Com proibição suspensa pelo TSE, presos provisórios votarão em 2026

Os brasileiros que cumprem prisão provisória poderão votar nas Eleições 2026, mas pode ser a última vez. Desde 1988, a Constituição proíbe o voto dos presos condenados de forma definitiva (transitada em julgado), não dos presos provisórios ou de adolescentes menores de idade que cumprem medidas judiciais restritivas. Mas as iniciativas para viabilizar o exercício do voto por esses eleitores só começaram em 2002. No entanto, a Lei Antifacção (ou Lei Raul Jungmann) entrou em vigor em março de 2026, proibindo o alistamento eleitoral e o voto de todo e qualquer preso, definitivo ou provisório. A mudança foi parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu por suspender este trecho da lei e manter o direito de voto, nas próximas eleições de outubro, dos presos provisórios e adolescentes recolhidos. O TSE entendeu que a determinação da Lei Antifacção viola o princípio da anualidade eleitoral, que impede mudanças a menos de um ano do pleito, ou seja, não pode ser aplicada agora. Das mais de 700 mil pessoas encarceradas no Brasil, cerca de 200 mil estão em prisão provisória. Nos últimos anos, a Justiça Eleitoral instalou cabines de votação em alguns estabelecimentos penais para garantir o direito dos presos sem condenação definitiva. Também são feitas operações de alistamento e transferência de inscrição eleitoral em alguns estados. Poucos pedem para votar Mesmo assim, poucos presos provisórios e adolescentes internados pedem para votar. Segundo o TSE, apenas 3% (12,9 mil) votaram nas eleições de 2022 porque há poucas seções eleitorais instaladas em estabelecimentos prisionais e socioeducativos. Além disso, é minoritário o número de pessoas em confinamento temporário que têm documentação completa para o alistamento eleitoral. Em 2026, só poderá votar o preso que já está com o título eleitoral em dia e que pediu para votar este ano; o prazo para o pedido terminou em maio. De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, nas eleições de 2022, havia pelo menos 13 mil presos aptos a participar do pleito entre os 200 mil presos provisórios, mas o número caiu para 6,3 mil em 2024, mesmo sem mundança no total de presos. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualmente há também no Brasil pouco mais de 11 mil adolescentes em meio fechado (internação e semiliberdade) no Brasil. O preso provisório é a pessoa que não foi condenada, mas que responde a processo ciminal que ainda foi julgado. Acontece geralmente com detidos em flagrante ou com quem cumpre prisão temporária ou preventiva para assegurar o andamento de investigações ou processos. No estabelecimento penal, os presos provisórios não podem ficar junto com presos já condenados. E depois? A partir de 2027, a proibição total da Lei Antifacção passará a vigorar plenamente para todos os pleitos seguintes, ou seja, o direito ao alistamento e voto do preso provisório não existirá mais. Entretanto, o tema deve acabar sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) — já há ações no tribunal questionando partes da lei — que poderá manter ou anular em definitivo a proibição após analisar sua constitucionalidade. Com informações da Agência Brasil Fonte: Agência Senado
Caixa entra em greve nacional; Banco do Brasil tem paralisação parcial

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram na quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, nas bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria. As mobilizações ocorrem após meses de negociações entre bancos e representantes dos trabalhadores. Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e entidades sindicais assinaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para a categoria bancária em todo o país. O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. O reajuste também incide sobre benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios. No caso da Caixa, os bancários cobram pontos negociados nos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos com o banco. No BB, parte dos sindicatos aprovou o CCT, mas cerca de 60 entidades o rejeitaram. Greve na Caixa Na Caixa, os empregados rejeitaram a proposta de renovação do ACT e decidiram pela greve nacional. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição. Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Trabalhadores também reivindicam avanços em outros itens do acordo específico negociados desde junho. Em nota, a Caixa afirmou que “mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, houve 13 rodadas de negociação em mais de dois meses, que resultaram na assinatura da nova CCT. Os bancários da Caixa, no entanto, cobram pontos específicos do ACT com a instituição financeira. Entre os temas negociados, estão a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que rege a segurança e a saúde no ambiente profissional; o combate a metas de trabalho abusivas; e a busca por ambientes de trabalho mais saudáveis. Paralisação no BB No Banco do Brasil, a mobilização não é nacional. A paralisação ocorre nas bases sindicais que rejeitaram a proposta da categoria. Entre as localidades que não aprovaram o CCT, estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Outras bases aprovaram a convenção, que já foi assinada. O BB informou que participa da mesa geral de negociação da Fenaban e também mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para discutir questões próprias dos funcionários da instituição. Em nota, o banco afirmou que “para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país”. O que prevê o acordo A nova CCT tem vigência até 31 de agosto de 2028 e abrange cerca de 414 mil bancários de aproximadamente 3,6 mil municípios. Ao todo, 171 bancos integram a convenção, assinada por 245 entidades sindicais. Além da reposição integral do INPC e do aumento real de 0,6%, o acordo estabelece reajustes para salários, PLR, vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche ou babá. A convenção também inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão fora do horário de trabalho. Foram previstas ainda regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos empregados. Outro ponto é a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional, além de melhorias na indenização destinada a trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências. Atendimento aos clientes Durante a paralisação, Caixa e Banco do Brasil orientam os clientes a priorizar os canais digitais e os serviços de autoatendimento. A Caixa informou que continuam disponíveis o aplicativo Caixa, o internet banking, o WhatsApp Caixa, o Caixa Tem e outros aplicativos da instituição. Os clientes também podem usar caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui. O atendimento telefônico da Caixa está disponível pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades. No Banco do Brasil, permanecem disponíveis o aplicativo, Internet Banking, correspondentes bancários, Central de Relacionamento e WhatsApp. Os telefones informados pelo banco são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para as demais localidades. A paralisação das agências não suspende, por si só, o pagamento de benefícios. Serviços que possam ser realizados pelos canais digitais e eletrônicos continuam disponíveis, enquanto atendimentos que dependam de uma agência podem ser afetados pela adesão dos funcionários à greve. Fonte: Agência Brasil
Canola ganha espaço no campo e transforma cenário das culturas de inverno no RS

Quem percorreu as estradas da região de Passo Fundo nos últimos dias provavelmente percebeu uma mudança na paisagem: as lavouras de inverno ganharam uma nova cor, com o amarelo da canola ocupando cada vez mais espaço no campo. Impulsionada por diversos fatores, a canola tem conquistado espaço nas lavouras gaúchas e se consolidado como uma alternativa ao trigo. Segundo dados da Emater, na região de Passo Fundo, a área cultivada passou de aproximadamente 6 mil hectares em 2025 para cerca de 35 mil hectares em 2026, o que representa uma expansão superior a 300%. Para o professor do curso de Agronomia da Universidade de Passo Fundo (UPF) Samuel Kovaleski, o crescimento da cultura é resultado da combinação de diferentes fatores. Tradicionalmente, o trigo ocupa boa parte das áreas de inverno na região, mas os custos elevados de produção e os preços pouco atrativos têm levado os produtores a buscar alternativas. “Enquanto o custo de produção do trigo pode superar 40 sacas por hectare, com produtividade média entre 45 e 50 sacas, a estimativa da canola é de um custo de produção entre 15 e 20 sacas por hectare e uma produtividade esperada de 30 a 35 sacas por hectare”, afirma o professor. Além das questões econômicas, as condições climáticas também influenciam a escolha dos produtores pela canola. Segundo o professor Samuel, o fenômeno El Niño tem favorecido um cenário de chuvas intensas e frequentes no Estado, condição que pode afetar negativamente a produtividade do trigo e desestimular o seu cultivo. Outro fator importante para um maior cultivo da canola, segundo ele, é a segurança de comercialização. “Algumas indústrias têm oferecido suporte técnico aos produtores e contratos futuros para a compra da produção, reduzindo parte das incertezas relacionadas à venda dos grãos. Ao mesmo tempo, o avanço da busca por fontes de energia renováveis tem ampliado a demanda por matérias-primas destinadas à produção de biocombustíveis”, explica o professor. Apesar do aumento do cultivo da canola, o trigo não foi definitivamente substituído. A perspectiva, segundo o professor, é de que a canola passe a ocupar um papel cada vez mais relevante na rotação de culturas, alternando-se com o trigo e outras espécies dentro do sistema produtivo. “A canola contribui para a diversificação do sistema produtivo. Ao ser inserida em rotação com outras culturas, ela pode interromper o ciclo de doenças que atingem o trigo e o milho e contribuir para o controle de plantas daninhas”, comenta. Tecnologia auxilia na tomada de decisãoCom a expansão do cultivo da canola, aumenta também a necessidade de informações técnicas que auxiliem o produtor a conhecer a qualidade da sua produção e tomar decisões mais assertivas. Nesse contexto, a UPF dispõe, por meio da UPF Multi, de tecnologia e estrutura para a realização de análises voltadas a diferentes demandas dos setores agrícola, industrial e de pesquisa. “Com a tecnologia NIR, conseguimos avaliar de forma rápida diferentes parâmetros da composição da canola, como umidade, proteína, matéria mineral, gordura e fibra. Isso permite acompanhar os lotes em diferentes momentos da cadeia produtiva, desde a colheita e o recebimento até o armazenamento e a comercialização, gerando informações que auxiliam na tomada de decisão”, explica a encarregada da UPF Multi, Cristini Milech. Segundo Cristini, conhecer a composição do grão ganha ainda mais importância diante do potencial da canola para diferentes aplicações. “Não basta saber quanto foi produzido por hectare, é importante conhecer a qualidade e a composição desse grão, especialmente porque a canola tem interesse tanto para a produção de óleo quanto para o aproveitamento da fração proteica. Essas informações podem auxiliar na caracterização dos lotes, na definição da destinação e também em negociações mais seguras ao longo da cadeia produtiva”, destaca. Os serviços de análises da UPF Multi são destinados a produtores rurais, cooperativas, cerealistas e armazenadores de grãos, além de indústrias esmagadoras. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail multi@upf.br ou pelo telefone (54) 3316-8158. O portfólio completo de serviços pode ser acessado em upf.br/multi. Foto: Camila Guedes Assessoria de ImprensaUniversidade de Passo Fundo
BRASIL: Presidente do STF suspende medidas relacionadas aos afastamentos da PF

