A primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul começou no dia 1º de maio e segue até o dia 31 de maio. A expectativa para 2018, de acordo com a área técnica da Secretaria da Agricultura, é vacinar 13.736 milhões de animais, entre bovinos e bubalinos. A meta de imunização é de ao menos 90% deste total.
Em maio de 2017, a cobertura foi de 98,93% e, em novembro, de 97,48%, segundo dados do governo.
A homologação da vacina por parte dos proprietários deve ser informada nas inspetorias de defesa agropecuária até 7 de junho, cinco dias úteis após o término da campanha.
Os produtores devem adquirir as doses nas agropecuárias credenciadas, com atenção para as condições de conservação (que deve ser entre 2 e 8 graus) e a aplicação.
A febre aftosa é uma das doenças de maior impacto na sanidade animal. A ocorrência de focos da doença determina o fechamento das exportações, tendo em vista ser uma doença classificada pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como transmissível e com alto e rápido potencial de disseminação.
Nos pessoas o risco da doença é pequeno e quando acontece gera algumas aftas e febre. Já os efeitos no gado são severos. O animal desenvolve aftas, o que dificulta a alimentação e em algumas espécies, pode causar lesões nos cascos. O bovino fica magro e pode ocasionar a morte.
Quando a doença é diagnosticada, a perda é não só de um animal, mas do rebanho inteiro. Os produtores sofrem com a perda das cabeças de gado. A doença afeta diretamente a exportação da carne. Os países que fazem a importação da carne geralmente tem critérios rigorosos quanto à qualidade do produto. Eles restringem a compra de países que sejam foco da aftosa.
Já a população em geral percebe o efeito da doença quando vai aos mercados comprar carne bovina e derivados do leite, pois o preço desses produtos aumenta quando existem focos da doença.
O Programa Nacional de Erradicação e prevenção da Febre Aftosa – PNEFA, instituiu o Plano Estratégico – 2017 – 2026. O plano faz uma avaliação do cenário atual da febre aftosa. A implantação progressiva de zonas livres de febre aftosa avançou significativamente no país, predominantemente com vacinação, e está em vias de se completar.
Depois de alcançar a ausência prolongada de focos da doença, o próximo passo é avançar para o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação. O Plano Estratégico cita “Nos últimos dez anos, o Brasil vem galgando posições de destaque no mercado mundial de produtos de origem animal devido ao melhoramento progressivo da situação sanitária do seu rebanho animal. Além da inegável qualidade dos produtos exportados”.
A estratégia para os próximos 10 anos tem como objetivo principal criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa. Ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira.
