BRASIL: Combustível barato ou contas em dia?

No fim da semana passada, o governo federal enviou ao Congresso um projeto para tentar criar um “colchão” contra a volatilidade do petróleo. A proposta é usar parte da arrecadação extra gerada pela alta do barril para reduzir impostos sobre combustíveis e evitar repasses maiores nas bombas. Explicando: Com a guerra pressionando o preço internacional do petróleo, o Brasil tende a arrecadar mais com royalties, participações especiais e exportações do setor. O governo previa arrecadar R$ 160 bi com recursos naturais neste ano, mas essa projeção saltou para R$ 177 bi. São esses R$ 17 bilhões extras que o Executivo quer usar para abater impostos como Cide e PIS/Cofins. Por que isso importa? O país importa cerca de 15% da gasolina e 25% do diesel que consome. Como os combustíveis influenciam os preços dos fretes, alimentos e serviços, o plano do governo é conter uma possível alta na inflação. Mas nem todo mundo gostou da ideia… O mercado financeiro não recebeu a notícia com aplausos. O motivo é a palavra que os investidores mais temem: incerteza. 1 – Analistas já contavam com esses R$ 17 bilhões para ajudar a fechar as contas públicas. Se o governo gasta o extra, o alívio fiscal desaparece. 2 – Para o mercado, não está claro como esse cálculo funcionará no dia a dia. Com o preço do barril oscilando, fica a dúvida se o imposto mudaria na mesma velocidade, o que pode virar um pesadelo logístico para os postos e distribuidoras. 3 – Com a proximidade das eleições, investidores temem que a medida seja mais política do que técnica, criando subsídios difíceis de retirar depois. Bottom-line: No início do mês, o governo federal já havia anunciado programas de incentivos fiscais para conter a alta dos combustíveis, com um custo estimado em R$ 30 bilhões.
Qualidade do biocombustível Be8 BeVant é atestada na Europa pela SGS

A SGS, empresa global de certificação de combustíveis e parceira técnica da Be8, validou a qualidade do biocombustível Be8 BeVant® em veículos na Europa. Amostras da solução brasileira foram comparadas, em laboratório, com 20 outros combustíveis do mesmo tipo. O resultado da análise foi divulgado no estande da Apex Brasil, na Hannover Messe 2026, pelo diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8, Camilo Adas, e pelo gerente de Negócios de Sustentabilidade da SGS, Heiko Sepulveda. “O Be8 BeVant® é a referência de padrão de qualidade entre todos os produtos avaliados”, disse o representante da SGS. Segundo Adas, o atual movimento de busca por alternativas renováveis no continente europeu dialoga com a experiência brasileira. “No passado, o Brasil também precisou encontrar novos caminhos e esse movimento volta a se repetir agora na Europa”, afirmou. Ele acrescentou que a transição energética deve ser plural, combinando rotas como hidrogênio e eletrificação com soluções já disponíveis. “É preciso vir para a Alemanha e trabalhar em parceria com as empresas locais”, disse. Descarbonização da Europa No estande da Siemens, Camilo Adas também participou como convidado do painel “Conectando o potencial renovável do Brasil às necessidades de descarbonização da Europa”, que reuniu executivos e especialistas para discutir sinergias entre o potencial energético brasileiro e as demandas europeias por descarbonização. Na plateia, estava o CEO da Siemens Brasil, Pablo Fava. Durante sua participação, Camilo destacou que o biocombustível é uma tecnologia acessível e já consolidada em termos de aplicação prática, afirmando que o Brasil acumula cerca de meia década de experiência com esse tipo de insumo em escala e uso contínuo. Segundo Camilo, o Brasil tem até três safras de grãos por ano e consegue gerar alimento e energia ao mesmo tempo. Biocombustível para substituir o diesel fóssil Na Hannover Messe, a Be8 apresentou o Be8 BeVant® como um biocombustível de aplicação direta capaz de substituir integralmente o diesel fóssil sem necessidade de adaptações em motores ou infraestrutura. No estande, um caminhão Mercedes-Benz Actros abastecido com o produto foi exibido após testes no campo de provas da Daimler Truck, em Wörth, na Alemanha. O veículo apresentou desempenho equivalente ao diesel convencional e potencial de redução de cerca de 99% das emissões de dióxido de carbono equivalente no conceito tanque a roda, reforçando a viabilidade do BeVant® como solução imediata para a descarbonização do transporte pesado. A iniciativa integra a estratégia da Be8 de expansão no mercado europeu com base em cooperação industrial, validação técnica e aplicação prática de soluções já disponíveis, posicionando o Be8 BeVant® como uma alternativa concreta na transição energética global. Sobre a Be8 A Be8 é uma empresa líder em produção de biodiesel com foco global em energias renováveis, implementa novas matrizes energéticas por meio de um ecossistema circular de inovação. Com foco em uma produção que garante um futuro com recursos naturais, fazendo entregas sustentáveis para as pessoas, os negócios e o planeta. É integrante da holding ECB Group e foi fundada em 2005. A sede da companhia fica em Passo Fundo (RS) e conta com escritórios administrativos em São Paulo (SP), em Cuiabá (MT), em Genebra, na Suíça e em Dubai (Emirados Árabes Unidos), responsáveis por comercializar a produção de Passo Fundo (RS), Marialva (PR), Nova Marilândia e Alto Araguaia (MT), Floriano (PI), Santo Antônio do Tauá (PA), La Paloma (Paraguai) e Domdidier (Suíça). Sobre a SGS A SGS é a empresa líder mundial em testes, inspeção e certificação. Operamos uma rede de mais de 2.500 laboratórios e instalações comerciais em 115 países, com o suporte de uma equipe de 99.500 profissionais dedicados. Com mais de 145 anos de excelência em serviços, combinamos a precisão e a exatidão que definem as empresas suíças para ajudar as organizações a atingir os mais altos padrões de qualidade, conformidade e sustentabilidade.
Vila Maria: Definida programação da 11ª Expovima

A Associação Comercial, Industrial, Serviços, Agropecuária e Turismo de Vila Maria – ACIVI, juntamente com a Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores e a empresa IMPACTUS, responsáveis pela realização da décima primeira edição da Expovima, já definiram a programação da multifeira que acontece de 08 a 10 de maio no Parque Municipal de Eventos de Vila Maria. Os visitantes tem acesso gratuito à Expovima e aos shows. Ao todo são 120 expositores nos mais diversos segmentos: comércio, indústria, serviços, agroindústrias, artesanato, turismo e gastronomia. A visitação aos estandes, acontece nas sexta-feira e sábado das 10:00 as 22:00, e no domingo, das 10:00 as 18:00. A praça de alimentação também abre as atividades as 10 da manhã e segue até o final dos shows à noite. Confira a programação do palco de shows: SEXTA DIA 08 14:00 – Encontro de Prefeitos e Vice-Prefeitos – ARCA14:00 – Encontro de Primeiras e Segundas Damas e Corte de Soberanas17:00 – Inauguração da Sede da ARCA- Assoc.da Região das Cascatas17:00 – Shobu-Kan – Escola de Karate18:30 – Cerimônia Abertura da Feira20:30 – Analuuh e Laura21:00 – Industria Musical23:30 – Paula Machado SÁBADO DIA 0910:00 – Projeto vem dançar11:00 – Gilson Matiasso e Banda13:00 – CTG Apresentação Invernadas14:00 – Matheus Lodi & Grupo16:00 – La Constancia18:00 – Alberi e Banda Dimensão20:00 – Banda Long Play22:00 – Adson e Alana DOMINGO DIA 1010:30 – Banda Ministério Adoração (Igreja Evangélica)12:00 – Cristiano Esberce14:00 – Caravana da Ilusão (apresentação circense)16:00 – Disco Trio18:30 – Guilherme Meca21:00 – Grupo Chocolate Créditos: Rádio Vila Maria FM
Polícia Civil deflagra operação contra o golpe do bilhete premiado e prende quatro suspeitos

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, com apoio da 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo, deflagrou nesta sexta-feira, dia 24 de abril, operação voltada ao combate do chamado “conto do bilhete premiado”, prática criminosa que tem vitimado, principalmente, pessoas em situação de vulnerabilidade. A ação resultou na prisão de quatro indivíduos suspeitos de integrarem organização criminosa especializada nesse tipo de estelionato. Durante a operação, também foi realizada a apreensão de um veículo utilizado pelos investigados para a prática dos delitos, reforçando os indícios de atuação estruturada e reiterada do grupo. As investigações apontam que os criminosos abordavam vítimas em via pública, simulando a posse de bilhete premiado de alto valor e, mediante ardil e manipulação psicológica, convenciam-nas a entregar quantias em dinheiro sob a promessa de divisão do suposto prêmio. Trata-se de golpe clássico, porém ainda recorrente, em razão da sofisticação das abordagens e da atuação coordenada dos autores. A integração entre as unidades policiais foi determinante para o êxito da operação, evidenciando a importância da cooperação interinstitucional no enfrentamento aos crimes patrimoniais. A Polícia Civil segue com as investigações, visando identificar outras possíveis vítimas e eventuais comparsas envolvidos no esquema. A instituição reforça o alerta à população quanto a esse tipo de golpe, orientando que situações envolvendo promessas de ganhos fáceis e abordagens por desconhecidos sejam tratadas com desconfiança, sendo fundamental o imediato acionamento das autoridades policiais. Polícia Civil do Rio Grande do Sul – Servir e Proteger
ECONOMIA: Os locadores estão fugindo da Receita Federal

