chegar ao local, os policiais visualizaram uma caminhonete estacionada próximo ao endereço informado e realizaram a abordagem de um homem de 36 anos. Durante a busca veicular, foi encontrado um revólver calibre .22, carregado com oito munições. O suspeito foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia para o registro da ocorrência. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao Presídio de Passo Fundo, onde permanece à disposição da Justiça.
Boulos acredita que fim da escala 6×1 pode ser aprovado neste semestre

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou na terça-feira (27) ter a expectativa de que o fim da escala 6×1 seja aprovado ainda neste semestre. Segundo ele, o governo federal está empenhado na diminuição da carga de trabalho semanal e no aumento do tempo livre para os trabalhadores. “Eu espero que isso possa ser pautado [para votação no Congresso Nacional], aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham paz, tenham descanso e possam ter tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um”, disse o ministro. Boulos disse atuar, com o Ministério do Trabalho, em prol da mudança e que já se reuniu e manterá conversas “nas próximas semanas” com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para tratar do tema. 226 assinaturas O fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025 apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado e assinada por 226 deputados – sendo a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), correligionária de Boulos, a autora da proposta e primeira signatária. Indagado por jornalistas sobre a eventual resistência entre grandes empresários à mudança na carga de trabalho, Boulos avaliou que “o grande empresário ser contra não é nenhuma surpresa”. “Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador? Nunca vi na história. Se dependesse deles, seria escala 7×0. Se dependesse de muitos deles, não teria sido nem promulgada a Lei Áurea neste país.” No fim do ano passado, o Palácio do Planalto “erradicou escala a 6×1” para os trabalhadores terceirizados na Presidência da República, como o pessoal que presta serviço na copa e na limpeza. “São centenas de trabalhadores no Palácio do Planalto e, em dezembro, a gente assinou o fim da escala 6×1. Todos esses trabalhadores estão no máximo na escala 5×2”, garantiu Boulos. Fonte: Agência Brasil
Tomate tem boa produção no RS

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, na Ceasa/Serra, o tomate de maior calibre e qualidade está sendo comercializado de R$ 3,00/kg para R$ 2,44/kg, porém no geral os produtores vêm recebendo R$ 40,00 ou menos pela caixa de 20kg. O preço está aquém do esperado, até porque a maior produção deve ocorrer ao longo de janeiro ainda. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar no dia 15 de janeiro, a maior parte da produção de tomate é transplantada em outubro e novembro, sendo colhida nos primeiros meses do ano, quando ocorre a maior produção. Produtores de estufa estendem o plantio, realizando o transplantio até janeiro para seguir colhendo até o início do inverno.Na região de Lajeado, em Feliz, o tomate cereja está em plena frutificação e colheita. Alguns produtores estão em fase final de colheita. Contudo, há produção no município praticamente ao longo de todo o ano. Não houve relatos de problemas fitossanitários, e a produção mantém padrão regular, com frutos de boa coloração e aceitação no mercado. O preço varia entre R$ 6,00 e R$ 8,00/kg. Em Vale Real, a cultura do tomate é conduzida tanto em ambiente protegido quanto a campo. Nas áreas a céu aberto, os cultivos estão em fase final de colheita, com frutos de menor calibre e dificuldades de comercialização em função da qualidade do produto. Em ambiente protegido, observa-se alguns casos de ocorrência de pragas, como mosca-branca, pulgão e tripes, ocasionando prejuízos. No município, o cultivo do tomate ocorre em duas épocas principais: em agosto, cuja safra está em encerramento, e em fevereiro. O preço praticado para Ceasa varia de R$ 15,00 a R$ 40,00/cx. de 20 kg; no comércio local, de R$ 30,00 a R$ 40,00/cx. OLERÍCOLAS NAS REGIÕES Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Uruguaiana, as folhosas recuperaram as produtividades afetadas pelo calor durante a última semana de dezembro. Devido ao clima ameno, com predomínio de sol entre nuvens e ao ambiente protegido para a produção, as culturas de alface e rúcula apresentam ótimo desenvolvimento. Os cultivos de couve, salsa e cebolinha estão satisfatórios. O controle de mariposa e traça tem sido efetivo, levando à redução dos impactos, principalmente na couve. A demanda por alface e rúcula está constante. Na região de Ijuí, as olerícolas continuam se desenvolvendo bem, mas houve aumento da incidência de doenças devido ao tempo mais úmido, que tem se prolongado e dificultado aos produtores a aplicação de fungicidas. Alguns cultivos de folhosas a campo, como alface e repolho, não têm padrão de comercialização devido ao aumento de podridões nas folhas, em consequência da alta umidade em localidades onde os volumes de chuvas foram mais intensos. Na de Santa Maria, a ocorrência de chuvas frequentes e bem distribuídas contribuiu para a reposição de água nos reservatórios, melhorando as condições hídricas e favorecendo o bom desempenho da produção olerícola na região. Os cultivos irrigados seguem com adequado potencial produtivo e desenvolvimento. As folhosas apresentam satisfatória qualidade, associada ao controle eficiente de doenças em casos pontuais, resultado das condições climáticas e das práticas de manejo adotadas. Na de Pelotas, no município sede, as condições climáticas têm sido propícias para as atividades de preparo de solo, plantio e para o desenvolvimento dos cultivos. Houve aumento de preços para a maior parte das olerícolas em função da diminuição da oferta e do aumento na procura, especialmente de alface, couve, couve manteiga e salsa. Os preços do pimentão se elevaram um pouco. Em Herval, o plantio de moranga Cabotiá avançou para 90% da área. Na de Santa Rosa, o tempo quente e seco no início da semana exigiu dos produtores a reorganização das áreas de olerícolas que haviam sofrido danos provocados pelas chuvas de alta intensidade das semanas anteriores. Foram refeitos canteiros afetados pela enxurrada e plantadas novas mudas para substituir as plantas danificadas pelo impacto das gotas das chuvas. As chuvas do final do período não causaram impactos aos cultivos e garantiram a manutenção da umidade do solo em níveis satisfatórios, diminuindo a necessidade de irrigação. Além das folhosas mais rústicas, como almeirão e couve, são colhidos abóbora, moranga e pepino, voltados ao autoconsumo ou comercializadas em feiras ou na venda direto ao consumidor. A recorrência de chuvas tem garantido boa produtividade de pepônios, mas também tem causado doenças foliares significativas, que danificam as folhas, reduzindo a produtividade. Os preços estão estáveis. Foto: Tiago Bald, jornalista da Emater/RS-Ascar na região de Lajeado Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
Operação PREMIUS: golpe do “bilhete premiado” vitimava pessoas idosas em via pública