O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas ao afastamento de membros da PF, convocou uma sessão para discutir a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro e virou o novo relator do inquérito das fake news. O afastamento de membros da PF Uma espécie de tira casaco bota casaco. Depois de Mendonça ter determinado os afastamentos dos membros da PF na terça-feira, Flávio Dino reverteu a decisão na manhã de ontem. Porém, antes que o dia acabasse, Fachin suspendeu ambas as decisões. Agora, o responsável pela decisão é o próprio presidente da Corte. Ele vai decidir sobre a reintegração do diretor de inteligência policial da PF e do diretor-geral do órgão, Andrei Rodrigues, em um procedimento específico da presidência. Moraes, Vorcaro e o Inquérito das fake news Edson Fachin também convocou uma sessão no plenário da Corte para discutir, na próxima terça-feira, o relatório da PF que apontou a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça e se deve ser aberta uma investigação contra Moraes. O presidente também retirou de Alexandre de Moraes e levou para si a relatoria do famoso Inquérito das Fake News — que está em tramitação há 7 anos. Defensores dizem que ele é importante para preservar as instituições democráticas, enquanto opositores criticam o fato de ele não ter prazo para acabar e de Moraes ter sido escolhido como relator em vez de ter sido sorteado. Por fim, o presidente do Corte também proibiu qualquer medida que trate de potencial apuração contra integrantes do STF e determinou que qualquer ação nesse sentido seja submetida a ele antes.
JUSTIÇA: Entidades científicas cobram apuração rigorosa de crise no STF

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram, nesta quarta-feira (9), uma nota conjunta na qual manifestam preocupação com a crise político-institucional que transcendeu o Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo instituições como a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Outras 57 entidades científicas já tinham assinado o documento até a SBPC e a ABC o tornarem público, no início desta tarde. Todas defendem a apuração rigorosa e imparcial das suspeitas e eventuais irregularidades que suscitaram “as tensões que envolvem instituições centrais da República”. Ao mesmo tempo, defendem que as investigações das responsabilidades individuais devem ser conduzidas pelas instâncias competentes, garantindo às partes o direito à ampla defesa e ao contraditório. “Os fatos se esclarecem com evidências, procedimentos claros e decisões fundamentadas, não com disputas de versões”, sustentam as entidades, rejeitando qualquer tentativa de proteção pessoal a autoridades que possam ter infringido a lei. “Defender as instituições não significa proteger seus integrantes de investigação ou responsabilização. Nenhuma autoridade está acima da lei ou dispensada do escrutínio público e do dever de prestar contas à sociedade”, acrescentam as entidades, destacando que, embora não lhes caiba antecipar juízos sobre responsabilidades individuais, compete-lhe participar do debate público e defender os princípios democráticos. As entidades científicas também advertem sobre o risco de que o cenário de instabilidade seja instrumentalizado para alimentar a desinformação ou atacar o regime democrático. Risco que, segundo os signatários da nota, exige transparência e respeito às instâncias constitucionalmente responsáveis por apurar os fatos. “Os fatos se esclarecem com evidências, procedimentos claros e decisões fundamentadas, não com disputas de versões”, sustentam as entidades, apontando que a eventual divulgação seletiva de material ainda sob apuração, qualquer que seja sua origem, contraria esses princípios, transferindo à “repercussão pública o que compete às instâncias formais decidir”. “A confiança pública não se recupera pelo silêncio nem pela precipitação, mas pela capacidade demonstrada de apurar e responder, sem desqualificar questionamentos legítimos nem antecipar condenações. A autonomia técnica dos órgãos de investigação, fiscalização e controle e a independência do Poder Judiciário devem ser preservadas. Nenhuma disputa entre autoridades justifica interferências indevidas em suas atribuições ou o uso desses órgãos em embates pessoais, políticos ou eleitorais”, acrescentam as entidades. Em entrevista à Agência Brasil, a presidenta da SBPC, Francilene Garcia, destacou que a iniciativa das entidades científicas não busca defender pessoas ou interesses político-partidários, mas sim a independência das instituições democráticas e os interesses da comunidade científica e da sociedade brasileira como um todo. “A integridade das instituições impacta a vida republicana do país”, disse Francilene, destacando que a dimensão da atual crise político-institucional, o espaço que esta ocupou no debate público, afeta a qualidade do debate pré-eleitoral. “Esta discussão que toma conta de grande parte da imprensa e da opinião pública, esta celeuma que nos obriga a escolher discutir integridade das instituições em vez de projeto de país, acaba por afetar o debate sobre problemas importantes para a vida de cada um de nós.” Assinam a nota conjunta as seguintes entidades: Associação Brasileira de Antropologia (ABA)Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional (AB3C)Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)Associação Brasileira de Cristalografia (ABCr)Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE)Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn)Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS)Associação Brasileira de Estudos de Defesa (ABED)Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP)Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN)Associação Brasileira de Mutagênese e Genômica Ambiental (Mutagen-Brasil)Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)Associação Brasileira de Professores de Latim (ABPL)Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO)Associação de Linguística Aplicada do Brasil (ALAB)Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ)Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP)Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo (ANPTUR)Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE)Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS)Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd)Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR)Associação Nacional de Programas de Pós-graduação em Comunicação (COMPÓS)Associação Nacional de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE)Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE)Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (SOCICOM)Federação de Arte/Educadores do Brasil (FAEB)Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE)Fórum de Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes (FCHSSALLA)Sociedade Astronômica Brasileira (SAB)Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares (SBBN)Sociedade Brasileira de Biofísica (SBBf)Sociedade Brasileira de Biologia Celular (SBBC)Sociedade Brasileira de Biomecânica (SBB)Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq)Sociedade Brasileira de Eletromagnetismo (SBMAG)Sociedade Brasileira de Entomologia (SBE)Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM)Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTe)Sociedade Brasileira de Física (SBF)Sociedade Brasileira de Fisiologia (SBFis)Sociedade Brasileira de Geoquímica (SBGq)Sociedade Brasileira de Herpetologia (SBH)Sociedade Brasileira de Mastozoologia (SBMz)Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC)Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT)Sociedade Brasileira de Micologia (SBM)Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC)Sociedade Brasileira de Ornitologia (SBO)Sociedade Brasileira de Otica e Fotônica (SBFoton)Sociedade Brasileira de Protozoologia (SBPz)Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP)Sociedade Brasileira de Química (SBQ)Sociedade Brasileira de Recursos Genéticos (SBRG)Sociedade Brasileira de Virologia (SBV)Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) Fonte: Agência Brasil
ECONOMIA: Exportações de carne de frango crescem 24,8% em agosto

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, incluindo in natura e processados) totalizaram 492,634 mil toneladas em agosto, volume 24,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 394,637 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita dos embarques alcançou US$ 997,870 milhões, resultado 42,7% superior aos US$ 699,458 milhões obtidos em agosto do ano passado. É o segundo melhor resultado da série histórica, superado apenas por maio deste ano. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações chegaram a 3,921 milhões de toneladas, crescimento de 15,5% em relação às 3,395 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 7,689 bilhões, avanço de 21,9% sobre os US$ 6,308 bilhões registrados no ano anterior. A China foi o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em agosto, com 50,988 mil toneladas. O resultado supera amplamente as 83 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025, período afetado pelas suspensões temporárias decorrentes do único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado na produção comercial brasileira, situação rapidamente solucionada no primeiro semestre do ano passado. Na sequência entre os principais destinos aparecem os Emirados Árabes Unidos, com 44,279 mil toneladas, alta de 35,9%; União Europeia, com 42,432 mil toneladas, avanço de 1.469,1% (situação equivalente ao comparativo com a China); Japão, com 41,795 mil toneladas, crescimento de 37,8%; Arábia Saudita, com 35,195 mil toneladas, elevação de 29,9%; e África do Sul, com 25,590 mil toneladas, volume 0,8% inferior ao registrado em agosto de 2025. Entre os Estados exportadores, o Paraná manteve a liderança em agosto, com 200,585 mil toneladas, volume 26,4% superior às 158,744 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 105,993 mil toneladas (+18,1%, ante 89,763 mil toneladas); Rio Grande do Sul, com 61,202 mil toneladas (+38,7%, ante 44,115 mil toneladas); São Paulo, com 29,531 mil toneladas (+20,3%, ante 24,539 mil toneladas); e Goiás, com 24,836 mil toneladas (+15,4%, ante 21,515 mil toneladas). “Os resultados de agosto reforçam a retomada dos embarques e a capacidade de resposta da avicultura brasileira. Parte das altas registradas na comparação mensal, especialmente em mercados como China e União Europeia, ocorre sobre uma base impactada pelas suspensões temporárias verificadas após o episódio sanitário de 2025, já superado. Ao mesmo tempo, o crescimento consistente no acumulado do ano demonstra a força da demanda internacional, a diversificação dos destinos e a confiança dos mercados na qualidade e na segurança da carne de frango brasileira. No caso da UE, também há a demanda elevada que antecedeu a suspensão temporária dos embarques, desde 3 de setembro”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Sem o Brasil, Meta testa substituto da checagem de fatos na América Latina

A Meta anunciou, nesta quarta-feira (9), que começou a testar suas Notas da Comunidade em 16 países de língua espanhola da América Latina. É um passo em direção à substituição do programa de checagem profissional de conteúdos realizado por jornalistas na região. O anúncio foi imediatamente questionado pela Rede Internacional de Checagem de Fatos (IFCN), que afirmou que o programa da Meta “não é suficiente quando se trata de reduzir o impacto de informações falsas prejudiciais” nas redes sociais. A AFP é integrante da IFCN. Novo sistema colaborativoO sistema colaborativo, inspirado no modelo usado pela rede social X, de Elon Musk, foi desenvolvido para substituir as checagens realizadas por redações e agências especializadas. Este programa foi encerrado pela Meta nos Estados Unidos no ano passado. A medida abrange Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. O Brasil, que realizará eleições presidenciais em outubro e é o maior mercado das plataformas da Meta na região, não foi incluído nos testes iniciais. “O lançamento completo em determinado país, que inclui começar a publicar Notas da Comunidade e migrar gradualmente o programa de checagem independente, ocorrerá quando tivermos confiança de que o produto funciona corretamente”, afirmou a Meta em comunicado. Phil Chetwynd, diretor de Informação da AFP, afirmou nesta quarta-feira que as equipes de checagem da agência na região realizaram durante oito anos “um trabalho excepcional”, elogiado pela própria Meta. Chetwynd ressaltou que os dois sistemas não deveriam ser tratados como alternativas. “Pesquisas confiáveis sugerem que as Notas da Comunidade só podem ser eficazes quando os colaboradores podem se apoiar em jornalismo verificado, produzido de forma ética, e em outras fontes de alta qualidade ao redigir suas notas”, afirmou. “A checagem de fatos e as Notas da Comunidade devem andar de mãos dadas. O que importa é a qualidade das notas, não a quantidade”, acrescentou. Contexto político e desinformaçãoO anúncio ocorre em um momento em que um número crescente de candidatos conservadores e de extrema direita chegou à Presidência de países latino-americanos. Eles prometem desregulamentação, políticas de linha-dura e resultados rápidos no combate ao narcotráfico e ao crime. Esses políticos têm como referências os presidentes salvadorenho, Nayib Bukele, e americano, Donald Trump, e receberam apoio dos Estados Unidos. Eles adotam fortes estratégias nas redes sociais, onde circula desinformação, para promover sua imagem e disseminar propaganda. Em El Salvador, foi identificado o uso de “fazendas de trolls” para criar simpatizantes fictícios e simular apoio ao governo. Muitos buscam projetar uma imagem de governantes de ação. O presidente do Equador aparece de colete à prova de balas em operações policiais. O da Colômbia, vestido de verde-oliva ao lado de militares. O do Chile, na árida fronteira com a Bolívia ao anunciar uma vala para impedir a passagem de migrantes. Em sua maioria, esses governantes — assim como líderes na Europa e nos Estados Unidos — se opõem a programas de checagem de conteúdos nas redes sociais, que acusam de serem tendenciosos. Expansão das Notas da ComunidadeA Meta lançou as Notas da Comunidade nos Estados Unidos em janeiro de 2025. Segundo a empresa, trata-se de “uma forma colaborativa para que as pessoas que usam nossas plataformas acrescentem informações de contexto às publicações no Facebook, Instagram e Threads”. De acordo com a Meta, as Notas da Comunidade reúnem “mais de 1,4 milhão de colaboradores, que produziram mais de 50.000 publicações” desde o lançamento. “O programa de Notas da Comunidade, por si só, simplesmente não é suficiente quando se trata de reduzir o impacto de informações falsas prejudiciais nas plataformas de redes sociais”, afirmou em comunicado Angie Holan, diretora da IFCN. A AFP participa, em mais de 26 idiomas, de um programa de checagem de fatos desenvolvido pelo Facebook, que contrata para esse trabalho mais de 80 veículos de comunicação em todo o mundo. Fonte: AFP.
MUNDO: Um tour pelas principais manchetes desta quarta