Um estudo apontou que 85% dos locadores de imóveis residenciais alugados no Brasil cometem evasão fiscal, ou seja, os locadores deixam de formalizar e de pagar imposto para a Receita Federal. Apesar do termo complexo, ele nada mais significa do que aquele seu amigo que mora de aluguel no apartamento de um tio, ou aquele outro que tem um apartamento para alugar, mas só aceita inquilino que não exige contrato formal. Por que isso importa? Com esse tipo de infração, o Estado deixa de arrecadar R$ 65 bilhões, cerca de 0,5% do PIB. Isso é o equivalente a custear, por exemplo, cerca de 3,6 milhões de alunos por ano na rede pública de ensino. Ao mesmo tempo em que isso acontece, o aluguel foi a forma de moradia que mais cresceu no Brasil de 2000 a 2022, saltando de 14% para 22% — totalizando 16 milhões de domicílios. Na prática, isso significa que, se a evasão e o número de aluguéis continuarem crescendo, o Brasil estará deixando de arrecadar cada vez mais impostos. Para se ter ideia, das 27 capitais do país, 14 têm um índice de evasão fiscal superior a 90%. Manaus, Boa Vista, São Luís, Belém e Maceió puxam a fila, ficando bem próximas de 100%. Olhando para fora… Em países europeus e nos Estados Unidos, os números também são altos. Entre os americanos, a fatia não declarada representa 51% de toda a renda gerada com aluguéis. O estudo considera como evasão fiscal qualquer aluguel que não foi registrado no sistema oficial da Receita Federal. Ainda assim, é possível que parte desses locadores declarem esse ganho diretamente no Imposto de Renda.
MUNDO: O Irã está mesmo mais fragilizado?

“Seriamente fragmentado”. Foi assim que Donald Trump resumiu a atual situação do governo iraniano ao anunciar a extensão do cessar-fogo. Mas será que o presidente americano realmente tem razão? Na parte econômica, os números indicam que simAntes mesmo da guerra, a economia iraniana já vinha pressionada por sanções. Mas, depois do início do conflito, a crise se intensificou, chegando ao ponto do FMI projetar uma retração de 6,1% do PIB e inflação perto de 69% para este ano. No bolso da população, o impacto é ainda maior. A inflação de alimentos passou de 100%, com pão e cereais subindo cerca de 140% em um ano. Já a moeda local, o rial, perdeu 60% do seu valor. Já na política, a situação não é tão simples…Se a economia facilita a pressão de Trump, a política torna o acordo um pesadelo. Após a eliminação de figuras como o aiatolá Ali Khamenei, o poder em Teerã ficou mais pulverizado. Um grupo de autoridades disputa espaço enquanto o novo líder, Mojtaba Khamenei, deve usar uma prótese na perna e pode precisar de cirurgia plástica no rosto após ficar gravemente ferido nos primeiros ataques americanos. Na prática, ficou muito mais difícil para os EUA negociarem com um governo que, mesmo “disperso”, se mostra muito mais rígido em acordos com Washington. Enquanto isso, a guerra vai durando bem mais do que Trump gostaria, impactando não só os custos militares, mas também sua popularidade — que já caiu de 40% para 36% desde o início do conflito.
BRASIL: As principais notícias do início desta sexta-feira

Gilmar x Zema. A tensão entre os dois subiu de nível ontem. Ao ser perguntado sobre as sátiras postadas pelo mineiro a respeito do STF, Gilmar falou: “Imagine que nós comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo?” Zema respondeu dizendo ser muito seguro sobre sua sexualidade e que nunca roubou nada na vida. Mais cedo, Gilmar já tinha dito que o ex-governador de Minas fala um “dialeto próximo do português, (…) uma língua lá do Timor-Leste”. Tira casaco, bota casaco. Após o STJ conceder habeas corpus, a Justiça Federal aceitou o pedido da Polícia Federal e decretou novamente a prisão preventiva de MC Ryan, MC Poze do Rodo e do criador da Choquei. A investigação indica que o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão ligado a bets ilegais, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Poder em disputa. Douglas Ruas pediu ao STF para assumir imediatamente o governo estadual do RJ após ser eleito presidente da Alerj. Atualmente, o comando segue com o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, após a renúncia de Cláudio Castro e a dupla vacância no Executivo. De mal a pior. Os Correios fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, acumulando 14 trimestres consecutivos no vermelho. Grande parte do rombo (R$ 6,4 bilhões) veio de precatórios — ordens de pagamento emitidas por decisões do Judiciário. Conta de luz mais cara. A Aneel aprovou reajustes para oito distribuidoras de energia, com altas médias entre 5% e 15%. O impacto atinge mais de 22 milhões de unidades consumidoras e deve pressionar ainda mais o orçamento das famílias. Mais uma delação para a conta. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, deseja sair da Papuda e ir para a sede da PF em Brasília. A intenção é negociar uma colaboração para as investigações do caso Master — mirando diminuir sua possível pena.
Colheita do milho se encaminha para o final no RS

A cultura do milho está em fase final de safra e a área colhida alcança 90% dos 803.019 hectares cultivados nesta Safra 2025/2026. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (23/04), houve avanço limitado das operações no período, em função da ocorrência de precipitações, sobretudo na Metade Sul, onde a umidade dos grãos se manteve elevada, e houve restrição do tráfego de máquinas. Restam por colher lavouras de milho implantadas em períodos intermediários e tardios, que se encontram em estádios reprodutivos ou em final de enchimento de grãos, beneficiadas pelas recorrentes chuvas desde meados de março, consolidando os componentes de rendimento médio estimado para o Estado em 7.424 kg/ha. A expectativa de produção total se mantém em 5.961.639 toneladas de milho nesta safra no RS. A qualidade dos grãos, de modo geral, é considerada satisfatória nas áreas de milho colhidas sob condições adequadas, embora a elevada umidade em períodos chuvosos tenha imposto restrições operacionais e maior cuidado no momento da colheita. Milho silagem – As lavouras de milho destinadas à silagem se encontram, em sua maioria, colhidas. As áreas remanescentes (safrinha) seguem em fase reprodutiva, com bom acúmulo de biomassa, favorecido pela umidade adequada do solo. A área colhida alcança cerca de 87%, porém o avanço ocorreu de forma limitada no período, devido à elevada umidade das plantas e do solo, associada às chuvas frequentes. Essa condição tem dificultado o corte e a eficiência de enchimento e compactação dos silos, e pode haver impactos à qualidade da fermentação do material ensilado. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica área de 345.299 hectares, e produtividade média de 37.840 kg/ha. Enquanto o milho vem sido colhido de forma escalonada, de 3 a 5% na semana, a soja tem a colheita concentrada e avança para o terço final, condicionada a janelas de tempo firme. A chuva atrapalhou um pouco, mas os produtores gaúchos aceleraram a colheita nos períodos de tempo seco e atinge 68% da área cultivada no RS, que é de 6.624.988 hectares. Soja – A colheita da soja apresenta avanço significativo, mesmo condicionada às precipitações mais concentradas na Metade Sul, e irregulares no restante do Estado. As chuvas, mesmo desiguais, impuseram um ritmo mais lento na operação, e foram necessárias readequações para viabilizar a atividade, especialmente no aumento de número de máquinas colhedoras e ampliação de jornadas nas janelas de tempo firme. De modo geral, observa-se elevada variabilidade produtiva, como reflexo da distribuição irregular das precipitações ao longo do ciclo, principalmente durante o enchimento de grãos, quando episódios de déficit hídrico, associados a temperaturas elevadas, comprometeram o potencial produtivo. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha. Feijão 1ª safra – A colheita está encerrando, com rendimentos próximos das expectativas iniciais na maior parte das regiões produtoras. Na Região dos Campos de Cima da Serra, onde se concentra a maior produção estadual, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas pontuais com cultivares tardias. Na região, a produtividade média não deve superar 1.200 kg/ha, ficando aquém do esperado. Há expressiva diferença de desempenho entre sistemas de cultivo: áreas irrigadas alcançaram até 2.800 kg/ha; lavouras de sequeiro variaram entre 900 e 1.200 kg/ha, demonstrando o impacto das condições hídricas sobre o resultado final da safra. Essa redução deve influenciar negativamente o resultado estadual, estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado. Feijão 2ª safra – As lavouras da segunda safra se encontram em fase reprodutiva avançada de enchimento de grãos e início de maturação, e há pequena proporção colhida. O desenvolvimento da cultura tem sido favorecido pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As plantas apresentam desenvolvimento vegetativo e reprodutivo satisfatórios, além de formação de vagens e enchimento de grãos ideais, mantendo o bom potencial produtivo. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 kg/ha. Arroz – A colheita das lavouras de arroz irrigado no RS supera 88%, embora o avanço das operações tenha sido condicionado pelas precipitações recorrentes no período. As chuvas, mesmo em volumes moderados, associadas a períodos de elevada umidade relativa e de garoa, mantiveram o teor de umidade dos grãos elevado, restringindo o ritmo de colheita e exigindo maior seletividade nas janelas operacionais. As áreas remanescentes estão em estádios finais do ciclo (maduras e prontas para colheita). De modo geral, o desempenho produtivo das lavouras de arroz está satisfatório, sustentado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, apesar das variações localizadas decorrentes de fatores operacionais e de problemas pontuais de manejo. A qualidade dos grãos está adequada, com bom rendimento industrial. A área cultivada nesta safra, segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), é de 891.908 hectares e a produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg/ha. Foto: Vanessa Almeida de Moraes, em Coxilha – foto Arquivo Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
EDUCAÇÃO: Greve atinge mais de 50 universidades federais no Brasil