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Blumenau e da DPCAMI de Blumenau, deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 27 de janeiro, às 06h, a Operação PREMIUS, em ação integrada e interestadual com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com participação decisiva dos policiais civis de Passo Fundo e de Alvorada/RS. A operação foi realizada de forma concomitante nos municípios de Blumenau, Camboriú, Itapema e São Francisco do Sul, em Santa Catarina, bem como em Passo Fundo e Alvorada, no Estado do Rio Grande do Sul, demonstrando elevado nível de coordenação e planejamento entre as forças policiais dos dois Estados. No total, foram mobilizados 40 policiais civis, resultando no cumprimento de 15 mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão, com 04 prisões em campo e o cumprimento de 07 mandados de prisão de investigados já recolhidos no sistema prisional. Modus operandi e vítimas As investigações apuraram a prática reiterada de estelionato na modalidade “golpe do bilhete”, tendo como principais vítimas pessoas idosas, abordadas em via pública mediante ardil e simulação de falsa premiação de loteria. As vítimas eram induzidas a realizar saques e transferências bancárias, acreditando participar da divisão de um prêmio inexistente. Os prejuízos atingiram dezenas de milhares de reais por vítima, especialmente na cidade de Blumenau, representando perdas financeiras expressivas e danos emocionais relevantes, uma vez que muitos valores subtraídos correspondiam às economias de toda uma vida. Medidas patrimoniais Como parte da estratégia de enfrentamento à lavagem de dinheiro e à ocultação de valores, foi determinado o sequestro de uma propriedade residencial localizada na Praia do Ervino, em São Francisco do Sul/SC, bem como a apreensão de um veículo I/Hyundai i30 2.0, ambos vinculados ao proveito econômico dos crimes investigados. A Operação PREMIUS reforça a importância da integração entre as Polícias Civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com destaque para a atuação dos policiais de Passo Fundo e Alvorada, reafirmando o compromisso institucional com o combate qualificado ao estelionato organizado, à proteção de pessoas idosas e à descapitalização do crime.
Plantio da soja se encaminha para o final no Rio Grande do Sul

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul atingiu 98% da área projetada, com a floração em fase inicial, representando 7% das lavouras estabelecidas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22/01), a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6,7 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.180 kg/ha. De modo geral, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, estandes adequados e potencial produtivo, embora tenham sido registrados casos pontuais de mortalidade de plântulas e estandes abaixo do ideal em áreas de semeadura mais tardia. As principais dificuldades no manejo fitossanitário estão relacionadas ao controle de plantas invasoras. As condições ambientais têm favorecido o desenvolvimento da cultura, e não há relatos generalizados de doenças, apenas sintomas pontuais de ferrugem-asiática, que seguem sendo monitorados. A presença de insetos-praga, como lagartas e percevejos, exige atenção contínua, especialmente nas lavouras em transição para fases reprodutivas. MILHO Na cultura do milho, o tempo mais estável favoreceu o avanço da colheita em várias regiões. Estima-se o cultivo de 785 mil hectares, com produtividade média de 7.370 kg/ha. Mesmo em áreas com umidade elevada dos grãos, a colheita segue para liberar áreas ao plantio da soja. Em várias localidades, a produtividade é considerada satisfatória, e o estado fitossanitário das lavouras é muito bom. MILHO SILAGEM A colheita do milho silagem também avança no Estado. A área destinada à cultura deve atingir 366.067 hectares, com produtividade estimada em 38.338 kg/ha. As condições climáticas recentes garantem bom desempenho das lavouras, e em muitas áreas os produtores já reintroduzem o milho ou destinam as áreas para pastagens. FEIJÃO 1ª E 2ª SAFRA No feijão primeira safra, a semeadura ultrapassa 90% do projetado, com área estimada em 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha. As lavouras apresentam boa fitossanidade. Já para a segunda safra de feijão, a estimativa inicial aponta 11,6 mil hectares cultivados, produção de 16.375 toneladas e produtividade de 1.401 kg/ha. ARROZ Na cultura do arroz, a semeadura supera 98% da área planejada. A área estimada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) é de 920 mil hectares, com produtividade prevista pela Emater/RS-Ascar de 8.752 kg/ha. As lavouras apresentam bom estado fitossanitário, níveis adequados de água e seguem em desenvolvimento vegetativo, com áreas mais precoces já em floração e enchimento de grãos. Foto: Tássia Becker Alexandre Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Taline Schneider
Viroses no verão: por que os casos aumentam e como se proteger?