Sanções aos assentamentos. Em um comunicado, Reino Unido, França e outros 10 países acusaram Israel de sabotar a solução da criação de dois Estados — Palestina e o próprio Israel — com a expansão dos assentamentos israelenses da Cisjordânia. Cada país vai adotar suas próprias sanções, mas todas miram o comércio. Por falar em punição… A Argentina abriu sanções contra 45 empresas e pessoas físicas por suposta atuação irregular em projetos de petróleo perto das Ilhas Malvinas. As penalidades podem barrar as empresas de realizarem comércio com o mercado argentino por até 20 anos. Mais tarifas. O Canadá colocou em vigor ontem as tarifas de retaliação de 15%, 25% e 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos importados dos Estados Unidos. A medida foi tomada para pressionar Washington a retomar as negociações comerciais. Greve da Torre. A Torre Eiffel reabriu ontem, um dia após uma greve dos funcionários paralisar as atividades. A ação aconteceu depois que uma delegação religiosa hindu que visitava o ponto turístico solicitou que as funcionárias mulheres não ficassem no campo de visão do grupo, pedido que foi atendido pela administração do monumento. “Por favor, não vá”. Famílias das vítimas do 11 de setembro leram abaixo-assinado pedindo ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que se mantenha afastado da cerimônia de homenagem aos 25 anos das vítimas do World Trade Center. Os organizadores apontam as políticas e posições públicas de Mamdani com figuras políticas radicais como a razão pela qual não o querem presente..
REGIÃO: Trabalhador de 63 anos perde vida em usina de combustíveis em Passo Fundo

Um trabalhador morreu após sofrer um grave acidente em uma usina de combustíveis localizada às margens da BR-285, entre Passo Fundo e Carazinho. O acidente aconteceu na tarde desta sexta-feira (4). De acordo com as informações iniciais, o homem trabalhava na estrutura utilizada para sustentação de tubulações, conhecida como pipe rack, quando ocorreu o acidente. Durante a atividade, uma das peças da estrutura acabou se deslocando e atingiu o trabalhador, que ficou gravemente ferido. Equipes de emergência foram acionadas e realizaram o resgate da vítima. O trabalhador recebeu atendimento ainda no local e foi encaminhado para atendimento hospitalar. Apesar dos esforços das equipes de socorro e do atendimento médico, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis. A investigação deve esclarecer as condições de trabalho e o que provocou o deslocamento da estrutura que atingiu o funcionário. A empresa dona das obras em que o homem exercia as atividades de forma terceirizada se manifestou em nota sobre o ocorrido, destacando seu pesar e solidariedade com a família. Confira a nota completa da empresa: A Be8 manifesta sua solidariedade à família, aos amigos e aos colegas do colaborador de uma empresa terceira envolvido em um acidente ocorrido na tarde desta sexta-feira, 4 de setembro, em sua planta industrial. Informamos que o trabalhador recebeu atendimento imediato pelas equipes de emergência da unidade e foi encaminhado ao hospital, onde veio a óbito. A Be8 está cooperando integralmente com a apuração dos fatos e acompanha as empresas envolvidas, priorizando o apoio aos familiares. Por respeito aos envolvidos e à investigação em curso, a empresa não fornecerá informações adicionais sobre o ocorrido neste momento. Fonte: RD Uirapuru.
Pesquisa traça perfil de famílias que deixaram a produção de leite

Pesquisa realizada pela Emater/RS-Ascar em 385 municípios do Rio Grande do Sul, com 571 famílias, buscou compreender porque as famílias migraram da atividade leiteira para outras atividades e os fatores que influenciaram nesta decisão. O levantamento foi apresentado nesta terça-feira (1/9), durante a 49ª Expointer, no Parque Assis Brasil, em Esteio. A pesquisa surgiu a partir de uma transformação já identificada na série histórica dos relatórios socioeconômicos da cadeia produtiva. Entre 2015 e 2025, mais de 55 mil produtores deixaram de produzir leite comercialmente no Rio Grande do Sul. O extensionista rural Jaime Ries observa que a dimensão dessa mudança foi o que levou à realização de uma pesquisa específica em 2026. Ele acrescenta que os resultados deverão subsidiar o trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters), além de contribuir para a formulação de ações e para o debate entre os diferentes agentes da cadeia produtiva. A pesquisa nasceu justamente de uma pergunta recorrente surgida a partir dos levantamentos anteriores. “Quando apresentávamos os relatórios, as pessoas queriam saber quem eram os produtores que estavam deixando a atividade, como eles produziam, por que haviam parado e o que tinha acontecido com essas famílias depois. Então, neste ano, aproveitamos para aprofundar essa questão”, explica Jaime. O levantamento foi realizado durante o mês de julho de 2026 e teve quatro objetivos principais: descrever o perfil das famílias; caracterizar as condições em que produziam leite; identificar os fatores determinantes para a saída da atividade e conhecer as consequências dessa decisão. A partir dos resultados gerais, a Emater/RS-Ascar deverá aprofundar a análise dos dados por regiões administrativas da Instituição e pelos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes). O objetivo é identificar particularidades territoriais. Dificuldades envolvendo estradas ou fornecimento de energia elétrica, por exemplo, podem ter maior peso em determinadas regiões do Estado do que em outras. “Precisamos entender essas diferenças para conseguir desenvolver ações a partir dos resultados”, afirma Jaime. Mão de obra familiar Um dos aspectos evidenciados pelo levantamento é a forte participação das próprias famílias na produção leiteira. Nas 571 propriedades pesquisadas, 1.485 pessoas estavam envolvidas na atividade, o equivalente a uma média de 2,6 pessoas por estabelecimento. Desse total, 1.384 pessoas, ou 93,2%, eram integrantes das próprias famílias. Apenas 101 pessoas, equivalentes a 6,8%, correspondiam à mão de obra contratada. Na média, eram 2,4 familiares por propriedade envolvidos diretamente na produção e apenas 0,2 trabalhador contratado por estabelecimento. Para Jaime, o dado ajuda a compreender também algumas das dificuldades identificadas posteriormente pela pesquisa, especialmente aquelas relacionadas à disponibilidade de mão de obra e à sucessão familiar. Perfil estruturado Outro resultado considerado importante é que os produtores que deixaram a atividade não formavam um grupo necessariamente menos estruturado ou tecnologicamente defasado. De acordo com Jaime, o perfil médio das famílias entrevistadas é bastante semelhante ao perfil dos produtores descrito na última edição do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite. A semelhança aparece em aspectos como escala de produção, padrão tecnológico, estrutura produtiva, tamanho do rebanho e produtividade. “Quando comparamos os indicadores, encontramos um perfil muito semelhante ao produtor médio do Rio Grande do Sul. Isso é importante porque mostra que a decisão de sair não pode ser explicada simplesmente por uma característica isolada da propriedade”, observa. Motivações diversas A pesquisa indica que a decisão de interromper a produção comercial de leite normalmente não acontece por uma causa única. Entre os fatores internos, os maiores percentuais aparecem na penosidade da atividade (66,4%), falta de mão de obra familiar (61,3%) e desinteresse dos filhos (37,8%). “A dificuldade para contratar trabalhadores, tanto pelo custo quanto pela disponibilidade, também influencia”, destaca o extensionista. Já entre os fatores externos, aparecem com frequência o baixo preço do leite (79,3%), custo de aquisição de insumos (66,7%), e contratação de mão de obra (30,3%). Situações conjunturais podem se somar a essas dificuldades. Uma estiagem, a aposentadoria de um integrante da família ou a saída de um filho da propriedade, por exemplo, podem se transformar no elemento decisivo. “É um conjunto de condições que vai se somando. Geralmente, a decisão já vinha sendo pensada e, em determinado momento, acontece um gatilho. É um processo multifatorial”, esclarece Jaime. Novos caminhos O estudo também buscou compreender o que aconteceu com as famílias depois da saída da atividade. Embora pouco mais de um terço das famílias tenha relatado algum nível de redução da renda, boa parte dos entrevistados afirma estar satisfeita com as atividades que desenvolve atualmente quando compara a situação com o período em que produzia leite. Para Jaime, a percepção está relacionada também à rotina e às exigências da produção leiteira. Ao mesmo tempo, muitas famílias reconhecem o papel fundamental que a atividade teve em suas trajetórias. “Há entrevistados que atribuem à produção de leite a possibilidade de financiar os estudos dos filhos, construir patrimônio e melhorar as condições de vida da família”, afirma. “Apesar desse reconhecimento, quando perguntadas sobre a possibilidade de algum integrante voltar à atividade leiteira, a expressiva maioria afirmou não ter essa intenção”, explica o extensionista. O índice daqueles que não planejam retomar à venda de leite chega a 79,8%, enquanto 16,2% afirmam que não sabem ou talvez retomem essa atividade, e apenas 4% responderam que pensam em voltar a comercializar o leite. A apresentação contou com a participação do presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, e o secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Alexandre Scheifler. Texto: Ascom Emater/RS-AscarEdição: Ascom Expointer
BRASIL: Manifestações marcam o 7 de setembro