O governo e os funcionários das universidades estão em pé de guerra. Uma paralisação de servidores já atinge pelo menos 53 universidades federais em todas as regiões do país. Entre as instituições afetadas estão a Universidade Federal do Rio de Janeiro, considerada a maior federal do país, e a Universidade Federal de São Paulo. A adesão, no entanto, não ocorre de forma uniforme: enquanto algumas universidades enfrentam paralisações mais amplas, outras registram adesão parcial, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte onde cerca de 10% dos servidores aderiram ao movimento. Já no Ceará as universidades federais não aderiram. A greve está mantida nas federais de Roraima, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Oeste do Pará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Campina Grande, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Recôncavo da Bahia, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Grande Dourados, Mato Grosso do Sul, Uberlândia, Triângulo Mineiro, Juiz de Fora, Viçosa, Lavras, Ouro Preto, São João Del Rey, Alfenas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Fluminense, campus de Itabira da Universidade Federal de Itajubá, São Paulo, ABC, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande, Pelotas, Santa Maria, Pampa, Minas Gerais, Fronteira do Sul, Alagoas, da Integração Latino-Americana e do Estado do Rio de Janeiro, além das rurais de Pernambuco, Semi-Árido e Rio de Janeiro. O motivo da greve chama-se Reconhecimento de Saberes e Competências (ou RSC). Na prática, é um bônus no salário para servidores com experiência, mas sem diploma de doutorado. O governo já aprovou a lei, mas o decreto ainda não foi assinado. Os pontos reivindicados foram acordados em 2024. A categoria também reivindica a implementação de jornada de 30 horas semanais para todos os servidores, além de ajustes na estrutura de cargos e salários e maior participação nos processos internos das universidades. Embora as aulas continuem na maioria das instituições, o movimento tem afetado desde a emissão de diplomas até o funcionamento de hospitais universitários. O governo anunciou que as mudanças entram na folha de pagamento ainda deste mês. O MEC afirma respeitar o direito de greve e diz seguir em diálogo com os servidores, destacando que as tratativas continuam dentro dos cronogramas legais e administrativos.
O que muda com a lei que vai impedir jovens de fumar para sempre no Reino Unido?

Já imaginou uma geração inteira que não teve acesso ao cigarro? É isso que o Reino Unido quer fazer. Nesta terça-feira, o parlamento aprovou a lei que proíbe todos os nascidos a partir de 2008 de comprar cigarro – mesmo depois da maioridade. De acordo com o Departamento de Saúde do país, a meta é uma geração inteira de não fumantes. Uma proibição radical, que é considerada uma das mais ambiciosas do mundo no combate ao tabagismo. O projeto marca uma mudança histórica na política sobre cigarros no país: nos últimos anos, o Reino Unido chegou a estimular o uso de cigarros eletrônicos como estratégia de redução de danos para fumantes adultos. No entanto, com o aumento do uso entre jovens, sinais de dependência precoce de nicotina e preocupações com efeitos à saúde, o país passou a rever essa abordagem e agora endurece o cerco contra o fumo. Como funciona a leiA regra é simples, mas com efeito duradouro: a idade mínima para comprar cigarro vai subir ano a ano. Na prática, isso significa que pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009 nunca poderão comprar cigarro legalmente ao longo da vida. Hoje, essas pessoas ainda são adolescentes. No entanto, mesmo quando se tornarem adultas, elas vão seguir impedidas de comprar cigarros e qualquer produto que tenha tabaco. A medida cria o que especialistas chamam de “proibição geracional”, porque atinge grupos específicos para sempre, e não apenas por faixa etária temporária. Por que o governo decidiu fazer issoO objetivo principal é impedir que jovens comecem a fumar. Segundo o governo britânico, o tabagismo ainda é uma das principais causas evitáveis de morte no país, com cerca de: 64 mil mortes por ano na Inglaterra 400 mil internações hospitalares custo de cerca de 3 bilhões de libras por ano ao sistema de saúdeA aposta é que, ao impedir o acesso desde cedo, menos pessoas se tornarão dependentes de nicotina. Com isso, reduzir impactos na saúde e nos gastos públicos no longo prazo. O que muda para os cigarros eletrônicosA nova lei também endurece as regras para os cigarros eletrônicos, que vinham sendo tratados de forma diferente nos últimos anos. No Reino Unido, esses dispositivos chegaram a ser estimulados como estratégia de redução de danos para fumantes adultos — uma alternativa ao cigarro tradicional. Mas esse cenário mudou quando as autoridades de saúde perceberam: o aumento do uso entre jovens o risco de dependência precoce de nicotina relatos de problemas de saúde associados ao uso, incluindo mortes precocesHoje, a venda desse tipo de produto é proibido para menores de 18 anos, restrições à publicidade e à exposição nos pontos de venda, por exemplo. Agora, a medida também impede a venda de cigarros eletrônicas de forma vitalícia para os nascidos depois de 2008. Fonte: G1
Cigarrinha-do-milho causa prejuízo de 25,8 bilhões de dólares ao País em quatro anos

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), considerada a principal praga da cultura, tem provocado prejuízos bilionários à produção nacional. Um estudo inédito quantificou o impacto econômico dos enfezamentos do milho na produção nacional. Entre 2020 e 2024, o Brasil perdeu uma média de 22,7% de sua safra de milho anualmente devido a essas doenças, cujos patógenos são transmitidos por aquele inseto-vetor, gerando um prejuízo de cerca de 6,5 bilhões de dólares anuais. Ao longo das quatro safras avaliadas, o montante acumulado de perdas financeiras atingiu a marca de 25,8 bilhões de dólares, uma vez que cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas. Para se chegar a esses resultados foram analisados dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) referentes às séries históricas de produtividade, produção de grãos e área plantada de milho desde 1976 e estimadas as perdas econômicas associadas aos enfezamentos nas principais regiões produtoras do grão no Brasil. As conclusões foram publicadas na revista internacional Crop Protection e detalham como os enfezamentos e a cigarrinha-do-milho passaram de um problema secundário para o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas. O estudo foi conduzido pela Embrapa Cerrados (DF), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Radiografia dos prejuízos Além de dados estatísticos, os pesquisadores utilizaram informações coletadas pelo projeto Campo Futuro, iniciativa da CNA e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Os levantamentos foram conduzidos em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do Brasil e reuniram produtores rurais e especialistas. Por consenso técnico, eles identificaram e estimaram as perdas associadas à cigarrinha-do-milho e ao complexo de enfezamentos em cada município e safra. Na primeira safra analisada (2020/2021), o impacto foi maior – 28,9% de perda na produção. Na safra 2023/2024, houve redução no índice – 16,7%. Já o gasto com aplicação de inseticidas para controle da cigarrinha subiu 19% nessas quatro safras, superando nove dólares por hectare, o que elevou significativamente o custo de produção para o agricultor. “Os resultados indicam que os enfezamentos do milho levaram a uma perda média de 31,8 milhões de toneladas por ano”, aponta Charles Oliveira, pesquisador da Embrapa Cerrados e autor do estudo. Em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha ou os enfezamentos foram apontados como fator central para a queda de produtividade. Larissa Mouro, coordenadora do Campo Futuro, enfatiza a importância do estudo para o setor produtivo: “Esse histórico permitiu gerar uma estimativa econômica consistente e com abrangência nacional”. A ameaça dos enfezamentos O Brasil é o terceiro maior produtor mundial do grão e um dos principais exportadores. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de 138,4 milhões de toneladas, segundo dados da Conab, e um valor de produção de cerca de 30 bilhões de dólares. Atualmente, os dois tipos de enfezamentos – o pálido (Spiroplasma kunkelii) e o vermelho (“Candidatus” Phytoplasma asteris) – são a maior ameaça fitossanitária à produção brasileira do grão. As duas doenças são causadas pela cigarrinha-do-milho, que também transmite os vírus do mosaico-estriado e da risca do milho. De acordo com o pesquisador da Embrapa, o problema é agravado por não haver tratamento preventivo para essas doenças, que podem ocasionar a perda total, principalmente de lavouras cultivadas com híbridos suscetíveis. Embora os patógenos sejam conhecidos desde a década de 1970, surtos epidêmicos tornaram-se frequentes a partir de 2015. “Mudanças no sistema de produção ocorridas nas últimas décadas, como a expansão da safrinha e o cultivo de milho durante quase todo o ano, criou um cenário favorável para a sobrevivência da cigarrinha e dos microrganismos”, detalha Oliveira. Para Tiago Pereira, assessor técnico da CNA, a cigarrinha deixou de ser um problema localizado: “Estamos falando de perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do País. O diferencial desse estudo é transformar essa percepção recorrente em números, com base científica”. Fonte: Embrapa
Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil

Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A matéria foi aprovada na terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), afirmou que a mudança pode reforçar o senso de pertencimento regional e facilitar a identificação de veículos “de fora”. O Rio de Janeiro já tentou incluir a bandeira do estado na placa, na época da implantação em 2018, mas a mudança foi considerada inviável e barrada pelo ministério. ➡️ O que mudaVolta do nome do estado e do município nas placasInclusão da bandeira da unidade da federação ➡️ O que diz quem defende a propostaSegundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional. O deputado federal Hugo Leal esclareceu que o PL não obriga a troca de placa de nenhum veículo já emplacado e, portanto, não gera novos custos para os proprietários. Conforme o Art. 2º do PL, a mudança valerá apenas para novos emplacamentos realizados após a entrada em vigor da lei. ➡️ Como é a placa do Mercosul A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020 e, além de tirar o estado e o município do veículo, trouxe mudanças como: combinação de letras e números em um novo formato; aumento da quantidade de combinações possíveis; uso de QR Code para consulta de dados; À época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o sistema antigo estava próximo de atingir seu limite de combinações possíveis. Com o novo formato alfanumérico da placa Mercosul, a capacidade foi expandida para cerca de 450 milhões de combinações. Fonte: g1
E se vier outra enchente? Municípios e especialistas debatem acesso a alimentos durante tragédias climáticas

Um levantamento feito com os 18 municípios mais afetados pela enchente de 2024 no Rio Grande do Sul mostrou que apenas quatro têm planos que integram a agenda de segurança alimentar e nutricional à da mudança do clima. Uma dificuldade que muitos municípios enfrentam em eventos climáticos extremos é garantir a segurança alimentar da população. Como manter o abastecimento em abrigos, hospitais e escolas em uma cidade afetada pelas cheias? O mesmo levantamento mostrou que apenas metade dos 18 municípios têm orçamento para políticas climáticas e só um terço tem planos de mitigação ou adaptação climática. Esses dados serão apresentados no II Seminário da Estratégia Alimenta Cidades Rio Grande do Sul, que acontece no dia 23 de abril, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A ideia é que a experiência destes municípios seja usada para preparar estas e outras cidades, caso um novo desastre climático aconteça. “O objetivo é discutir as ações que os municípios irão realizar nos próximos anos com relação ao fortalecimento da agenda alimentar urbana, com foco nas mudanças climáticas”, afirma a coordenadora do projeto, Raquel Canuto. No evento, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) deve apresentar aos gestores municipais um cardápio de políticas, programas e ações que podem ser implementados pelos municípios. Também participam representantes dos ministérios das Cidades, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O Clínicas é parceiro do MDS e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na iniciativa. Fonte: HCPA
Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos e elevar calor até 2027

Uma nova atualização da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta uma probabilidade de 62% de que o El Niño surja em maio, com possibilidade de se tornar um “Super El Niño” entre novembro deste ano e janeiro de 2027. As condições atuais são de fim do La Niña para um “padrão neutro”. Caso se confirme, o fenômeno pode quebrar recordes de temperatura em 2027 e gerar uma série de eventos climáticos extremos, desde tempestades intensas a secas extremas, a depender da região do mundo. Problemas que serão agravados pelas mudanças do clima, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento incomum das águas superficiais do Oceano Pacífico na região da linha do Equador, lembra a CNN Brasil. No Brasil, ele coloca norte e sul do país em polos contrários: enquanto as regiões Norte e Nordeste se tornam mais secas, com possibilidade de quebra de safras e insegurança hídrica, na região Sul aumentam os riscos para enchentes. Além das ondas de calor que podem atingir todo o território, o Sudeste e o Centro-Oeste podem sofrer com chuvas irregulares. As chances de um Super El Niño são de 25%, com possibilidade das temperaturas da superfície do mar aumentarem até 2°C. Professor de Ciências Atmosféricas e Ambientais da Universidade de Albany, Paul Roundy avaliou nesta semana que havia um “potencial real” para o El Niño mais forte dos últimos 140 anos. Cientistas da NOAA ressaltam, porém, que as previsões da primavera no Hemisfério Norte não são muito nítidas, devido às transições naturais que acontecem nesta época do ano. Além disso, especialistas salientam que as leituras tendem a ser mais distorcidas, devido à crescente concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. “Temos esta tendência subjacente de aquecimento que faz com que os El Niños pareçam maiores do que realmente são, e que os La Niñas pareçam menores do que realmente são, porque tudo está ficando mais quente”, ressaltou Joel Lisonbee, cientista associado sênior do Instituto Cooperativo de Pesquisa da Universidade do Colorado no Guardian. “A comunidade da OMM [Organização Meteorológica Mundial] estará monitorando atentamente as condições nos próximos meses para embasar a tomada de decisões. O El Niño mais recente, em 2023-24, foi um dos cinco mais fortes já registrados e desempenhou papel importante nas temperaturas globais recordes que vimos em 2024”, disse a secretária-geral da entidade, Celeste Saulo. Ela ressaltou que as previsões para El Niño e La Niña ajudam a evitar milhões de dólares em perdas econômicas e são ferramentas essenciais de planejamento para setores sensíveis ao clima, como agricultura, saúde, energia e gestão de recursos hídricos. “Elas também são uma parte fundamental da inteligência climática fornecida pela OMM para apoiar operações humanitárias e gestão de riscos de desastres, salvando assim vidas”, disse Celeste. Por aqui, a possibilidade de seca na Região Norte já é vista com preocupação no Pará, explica o Pará Terra Boa. Um relatório divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) informou que brigadistas temporários foram contratados para ação de prevenção a incêndios florestais. No Sudeste, a chance de um super El Niño coloca em alerta o abastecimento de água na Grande São Paulo. Em especial o Sistema Cantareira, que opera com cerca de 51,5% de sua capacidade, ante 58,6% em igual período de 2025, informam O Cafezinho e Metrópoles. Um levantamento do Observatório do Clima (OC) mostrou que o Brasil tem quase 1,6 mil municípios em vulnerabilidade climática e fiscal. Os piores indicadores estão na região Norte. Fonte: www.ihu.unisinos.br
ECONOMIA: A taxação sobre dividendos ainda não teve o efeito esperado

Pela primeira vez, os números da Receita Federal sobre a arrecadação do novo impostos sobre dividendos foram divulgados. Pelo visto, por enquanto, o efeito esperado pelo governo na arrecadação ainda não apareceu. Vamos aos números: Em janeiro e fevereiro, a cobrança da alíquota de 10% na fonte sobre dividendos acima de R$ 50 mil pagos por empresas às pessoas físicas rendeu R$ 121,7 milhões aos cofres públicos. A expectativa da Receita é — e continua sendo — uma arrecadação de R$ 30 bilhões para este ano. A ideia é que esse montante compense a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês, também criada pelo governo. Por que isso importa? A União enfrenta uma questão fiscal, com um rápido crescimento da dívida pública, que já beira os R$ 9 trilhões, enquanto os gastos públicos continuam superando a arrecadação federal — o déficit foi de R$ 61,7 bilhões no ano passado. Na visão de Lula, um dos caminhos para aumentar a arrecadação e equilibrar as contas é taxando os “super-ricos”. Mas esses dados indicam a dificuldade de arrecadar sobre esse grupo, que tende a “driblar” e fugir de impostos. Tanto que muitos empresários anteciparam a saída de dividendos para dezembro, evitando o impacto da tributação. Algumas empresas, inclusive, já anteciparam saída de dividendos até 2028 a seus acionistas. Por outro lado, isso também indica que a efetividade da medida deve aumentar até o final do ano, uma vez que os números desses primeiros meses não representam a realidade de médio/longo prazo da nova lei. Resumindo: Os números não significam que é impossível taxar, e que a medida não vai ter efeito. No entanto, a projeção de R$ 30 bilhões já para 2026 ainda parece muito distante perto do que os dois primeiros meses do ano mostraram.
BRASIL: Um giro pelas principais manchetes do país hoje