Com a chegada do verão e do período de férias, aumentam as viagens, as aglomerações e o contato com ambientes que favorecem a circulação de vírus. O resultado é um crescimento significativo dos casos de viroses, especialmente entre pessoas que passam dias no litoral e acabam tendo os planos interrompidos por sintomas como diarreia, vômitos e mal-estar. Para ajudar a população a entender melhor o que são as viroses, como identificar os sintomas, quando procurar atendimento médico e, principalmente, como prevenir a doença, o médico infectologista Dr. Gilberto Barbosa, integrante do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, responde às principais dúvidas sobre o tema na entrevista a seguir. 1. O que é uma virose? O termo “virose” é bastante amplo. Ele se refere a infecções causadas por vírus, que podem atingir diferentes partes do organismo. As mais comuns são as infecções respiratórias, como rinite, sinusite e infecções de garganta, e as infecções do trato digestivo, como as diarreias. Esses quadros representam uma grande parte das doenças infecciosas do dia a dia. 2. Existe relação entre virose e época do ano? As viroses acontecem durante todo o ano, mas alguns tipos são mais frequentes em determinadas estações. A gripe, por exemplo, ocorre mais no frio, porque as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e o vírus se dissemina com mais facilidade. Já as viroses intestinais são mais comuns no calor, quando há maior risco de contaminação por água e alimentos. 3. Por que as viroses são tão comuns no litoral durante o verão? No litoral, há uma maior circulação de pessoas, vindas de diferentes regiões geográficas, o que favorece a disseminação de agentes infecciosos variados, além da tendência de maior aglomeração. Também há um aumento no consumo de alimentos fora de casa. Além disso, a água de consumo e a utilizada para banho (mar ou piscinas) podem estar contaminadas. As viroses intestinais se espalham facilmente por água contaminada, alimentos mal conservados e pelas mãos, o que explica os surtos familiares tão comuns nessa época. 4. A poluição das praias aumenta o risco? Sem dúvida. Em locais onde há lançamento de esgoto no mar, aumenta não apenas o risco de viroses, mas também de infecções bacterianas intestinais, como as causadas pela salmonela. Isso representa um risco importante para os veranistas. 5. Quais são os sintomas mais comuns das viroses intestinais? Os sintomas mais frequentes são náuseas, vômitos, diarreia, mal-estar geral e febre. A desidratação é uma complicação comum, especialmente se os sintomas forem intensos ou prolongados. Em casos mais graves, pode haver tontura ou até desmaios. 6. Quando é necessário procurar atendimento médico? Depende do caso. Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas ou baixa imunidade devem procurar atendimento mais cedo, preferencialmente nas primeiras 24 horas. Adultos saudáveis devem, inicialmente, manter uma boa hidratação, com água e soro via oral. No entanto, é importante buscar ajuda médica se houver febre persistente por mais de 24 a 48 horas, diarreia ou vômitos muito frequentes, sinais de desidratação ou se sintomas leves não melhorarem após alguns dias (de três a cinco dias). 7. Quanto tempo costuma durar uma virose? Na maioria dos casos, as viroses intestinais são autolimitadas e duram cerca de 48 a 72 horas, podendo chegar a até cinco dias. Geralmente, os sintomas diminuem progressivamente, sem necessidade de tratamento específico. 8. Existe tratamento específico para virose? Não existe tratamento antiviral para a maioria dessas viroses. O principal cuidado é a hidratação, de preferência com soro de reidratação oral, que repõe líquidos e sais minerais perdidos. Apenas água não é suficiente. 9. Como prevenir as viroses? A principal medida é a higienização das mãos, especialmente após usar o banheiro, antes das refeições e durante o preparo de alimentos. Também é importante evitar alimentos mal cozidos, cuidar da procedência da água e ter atenção ao consumo de gelo em bebidas, evitando seu uso se a origem for duvidosa. Ambientes limpos e cuidados no manuseio dos alimentos fazem toda a diferença. 10. A vacinação ajuda a prevenir? Sim. A vacina contra o rotavírus, aplicada nos primeiros meses de vida, reduziu drasticamente as hospitalizações e mortes por gastroenterites em crianças no Brasil. Manter o calendário vacinal em dia é fundamental para a prevenção. 11. Como diferenciar uma infecção viral de uma bacteriana? Nem sempre é possível diferenciar apenas pelos sintomas, mas alguns sinais sugerem infecção bacteriana: febre persistente, dor abdominal intensa, presença de sangue ou pus nas fezes e diarreia com duração superior a cinco dias. Nesses casos, exames laboratoriais ajudam a confirmar o diagnóstico. 12. Qual a mensagem final para a população? A prevenção é sempre o melhor caminho. Cuidar da higiene das mãos, da água consumida, dos alimentos e manter a vacinação em dia reduz significativamente o risco de viroses. Pequenas atitudes fazem grande diferença para proteger a saúde, especialmente durante as férias. Fonte: Ana Paula Koenemann – Comunicação HSVP
Safra da uva 2025/2026 deve superar produção normal no RS

O Rio Grande do Sul, maior produtor de uvas do Brasil, projeta uma safra de uva 2025/2026 acima da média histórica, tanto em volume quanto em regularidade produtiva, podendo chegar a 905.291 toneladas. A avaliação é do extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Thompsson Didone, que acompanha o desenvolvimento da cultura no Estado, especialmente na Serra Gaúcha, principal região produtora. A viticultura gaúcha tem forte impacto social e econômico. São cerca de 15 mil famílias, em sua maioria agricultores familiares, envolvidas diretamente no cultivo da uva. Atualmente, o Estado possui aproximadamente de 42,4 mil hectares cultivados com uva, sendo que 36,6 mil hectares estão concentrados na Serra Gaúcha, o que consolida a região como o maior polo de produção e processamento de uvas do país. “A maior parte dessa área é destinada à uva para processamento industrial, utilizada na elaboração de vinhos, sucos e espumantes. No entanto, o Estado também conta com uma área expressiva de mais de 3 mil hectares de uva de mesa, voltada ao consumo in natura”, detalha Didone. Segundo o extensionista rural, a expectativa para a safra atual é positiva. “Em termos de quantidade, a safra deve ser superior a uma safra considerada normal. Tivemos um inverno com frio adequado e de boa qualidade, o que é fundamental para o bom desenvolvimento das videiras”, explica. INVERNO FAVORECEU As condições climáticas do inverno de 2025 foram determinantes para o bom desempenho da safra. De acordo com o extensionista rural, as videiras necessitam de um número mínimo de horas de frio abaixo de 7,2 °C para uma brotação uniforme e boa formação dos cachos. Enquanto variedades americanas demandam entre 150 e 250 horas, algumas uvas viníferas exigem até 400 horas de frio. “Nesse ano, em várias regiões do Estado, superamos as 400 horas de frio, com temperaturas estáveis, sem oscilações bruscas. Isso permitiu uma excelente emissão de brotos e cachos, refletindo diretamente no potencial produtivo da safra”, destaca Didone. BOA QUALIDADE, MESMO COM ATRASO NA COLHEITA Apesar do bom desenvolvimento das plantas, a colheita iniciou com um atraso de 10 a 15 dias em relação a uma safra considerada normal. Esse atraso está relacionado, principalmente, às temperaturas mais baixas e à menor incidência de sol no mês de setembro, que retardaram o desenvolvimento vegetativo das videiras. “Esse atraso não interferiu na qualidade da uva. Apenas alongou o ciclo”, ressalta o extensionista rural. As primeiras vinícolas já iniciaram o processo de industrialização, que deve se intensificar nas próximas semanas. A previsão é de uma safra com duração de um mês e meio a dois meses, dependendo das condições climáticas ao longo do período de colheita. No que se refere às variedades cultivadas, aproximadamente 85% da produção estadual é composta por uvas americanas e híbridas, enquanto as viníferas representam entre 12% e 15% da área plantada. As variedades americanas e híbridas apresentam, em geral, produção superior à média. Entre as viníferas, a produção também se mostra acima do normal, com destaque para a Chardonnay, variedade importante para a elaboração de vinhos finos e, especialmente, de espumantes, um dos principais produtos da Serra Gaúcha. QUALIDADE Em relação à qualidade, Thompsson Didone ressalta que as avaliações ainda são parciais. “A uva que está sendo recebida até o momento apresenta boa qualidade. Ainda é cedo para uma avaliação definitiva, pois a qualidade depende muito das condições climáticas semana a semana, como períodos de chuva ou maior insolação”, explica. AUMENTO DE 10% A estimativa preliminar da Emater/RS-Ascar indica que a safra 2025/2026 deverá apresentar um acréscimo de 5% a 10% em relação a uma safra normal. Se comparada à safra passada, que já foi considerada boa, o aumento deve ficar em torno de 5%. “São informações iniciais. Ao longo da safra, seguiremos acompanhando e divulgando novos informativos sobre a evolução da colheita e da qualidade da uva”, conclui Didone. Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Taline Schneider
Janeiro branco: afastamentos por saúde mental crescem 143% e acendem alerta