O feriado da Independência virou palco de mobilizações simultâneas em pelo menos 15 cidades, em um 7 de Setembro marcado pelo confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. A Avenida Paulista, em São Paulo, recebeu o ato de maior porte, convocado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), sob os lemas “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”. Fora de SP, protestos também ocorreram no Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, todos com discursos contra o presidente Lula e contra Moraes — repetindo o padrão dos últimos três anos, em que a data se consolidou como termômetro político da oposição. Por que isso importa? Com a eleição presidencial se aproximando, o tamanho e o tom dos atos deste ano foram usados por ambos os lados como indicador de força política a menos de um mês do primeiro turno. O ato ganhou fôlego extra depois que o ministro André Mendonça derrubou o sigilo de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Cartazes e faixas na Paulista pediam o impeachment de Moraes e citavam presos do 8 de Janeiro. Caravanas de manifestantes de esquerda também tentaram se aproximar da concentração na Paulista, mas foram dispersadas pela Polícia Militar com bombas de efeito moral. Confira aqui algumas imagens. Enquanto isso, em Brasília… O presidente participou do desfile cívico-militar oficial, ao lado do presidente do STF, Edson Fachin, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Lá, ele discursou por cerca de 3 minutos, associando a defesa dos recursos naturais à autonomia do país. AINDA EM BRASIL: Na nova pesquisa Quaest, em um 2o turno entre Lula e Flávio os dois aparecem com 41%. Na Quaest anterior, Lula tinha 42% e Flávio 41%. Além disso, a aprovação do governo caiu de 45% para 43%, enquanto a desaprovação subiu de 48% para 50%.
ECONOMIA: União Europeia restringe compra de carne do Brasil

Desde ontem, a União Europeia suspendeu a compra de todos os produtos de origem animal do Brasil. Até que haja um novo aviso, itens como carne bovina, suína, de frango, ovos e mel ficam fora do bloco. Qual a relevância? O grupo é a terceiro maior comprador de carne bovina brasileira, atrás só de China e EUA. Na prática, o bloco compra 6% da carne bovina exportada, e o impacto econômico estimado passa de US$ 2 bi por ano. Explicando… A UE só compra produtos de países que estão em sua lista. Para estar nela, o país precisa provar que controla o uso de antibióticos em animais. Ou seja, (i) não usa remédios para engordar os bichos e (ii) nem aplica remédios que são para humanos. Em maio, o Brasil caiu dessa lista. O motivo alegado pelo bloco para a decisão foi que o país não conseguia provar que cada animal seguia as regras exigidas. Mesmo tendo proibido remédios específicos e criado um sistema de acompanhamento dos animais, ainda não foi suficiente para o país entrar na lista novamente. Produtores brasileiros questionam o momento da decisão. Isso porque ela foi anunciada dias depois do acordo Mercosul-UE entrar em vigor, o mesmo que causou protestos de agricultores europeus por medo da concorrência com a carne mais barata. O que vem a seguir: A carne bovina só deve voltar ao mercado europeu depois que animais nascidos sob as novas regras completarem o ciclo de vida — ou seja, depois de 2028. Já o setor de frango aposta na retomada de vendas ainda em 2026, dado o ciclo curto de produção da ave.
BRASIL: Daniel Vorcaro x STF – A saga Master e Supremo continua…

E parece longe de acabar. Depois da avalanche de notícias envolvendo Daniel Vorcaro e o STF, o presidente do Supremo, Edson Fachin, falou sobre o caso pela primeira vez. Ele disse que anunciará nos próximos dias as medidas necessárias e cabíveis para o caso. Enquanto o presidente analisa… Novas informações revelaram que, em mar/25, Mendonça recebeu Vorcaro para uma reunião reservada, fora da agenda e no escritório de um instituto fundado pelo ministro. Além da reunião, vazamentos indicam que houve a tentativa de marcar um encontro um mês antes, mas que não foi confirmado. Nesse período, mensagens de um advogado chamado Ciro Rocha apontam para uma articulação que buscava aproximar Mendonça e Vorcaro: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno” e “O André quer te receber. Acho que eu dei uma balançada nele naquele assunto.” O gabinete de Mendonça disse que o ministro se encontrou com Vorcaro apenas uma vez, em março, e que o assunto tratado foi um caso que estava em julgamento no STF. Ele teria votado contra os interesses do ex-banqueiro na situação. Mas não foi só isso… Em paralelo, Mendonça também confirmou que ouviu um depoimento recente de Vorcaro com a presença do MP e sem a PF — que não é obrigatória neste caso.Ele foi realizado por pedido da defesa do ex-banqueiro, que disse que estava sofrendo graves intimidações e queria ser ouvido com urgência. O diretor-geral da PF teria sido citado, mas as conversas envolvendo Moraes não teriam sido mencionadas. PARA NÃO FICAR POR FORA PGR pede arquivamento de denúncia de Vorcaro sobre ameaças na prisão PT pede à Procuradoria Geral da União para tirar Mendonça da relatoria do Caso Master no STF Ministro Gilmar Mendes procura Lula para cobrar apoio do governo à cúpula da PF Vorcaro diz a Mendonça que quer delatar pessoas do atual governo e cita relação com o chefe da PF
Justiça Eleitoral anuncia mudanças em locais de votação para as Eleições 2026 na região

Alterações atingem eleitores de Marau, Vila Maria, Nova Alvorada e Nicolau Vergueiro; 62ª Zona Eleitoral terá 153 seções distribuídas em 71 locais de votação. A Justiça Eleitoral anunciou mudanças em locais de votação e na organização de seções eleitorais para as Eleições 2026 nos municípios que integram a 62ª Zona Eleitoral. As principais alterações ocorrem em Marau, Vila Maria, Nova Alvorada e Nicolau Vergueiro.As informações foram divulgadas pelo chefe do Cartório Eleitoral da 62ª Zona Eleitoral, Rafael Copetti, por determinação do juiz eleitoral Dr. Plínio Lopes da Silva. Em Vila Maria, a Seção 49, que funcionava no Salão Comunitário da Linha 18 Roso, estará agregada à Seção 40, tendo como local principal de votação o Salão Comunitário de São José da Linha 20. Já a Seção 38, localizada no Salão Comunitário da Linha 18 Baixa, também conhecida como Duque de Caxias, ficará agregada à Seção 57. Com isso, os eleitores deverão votar no Salão Comunitário da Linha 16 Dassi, ou Carlos Gomes. Em Marau, os eleitores da Seção 54, anteriormente localizada no Salão Comunitário de São Pedro da Boa Vista, deverão votar no Ginásio de Esportes de Laranjeira, onde funciona a Seção 47. Também haverá mudança para a Seção 10, do Salão Comunitário de Rincão da Roça. Ela funcionará agregada à Seção 23, no Salão Comunitário de Portão. Uma das principais alterações envolve a comunidade de Laranjeira, que contará com duas seções eleitorais em 2026: a já existente Seção 15 e a Seção 47, formada pela união definitiva das antigas seções de Nossa Senhora Aparecida e Santo Antônio dos Pavan.A Seção 47, que anteriormente funcionava no prédio da antiga escola, será transferida para o Ginásio de Esportes de Laranjeira. No mesmo local votarão os eleitores da Seção 54, de São Pedro da Boa Vista, que estará agregada à 47. Outra mudança em Marau ocorre no Salão Comunitário do Bairro Santa Helena. Nas Eleições 2026, a Seção 187 passará a funcionar de forma autônoma. Nos pleitos anteriores, ela funcionava agregada à Seção 152. A Seção 152 continuará normalmente em funcionamento. Em Nova Alvorada, houve alteração no local de votação que anteriormente funcionava na Escola da Linha Borelli. A partir das Eleições 2026, a seção será transferida para o Salão Comunitário da Linha Borelli. Em Nicolau Vergueiro, três locais de votação serão transferidos de escolas para salões comunitários das respectivas localidades. A votação da Escola de Estrela do Sul passará para o Salão Comunitário de Estrela do Sul; da Escola da Colônia Gobbi, para o Salão Comunitário de Colônia Gobbi; e da Escola de Arroio Bertolina, para o Salão Comunitário de Arroio Bertolina. Com a nova organização, a 62ª Zona Eleitoral terá 153 seções eleitorais distribuídas em 71 locais de votação, considerando os seis municípios que fazem parte da circunscrição. A orientação da Justiça Eleitoral é para que os eleitores consultem antecipadamente o local e a seção onde deverão votar, evitando transtornos no dia da eleição. A consulta pode ser realizada pelo aplicativo e-Título ou pelo WhatsApp informado pela Justiça Eleitoral: (51) 2312-2015.
Emater/RS-Ascar anuncia estimativas iniciais da safra de verão no Rio Grande do Sul

