O bloqueio das rodovias deve persistir pelo menos até o final de semana. Aloísio Saggin é um dos caminhoneiros que está á frente da mobilização na ERS 324, entre Marau e Passo Fundo e, garantiu que se as negociações continuarem insatisfatórias, a situação pode se prolongar ainda mais.
As paralisações estão provocando desabastecimento em todo o país, sobretudo, de combustíveis, gás de cozinha, alimentos perecíveis e medicamentos. Em Vila Maria, não há combustível, a coleta de lixo foi suspensa e os mercados não estão recebendo alguns ítens.
COMBUSTÍVEIS
Os marienses também estão sem combustível. A falta se deve ao bloqueio das rodovias, por parte dos caminhoneiros, que reivindicam melhores condições das estradas, reajuste no preço do combustível e do frete.
Na manhã desta quinta-feira, dia 26, em contato com o Posto Zílio, a informação é que desde ontem não tem combustível e não há previsão para que a situação normalize.
Em contato com o Posto Tóffoli a informação é que não há mais gasolina. Resta uma pequena quantidade de alcool ou etanol e oleo diesel. Não há previsão de reabastecimento.
COLETA DE LIXO
Em função da falta de combustível e da impossibilidade dos caminhões transitarem, devido o bloqueio das rodovias, a Eco Verde, empresa responsável pela coleta de lixo, em Vila Maria, informa que está suspensa a coleta por tempo indeterminado.
Os municípios da região também estão tomando esta medida. Os caminhões estão cheios de lixo, portanto sem condições de carregar mais e, sem possibilidade de descarregar nos aterros sanitários.
MERCADOS
Alguns alimentos também estão em falta nos mercados, especialmente laticínios, como queijo e iogurtes.
MOBILIZAÇÃO PODE CONTINUAR NA PRÓXIMA SEMANA
A Rádio Vila Maria FM recebeu um convite para participar de uma mobilização que irá acontecer na próxima segunda-feira, dia 02 de março.
Os agricultores e os caminhoneiros estão organizando o encontro, que terá início às 9h, na BR 285 em Cruzaltinha, Ciríaco/RS.
As reivindicações são as seguintes:
– Contra as demarcações de áreas indígenas;
– Aumento do preço dos combustíveis;
– Prejuízos na agricultura, principalmente na produção leiteira;
– Segurança.
Foto: ilustrativa