Os afastamentos por saúde mental aumentaram 143% nos últimos anos, segundo dados do INSS divulgados em 2025. O número revela um cenário preocupante de bem-estar emocional comprometido entre os trabalhadores brasileiros. Embora o tema ganhe destaque durante o Janeiro Branco, os dados mostram que o problema é contínuo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivam com algum transtorno mental. Entre as condições mais comuns estão a ansiedade e a depressão, que afetam profissionais de todas as idades e setores. Esses transtornos comprometem a produtividade, o foco e a qualidade das relações no trabalho. Além disso, o aumento da competitividade e o ritmo acelerado das empresas agravam o quadro de exaustão mental. Os números deixam claro: a saúde mental é um desafio global e contínuo. Cuidar da mente é também cuidar do pensamento Para a especialista Clara Cecchini, graduada pela UNICAMP e com MBA pela FGV, cuidar da saúde mental vai muito além de tratar sintomas. É preciso também cuidar da saúde cognitiva, responsável pela forma como pensamos, aprendemos e decidimos. “O foco excessivo em sintomas e diagnósticos pode deixar de lado os efeitos dos ambientes sobrecarregados”, explica Clara. De acordo com a especialista, o que se observa hoje não é apenas exaustão emocional, mas também sobrecarga mental persistente. Muitos profissionais tomam decisões automáticas e deixam de transformar experiências em aprendizado real. Alguns sinais de alerta para a sobrecarga mental incluem: Dificuldade de concentração; Cansaço mesmo após o descanso; Tomada de decisões automáticas; Sensação de esgotamento constante. O Janeiro Branco deve ser visto como um convite à consciência mental. “Cuidar da saúde mental envolve qualificar a forma de pensar, aprender e decidir. Não se trata de silenciar o cérebro, mas de usá-lo com mais intenção”, afirma Clara. Em tempos de excesso de informação, cuidar da mente é uma forma de sobrevivência emocional e equilíbrio psicológico. A pressão pela eficiência e os limites humanos A pressão constante por produtividade tem afetado diretamente a saúde mental dos trabalhadores. Segundo Patricia Ansarah, CEO do Instituto Internacional de Segurança Psicológica (IISP), o avanço tecnológico trouxe ganhos, mas também desequilíbrios. “A eficiência nunca foi tão alta dentro das empresas. Mas os indicadores humanos caminham na direção oposta”, alerta Patricia. Ela explica que a automação reduziu erros e acelerou processos, mas também aumentou o cansaço, o estresse e a dispersão. O problema, segundo a especialista, é o esgotamento da energia subjetiva — a força usada para pensar e criar. Além disso, a busca incessante por resultados imediatos gera um ambiente de pressão constante e fadiga emocional. “A exaustão mental não é só um problema de saúde. É um risco estratégico para o negócio”, reforça Patricia. Funcionários sobrecarregados têm queda de engajamento, menor produtividade e maior chance de desligamento. Com isso, a saúde mental se torna também um tema de gestão e sustentabilidade corporativa. Comunicação e saúde mental: o elo esquecido nas empresas Outro ponto essencial para o equilíbrio emocional é a comunicação dentro das organizações. De acordo com Vivian Rio Stella, pós-doutora em Linguística e fundadora da VRS Academy, a forma como as pessoas se comunicam afeta diretamente a saúde mental. “Palavras mal escolhidas, omitidas ou ambíguas podem gerar desgaste emocional contínuo”, afirma Vivian. Muitas vezes, o problema não está na carga de trabalho, mas na falta de diálogo. Vivian observa que, embora as empresas falem em comunicação estratégica, na prática, ainda há falhas significativas. O chamado silêncio organizacional é um dos principais fatores de sofrimento psíquico no ambiente profissional. A ausência de clareza, empatia e escuta cria insegurança e ansiedade entre líderes e equipes. Para mudar esse cenário, a especialista recomenda práticas simples e consistentes: Tornar conversas frequentes e abertas à escuta; Comunicar decisões e mudanças de forma transparente; Estabelecer prazos e expectativas com clareza; Tratar temas delicados com empatia e respeito. “Quando a comunicação é transparente, ela deixa de ser fonte de ansiedade e se torna um instrumento de cuidado”, conclui Vivian. Dessa forma, a comunicação passa a ser um pilar de bem-estar emocional e confiança dentro das empresas. O impacto da saúde mental na produtividade A saúde mental dos profissionais influencia diretamente o desempenho das empresas. Colaboradores emocionalmente equilibrados são mais criativos, concentrados e produtivos. Por outro lado, o estresse crônico e a fadiga emocional reduzem a capacidade de tomar decisões e resolver problemas. Manter a mente saudável é, portanto, um investimento estratégico e não apenas um cuidado pessoal. Empresas que implementam programas de apoio psicológico registram redução no absenteísmo e melhora no clima organizacional. Essas ações contribuem para um ambiente mais humano e sustentável. Saúde mental é um problema coletivo A saúde mental no trabalho não deve ser tratada como responsabilidade individual. Os especialistas reforçam que é um problema coletivo, que exige mudanças culturais e estruturais nas empresas. Ambientes saudáveis precisam permitir que os funcionários expressem dificuldades sem medo de julgamento. A chamada segurança psicológica é essencial para o aprendizado e a inovação. “Precisamos de ambientes que incentivem o pensamento intencional e o aprendizado real, não apenas a execução mecânica”, afirma Clara Cecchini. O desafio das próximas décadas é equilibrar produtividade e bem-estar. Repensar a forma de trabalhar é o primeiro passo para proteger a saúde mental. Cuidar da mente é um ato de sustentabilidade Os especialistas concordam: cuidar da saúde mental é uma forma de sustentabilidade humana. A mente é um recurso limitado e precisa ser preservada tanto quanto o corpo. O Janeiro Branco reforça que o autocuidado não é luxo, mas necessidade. Não há produtividade sem equilíbrio psicológico e bem-estar emocional. Investir em apoio psicológico, incentivar pausas regulares e promover hábitos saudáveis fortalece equipes e empresas. A saúde mental precisa estar no centro das estratégias organizacionais, e não apenas em campanhas de conscientização. “Cuidar da mente é cuidar do futuro. Sem equilíbrio, perdemos o essencial”, resume Clara Cecchini. O aumento de 143% nos afastamentos por saúde mental é um alerta urgente. O problema não está apenas nas pessoas, mas na forma como vivemos e trabalhamos. Mais do que falar sobre
ECONOMIA: O Brasil nunca arrecadou tanto imposto quanto em 2025