A área a ser cultivada com milho no Rio Grande do Sul na safra 2026/2027 deve ser 7,42% maior do que a safra passada, alcançando 896.401 hectares, e uma produção de 6.911.954 toneladas, 7,18% maior do que as 6.448.709 toneladas obtidas na safra passada. A produtividade estimada para o milho é de 7.711 kg/ha, o que corresponde a 0,25% menos do que a da safra passada, que foi de 7.730 kg/ha. As projeções iniciais da Safra de Grãos de Verão foram apresentadas pela Emater/RS-Ascar nesta terça-feira (1/9), em Café da Manhã para a Imprensa, durante a 49ª Expointer, que ocorre até domingo (6/9), no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O levantamento foi feito entre 10 e 24 de agosto, envolvendo quase a totalidade dos municípios produtores de soja, milho, milho silagem, feijão e arroz. De acordo com as estimativas iniciais, o Rio Grande do Sul deve atingir uma produção de 35.639.371 toneladas, 8,64% a mais do que a safra passada. O total em área, em contrapartida, deverá ter redução de 0,37. Há a projeção de cultivo de 8.428.151 hectares. Soja A soja é a cultura que impulsiona essa produção, com 21.151.135 toneladas, 15,32% superior à produção obtida na safra passada, que foi de 18.341.586 toneladas, obtidas a partir da produtividade média estimada em 3.183 kg/ha, ou 16,37% superior à passada, que foi de 2.735 kg/ha. Para esta safra, a área a ser cultivada com soja será de 6.645.384 hectares, ou seja, 0,92% menor do que a safra passada, que foi de 6.707.017 hectares. Feijão No caso do feijão 1ª safra, a produtividade projeta um aumento de 8,10% em relação à safra anterior, passando de 1.627 kg/ha para 1.759 kg/ha na safra de verão, o que deve gerar 43.244 toneladas, 1,20% a mais do que as 42.732 toneladas obtidas na safra anterior. A área a ser cultivada com feijão 1ª safra no RS é estimada em 24.587 hectares, ou seja, -6,36% menor do que 26.258 hectares da safra passada. Milho silagem O milho silagem é a cultura que apresenta pequenos aumentos para a próxima safra, tanto em área (0,19%), como em produtividade (3,36%) e em produção (3,58%). Para a safra 2026/2027, está previsto o plantio de 369.389 hectares com milho silagem. Na safra 2025/2026 foram cultivados 368.692 hectares. Com uma produtividade média estimada em 38.392 kg/ha (na anterior, 37.144 kg/ha), a produção de milho silagem nesta safra deverá ser de 14.181.712 toneladas (13.692.153 toneladas na safra anterior). Arroz No arroz, deve haver queda na área cultivada e na produção. A projeção é de 861.779 hectares cultivados contra os 891.909 da safra anterior, uma redução de 3,4%. A produção e a produtividade devem ter redução de 5,49% e 2,21% respectivamente. As 7.970.527 toneladas produzidas na safra 2025/2026 devem reduzir para 7.533.037, enquanto a produtividade deve cair de 8.939 kg/ha para 8.741 kg/ha. Avaliações Ao avaliar a safra de verão no Rio Grande do Sul, o presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, destacou o crescimento da área do milho grão, em comparação à safra anterior e à de 2024/2025. “Esse aumento de área se associa a fatores como a utilização de irrigação e de sementes de boa qualidade”. Ele ressaltou o posicionamento do milho como uma cultura que busca a melhor performance em estabilidade climática, se fortalecendo como um importante fator na rotação de culturas. Baldissera observou que o milho silagem também apresenta um leve crescimento de área a ser cultivada. “É uma área expressiva e que representa uma fonte de alimentação bastante importante para o setor da proteína animal, encontrada em todas as regiões do Estado.” Para o diretor-técnico da Emater/RS, Mateus Soares da Rocha, um dos principais desafios para a próxima safra será o endividamento dos produtores rurais, condição que restringe o acesso ao crédito junto aos agentes financeiros públicos e privados. Soma-se a esse cenário o elevado custo dos seguros agrícolas e do Proagro, que aumenta a exposição financeira dos produtores e pode limitar a capacidade de investimento e de contratação de mecanismos de proteção contra riscos climáticos e produtivos. Nesse contexto, destaca-se a necessidade de acompanhamento técnico sistemático e de qualificação da gestão dos custos e dos riscos ao longo de todo o ciclo produtivo. Esse acompanhamento deve iniciar no período de pré-plantio, contemplando a definição das culturas, o planejamento financeiro e a análise de riscos; prosseguir durante a implantação e o desenvolvimento das lavouras, com o monitoramento das condições climáticas e agronômicas; e estender-se ao período pós-colheita, especialmente no planejamento da comercialização e da gestão da renda obtida. “Não existe margem para erro”, destacou o diretor-técnico, ao avaliar as condições para a próxima safra. Entre os fatores de maior preocupação está a ocorrência do El Niño, que poderá interferir no início da implantação das culturas de verão. A previsão de chuvas acima do normal pode reduzir a janela de plantio, provocar dificuldades de acesso às áreas e resultar em menor disponibilidade de radiação solar. Essas condições podem comprometer o estabelecimento inicial das lavouras e reduzir o potencial produtivo. Apesar dos desafios, há também aspectos positivos nas perspectivas para a safra. Entre eles está o aumento da estimativa de área e/ou produção de milho, cultura que apresenta maior adaptação e resposta produtiva em condições associadas ao El Niño. Em sentido contrário, observa-se uma redução estimada de 61.633 hectares na área de soja, concentrada principalmente em regiões consideradas de menor aptidão para a cultura. Destacam-se, nesse movimento, áreas localizadas nas regionais de Porto Alegre e Soledade, onde as condições edafoclimáticas e de risco produtivo contribuem para a redução da área destinada à oleaginosa. Diante desse cenário, o planejamento da safra deverá combinar gestão financeira, análise de risco, orientação técnica, planejamento climático e estratégias de comercialização, reforçando a disposição e o papel da assistência técnica e extensão rural na tomada de decisão dos agricultores. A capacidade de antecipar riscos e ajustar as decisões produtivas ao longo do ciclo será fundamental para preservar a renda das famílias e reduzir a vulnerabilidade diante de um ambiente marcado pelo endividamento, pelos
Nova regra do Pix amplia prazo para contestar golpe

Uma nova regra do Pix amplia, a partir da terça-feira (1º), de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução realizada pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) quando houver suspeita de fraude. A mudança foi estabelecida pelo Banco Central e busca proteger principalmente comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios vítimas de golpes que usam o próprio sistema de segurança do Pix. O novo prazo vale para quem recebeu um Pix de forma legítima, mas teve o dinheiro devolvido posteriormente por causa de uma contestação considerada fraudulenta. A contagem começa na data da devolução feita pelo MED. O prazo para quem enviou um Pix e foi vítima de fraude continua sendo de 80 dias, contados a partir da transação original. Dois prazos Com a mudança, há duas situações distintas em que o prazo é de 80 dias: • Vítima que enviou o Pix: tem até 80 dias a partir da transferência para pedir o MED; • Recebedor que sofreu devolução indevida: tem até 80 dias a partir da devolução para contestá-la. A alteração está prevista na Instrução Normativa BCB 766, que atualizou o Manual Operacional do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), integrante das regras do Pix. Golpe contra lojistas A mudança mira uma fraude que explora o mecanismo de proteção do Pix. O golpista pode fazer um pagamento para uma loja ou prestador de serviço e, depois, alegar que transferiu o dinheiro por engano. Ele pede que o comerciante devolva o valor por uma nova transferência, muitas vezes para uma chave diferente. Depois, o criminoso aciona o MED no próprio banco e afirma que o pagamento original foi resultado de fraude. Se a contestação for aceita e houver saldo disponível, o valor pode ser devolvido pelo banco. Nesse cenário, o comerciante pode acabar perdendo dinheiro duas vezes: primeiro ao fazer uma nova transferência e depois com a devolução do Pix original. Por isso, a recomendação é utilizar a função de devolução vinculada à própria transação no aplicativo do banco, em vez de fazer um novo Pix para uma chave informada pela outra pessoa. Como funciona O MED foi criado para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude, golpe, crime ou falha operacional. O mecanismo, porém, não serve para cancelar qualquer Pix. Não estão incluídos casos como: • arrependimento de uma compra; • erro de valor cometido pelo próprio usuário; • erro na escolha da chave Pix; • simples desacordo comercial sem indício de fraude. Ao identificar uma fraude, o usuário deve procurar o banco e solicitar a abertura do MED. As instituições analisam o caso e, no fluxo de fraude, têm até sete dias para verificar se há indícios de irregularidade. Se a fraude for confirmada, a devolução depende da existência de recursos disponíveis nas contas envolvidas e pode ser total ou parcial. MED 2.0 A ampliação do prazo ocorre em meio à implantação do chamado MED 2.0, versão mais robusta do mecanismo de devolução. Desde fevereiro de 2026, o sistema permite rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro depois que ele é transferido para outras contas. Antes, a recuperação ficava mais concentrada na conta que havia recebido originalmente os recursos. O novo modelo pode aumentar as chances de bloqueio e recuperação mesmo quando o dinheiro é movimentado entre diferentes contas. A devolução, entretanto, não é garantida: se os recursos já tiverem sido sacados, transferidos novamente ou não houver saldo disponível, a recuperação pode ser prejudicada. Uma etapa adicional de comunicação entre as instituições, inicialmente prevista para agosto, foi adiada para 26 de outubro. Segundo o Banco Central, a alteração não muda o funcionamento do rastreamento já disponível. Se cair no golpe Quem perceber que foi vítima de fraude deve procurar o banco o mais rápido possível, mesmo que ainda esteja dentro do prazo de 80 dias. A rapidez aumenta a possibilidade de encontrar recursos disponíveis para bloqueio. Também é importante guardar: • comprovante da transferência; • conversas e mensagens; • anúncios ou documentos relacionados à negociação; • dados da conta que recebeu o dinheiro; • outros registros que possam comprovar a fraude. Dependendo do caso, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência. Fonte: Agência Brasil
Fiscalização constata intervenção em APP em Marau

Policiais militares estiveram, na segunda-feira, dia 31 de agosto, em uma área no interior de Marau para verificar uma denúncia envolvendo possíveis intervenções na vegetação de uma Área de Preservação Permanente (APP). Durante a vistoria, foram constatadas a retirada de vegetação, o aterramento do terreno e a construção de uma estrutura utilizada como estábulo. As intervenções identificadas abrangem aproximadamente 3.000 metros quadrados. O responsável pelo local acompanhou a fiscalização e, ao ser questionado sobre a regularidade das ações realizadas, informou não possuir licença ou autorização ambiental emitida pelo órgão competente. Diante das constatações, foram adotadas as medidas administrativas e legais cabíveis para a apuração dos fatos e das responsabilidades decorrentes das irregularidades ambientais verificadas. Fonte e foto: Comunicação Social do 3º BPAmb BM
PF deflagra Operação Nacional Proteção Integral V contra abuso sexual de crianças e adolescentes

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (2/9), a Operação Nacional Proteção Integral V, em parceria com as Polícias Civis de 20 estados, para identificar e responsabilizar investigados por crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. São cumpridos, simultaneamente, mandados de busca e apreensão em 27 unidades da Federação. A operação é coordenada pela Polícia Federal e conta com a participação de policiais federais e policiais civis. Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram realizadas 31 prisões em flagrante, cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, apreensão de 3 menores e identificadas e resgatadas 2 vítimas de abuso. A operação tem como foco a repressão a crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil, com atuação integrada entre as forças policiais. A Operação Nacional Proteção Integral V dá continuidade às ações realizadas nas operações nacionais Proteção Integral I, II, III e IV, deflagradas em 2025 e 2026, e na Operação Nacional Guardião Digital, realizada em março deste ano. Participaram desse esforço conjunto as Policiais Civis dos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraiba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Esse esforço tem por finalidade promover a integração entre as forças policiais federais e estaduais na persecução penal de indivíduos envolvidos no armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil. A deflagração da operação reforça o compromisso institucional com a prevenção e repressão de crimes que atentam contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, conferindo maior visibilidade à necessidade de proteção integral desse público vulnerável. Ademais, cumpre informar que neste ano de 2026 (entre janeiro e agosto) a Polícia Federal cumpriu ao menos 980 mandados de prisão de foragidos da justiça pelo cometimento de crimes sexuais que estavam pendentes de cumprimento demonstrando o comprometimento de todas as áreas da Polícia Federal no combate a esses delitos. O nome da Operação foi escolhido porque o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal nº 8.009/1990) estabelece já em seu artigo 1º a proteção integral das crianças e dos adolescentes, bem como assegura a esses sujeitos o gozo de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana (art. 3º). Além disso, a Constituição Federal em seu art. 227, caput, estabelece que é “dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem com absoluta prioridade o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. Ademais, não restam dúvidas quanto ao grau de lesividade que os delitos cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil acarretam às crianças e aos adolescentes, sendo a Operação, portanto, uma forma da Polícia Federal dar cumprimento aos dispositivos constitucionais e legais que estabelecem a absoluta prioridade e a proteção integral às vítimas desses delitos. Além disso, a Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco. É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e a informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas. Atuaram as Polícias Civis em 20 Estados (AL, AM, BA, DF, ES, GO, MG, MT, PA, PB, PE, PI, RJ, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO). Resumo Operação Nacional Proteção Integral V 153 Mandados de Busca e Apreensão13 Mandados de Prisão Preventiva31 Prisões em Flagrante3 Apreensões de menores755 Policiais (480 PF e 275 PC)2 Vítimas resgatadas Coordenação-Geral de Comunicação Social
EDUCAÇÃO: CESURG Marau anuncia curso de Direito para o Vestibular de Verão 2027

