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BRASIL: A “chance” que o Banco Central teria dado ao Master

29/01/2026 Rádio Vila Maria FM Notícias

(Imagem: José Cruz | Agência Brasil)

Em 2024, último ano de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central, o regulador já monitorava de perto a falta de liquidez do Master. Documentos enviados ao TCU revelados pelo Estadão mostram que o banco de Vorcaro tinha muita dívida para pagar e pouco dinheiro em caixa para honrar os compromissos.

Era um problema conhecido dentro do BC. Mesmo assim, Campos Neto teria evitado intervir duas vezes — em março e depois em novembro daquele ano.

A relevância: O fato revela que o Master já era visto como problema há mais tempo do que se pensava. Isso indica que a bola de neve do escândalo poderia ter sido interrompida bem antes de chegar ao patamar atual.

“Por que Campos Neto não interrompeu então?” Ao que parece, a aposta dele era numa solução de mercado: deixar o próprio Master tentar se salvar, vendendo os ativos saudáveis (good bank) e isolando os papéis problemáticos (bad bank).

O objetivo disso seria reduzir o custo para o sistema financeiro e evitar um rombo maior ao FGC, o fundo que garante depósitos. Enquanto isso, o banco seguia acelerando. O Master saltou de R$ 3,7 bilhões em ativos em 2019 para R$ 82 bilhões em 2024, apoiado em papéis de alto risco, como precatórios.

Na prática, quanto mais tempo passava, maior ficava o problema que o BC teria de enfrentar se tudo desse errado. O Master tentou levantar R$ 15 bilhões com investidores de longo prazo, mas conseguiu só R$ 2 bilhões. No fim, coube a Gabriel Galípolo, já como novo presidente do BC, decretar a liquidação em novembro.

 

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