A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde em 2025, alcançando R$ 2,89 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal, junto aos resultados do mês de dezembro. Em comparação com 2024, houve aumento anual real de 3,75%, ou seja, considerada a inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Também é o melhor desempenho arrecadatório para os meses de dezembro. No último mês de 2025, a arrecadação alcançou R$ 292,72 bilhões, representando um acréscimo, corrigido pelo IPCA, de 7,46%. Os dados sobre a arrecadação estão disponíveis no site da Receita Federal. Os bons resultados da economia, além do aumento de impostos, são os principais fatores para a alta da arrecadação. “São números bonitos, um crescimento importante, considerando o patamar alto do ano anterior [2024]”, destacou o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante a apresentação dos dados. Os valores se referem a tributos federais, como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), entre outros. Arrecadação com royalties e depósitos judiciais, que não são apurados pela Receita Federal, também entram na conta. Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado em 2025 ficou em R$ 2,76 trilhões, representando acréscimo real de 4,27%. Já no mês passado, a arrecadação da Receita Federal alcançou R$ 285,21 bilhões, alta real de 7,67%. A base de comparação, entretanto, está influenciada por eventos não recorrentes ou alterações de legislação que ocorreram em 2024 sem contrapartida em 2025. Em 2024, houve recolhimento extra de R$ 13 bilhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não ocorreu em 2025. A lei que muda o IR incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro de 2023. Também houve uma arrecadação atípica do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incidem sobre o lucro das empresas. Em 2024, o recolhimento extra foi R$ 4 bilhões, enquanto no ano passado chegou a R$ 3 bilhões. “Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 4,82% na arrecadação do período de janeiro a dezembro de 2025”, informou a Receita Federal. Destaques no ano Os resultados foram influenciados positivamente, principalmente, pelas variáveis macroeconômicas, diante do comportamento da atividade produtiva, principalmente serviços. O setor teve um crescimento de 2,72% de dezembro de 2024 a novembro de 2025 (fator gerador da arrecadação do acumulado do ano). A produção industrial subiu apenas 0,17% no período acumulado. Já o valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 2,11% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. Também houve crescimento de 10,9% da massa salarial no acumulado do período. Apenas o setor de venda de bens teve um decréscimo de 0,16% no período. A elevação do IOF influenciou o desempenho da arrecadação que somou R$ 86,48 bilhões de janeiro a dezembro de 2025, alta de 20,54% na comparação com o acumulado de 2024. “Esse desempenho pode ser pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas”, cita a Receita. Em junho do ano passado, o governo aumentou a cobrança em algumas operações de crédito, por meio do Decreto 12.499/2025. A medida foi derrubada posteriormente. A arrecadação previdenciária teve aumento de 3,27%, chegando a R$ 737,57 bilhões, em razão, especialmente, do aumento da massa salarial. A alta da arrecadação do PIS/Cofins em função também do desempenho das entidades financeiras e da taxação de serviços de apostas online (bets) em 2025 é outro destaque apontado pela Receita. Ela chegou a R$ 581,95 bilhões no ano passado, alta de 3,03% em relação a 2024. Apenas a receita com as casas de apostas virtuais subiu mais de 10.000%, passando de R$ 91 milhões para quase R$ 10 bilhões no acumulado do ano. Também houve crescimento da arrecadação dos tributos sobre comércio exterior, diante da alta das taxas de câmbio e do aumento das alíquotas médias desses tributos. Em 2025, houve crescimento real de 9,49% da arrecadação desse item e de 12,91% sobre rendimentos de residentes no exterior. Essa última rubrica é um agregado de arrecadação volátil e tem surpreendido positivamente este ano, com crescimento robusto calcado na arrecadação de royalties e rendimento de trabalho e também nos Juros sobre Capital Próprio (JCP) ─ forma de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas. Apesar do recorde do ano, há uma desaceleração que reflete o desempenho, especialmente, do setor industrial e vendas de bens. A arrecadação com o IRPJ/CSLL, por exemplo, teve alta de apenas 1,27%, enquanto o IPI aumentou os mesmos 1,27%, diante da atividade industrial praticamente estável.
MPRS: Promotoria de Justiça de Marau está com inscrições abertas para estágio