A Faculdade CESURG Marau alcançou mais um importante marco. O curso de Direito da instituição foi oficialmente autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) e estará entre as opções de graduação oferecidas a partir do Vestibular de Verão 2027. A autorização foi publicada na Portaria SERES/MEC nº 428, de 27 de agosto de 2026, publicada pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES). Para o diretor-geral da Faculdade CESURG Marau, Leandro Paludo, a conquista representa um momento histórico para a instituição. “A chegada do curso de Direito é resultado de muito planejamento e trabalho para oferecer à nossa comunidade mais uma formação de excelência. Receber a autorização do MEC reforça que estamos no caminho certo e preparados para proporcionar aos futuros acadêmicos uma formação de qualidade, conectada com a prática profissional e com as necessidades da nossa região. É uma conquista da CESURG e de toda a comunidade”, destaca. A chegada da graduação amplia o portfólio de cursos da CESURG Marau e representa uma nova oportunidade de formação superior para Marau e municípios da região. O curso será desenvolvido com foco na integração entre teoria e prática, preparando os acadêmicos para os diferentes campos de atuação da área jurídica e para os desafios contemporâneos da profissão, já a partir do próximo ano. Além do curso de Direito, o Vestibular de Verão 2027.1 da Faculdade CESURG Marau também contará com os cursos de Administração, Ciências Contábeis, Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia de Produção e Engenharia Mecânica, além dos cursos técnicos do Colégio Integrado CESURG nas áreas de Desenvolvimento de Sistemas e Enfermagem. Texto: Alessandra Formagini/ Assessoria de Imprensa Faculdade CESURG Marau
Polícia Civil realiza ação contra o “conto do bilhete premiado” em Passo Fundo

Ações coordenadas pela 2ª DP de Passo Fundo resultaram no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e na apreensão de veículo de luxo. A Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo, realizou, no dia 28 de agosto, uma série de ações de combate ao crime de estelionato, na modalidade conhecida como “conto do bilhete premiado”. As prisões aconteceram em Balneário Camboriu/SC, mas o fato ocorreu em Joinvile/SC. Ao todo, os agentes da 2ª DP deram cumprimento a sete mandados de busca e apreensão (MBA) em diferentes endereços no município de Passo Fundo, em apoio a investigações conduzidas por unidades especializadas de outros municípios e Estados. Operação “Negócio de Família” A primeira ação ocorreu em apoio à Delegacia de Estelionatos de Joinville (SC), no âmbito da Operação “Negócio de Família”, deflagrada simultaneamente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Em Passo Fundo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão relacionados à investigação. A operação também contou com ações em Santa Catarina, onde foram efetuadas três prisões, sendo dois homens e uma mulher, integrantes da mesma família. A investigação apura a atuação de um grupo criminoso envolvido na prática de golpes conhecidos como “conto do bilhete premiado”, modalidade em que as vítimas são abordadas e convencidas, mediante artifícios e falsas histórias, a entregar valores aos criminosos sob a promessa de participação em suposto prêmio de loteria. Ação em apoio à 6ª DP de Porto Alegre Em uma segunda frente de atuação, os policiais da 2ª DP de Passo Fundo cumpriram outros dois mandados de busca e apreensão, em apoio a uma investigação conduzida pela 6ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. Durante a ação, foi realizada a apreensão de um veículo de luxo, que passa a ser objeto de interesse da investigação, especialmente para apuração da origem dos recursos utilizados na sua aquisição e eventual relação com os fatos investigados. As ações demonstram a importância da integração entre as forças de segurança e entre unidades policiais de diferentes regiões, permitindo o compartilhamento de informações, o cumprimento simultâneo de medidas judiciais e o avanço de investigações que envolvem grupos criminosos com atuação interestadual. A 2ª DP de Passo Fundo reforça que o combate aos crimes de estelionato, especialmente às modalidades praticadas contra pessoas vulneráveis, permanece entre as prioridades da unidade, com atuação integrada e troca permanente de informações com outras delegacias e órgãos de segurança. Fonte e foto: POLÍCIA CIVIL – RS2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo
Brasil participa de pesquisa inédita que busca a cura da hepatite B

Duas universidades públicas brasileiras se uniram a instituições internacionais na busca de novos tratamentos e até mesmo de uma cura para a hepatite B. O consórcio é liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e é composto por grupos de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. O Brasil é representado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) e pela Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa global irá observar, a nível celular, tanto o comportamento do vírus em pacientes de diferentes países como as respostas imunológicas das pessoas infectadas. Serão analisadas também pessoas infectadas ao mesmo tempo por hepatite B e HIV. “A hepatite B não tem cura, esse é o grande objetivo global”, diz a professora do Hucam-Ufes, referência no assunto, Tânia Reuter. “O primeiro objetivo é eliminar as hepatites virais, no nosso caso aqui, eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030”, enfatiza. Pesquisa inédita O consórcio foi criado em 2023, mas acabou sendo suspenso em 2024 e retomado no ano seguinte. No Brasil, o estudo teve início este ano e deverá durar cerca de 5 anos. A metodologia integra pesquisa científica básica com prática clínica. Reuter explica que os pesquisadores irão observar 600 pacientes com hepatite B e com a coinfecção por hepatite B e HIV por cerca de quatro anos e meio cada. Serão 150 pacientes de cada país. Desses, 75 serão analisados pela equipe dela. O estudo pretende identificar o que faz com que o vírus evolua diferentemente em cada paciente, quais características genéticas são capazes de proteger as pessoas de uma evolução mais rápida e quais subpartículas do vírus podem funcionar como preditores de cura ou de tratamento. “Eu quero descobrir alvos que possam auxiliar no manejo para cura da hepatite B”, explica a pesquisadora. “[O que for achado] pode ser um alvo para desenvolvimento de fármacos, sejam imunoestimuladores, imunomodulador, etc”, diz. Reuter iniciou o recrutamento dos pacientes em julho e, até o momento, conta com 40 participantes. Ela pretende ter o grupo de 75 completo até o final deste ano. O prazo dado pela pesquisa é até meados de 2027. “O vírus da hepatite B é um dos maiores causadores de câncer hepático. Câncer primário de fígado ou hepatocarcinoma”, diz. “A gente está aqui trabalhando para mitigar a evolução de cirrose e câncer hepático”, enfatiza Reuter. Hepatite B A hepatite B é uma doença viral silenciosa que ataca o fígado. Ela ainda não tem cura e a progressão pode levar a quadros de cirrose, câncer hepático e morte. Segundo a OMS, cerca de 240 milhões de pessoas vivem com infecção crônica, segundo dados de 2024. Somente no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 276,6 mil casos foram confirmados entre 2000 a 2022. A hepatite B pode ser transmitida sexualmente e por contato com sangue contaminado, inclusive durante a gestação ou no parto, passando da mãe para o bebê. De acordo com a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, o vírus do tipo B é 100 vezes mais contagioso que o HIV. A meta global da OMS é erradicar o HIV, as hepatites virais e as infecções sexualmente transmissível (ISTs) como ameaças à saúde pública até 2030. Segundo relatório da organização divulgado em julho deste ano, as infecções por hepatites virais anuais caíram 32% globalmente desde 2015, refletindo o aumento na cobertura da vacinação infantil, que alcançou 84% em 2024. Prevenção De acordo com o Ministério da Saúde, a principal forma de prevenção é a vacina, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade. Para crianças, a recomendação é que se façam quatro doses da vacina, sendo: ao nascer, aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já para a população adulta, via de regra, o esquema completo se dá com aplicação de três doses. Outras formas de prevenção são uso de preservativo interno e externo em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos perfurocortantes e os de uso pessoal. Fonte: Agência Brasil
Eleições 2026: saiba o que é permitido e proibido no dia da votação

Com a proximidade do primeiro turno das Eleições 2026, em 4 de outubro, muitos eleitores se perguntam sobre o que podem e o que não podem fazer antes e durante a votação. Para orientá-los, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formulou o Manual do Eleitor, que reúne em um único documento um resumo explicativo das principais normas e orientações para os cidadãos e cidadãs exercerem seu direito ao voto. O manual é fruto da Resolução nº 23.759 que o TSE publicou em março deste ano. Dedicada exclusivamente à participação popular no processo eleitoral, a norma reúne, em 13 capítulos, o conjunto de regras que balizam as eleições. A votação ocorrerá em todo o Brasil, das 8 horas às 17 horas (horário de Brasília). O segundo turno, se houver, será realizado no dia 25 de outubro. Cada eleitor votará em um candidato a deputado federal, estadual (distrital no caso do Distrito Federal) e em dois candidatos ao Senado, além dos votos para presidente da República e governadores, bem como seus respectivos vices. Confira, abaixo, alguns itens obrigatórios, permitidos ou proibidos: O voto é obrigatório a partir dos 18 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos; maiores de 70 anos e analfabetos. Mas atenção: quem está com o título de eleitor cancelado não pode votar Para votar, é obrigatório apresentar um documento oficial original, com foto (RG; CNH; passaporte etc) O eleitor cujo título eleitoral estiver em situação regular pode votar mesmo que não tenha coletado a biometria Pessoas transgênero têm o direito de ter sua identidade de gênero e nome social respeitados no cadastro eleitoral É proibido colar propaganda eleitoral em veículos particulares, exceto adesivos microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro e, em outras posições, adesivos até a dimensão máxima fixada Eleitores que não estiverem em seu domicílio eleitoral no dia do pleito têm direito a votar em trânsito nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a cem mil habitantes, mas o prazo obrigatório para pedir a transferência temporária terminou em 20 de agosto No dia da eleição É proibido ingressar na cabine de votação com aparelhos de telefone celular, que devem ser deixados em local indicado pelos mesários O eleitor pode levar os nomes e números de registro de seus candidatos anotados em um papel e utilizá-lo na hora de votar Todo eleitor tem direito, conforme a necessidade, a se ausentar do serviço pelo tempo necessário para votar, sem sofrer descontos salariais ou qualquer outro prejuízo São proibidas a boca de urna e aglomerações com roupas padronizadas O eleitor pode manifestar sua preferência política de forma individual e silenciosa por meio do uso de bandeiras, broches, adesivos e camisetas Candidatos ou partidos políticos estão proibidos de oferecer transporte ou refeições para os eleitores em troca de votos Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm direito a ser auxiliadas por alguém de sua escolha na hora de votar, além de poder acessar a urna na companhia de um cão-guia O voto dos eleitores indígenas deve ser assegurado, independentemente deles falarem ou não a língua portuguesa, podendo se expressar em suas línguas maternas Os portões dos locais de votação serão fechados às 17 horas (horário de Brasília). A partir deste momento, só quem já estiver na fila de votação poderá votar Depois da eleição Eleitores obrigadas a votar que não o fizeram precisam justificar a ausência até 3 de dezembro (se deixar de votar no 1º turno) e até 8 de janeiro de 2027 (caso não votem no 2º turno). A justificativa pode ser apresentada pela Internet, pelo aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral. Fonte: Agência Brasil
ECONOMIA: Brasil bate recorde de dívida em três frentes