Só a ponta do iceberg? A Polícia Federal analisou dois terços de apenas um celular de Daniel Vorcaro. Outros sete aparelhos aguardam na fila para a averiguação dos policiais, sendo que alguns a PF ainda nem conseguiu desbloquear. A expectativa é que a PF exija a senha dos aparelhos no acordo de delação. Hannover, Alemanha. O presidente Lula chegou à Alemanha para participar da maior feira industrial do mundo e assinar parcerias comerciais e de inovação — estão previstos 10 acordos em diferentes áreas. Lula foi recebido pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, com quem teve uma agenda fechada ontem. Substituição de motores. A montadora chinesa Omoda & Jaecoo, que é do Grupo Chery, vai assumir a fábrica da Jaguar Land Rover no estado do Rio de Janeiro. Os britânicos estão de saída do Brasil e vão abrir mão do que foi a primeira fábrica do grupo fora do Reino Unido. “Fornecedores do narcotráfico”: Um relatório do Departamento de Estado do governo Trump aponta o Brasil como um dos principais fornecedores de insumos para produção de drogas do mundo. Também são citados na lista China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia.
Marau: Cartório Eleitoral terá horário especial de atendimento neste sábado, 25 de abril

O Cartório Eleitoral de Marau terá atendimento especial neste sábado, dia 25 de abril e, ainda de 1º a 3 de maio. A ação antecede o fechamento do cadastro eleitoral, previsto para 6 de maio. A iniciativa busca ampliar o acesso da população aos serviços eleitorais, evitando filas comuns em anos de eleição e atendendo especialmente eleitores que não conseguem comparecer ao Cartório em horário comercial, além de incentivar o cadastramento biométrico. Durante os dias de mutirão, serão ofertados serviços como emissão do primeiro título, atualização cadastral, transferência de domicílio eleitoral, alteração de local de votação, regularização de pendências e coleta de dados biométricos. Importante destacar que a situação irregular do título eleitoral pode acarretar restrições relevantes, como impedimentos para emissão de passaporte, matrícula em instituições de ensino e posse em cargos públicos, além do rebaixamento da conta GOV.BR, o que prejudica o acesso a benefícios governamentais e a serviços do INSS. Para o atendimento, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado. O atendimento será das 12h às 17h. No dia 28 de março quando foi realizado o primeiro horário especial o Cartório Eleitoral de Marau registrou 26 atendimentos.
Polícia Civil deflagra Operação “Bagagem Oculta – 4ª Fase” em Marau

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Marau, com apoio da Brigada Militar, através do 3º Esquadrão de Marau e do 3º BPChoque de Passo Fundo, deflagrou, na manhã desta sexta-feira, a Operação Bagagem Oculta – 4ª Fase, voltada ao cumprimento de mandados de busca e de prisão no âmbito de investigação relacionada ao tráfico de drogas. A primeira fase da ofensiva teve início em agosto de 2025. Durante o cumprimento das ordens judiciais, realizado nos bairros São Cristóvão e Santa Helena, em Marau, bem como no município de Nicolau Vergueiro, os policiais localizaram munições de diversos calibres, inclusive de uso restrito, além de porção de droga, resultando na prisão em flagrante de um suspeito. Também foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas. A ação desta sexta-feira resultou em três prisões. Com isso, somadas todas as fases da Operação Bagagem Oculta, a atuação policial já alcança o total de 19 prisões. A ofensiva mobilizou 26 policiais civis e militares, com o emprego de sete viaturas, evidenciando a integração e a capacidade de resposta das forças de segurança no combate à criminalidade. A atuação conjunta reafirma o comprometimento das instituições com o enfrentamento firme e permanente aos crimes graves, especialmente ao tráfico de drogas, aos delitos contra a vida e à criminalidade organizada, levando à responsabilização de investigados e ao fortalecimento da segurança pública na região.
ESPORTE: Atletas vilamarienses participam do XXIX Campeonato Estadual de Karatê

Nos dias 10 e 11 de abril, o Município de Vila Maria contou com a participação de 25 atletas no XXIX Campeonato Estadual de Karatê, realizado em Marau. Nossos representantes levaram o nome do município com orgulho, demonstrando dedicação, disciplina e espírito esportivo em cada disputa. 🏆 Destaques individuais:• Ariel Valdemir Matidorff – 🥇 1º lugar em KUMITE• Arthur Miguel Fagundes – 🥇 1º lugar em KUMITE• Vitor Pagnussat Decosta – 🥈 2º lugar em KUMITE• Charlei Decosta – 🥈 2º lugar em KUMITE• Júlia Almeida – 🥈 2º lugar em KATA | 🥉 3º lugar em KUMITE• Bruno Videira – 🥈 2º lugar em KATA | 🥈 2º lugar em KUMITE• Henrique Marin Sottili – 🥈 2º lugar em KATA | 🥉 3º lugar em KUMITE• Taylwng Nunes Pereira – 🥉 3º lugar em KUMITE• Gabriel Mattidorff Soares – 🥉 3º lugar em KUMITE• Benjamim Endrigo Tauffer – 🥉 3º lugar em KUMITE• Matheus Henrique Decarli – 🥉 3º lugar em KATA | 🥉 3º lugar em KUMITE• Gabriel Zottis de Matos – 🥉 3º lugar em KATA | 🥉 3º lugar em KUMITE• Joana Andreis Fole – 🥉 3º lugar em KUMITE 🏆 Destaque coletivo:A equipe masculina de 12 e 13 anos Campeão Estadual por Equipes (KUMITE), com os atletas:Renan Marcelo Viero, Taylwng Nunes Pereira e Ariel Valdemir Matidorff. O excelente desempenho é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido por meio do projeto de karatê, oferecido gratuitamente à comunidade através do CRAS, com o apoio da Administração Municipal.
Lei define guarda compartilhada de pets; veja detalhes

Decidir o futuro do animal de estimação quando o casamento ou a união chega ao fim é um momento de angústia. Esse desgaste pode ser abrandado a partir desta sexta-feira (17), com a publicação da lei que institui a guarda compartilhada de pets. A norma estabelece regras, inclusive, caso não haja acordo. Situações em que o juiz determinará o compartilhamento da custódia e das despesas do animal de forma equilibrada entre as partes. Para isso, o animal deve ser “de propriedade comum”, ou seja, ter passado a maior parte de sua vida de forma conjunta, com o casal. ManutençãoOs gastos com alimentação e higiene serão de responsabilidade de quem tiver o animal em sua companhia. As demais despesas, como consultas veterinárias, internações e medicamentos, serão divididas igualmente entre as partes. IndenizaçãoA parte que renunciar ao compartilhamento da custódia perderá a posse e a propriedade do animal de estimação em favor da outra, sem direito a indenização. Não cabe reparação econômica também em casos de perda definitiva da custódia causada por descumprimento imotivado do acordo. Em caso de decisão judicial, não será deferida a custódia compartilhada do animal se o juiz identificar: histórico ou risco de violência doméstica e familiar; ocorrência de maus-tratos contra o animal.Nessas situações, o agressor perderá a posse e a propriedade do animal para a outra parte, sem direito a indenização. Fonte: Agência Brasil
Selo de qualidade fortalece produção e agrega valor à erva-mate no RS