Até sexta-feira, dia 30 de janeiro, está aberto o período de inscrições para o processo seletivo de estagiário de Nível Superior Do Curso De Direito para atuar junto ao Gabinete da 1ª Promotoria de Justiça de Marau. O Promotor de Justiça, Bruno Bonamente é o responsável pelo processo seletivo. O processo, destina-se ao preenchimento de 01 vaga (n.º 667) junto ao Gabinete da 1ª Promotoria de Justiça de Marau, bem como à formação de cadastro de reserva para vagas que venham a surgir na vigência deste Processo Seletivo. A carga horária do estágio é de 30 (trinta) horas semanais, a ser cumprida no turno da tarde. O valor a ser pago a título de bolsa-auxílio, por hora efetivamente comprovada, é de R$ 7,05 (sete reais e cinco centavos), acrescido de auxílio- alimentação, à razão de R$16,002 (dezesseis reais e dois centavos) e auxílio-transporte, à razão de R$10,00 (dez reais), ambos por dia de efetivo exercício do estágio, a serem pagos juntamente com a bolsa-auxílio do período. Poderão participar do presente Processo Seletivo somente os alunos devidamente matriculados no curso de DIREITO de Instituições de ensino devidamente conveniadas com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. A relação completa das instituições de ensino conveniadas encontra-se disponível no local de inscrições e no site do Ministério Público do RS. O candidato deverá estar devidamente inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF, bem como possuir, no mínimo,16 (dezesseis) anos de idade e estar cursando, no momento da inscrição, o curso de DIREITO do 1º até o 8º semestre. As inscrições ao processo seletivo estão abertas até às 15 horas do dia 30/01/2026, e serão realizadas, exclusivamente, na Secretaria Geral das Promotorias de Justiça de Marau, localizada na Rua Narciso David Tesser, n. 128, Centro, Marau/RS, sendo que o horário de funcionamento da Promotoria de Justiça no período é das 09 horas às 12 horas de segunda à quinta-feira e das 08 horas às 15 horas, na sexta-feira.
CINEMA: Governo Federal gastou R$ 800 mil com campanha de O Agente Secreto ao Oscar

O governo Lula destinou R$ 800 mil para que a produtora de O Agente Secreto fizesse campanha em Hollywood visando à indicação do longa-metragem brasileiro ao Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional. O contrato foi assinado em 10 de dezembro pelo diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Alex Braga Muniz, e por um representante da Cinemascópio Produções, produtora do filme brasileiro. O montante foi liberado pela Ancine em 18 de dezembro de 2025 e só podia ser usado na campanha de promoção do filme junto aos votantes da Academia de Cinema, responsáveis pela escolha dos indicados ao Oscar. A produção foi indicada em quatro categorias: Melhor Filme Internacional, Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Elenco, feito não registrado desde “Cidade de Deus” em 2004. O recurso para a campanha foi liberado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), dobrando o valor inicialmente previsto de R$400 mil, conforme portaria interna que autoriza apoio a filmes brasileiros selecionados para representar o país no Oscar. Além disso, o filme obteve R$7,5 milhões em incentivos públicos para sua produção, via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), criado pela Lei Federal nº 11.437 de 2006 e administrado pela Ancine. O FSA financia principalmente longas-metragens, permitindo que empresas abatam valores contribuídos de seus impostos de renda. Em 2025, 6.252 CNPJs participaram do programa, um aumento de 55,21% em relação a 2022, resultando em R$3,41 bilhões não arrecadados pelo Estado. Em 2024, o fundo beneficiou 561 produções.
BRASIL: Entenda novas regras para “influencers” sancionadas por Lula

NOVA LEI. A sanção da Lei nº 15.325/2026 estabelece um novo marco regulatório para o setor de influência digital no Brasil, com foco na formalização da atividade. Segundo análise da coluna Veja, as novas exigências podem levar à saída de cerca de 50% dos influenciadores atuais do mercado. A legislação cria a categoria de “profissional multimídia” e impõe diretrizes mais rígidas: ▪️Tributação: A publicidade em redes sociais passa a ser tributada com o mesmo rigor de outras atividades econômicas formais.▪️Responsabilidade Jurídica: Os criadores passam a responder legalmente pelo conteúdo veiculado e pelos contratos comerciais, o que exige suporte jurídico e contábil. A medida sinaliza o amadurecimento institucional do setor. Ao equiparar a criação de conteúdo a outras profissões regulamentadas, a tendência é que o mercado migre da informalidade para modelos de negócios estruturados, dificultando a permanência de perfis sem estrutura profissional.
Eleições 2026: prazo para tirar o título de eleitor vai até 6 de maio

O cadastro eleitoral fecha após 6 de maio e o eleitor tem menos de quatro meses para tirar o título eleitoral, transferir o domicílio, regularizar pendências ou atualizar dados cadastrais. Por isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça: não deixe para a última hora. Após essa data, o cadastro eleitoral estará fechado para novas requisições e é importante estar em dia com a Justiça Eleitoral para participar das Eleições de 2026. Quais serviços podem ser feitos até 6 de maio? Até o fechamento do cadastro, eleitoras e eleitores podem: tirar o primeiro título de eleitor; solicitar transferência de domicílio eleitoral; atualizar informações cadastrais; regularizar a situação eleitoral, em caso de pendências. Esses serviços podem ser solicitados em qualquer unidade da Justiça Eleitoral, conforme os canais e as orientações dos tribunais regionais eleitorais (TREs). Também podem ser feitos, de forma on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Alistamento e voto De acordo com o artigo 14 da Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para as brasileiras e os brasileiros maiores de 18 anos e facultativos para as pessoas analfabetas, os maiores de 70 anos e os jovens de 16 e 17 anos. Porém, o primeiro título de eleitor pode ser solicitado a partir dos 15 anos, conforme a Resolução TSE nº 23.659/2021. O artigo 30 do texto estabelece que, “a partir da data em que a pessoa completar 15 anos, é facultado o seu alistamento eleitoral”. Entretanto, a eleitora ou o eleitor de 15 anos que fizer o alistamento somente poderá votar, de forma facultativa, nas eleições deste ano se tiver completado 16 anos até a data do pleito (4 de outubro). Fonte: TSE
Produção de figo apresenta boas condições e mercado favorável no RS