Governo, famílias e empresas brasileiras atingiram simultaneamente os maiores níveis de endividamento e inadimplência de suas respectivas séries históricas. Olhando, em números, para cada área: (Imagem: Estadão | Reprodução)Governo: A dívida bruta saltou para 81,93% do PIB. O valor é mais que o dobro dos 53% registrados uma década atrás, e chega perto da máxima histórica. (Imagem: Estadão | Reprodução)Famílias: O percentual de famílias endividadas saiu da faixa de 60% observada até 2018 para 82% atualmente, com a maior parte da alta concentrada a partir de 2021. Esse é o maior nível da série iniciada em 2010. (Imagem: Estadão | Reprodução) Empresas: Cerca de 9 milhões de CNPJs estão inadimplentes atualmente. Além disso, as companhias de capital aberto elevaram sua dívida líquida de R$ 719 bi para R$ 1,3 tri — registrando uma alta de 89% nos últimos 6 anos. Pense que quando a dívida pública, das famílias e das empresas sobem juntas, o efeito é sentido em cascata. Ou seja, juros mais altos encarecem o crédito para todos, e o aperto em um setor reduz a capacidade de consumo e investimento nos outros. Ainda assim, parte desse endividamento não surgiu agora. O comprometimento da renda das famílias com dívidas segue em trajetória de alta desde meados dos anos 2000, com a única queda relevante registrada durante a pandemia. O Tesouro Nacional já reformulou o Plano Anual de Financiamento para aumentar a fatia de títulos públicos atrelados à Selic, como uma resposta direta à resistência de investidores em comprar papéis indexados à inflação.
BRASIL: Governo envia Orçamento de 2027 ao Congresso

O governo Lula entregará hoje ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária de 2027, com um superávit primário esperado de 0,1% do PIB. Esse é o último orçamento de Lula antes das eleições e o primeiro a ser executado por quem vencer a disputa. Explicando: O governo precisa enviar todo ano ao Congresso uma previsão de quanto vai arrecadar e quanto vai gastar no ano seguinte. Ele define valores para áreas como saúde, educação, aposentadorias e pagamento de juros da dívida pública. O texto chega em meio a uma ofensiva do Ministro da Fazenda, Dario Durigan, de convencer bancos e investidores de que o ajuste fiscal vai acontecer, mas que não virá neste orçamento. Isso porque a proposta mostra o governo mexendo mais na composição do gasto do que no seu tamanho total. As despesas obrigatórias, como aposentadorias e salários, vão crescer cerca de 6,8%, abaixo do teto fiscal, gerando uma “economia” de cerca de R$ 100 bi. Ainda assim, parte dessa economia será usada para aumentar outras despesas, que devem custar R$ 180 bi. A relevância: A política econômica tem sido um dos temas mais importantes para as campanhas dos candidatos nessas eleições. Isso porque o mercado financeiro já projeta um déficit de R$ 55 bi em 2027, o oposto do superávit anunciado pelo governo. Na prática, o rumo fiscal que os candidatos defendem na campanha é o mesmo que vai determinar se essa conta melhora ou piora a partir do próximo ano. O projeto do Orçamento agora segue para tramitação no Congresso antes de virar lei.
MUNDO: EUA e Venezuela fecham acordo por petróleo

Os Estados Unidos e a Venezuela fecharam, no final de semana, o maior acordo de petróleo da história mundial. Com o pacto, os EUA passam a ser donos dos 17 principais campos petrolíferos da Venezuela, assumindo o controle de +65 bilhões de barris. A Venezuela abriga a maior reserva de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris — o equivalente a 17% da oferta global. A negociação pode trazer uma arrecadação de US$ 209 bi para o governo venezuelano. O acordo vem quase 9 meses depois de forças americanas capturarem Nicolás Maduro. A presidente interina, Delcy Rodríguez, negociou diretamente com o secretário de Estado Marco Rubio e disse que o pacto terá duração de 25 anos. O que está por trás disso?A medida surge enquanto Trump enfrenta pressão política com a midterms — eleições do Congresso —, além da alta nos preços da gasolina por conta da guerra com o Irã. O acordo é apresentado pela Casa Branca como a solução para baixar os preços nos EUA. Marco Rubio chamou o acordo de “grande vitória”, prometendo geração de empregos na Venezuela. Rodríguez afirmou que o pacto preserva a soberania do país e mira elevar a produção para 1,5M de barris/dia. A nova empresa criada com o acordo vai ser a segunda maior detentora corporativa de reservas de petróleo do mundo, atrás apenas da Saudi Aramco. O petróleo comprado abastecerá a reserva estratégica e o uso militar dos EUA. O texto integral do acordo ainda não foi divulgado.
Inicia colheita da canola no Rio Grande do Sul

A colheita da canola iniciou nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. A cultura está predominantemente em estágios reprodutivos, sendo 62% da área em floração e 28% em enchimento de grãos. As áreas mais tardias (8%) ainda estão em desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces (2%) em maturação. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (27/08), o desempenho das lavouras de canola está satisfatório e o potencial produtivo nas principais áreas produtoras, adequado. A disponibilidade de umidade tem sustentado o desenvolvimento das plantas, embora o excesso de precipitações e a baixa luminosidade tenham provocado restrições pontuais quanto à entrada de máquinas e à manutenção do ritmo de manejo. Ainda não foi possível realizar levantamento de eventuais impactos por geada sobre as áreas cultivadas com canola no Estado, que nesta safra totalizam 353.397 hectares, com produtividade média estimada em 1.619 kg/ha. Na região de Santa Rosa, 7% das lavouras de canola estão em desenvolvimento vegetativo, 51% em floração, 40% em enchimento de grãos e 2% em maturação. Os períodos ensolarados, associados às temperaturas amenas, favoreceram a evolução dos estádios reprodutivos, especialmente a formação e o enchimento das síliquas. A cultura apresenta bom desempenho e elevado potencial produtivo. Trigo – A cultura de trigo apresenta desenvolvimento dentro da normalidade, embora a baixa luminosidade e as chuvas frequentes tenham limitado o ritmo de crescimento e a execução de operações de manejo nas diferentes regiões produtoras. Predomina no RS o estágio de desenvolvimento vegetativo (61%), e as parcelas mais adiantadas se encontram em floração (28%), enchimento de grãos (10%) e em maturação (1%). A área de trigo projetada para esta Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha. Nas áreas em floração, a combinação de elevada umidade relativa, nebulosidade e precipitações aumentou o risco de incidência de doenças da espiga, especialmente giberela, o que exigiu o monitoramento de possível infecção floral. Também foram observados sintomas de doenças foliares e oídio, sobretudo em cultivos com maior disponibilidade de nitrogênio. O excesso de umidade do solo tem restringido a entrada de máquinas, retardando aplicações de nitrogênio e produtos fitossanitários. Carinata – As lavouras se encontram em estágios reprodutivos, sendo 63% em floração plena e 27% em enchimento de grãos. Os estádios vegetativo e de maturação correspondem, respectivamente, a 9% e 1% da área cultivada. O desenvolvimento está satisfatório, e houve evolução adequada das estruturas reprodutivas. A melhora da luminosidade durante o período favoreceu a atividade dos polinizadores nas áreas em florescimento e contribuiu para o avanço do enchimento dos grãos nas lavouras mais adiantadas. Aveia-branca – As lavouras de aveia-branca estão nas fases de desenvolvimento vegetativo (30%), floração (35%), enchimento de grãos (33%) e maturação (2%). Algumas áreas pontuais foram colhidas, mas não apresentam expressão estatística. Os cultivos no RS apresentam boa sanidade, embora as temperaturas e a recorrência de chuvas tenham influenciado a evolução do ciclo. Em áreas onde o manejo fitossanitário foi realizado com maior intensidade, observa-se melhor condição sanitária; a incidência de doenças é pontual. A estimativa de plantio é de 387.697 hectares, e a produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha. Cevada – A cevada apresenta distribuição fenológica concentrada no desenvolvimento vegetativo, que abrange 78% da área estadual. Estão 16% em floração e 6% em enchimento de grãos. O excesso de umidade e a persistência de condições climáticas pouco favoráveis têm reduzido o ritmo de desenvolvimento, causando amarelecimento na base das plantas. A área estimada de cultivo é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha. CULTURAS DE VERÃO Milho – Os cultivos estão em fase inicial de semeadura, com ritmo condicionado pela elevada umidade dos solos e pela ocorrência de chuvas, que têm limitado o acesso do maquinário e, em alguns locais, prejudicado as condições de plantabilidade. As áreas já implantadas evoluem para os estádios iniciais de emergência e desenvolvimento vegetativo, favorecidas por temperaturas mais elevadas, registradas no início do período. Nas regiões onde houve maior abertura de janela operacional de plantio indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), em especial no Noroeste do RS, a semeadura avançou de forma mais expressiva. Já em localidades mais frias ou com maior persistência de umidade, a implantação ainda ocorre de modo pontual. A área de milho a ser cultivada no Estado na Safra 2026/2027 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. As projeções iniciais apresentam tendência de aumento de área cultivada. As estimativas para a Safra de Grãos de Verão serão apresentadas durante a 49ª edição da Expointer, que acontece de 29 de agosto a 06 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Texto: Ascom Emater/RS-Ascar Foto: José Schafer – Divulgação Emater/RS-Ascar Legenda: Lavoura de canola em colheita em Tuparendi
TCC de aluna de Engenharia de Produção da CESURG Marau é finalista do Prêmio ABEPRO

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Melissa Vicenzi Fioreli, aluna do curso de Engenharia de Produção da Faculdade CESURG Marau, está entre os finalistas do Prêmio ABEPRO. A premiação reconhece os melhores trabalhos de estudantes de graduação e pós-graduação do país na área. Orientado pelo professor Me. Igor Bosa, o trabalho concorre ao Prêmio Luiz Antonio Meireles com o título “Aplicação de algoritmo genético para resolução do problema de roteamento de veículos na coleta de leite a granel”. O estudo teve como objetivo otimizar as rotas utilizadas pelos veículos responsáveis pela coleta de leite a granel em um laticínio localizado no norte do Rio Grande do Sul. Para isso, foram utilizados Algoritmos Genéticos aplicados ao Problema de Roteamento de Veículos, considerando as particularidades da operação real da empresa. “Os resultados demonstram a aplicabilidade da Engenharia de Produção na resolução de problemas reais. O modelo desenvolvido possibilitou uma redução de 23,33% na frota necessária para a coleta, passando de 30 para 23 caminhões, além de alcançar um aproveitamento médio de 98,44% da capacidade de carga dos veículos. São resultados que evidenciam o potencial da pesquisa acadêmica para gerar eficiência e apoiar a tomada de decisão nas empresas”, destaca o orientador, professor Me. Igor Bosa. O anúncio dos vencedores acontece durante o Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), que acontece de 20 a 23 de outubro, na USP, em São Paulo.
Infarto exige atenção aos sinais e rapidez no atendimento