Símbolo da identidade cultural do Rio Grande do Sul e presença constante no cotidiano de milhões de brasileiros, a erva-mate passa por um processo crescente de qualificação que busca garantir, de forma efetiva, a qualidade do produto consumido. Nesse contexto, a Certificação da Qualidade do Processo de Produção da Erva-Mate, desenvolvida pela Emater/RS-Ascar, é uma iniciativa pioneira no país ao estabelecer critérios que abrangem toda a cadeia produtiva. O sistema de certificação é baseado no Manual de Requisitos elaborado pela própria Emater/RS-Ascar, que organiza, em cerca de 150 itens, os critérios a serem avaliados ao longo do processo produtivo, e verificados durante as auditorias, todos fundamentados na legislação estadual e federal vigente. Esses critérios incluem acompanhamento técnico, atividades de transporte, industrialização, gestão ambiental e da qualidade, além de aspectos relativos à segurança dos trabalhadores, considerando que a atividade envolve riscos como a operação de fornalhas. Também são verificadas, através de análises físico-químicas e microbiológicas, as condições higiênico-sanitárias dos produtos certificados. A conformidade dos critérios de atendimento descritos no Manual é pré-requisito para a obtenção do Certificado e do direito de uso do Selo de Qualidade Emater/RS. De acordo com o extensionista, engenheiro agrônomo e auditor do Sistema de Certificação da Erva-Mate da Emater/RS-Ascar, Deniandro Rocha, o processo é estruturado em etapas que vão desde uma avaliação inicial até o monitoramento contínuo das empresas certificadas. “Antes mesmo da auditoria oficial, é realizada uma pré-auditoria para verificar se a ervateira possui condições mínimas de ingressar no programa e se está disposta a realizar as adequações necessárias. A partir daí, ocorre a auditoria inicial, que avalia o atendimento aos pré-requisitos e inclui análises laboratoriais completas do produto. Caso esteja em conformidade, a empresa recebe o certificado, com validade de cinco anos, mas condicionado à realização de auditorias anuais de manutenção”, destacou, ao citar as auditorias realizadas nesta semana em ervateiras de Ilópolis e Arvorezinha, tradicionais municípios produtores de erva-mate. Essas auditorias são complementadas por análises físico-químicas e microbiológicas que permitem verificar, na prática, se os processos adotados garantem a qualidade do produto final. Entre os parâmetros avaliados estão a presença de matérias estranhas, como resíduos plásticos, areia ou qualquer impureza, além de resíduos de agrotóxicos e micro-organismos, como salmonelas, coliformes, bolores e leveduras. Segundo Rocha, esse controle é fundamental porque muitas vezes a percepção interna da empresa não corresponde à realidade identificada em laboratório. “A análise é fundamental porque traduz na prática se o processo está sendo bem executado. Às vezes, a empresa acredita que o produto está adequado, mas o laboratório pode revelar inconformidades”, destaca Rocha. RASTREABILIDADE E CREDIBILIDADE Outro aspecto relevante do programa é a rastreabilidade, que permite identificar a origem de qualquer lote de erva-mate certificada. Caso o consumidor encontre algum problema, como alteração de sabor, cor ou características indevidas, é possível rastrear toda a cadeia até chegar aos produtores envolvidos, possibilitando a correção de falhas e evitando prejuízos maiores. Esse nível de controle fortalece a transparência e a confiança no produto, além de reduzir riscos para as empresas. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com cinco ervateiras certificadas há mais de dez anos e outras duas estão em processo de adequação. Apesar de o programa existir há mais de duas décadas e ser reconhecido como o único no país que certifica todo o processo de produção da erva-mate, a adesão ainda é voluntária e enfrenta desafios. Além disso, segundo o auditor, o setor ainda está em processo de amadurecimento, no que diz respeito à adoção de ferramentas de gestão da qualidade. Para as empresas que aderirem ao programa, a certificação representa um importante diferencial competitivo. Além de funcionar como uma ferramenta interna de controle e melhoria contínua, o Selo de Qualidade Emater/RS agrega valor ao produto e amplia o acesso a mercados mais exigentes. Em alguns casos, redes de supermercados já estabelecem a certificação como critério para comercialização. Soma-se a isso o reconhecimento da Emater/RS-Ascar junto à população, o que reforça a credibilidade do produto no ponto de venda e influencia a decisão de compra do consumidor. “Hoje o consumidor está mais atento, lê rótulos e busca qualidade. O selo da Emater transmite confiança, porque é uma Instituição presente em todo o Estado e reconhecida pela população”, afirma Rocha. Mesmo consolidado, o programa pode crescer ainda mais. A certificação, no entanto, segue como referência técnica ao reunir, em um único processo, exigências que vão da produção no campo ao produto final. Em um cenário de maior controle sanitário e exigência por parte do mercado consumidor, a tendência é que iniciativas como esta passem a influenciar diretamente nos padrões de produção da cadeia ervateira. “Empresas interessadas podem procurar a Emater/RS-Ascar para uma avaliação inicial e orientação sobre o processo”, conclui o extensionista. O Dia do Chimarrão é comemorado em 24 de abril. A data celebra a bebida símbolo do Rio Grande do Sul, instituída pela Lei Estadual nº 11.929 de 2003, em homenagem à fundação do primeiro Centro de Tradição Gaúcha (CTG 35) em 1948. É uma tradição cultural que representa união, hospitalidade e a herança indígena Guarani. Foto: Divulgação Ximango Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues Estagiário Franchesco de Oliveira Y Castro
MUNDO: Ford e Chevrolet vão produzir… armas?

É isso que o governo de Donald Trump deseja. O Pentágono iniciou conversas com gigantes do setor automotivo, como General Motors e Ford, para que elas usem as estruturas de suas fábricas para produzir munições e equipamentos militares. O que está por trás disso: O motivo é que o estoque de munições e mísseis dos EUA está sob pressão devido ao fornecimento prolongado à Ucrânia e ao conflito no Irã. O governo entende que as empresas tradicionais de defesa não conseguem escalar a produção na velocidade necessária, exigindo a mobilização de fábricas civis. A convocação ainda é sustentada por um salto histórico no orçamento do Pentágono, que atingiu US$ 1,5 trilhão após um aporte adicional de US$ 500 bilhões solicitado por Trump. Só para ter uma ideia, isso equivale a cerca de 5% do PIB dos Estados Unidos. #tbt da Segunda Guerra?Durante a Segunda Guerra Mundial, montadoras americanas em Detroit pararam de produzir carros para fabricar aviões e caminhões militares. Hoje, em vez de uma guerra global declarada, o que se vê é uma preparação para múltiplos conflitos ao mesmo tempo. O movimento indica que os EUA estão caminhando para uma economia cada vez mais mobilizada para guerra.
Colheita da soja chega a 50% da área cultivada no RS

A colheita da soja avançou de forma descontínua e alcança 50% da área cultivada nesta safra 2025/2026, que é de 6.624.988 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (16/04), a recorrência de precipitações em volumes heterogêneos entre as regiões manteve elevada umidade no solo e nas plantas, restringindo a trafegabilidade e impondo interrupções às operações de colheita. Predominam lavouras em maturação (36%), e 14% ainda se encontram em enchimento de grãos e floração, refletindo a amplitude de épocas de semeadura. As produtividades da soja apresentam elevada variabilidade, tanto entre regiões quanto dentro de um mesmo município, influenciadas pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, especialmente durante o período crítico de enchimento de grãos. Em áreas com melhor distribuição hídrica e manejo mais tecnificado, os rendimentos estão adequados. Nas áreas afetadas, as perdas são expressivas, e há registros de produtividade abaixo do custo de produção em algumas lavouras. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha. Milho – A colheita de milho evoluiu de forma parcial e se aproxima do final, atingindo a média estadual de 86% da área cultivada, que é de 803.019 hectares. Restam lavouras implantadas no final ou fora da janela preferencial, onde as condições climáticas do período, como a reposição hídrica, têm favorecido a manutenção do potencial produtivo, mesmo que parte das lavouras tenha sido impactada anteriormente por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo, o que provocou a redução no número de grãos por espiga e da massa de grãos. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média estadual do milho nesta safra é de 7.424 kg/há, apesar da variabilidade produtiva observada, e grãos com boa qualidade. Há registros localizados de perdas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade. Em lavouras ainda em desenvolvimento, especialmente safrinha, persistem os riscos fitossanitários, como a ocorrência de pragas, e o potencial comprometimento da qualidade dos grãos em função de eventuais danos em espigas e maior suscetibilidade a patógenos em ambientes úmidos. Milho silagem – A colheita de milho destinado à silagem alcança 83% de uma área de 345.299 hectares cultivados nesta safra. Houve avanço limitado em função da elevada umidade nas lavouras no período, a qual dificultou tanto a operação de corte quanto o adequado enchimento e compactação dos silos. Nas áreas remanescentes, predominam lavouras em enchimento de grãos, com vegetação adequada. Porém, o porte das plantas está inferior ao desejado devido ao déficit hídrico em fases anteriores. A reposição de umidade do solo tem beneficiado a manutenção da área foliar verde até a base das plantas no momento do corte, o que contribui para a qualidade da silagem e permite ajustes na altura de corte para compensar parcialmente a menor produção de biomassa. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 37.840 kg/ha. Feijão 1ª safra – A colheita de feijão da 1ª safra está concluída no RS, incluindo a região dos Campos de Cima da Serra, responsável por cerca de 40% da área cultivada. Nessa região, o desempenho produtivo foi impactado por condições climáticas menos favoráveis nos meses de janeiro e fevereiro, período que coincidiu com a fase reprodutiva das lavouras, resultando em redução nos rendimentos. Em alguns municípios, observam-se quedas expressivas de produtividade, que chega em torno de 1.200 kg/ha, o que tende a influenciar negativamente o resultado estadual, atualmente estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. Nas demais regiões, onde o plantio ocorreu de forma mais antecipada, as lavouras não sofreram impactos significativos e mantiveram o potencial produtivo esperado. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado. Feijão 2ª safra – Com uma área projetada pela Emater/RS-Ascar de 11.690 hectares, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, sustentado por condições adequadas de umidade do solo, pela ocorrência de precipitações e pela manutenção de temperaturas relativamente elevadas para a época do ano. Esse cenário tem contribuído para a boa evolução fenológica, para elevada carga de vagens, para o ótimo enchimento de grãos e para manutenção do potencial produtivo. A colheita avançou de forma gradual nas áreas mais adiantadas, enquanto a maior parte das lavouras ainda se concentra nas fases de florescimento e enchimento de grãos. Os resultados iniciais obtidos apontam perspectiva de desempenho satisfatório na safra. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 1.401 kg/ha. Arroz – A colheita de arroz avançou, apesar da ocorrência de precipitações frequentes. Houve leve desaceleração das operações de campo em relação ao período anterior em razão da elevada umidade do solo e dos grãos, que reduziu a janela operacional e ocasionou interrupções pontuais na colheita. A área colhida totalizou 74% de uma área de área cultivada de 891.908 hectares, segundo o Instituto Riograndense do Arroz. De maneira geral, os rendimentos estão satisfatórios. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade, evidenciada por elevados índices de rendimento de engenho. As lavouras remanescentes se encontram em fase de maturação e maduras para colheita, indicando proximidade do encerramento do ciclo produtivo. A produtividade está projetada pela Emater/RS-Ascar em 8.744 kg/ha. PASTAGENS E CRIAÇÕES – O período se caracterizou por uma transição no sistema forrageiro, marcada pela perda gradual de qualidade das pastagens de verão e pelo avanço na implantação das espécies hibernais. Ainda que haja oferta de volumoso em diversas regiões, sua qualidade nutricional encontra-se em declínio. As chuvas das últimas semanas têm sido determinantes para a germinação e o estabelecimento inicial das pastagens de inverno, influenciando diretamente o planejamento alimentar dos rebanhos a curto prazo. BOVINOCULTURA DE CORTE – O cenário da atividade é marcado por estabilidade nas condições corporais e no desempenho dos rebanhos. Ainda há oferta de forragem, embora já em transição. Estão ocorrendo ajustes na alimentação, como aumento do uso de volumosos conservados. O calor e a alta umidade têm imposto desafios ao manejo, e há potencial impacto sobre o desempenho reprodutivo e o bem-estar animal. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os dias de calor excessivo geraram preocupação entre os pecuaristas quanto a possíveis perdas reprodutivas, especialmente reabsorção embrionária no início da
ECONOMIA: Os gringos estão otimistas com o Brasil