A Serra Gaúcha deve colher, nesta safra, cerca de 1,6 milhão de quilos de figo, cultivados em aproximadamente 150 hectares, distribuídos em cerca de 20 municípios da região. Nova Petrópolis é o município que lidera a produção de figo no Rio Grande do Sul, com 42 hectares, cerca de 600 toneladas estimadas e 55 famílias envolvidas. O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Thompson Didoné, destaca o caráter essencialmente familiar da produção. Para ele, somente na região administrativa de Caxias do Sul, que abrange 49 municípios da Serra Gaúcha, de 200 a 250 famílias estão diretamente envolvidas com a cultura do figo. “Os números mostram claramente que a produção de figo na Serra é basicamente familiar, com forte impacto econômico e social para as pequenas propriedades”, ressalta o extensionista. Como forma de celebrar a cultura e valorizar os produtores, Nova Petrópolis realiza a 51ª Festa do Figo, nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, na Sociedade Cultural e Esportiva de Linha Brasil. O evento destaca a produção local, a gastronomia e a importância da fruticultura para o desenvolvimento rural da região. PRINCIPAIS PRODUTORES Na sequência de municípios produtores aparecem Gramado, com 26 hectares e cerca de 60 famílias; Caxias do Sul, com 25 hectares e 38 famílias; e Antônio Prado, com 12 hectares e 22 famílias. “Os demais municípios da região possuem áreas menores, variando entre três e sete hectares, que, somadas, completam os 150 hectares cultivados na Serra Gaúcha”, explica Didoné. DESTINO DA PRODUÇÃO De acordo com o extensionista, cerca de 30% a 35% da produção é destinada ao consumo in natura, o chamado figo de mesa. O restante é utilizado para o processamento, especialmente na produção de doces, compotas, figada e figo verde, produtos tradicionais e bastante valorizados na região. “A maior parte do figo produzido na região tem destino agroindustrial, fortalecendo a agroindústria familiar e a diversificação da renda nas propriedades”, ressalta Didoné. QUALIDADE GARANTIDA A safra de figo deste ano registrou um atraso médio de cerca de 15 dias na colheita, em função das condições climáticas, especialmente dos frios mais tardios. Segundo o extensionista, esse atraso variou conforme a altitude das regiões. “Nas áreas mais baixas e quentes, como Nova Petrópolis, a colheita iniciou por volta do dia 20 de dezembro. Já nas regiões mais altas, a colheita deve começar em torno do dia 20 de janeiro”, detalha Didoné. Apesar do atraso, a avaliação da safra é bastante positiva. “A qualidade do figo é considerada muito boa, sem problemas de sanidade, e o produto está sendo bem aceito pelo mercado”, ressalta. PREÇOS E MERCADO No início da safra, os figos de melhor classificação chegaram a ser comercializados entre R$ 15,00 e R$ 16,00 o quilo para consumo in natura. Atualmente, produtores de Nova Petrópolis recebem entre R$ 10,00 e R$ 12,00 o quilo, especialmente para a variedade Roxo de Valinhos, uma das mais cultivadas para o mercado de mesa. “A Serra Gaúcha tem uma produção razoável, consistente e com boa aceitação comercial, o que reforça a importância do figo como alternativa de renda para a agricultura familiar”, destaca Didoné. Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Taline Schneider
BRASIL: A caminhada de 240 km contra o STF

O domingo marcou o encerramento da caminhada liderada por Nikolas Ferreira contra decisões do STF ligadas ao 8/1 e à prisão de Bolsonaro — uma mobilização que durou sete dias e percorreu 240 km, de Paracatu (MG) até a Praça do Cruzeiro, em Brasília. De acordo com a USP, a manifestação reuniu 18 mil pessoas na capital. Já fontes da Secretaria de Segurança do Distrito Federal indicam que o número ficou entre 50 mil e 100 mil. Veja as imagens aéreas aqui e tire suas conclusões. No discurso de encerramento, o deputado subiu o tom contra o STF e mirou no presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cobrando a instalação de duas CPMIs: uma para investigar o INSS e outra sobre o caso Master. Em uma das falas mais fortes, ele citou o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e a esposa de um ministro do STF, dizendo que a manifestação era um “grito de quem não aguenta mais” e pedindo punição para eventuais crimes. O ato foi convocado com o slogan “Acorda, Brasil”. Em vários momentos, Nikolas disse que os manifestantes tinham a missão de “acordar outras pessoas”. A caminhada ganhou apoio de nomes da direita, como Carlos Bolsonaro, Marcos do Val, Zé Trovão, Marcel van Hattem e Padre Kelmon, além de ampla repercussão nas redes, com vídeos que passaram de 50 milhões de visualizações. Já opositores menosprezaram o movimento e afirmaram que a caminhada era apenas uma “cortina de fumaça” para apagar uma suposta ligação de Nikolas com o caso Master. Resultado Final: O final, porém, foi marcado por tensão. Antes do discurso, um raio atingiu manifestantes em meio a uma forte chuva. Ao todo, 72 pessoas foram atendidas e 29 levadas a hospitais.
SOLIDARIEDADE: Pastelada em prol de bebê de 10 meses acontece em Marau

