A internet é uma rede de computadores que se comunica usando um código ou protocolo comum. Assim como você, que para se comunicar com as pessoas, precisa de uma linguagem/código (em nosso caso, a língua portuguesa), os computadores também usam uma língua para falarem entre si. É o IP:“Internet Protoco, ou Protocolo de Internet traduzido para nosso português (viu só, nós temos diferentes padrões de comunicação, o que exige muitas traduções para o pleno entendimento!)
Para a internet funcionar, existe o IP, que é uma linguagem única, e possibilita a conversa entre qualquer dispositivo de acesso à internet, em qualquer lugar do mundo.
O IP foi desenvolvido no começo da internet, e cada dispositivo de acesso precisa de um código IP para funcionar adequadamente. O que utilizamos, o IPv4 (Protocolo de internet versão 4) existe desde o início da internet, e permite a criação de mais de 4 bilhões de combinações diferentes através de endereços de 32 bits. Por exemplo: o site www.triway.net.br é a tradução do seguinte IP: 192.168.0.74. Porém, estas combinações estão se esgotando rapidamente, e em alguns locais do mundo já nem há mais endereços IP disponíveis. Mas este esgotamento não foi descoberto de repente. No ano de 1998, já iniciaram os estudos de um novo protocolo de internet, que hoje conhecemos por IPv6 – a sexta versão do Protocolo de Internet.
O IPv6 tem as mesmas funcionalidades do IPv4, porém trabalha em 128 bits. Isso significa que, dos aproximadamente 4,29 bilhões de endereços de IP atuais (4.290.000.000) que já estão praticamente esgotados, o IPv6 suporta mais de 340 undecilhões de endereços (340.282.366.920.938.000.000.000.000.000.000.000.000), um número que provavelmente você não verá em outro lugar. Com essa infinidade de endereços disponíveis, a Internet das Coisas será realidade (e além de seu smartphone, suas roupas, eletrodomésticos e tudo o que você imaginar poderá estar conectado à internet através de um IP fixo – isso é tema para outro texto que sairá em breve aqui no blog).
Então, você deve estar pensando: O que isso tem a ver comigo? Realmente, parece ser uma questão que só tem a ver com os técnicos, porém, a transição do IPv4 para o IPv6 pode impactar na vida das pessoas, pois alguns dispositivos não foram preparados para a tecnologia de 128 bits. O mesmo vale para os serviços na internet (sites) e também para os provedores de acesso. Todos precisam conversar na mesma linguagem, no caso, a língua IPv6. Esta transição é um processo que está ocorrendo, e onde muitas pessoas estão trabalhando para que tudo dê certo e que a utilização do IPv6 seja cada vez maior. As sport mix 1pessoas e empresas que usam algum tipo de site precisam verificar com seus provedores quais os procedimentos necessários para se adequar à nova tecnologia.
Ah, um pequeno detalhe que pode ter deixado você com a pulga trás da orelha: Do IPv4 pulamos ao IPv6, mas o que aconteceu com o IPv1, IPv2, IPv3 ou IPv5? As versões que não são utilizadas do IP (protocolo da internet) foram usadas apenas para testes. As versões mais estáveis foram a 4 (em vigência) e a 6 (próxima geração).
Quando e fala em tecnologia, está vindo muita novidade por aí! Vale ficar sempre esperto. O assunto é muito complexo, mas é claro que vamos fazendo a nossa parte para trazer os mistérios técnicos da internet mais perto da nossa realidade. E não podemos encerrar sem indicar o principal canal de informações sobre o IPv6, mantido pelo NIC.br: acesse o site www.ipv6.br para informações detalhadas sobre a tecnologia.
Fonte: Triway Internet e Telefonia