O Bank of America, um dos quatro maiores bancos dos EUA, acabou de liberar um documento apontando a oportunidade de investir em ativos da América Latina e, especialmente, do Brasil — com direito ao título “Brazil: the new gold?”.(Imagem: BofA | Reprodução) O que o relatório dizPrimeiro, ele começa analisando o contexto geral da região. Entre as vantagens apontadas estão a exportação estratégica de commodities e os investidores globais terem pouca exposição na LatAm, o que abre espaço para entrada de capital novo. Na sequência, ele destaca especificamente os motivos do Brasil possuir boas oportunidades de investimento. De acordo com o banco, os três pontos favoráveis ao país são: 1 – Os ativos brasileiros têm tido um bom desempenho e têm sido impulsionados por investimentos estrangeiros. A bolsa acumula uma valorização de quase 23% apenas em 2026. 2 – Alguns ativos estão mais desvalorizados do que deveriam, criando uma janela de oportunidade para comprá-los por preços menores do que teoricamente valem — mas isso condicionado às eleições e ao fim da guerra. 3 – Investidores locais e estrangeiros concordam que o resultado das eleições não será um fator definitivo para a desvalorização de ativos brasileiros, o que traz segurança para o mercado. “Por que isso virou assunto?” Boa parte dos investidores brasileiros segue pessimista com o país, mesmo com o Ibovespa próximo de bater 200 mil pontos. Há quem diga que é o bull market menos comemorado da história. Não à toa, esse crescimento acontece principalmente por conta dos estrangeiros. No 1° tri do ano, a bolsa registrou a maior entrada de capital do exterior (R$ 53 bilhões) para o período desde 2022. O relatório do BofA pode impulsionar essa tendência… Apesar do cenário otimista, o documento também alerta para os riscos do desequilíbrio fiscal no Brasil e do dólar voltar a se valorizar — o que pode causar inflação e limitar cortes na taxa de juros.
Aliança Premiada: campanha premia 77 associados da Sicredi Aliança RS/SC/ES em três estados

Dezenas de associados da Sicredi Aliança RS/SC/ES foram contemplados com os prêmios da Campanha Aliança Premiada desde julho de 2025. A iniciativa, que faz parte das comemorações de 45 anos da cooperativa, destina mais de R$ 1,2 milhão em prêmios exclusivos para associados de diferentes agências de 39 municípios que integram a área de abrangência da cooperativa no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo. Ao longo da campanha, 76 associados foram premiados com Smartphones iPhone 16, Vouchers para pacote turístico e carros elétricos. O último sorteio da campanha foi realizado na quarta-feira (15), pela Loteria Federal. Na oportunidade, o prêmio foi 1 Caminhonete Ford Ranger – modelo 2026 para um associado da Sicredi Aliança. O diretor-executivo da Sicredi Aliança RS/SC/ES, Cristiano Piano, destaca o engajamento e participação dos associados na campanha que valoriza a força do cooperativismo. “A Aliança Premiada surgiu como uma ferramenta que beneficia o associado e gera retorno para ele. Na prática, a campanha traduz a nossa essência: quanto mais se investe na cooperativa, mais retorno o associado tem”, declara. Os associados com conta física e jurídica e poupadores concorrem aos prêmios por meio dos números da sorte, disponibilizados automaticamente para todas as operações de aporte de capital social e investimento em poupança. A cada R$ 50 em capital ou R$ 200 investidos em poupança, um cupom com o número da sorte é gerado. Os vencedores da Campanha Aliança Premiada são conhecidos no site: https://www.sicredi.com.br/promocao/aliancapremiada/campanha/vencedores. Prêmios da Aliança Premiada58 Smartphones iPhone 1615 Vouchers para utilização em pacote turístico3 Carros elétricos – BYD Dolphin – modelo 20261 Caminhonete Ford Ranger – modelo 2026 Cidades dos associados contemplados Rio Grande do SulCamargo, Casca, Gentil, Marau, Montauri, Nicolau Vergueiro, Santo Antônio do Palma, São Domingos do Sul, Serafina Corrêa, Vanini e Vila Maria. Santa Catarina Águas Mornas, Alfredo Wagner, Antônio Carlos, Biguaçu, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Palhoça, Paulo Lopes, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz e São José. Espírito SantoAfonso Cláudio, Alfredo Chaves, Anchieta, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Guarapari, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Piúma, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e Venda Nova do Imigrante.
Vila Maria: confira o funcionamento de alguns estabelecimentos na semana do feriado de Tiradentes

Dia 21 de abril é feriado em todo o Brasil. A data remete ao dia da morte do mineiro Joaquim José da Silva Xavier, que ocorreu em 1792. Ele foi um dos participantes da Inconfidência Mineira, conspiração da elite mineira contra Portugal. Era conhecido pelo apelido de Tiradentes por ser um dentista amador, além de ser militar. Na próxima terça-feira, dia 21, a maioria dos estabelecimentos e órgãos públicos não terão expediente. Veja como fica na segunda-feira, dia 20: * Prefeitura Municipal e escolas: não haverá expediente, exceto para os serviços que não admitam paralisação, como o caso do Hospital Municipal Carlos Cerato. * Agências bancárias: atendimento normal; * Sindicato dos Trabalhadores Rurais: atendimento normal (somente pela parte da tarde); * Agência dos Correios: atendimento normal; * Emater: não terá aexpediente;
REGIÃO: Be8 amplia liderança no biodiesel com expansão e novos negócios de energia