O infarto agudo do miocárdio está entre as principais emergências cardiovasculares e exige atendimento rápido para reduzir o risco de complicações e preservar o músculo do coração. No Brasil, cerca de 400 mil pessoas morrem por doenças cardiovasculares a cada ano, o que reforça a importância da prevenção, do reconhecimento dos sinais de alerta e da busca imediata por atendimento médico. Em Passo Fundo, o Centro Cardioneurovascular do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) é referência no atendimento aos casos de infarto e está entre as instituições pioneiras no Brasil e na América Latina nesse tipo de assistência. Desde 1999, a Instituição mantém atendimento especializado 24 horas por dia, sete dias por semana, com estrutura preparada para o diagnóstico e o tratamento emergencial. De acordo com o coordenador técnico do Laboratório de Hemodinâmica do HSVP, o cardiologista intervencionista Dr. Rogério Tumelero, o infarto ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do músculo cardíaco é interrompido, geralmente em decorrência da obstrução de uma artéria coronária. “Quanto mais rápido o paciente chegar ao atendimento especializado, maiores são as possibilidades de realizar o diagnóstico e o tratamento de forma rápida, reduzindo o risco de complicações e de sequelas”, explica. Atenção aos sinais pode salvar vidas O principal sinal de alerta é a presença de dor, pressão, aperto ou desconforto no peito, que pode se espalhar para as costas, ombros, pescoço ou mandíbula. Esses sintomas podem vir acompanhados de falta de ar, náuseas, vômitos, suor frio, tontura ou uma sensação intensa de mal-estar. Os sintomas, no entanto, nem sempre aparecem da mesma maneira. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem apresentar manifestações menos típicas. Nas mulheres, por exemplo, falta de ar, náuseas, cansaço e desconforto nas costas ou na mandíbula podem estar relacionados ao infarto. Em idosos, o quadro pode se manifestar principalmente por mal-estar e cansaço. Já pessoas com diabetes podem ter alterações na sensibilidade à dor e, em alguns casos, apresentar um infarto sem a característica dor no peito. Por isso, sintomas como mal-estar súbito, cansaço incomum, desconforto no peito, náuseas, falta de ar e suor frio não devem ser ignorados, especialmente quando surgem de forma inesperada ou durante a madrugada. Prevenção e atendimento rápido fazem a diferença Embora alguns fatores de risco, como o histórico familiar, não possam ser modificados, grande parte deles pode ser controlada. “Manter a pressão arterial, o colesterol e a glicemia sob controle, reduzir o consumo de sal, ter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, utilizar corretamente os medicamentos prescritos e não fumar são medidas importantes para proteger a saúde cardiovascular. Todos os demais fatores de risco nós podemos controlar. Portanto, a prevenção deve começar o quanto antes”, destaca o Dr. Tumelero. Mas, diante de sinais que possam indicar um infarto, a prioridade é buscar atendimento imediatamente. A orientação do cardiologista é não realizar esforços, não tentar caminhar e não dirigir. A pessoa deve permanecer sentada ou deitada e solicitar ajuda para chegar a um serviço de emergência o mais rápido possível. “A rapidez é fundamental porque o tempo de atendimento influencia diretamente a quantidade de músculo cardíaco que pode ser preservada. No hospital, a equipe realiza a avaliação clínica e os exames necessários para confirmar o diagnóstico e definir a estratégia de tratamento”, explica. Estrutura completa para o atendimento ao infarto O HSVP conta com uma estrutura especializada e integrada para o atendimento de emergências cardiovasculares 24 horas por dia. O complexo reúne laboratório de hemodinâmica, eletrofisiologia, cirurgia cardíaca e UTI cardiológica, com equipes multiprofissionais capacitadas para atuar de forma coordenada e ágil. Nos casos de infarto com indicação de intervenção, o cateterismo cardíaco de urgência é o tratamento de referência. De acordo com o Dr. Rogério Tumelero, a avaliação das artérias coronárias permite definir a melhor estratégia para cada paciente. “Quando há uma obstrução será realizado o desentupimento, o que chamamos de angioplastia coronária, podendo ser resolvida também com aspiração do coágulo. Em algumas raras situações, poderá ser realizado cirurgia cardíaca de urgência”, explica. No Centro Cardioneurovascular do HSVP, essa estrutura permite realizar desde o diagnóstico até o tratamento no mesmo ambiente hospitalar, de acordo com a necessidade de cada caso. “Mais do que contar com tecnologia e equipes especializadas, o atendimento ao infarto depende de uma atitude fundamental: reconhecer os sinais e procurar ajuda imediatamente. Em uma emergência cardiovascular, cada minuto pode fazer diferença”, finaliza o especialista. Foto – Ana Paula Koenemann – Comunicação HSVP
Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa

Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus. Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país. A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos entrevistados declarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%). Além disso, os dados apontam que grande parte da população está exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça eleva as chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos que jamais fumaram. Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos. Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as demais idades também necessitem de cuidado. Outras Categorias A população com mais de 60 anos lidera o índice de ex-fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%). Entre as regiões do país, o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%). A pesquisa também demonstra que o consumo de cigarros está atrelado a fatores socioeconômicos. Os entrevistados que possuem renda salarial de até um salário mínimo apresentam a maior taxa de tabagismo, com 19%. Já em relação ao nível de escolaridade, aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental também apresentam o maior índice de tabagismo, com 21%. O estudo indica ainda uma forte relação entre o tabagismo e outros comportamentos de risco: 84% dos fumantes relataram manter até quatro hábitos prejudiciais à saúde no cotidiano, destacando-se o sedentarismo e a ingestão exagerada de frituras e produtos ultraprocessados. Em contrapartida, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmam não ter nenhum hábito prejudicial à saúde, o dobro do índice observado entre os fumantes (9%). Já os ex-fumantes lideram a categoria de apenas um hábito ruim (44%) e apresentam baixas taxas de múltiplos deslizes. O cenário sugere que abandonar o cigarro costuma vir acompanhado de uma reestruturação ampla do estilo de vida, restando apenas um deslize residual na rotina. Outro dado do estudo revela que 63% dos fumantes classificam a própria saúde como “ótima” ou “boa”. Essa percepção positiva supera inclusive a das pessoas que jamais fumaram (61%), ainda que a diferença esteja contida na margem de erro, demonstrando que os fumantes se consideram tão saudáveis quanto os não fumantes. *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.
Eclipse parcial da Lua nesta quinta-feira (27) será visto em todo o Brasil

A partir das 23h34, hora de Brasília, desta quinta-feira (27), um eclipse parcial da Lua poderá ser visto em todo o território brasileiro. O ponto máximo será às 01h31, já na madrugada da sexta-feira (28), quando estará na fase mais obscura. A astrônoma do Observatório Nacional Josina Oliveira do Nascimento disse que esse tipo de eclipse ocorre toda vez que a Lua entra na sombra da Terra, formada pela incidência do Sol. “Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra, mas a Lua nem sempre entra nessa sombra”. “No ano que vem, vamos ter dois eclipses só penumbrais. A Lua vai passar só pela penumbra e vai sair”, adiantou Josina Oliveira. De acordo com a astrônoma, todos os eclipses ocorrem com Lua cheia e o formato depende do quanto ela vai entrar na sombra da Terra. “Se o plano de órbita da Lua em torno da Terra fosse o mesmo do plano de órbita da Terra em torno do Sol, toda Lua cheia teria eclipse, mas acontece que não, porque a Lua faz um plano de órbita que é inclinado em 5 graus em relação ao outro”, explicou. Para ter uma boa observação do fenômeno é preciso paciência. Segundo Josina Oliveira, ao entrar na penumbra, que é a sombra mais clara, ainda não é possível notar qualquer diferença no brilho da Lua. “A gente sabe que ela está lá, porque às 22h24 vai entrar na penumbra, mas entre 22h24 e 23h34, que é a hora que ela vai começar a entrar na umbra, a gente vai olhar para a Lua e vai ver iluminada igualmente. Não dá para perceber nenhuma diferença olhando para ela. Agora, quando for 23h34, aí começa a perceber a diferença”, explicou, acrescentando que o estudo dos horários em que os eventos ocorrem se baseia unicamente nas posições do Sol, da Terra e da Lua. “É isso que define a luminosidade. É a mesma coisa de quando a gente sabe exatamente a hora em que a Lua entrou na Lua cheia, no quarto minguante e no quarto crescente. Cada mês tem um horário diferente. O que a gente precisa para saber disso é a posição do Sol, da Terra e da Lua, porque o que a gente está vendo é consequência desse triângulo”, explicou. Segundo a astrônoma, durante o eclipse, primeiro se vê um pontinho preto, que vai evoluindo até a parte preta ficar em formato de uma “mordidinha”, o que significa que a Lua está entrando cada vez mais na umbra, que é a sombra escura. “Quando ela estiver 96,2% tomada, vai começar a sair da umbra e tomar uma tonalidade avermelhada. Logo depois vai sair”. Nesse fenômeno de agosto, a fase parcial levará 3h18. Vai começar às 23h34, o máximo vai ser às 1h13, já do dia 28, e o final do eclipse parcial vai ser às 2h52. Mesmo quem estiver em fuso diferente do horário de Brasília, subtrai a diferença e poderá observar o fenômeno no mesmo instante. “Quem estiver no fuso de menos 4 horas, diminui 1 hora dos horários [previstos para os movimentos]. O instante é o mesmo, mas a hora no relógio é diferente”. Olho nu Ao contrário do eclipse solar, que para observar é preciso usar filtros, equipamentos especiais ou óculos próprios, esse parcial da Lua poderá ser visto a olho nu, e de qualquer lugar. “No caso desse eclipse, o Brasil todo vai ver e com a Lua bem alta. A única coisa que vai fazer com que você não veja o eclipse é se chover ou ficar nublado”, apontou. De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse desta quinta-feira “pertence ao Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que governa a recorrência de eclipses com características semelhantes”. Admiração Para a astrônoma, o fenômeno do eclipse envolve as pessoas por causa da admiração pelo céu, o que ajuda muito na divulgação e educação relacionadas a esses eventos. “A gente tem muita ligação com escolas, projetos de educação de professores, de observação na praça e em várias cidades do Rio e do Brasil, o Ciência Cidadã, envolvendo as pessoas com a ciência através da astronomia, porque o céu é envolvente. Não conheço, em 47 anos de profissão, e nunca ouvi ninguém dizer que não gosta de olhar para o céu”, disse. Transmissão O eclipse parcial poderá ser acompanhado também pela live que o Observatório Nacional vai fazer no seu canal do YouTube a partir das 23h pelo horário de Brasília, em uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota. Segundo o Observatório, como ocorreu no eclipse solar no começo do mês, todos os veículos de comunicação poderão retransmitir gratuitamente a cobertura, mas precisam avisar antes pelo e-mail comunicacao@on.br. Horários: 23h00: Início da transmissão ao vivo pelo YouTube do ON. 23h34 (27/ago): Início do eclipse parcial. A Lua toca a umbra. 01h13 (28/ago): Máximo do eclipse. Momento de maior obscurecimento (96,2%). 02h52 (28/ago): Fim da fase parcial, com a Lua deixando a umbra. 04h02 (28/ago): Fim do eclipse penumbral e encerramento da transmissão. Fonte: Agência Brasil