No próximo sábado, dia 31/01, será realizada uma Pastelada Solidária em Marau para o Lucca, menino de 10 meses, que precisa de tratamento no México. A pastelada é organizada por amigas da família, que atualmente reside em Curitiba/PR. O valor do ingresso é de R$ 30,00 e inclui três pastéis de carne e dois de chocolate. As vendas são feitas exclusivamente pelo WhatsApp (54) 99705-8359 com Mariana, ou (54) 99934-7006 com Maiara. A retirada dos pastéis será das 11h30 às 15h, na Rua José Fuga, nº 267, Bairro Progresso, ao lado do Rancho do Pet. Lucca nasceu sem respirar, o que causou uma lesão cerebral e desencadeou convulsões que seguem acontecendo com ele. Os pais estão em busca de alternativas de tratamento, dentre as quais, uma experimental no México que oferece perspectivas de recuperação. Ao todo, o tratamento tem custo de R$ 350 mil. Além da pastelada, a família também realiza outras iniciativas para arrecadar o dinheiro. Mais informações estão disponíveis no perfil da mãe de Lucca no Instagram, @fabisoares.nutri. Na próxima semana, a Rádio Vila Maria FM vai conversar com os pais do Lucca, para explicar mais sobre o problema dele, e também as formas como a comunidade regional pode ajudar.
AGRO: V Dia de Campo de Verão 2026 da Faculdade CESURG Marau acontece dia 26 de fevereiro

Um dos principais eventos acadêmicos e técnicos voltados ao agronegócio da região, o V Dia de Campo de Verão da Faculdade CESURG Marau acontece no dia 26 de fevereiro. A programação ocorre das 17h às 21h, na Área Experimental da Faculdade, e será aberta ao público, reunindo alunos, empresários do agronegócio, produtores rurais e demais interessados no setor. Nesta edição, o evento contará com a participação de mais de 60 empresas, consolidando-se como um importante espaço de troca de experiências, atualização técnica e aproximação entre a academia e o mercado. Durante o Dia de Campo, os visitantes poderão conhecer de perto cultivares de soja, híbridos de milho, além de soluções apresentadas por instituições financeiras, máquinas e equipamentos agrícolas, e práticas de manejo fitossanitário, nutricional e biológico. O V Dia de Campo de Verão tem como objetivo principal difundir conhecimento, apresentar novas tecnologias e fortalecer o desenvolvimento sustentável do agronegócio regional, aproximando produtores, estudantes e profissionais das inovações que impulsionam a produtividade no campo. Para o coordenador do curso de Agronomia da Faculdade CESURG Marau, Diogo da Silva Moura, o evento reforça o compromisso da instituição com a formação prática e de qualidade. “O Dia de Campo é uma oportunidade única de integrar teoria e prática, permitindo que nossos alunos, produtores e parceiros conheçam, na prática, tecnologias e manejos que fazem a diferença no dia a dia do agronegócio. É um momento de aprendizado, networking e fortalecimento do setor”, destaca o coordenador. Mais informações sobre o evento através do contato (55) 99966-0261 ou pelo site cesurgmarau.com.br
ECONOMIA: O lance do Lula é fazer leilões?

O atual presidente da República finalizou 2025 com um marco inédito: o governo que mais fez concessões de infraestrutura na história do Brasil. Foram 50 leilões de rodovias, portos e aeroportos só no atual mandato — mais do que Bolsonaro (45) e bem acima de FHC (26). O número impressiona ainda mais quando colocado em perspectiva. Desde 1995, quando entrou em vigor a Lei das Concessões, o Brasil realizou 160 leilões federais. Quase 1/3 deles aconteceu entre 2023 e 2025. O motivo é menos ideológico e mais fiscal. Com as contas públicas pressionadas, o governo apostou nas concessões como forma de atrair investimento privado para destravar obras que o Estado não consegue bancar sozinho. Portos: Foram 26 terminais concedidos, com R$ 15,5 bilhões em investimentos. Em 2026, a joia da coroa deve ser o Tecon 10, megaterminal no porto de Santos, com aporte previsto de R$ 6,5 bi. Rodovias: Foram 22 leilões, somando R$ 247 bilhões. A expectativa é de mais 13 estradas licitadas neste ano. Ao todo, em 2025, foram R$ 280 bilhões investidos em infraestrutura, sendo 84% deste valor vindo do setor privado. A quantia representa 2% do PIB brasileiro, abaixo do valor considerado “ideal”, que seria de pelo menos 4%. PARA NÃO FICAR POR FORA PGR arquiva pedido de deputados para afastar Dias Toffoli do caso do Banco MasterMusk diz que robôs da Tesla serão vendidos a partir de 2027Trump processa JPMorgan e Jamie Dimon por encerramento de contas e pede US$ 5 bilhõesNubank passa Bradesco e se torna o 2º maior em número de clientesArrecadação federal bate recorde de R$ 2,89 trilhões em 2025Tarcísio de Freitas anuncia que será candidato à reeleição em São PauloTikTok fecha acordo e cria empresa nos EUA
BRASIL: O futuro da medicina brasileira pode estar comprometido?

Nesta semana, dados do Enamed 2025 revelaram que 4 em cada 10 médicos formados em faculdades privadas no Brasil saem sem a capacidade mínima para exercer a profissão. Dos 24 mil formandos de cursos privados, 38,8% não atingiram a nota mínima (60 de 100). Já entre as universidades públicas, o desempenho foi bem melhor: das 49 instituições que tiraram nota máxima, 40 são federais ou estaduais. A relevância: O dado preocupa porque hoje mais de 70% das vagas de medicina são ocupadas por formados em instituições privadas — justamente as faculdades com pior desempenho médio. Isso pode ser reflexo de um problema estrutural: O mercado parece ter percebido que havia bem mais interessados no curso de medicina do que o número de vagas disponíveis, causando um boom de cursos de medicina. O ponto é que muitos deles surgiram com infraestrutura precária, poucos hospitais de ensino e professores insuficientes. Em números, o Brasil mais que triplicou o número de escolas médicas em 20 anos, saltando de 143, em 2004, para 448, em 2024. Enquanto isso: O governo anunciou que cursos mal avaliados no Enamed sofrerão sanções. Em paralelo, tramita no Congresso a criação do ProfiMed, exame obrigatório para recém-formados — a chamada “OAB da Medicina”.