A Be8 ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 10 bilhões em receita líquida e consolidou sua liderança no setor de biodiesel ao longo de 2025, segundo dados do Relato Integrado divulgado nesta quarta-feira (15) – data em que a empresa celebra 21 anos. A companhia registrou crescimento de 36% na receita, EBITDA de R$ 809 milhões (+21,8%) e lucro líquido de R$ 488 milhões. O desempenho foi impulsionado por aquisições estratégicas e ganhos operacionais. A empresa incorporou quatro usinas em Mato Grosso, Piauí e Pará, aumentando em 17% sua capacidade produtiva e atingindo 1,71 bilhão de litros por ano. Com melhorias de gestão e tecnologia, as unidades adquiridas tiveram aumento médio de 41,2% na produtividade. “Em 2025, evoluímos de modo significativo em uma das principais diretrizes do nosso plano estratégico, que aponta para uma expansão geográfica da Be8, com o objetivo de consolidar nossa liderança no setor de biodiesel e gerar benefícios por meio de ganhos de escala”, disse Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8, destacando a aquisição das fábricas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Com seis unidades em funcionamento, conquistamos, pela primeira vez, a liderança do setor também em capacidade instalada, que atingirá 1,71 bilhão de litros de biodiesel por ano, e teremos potencial para elevar nossa participação em vendas no mercado nacional para mais de 15%”, afirmou Battistella. A companhia também acelera a diversificação de portfólio. Em Passo Fundo, desenvolve uma planta inédita de etanol a partir de trigo, integrada à produção de proteína vegetal, com início previsto para o fim de 2026. O projeto deve reduzir a dependência de importações no Sul e substituir integralmente a compra externa de glúten vital. A empresa ainda firmou acordo com a Air Liquide Brasil para comercialização de CO₂ biogênico. “Essa operação, que será iniciada no final de 2026, pode efetivamente servir como modelo para o Brasil, que ainda explora menos da metade do imenso potencial do seu agronegócio. O país tem a oportunidade de vender produtos com alto valor agregado, indo além do tradicional comércio de commodities, estimulando e dando suporte aos produtores rurais, fomentando uma produção verdadeiramente sustentável, com responsabilidade social e ambiental que gera também ganhos econômicos para todos os elos da cadeia”, disse Battistella. Outro eixo estratégico é a inovação em energia limpa. Em 2025, a Be8 estruturou um projeto para produção e uso de hidrogênio verde em transporte pesado, com investimento de R$ 29,7 milhões e apoio do governo do Rio Grande do Sul. A iniciativa prevê também a instalação do primeiro posto de abastecimento do país voltado a esse combustível. No segmento de biocombustíveis avançados, o Be8 BeVant®, lançado no Fórum Econômico Mundial, começou a ser comercializado e demonstrou redução de até 99% nas emissões de gases de efeito estufa em testes de campo. A solução integra a estratégia da companhia de oferecer alternativas de descarbonização para setores de difícil eletrificação. A agenda ESG também avançou. A empresa elevou para 92% o uso de energia elétrica renovável, reduziu efluentes e resíduos industriais e tornou-se a primeira produtora de biocombustíveis da América do Sul a obter a certificação do California Air Resources Board. Mesmo diante de um ambiente desafiador, com custos financeiros mais elevados e atraso na implementação do B15 no Brasil, a Be8 manteve o plano de crescimento. A companhia reforça a importância da execução do cronograma da política de combustíveis para garantir previsibilidade ao setor. O Relato Integrado segue as diretrizes do Integrated Reporting Framework, disponibilizado pela Fundação IFRS (International Financial Reporting Standards), que orienta a divulgação de informações ESG e econômico-financeiras de forma integrada. Também foram incorporadas as normas da Global Recording Initiative (GRI) e do Sustainability Accounting Standards Board (SASB). Destaques Mais resultado: Be8 atinge R$ 10.006.065 (dez bilhões, seis milhões e sessenta e cinco mil reais) em receita líquida em 2025, um aumento de 36%, além de registrar um crescimento de 21,8% do EBITDA, com R$ 809.090 (oitocentos e nove milhões e noventa mil reais), e Lucro Líquido de R$ 488.123 (quatrocentos e oitenta e oito milhões e cento e vinte e três mil reais). Mais capacidade: três fábricas de biodiesel foram adquiridas em Nova Marilândia (MT), Floriano (PI) e Santo Antônio do Tauá (PA). A empresa também concretizou, em 2026, a aquisição de mais uma planta, em Alto Araguaia (MT), resultando na ampliação de 17% da capacidade total produtiva da companhia. Mais liderança: Be8 garantiu mais um ano na liderança em produção de biodiesel no mercado brasileiro, com potencial para elevar a participação em vendas no mercado nacional com a nova capacidade para mais de 15%. Maior diversificação do portfólio: construção da fábrica de etanol, DDGs e glúten vital avança e será inaugurada no último trimestre de 2026, uma operação pioneira que vai ofertar biocombustível e alimento de forma integrada. Na operação da nova fábrica, a Be8 vai capturar o CO2 biogênico gerado na operação e comercializá-lo para uso em outros segmentos da indústria. Sobre a Be8 A Be8 é uma empresa líder em produção de biodiesel com foco global em energias renováveis, implementa novas matrizes energéticas por meio de um ecossistema circular de inovação. Com foco em uma produção que garante um futuro com recursos naturais, fazendo entregas sustentáveis para as pessoas, os negócios e o planeta. A Companhia é integrante da holding ECB Group e foi fundada em 2005. A sede da Companhia fica em Passo Fundo (RS) e conta com escritórios administrativos em São Paulo (SP), em Cuiabá (MT), em Genebra, na Suíça e em Dubai (Emirados Árabes Unidos), responsáveis por comercializar a produção de Passo Fundo (RS), Marialva (PR), Nova Marilândia e Alto Araguaia (MT), Floriano (PI), Santo Antônio do Tauá (PA), La Paloma (Paraguai) e Domdidier (Suíça).
BRASIL: O fim do 6×1 está na mesa (com urgência)

A discussão sobre o fim da escala 6×1 voltou com força em Brasília — e agora com uma proposta oficial do governo. O projeto enviado ao Congresso prevê reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais e 8 horas por dia, sem corte de salários. A ideia é atingir diretamente cerca de 14 milhões de trabalhadores que hoje atuam nesse modelo. O texto também sugere que as folgas semanais ocorram, preferencialmente, aos fins de semana. Mas os critérios podem mudar… Hoje, dois textos da mesma pauta já caminham no Congresso, com definições diferentes do que foi sugerido pelo governo: O de Erika Hilton (PSOL) propõe semana de 4 dias de trabalho, com implementação em até 1 ano; O de Reginaldo Lopes (PT), que reduz a jornada para 36 horas semanais, mas com transição de até 10 anos. Mesmo que os detalhes do texto possam mudar, o fato é que o projeto chegou à Câmara com regime de urgência, precisando ser votado em até 45 dias — espere ouvir bastante sobre a pauta nos próximos meses. O outro lado: Setores do mercado se mostram contrários a uma alteração. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a mudança pode aumentar os custos das empresas em até R$ 267 bilhões por ano, elevando a folha de pagamento em até 7%. Fonte: TheNews
MUNDO: A guerra no Irã nunca esteve tão perto do fim

Pelo menos no discurso. Em entrevista à Fox Business, Trump disse que o conflito com o Irã está “muito próximo de acabar”, enquanto negociações entre os dois países começam a ganhar tração. Mediadores como Paquistão, Egito e Turquia têm ajudado a aproximar as partes, e uma nova rodada de negociações diretas deve acontecer nos próximos dias. Para ajudar nas negociações, EUA e Irã avaliam estender o cessar-fogo por mais duas semanas, já que o prazo atual vai expirar na próxima terça-feira. Nos bastidores, a leitura é de que nenhum dos dois governos têm interesse em voltar a escalar o conflito. Mesmo assim, os países não deixam de se intimidar publicamente. Ontem, o Irã ameaçou bloquear o Mar Vermelho, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. Enquanto isso, os EUA (1) cogitam sanções a países que comprarem petróleo iraniano e (2) estão enviando 10 mil militares adicionais ao Oriente Médio para garantir que o Irã aceite os termos do acordo — sob a ameaça de novas operações terrestres. .
FIERGS critica proposta do governo e cobra responsabilidade no debate sobre jornada de trabalho

O governo federal formalizou, em regime de urgência constitucional, o envio ao Congresso Nacional do Projeto de Lei n° 1.838/2026, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, assegura dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial – medida que, na prática, extingue a escala 6×1. A entidade manifesta preocupação com o projeto de lei enviado ao Congresso Nacional, tratado sem o devido debate com a sociedade e o setor produtivo. Confira a nota emitida pela FIERGS: “A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) manifesta profunda preocupação com a forma e o momento em que a proposta foi apresentada. Trata-se de uma mudança estrutural nas relações de trabalho, com impactos amplos e duradouros sobre a economia, que está sendo encaminhada de forma açodada, sem o devido debate com a sociedade e o setor produtivo – especialmente em um contexto de ano eleitoral. Não é de hoje que alertamos para os efeitos negativos de uma medida dessa magnitude. Estimativas indicam que a redução da jornada para 40 horas pode elevar em até R$ 267 bilhões por ano os custos com trabalhadores formais no país, o que representa um aumento de até 7%. Na indústria, o impacto seria ainda mais severo, com crescimento de aproximadamente 11% nas despesas — o equivalente a R$ 88 bilhões. Estudos do IBRE/FGV apontam, ainda, risco de queda de até 11,3% no PIB. Cabe destacar que o Brasil já opera, na prática, com uma média de aproximadamente 39 horas semanais de trabalho, resultado de negociações coletivas, especificidades setoriais e estratégias empresariais. O atual limite legal de 44 horas oferece a flexibilidade necessária para acomodar as diferentes realidades econômicas do país – algo que a proposta do governo ignora completamente. Além disso, a legislação vigente já permite a redução e reorganização da jornada por meio de negociação coletiva, respeitando as particularidades de cada setor, região e atividade econômica. Ao impor uma regra uniforme, o governo desconsidera essa diversidade e compromete a capacidade de adaptação das empresas. A FIERGS alerta que medidas dessa natureza tendem a pressionar o custo de produção, impactar preços de bens e serviços, gerar efeitos inflacionários e, sobretudo, prejudicar a geração e manutenção de empregos formais. Diante disso, é inaceitável que um tema tão sensível e complexo seja tratado com tamanha pressa. O país precisa de um debate sério, técnico e responsável, baseado em evidências e com ampla participação da sociedade – e não de decisões precipitadas que colocam em risco a competitividade da economia brasileira”.
