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SAÚDE: Doença renal crônica atinge cada vez mais brasileiros

16/03/2026 Rádio Vila Maria FM Notícias

Um problema cada vez mais grave: em um ano, o número de brasileiros com doença renal crônica em tratamento por diálise cresceu 9,2%.

O principal “vilão” é o diabetes, que, segundo os atuais dados epidemiológicos atuais, é responsável por cerca de um terço desses casos.

Sobre a condição 
A doença renal crônica é uma condição na qual os rins perdem gradualmente a capacidade de filtrar o sangue e manter o equilíbrio de líquidos, sais e toxinas no organismo.

Ela se caracteriza pela presença de alterações estruturais ou funcionais nos rins por mais de três meses, frequentemente detectadas por redução da taxa de filtração glomerular ou por proteína na urina.

As causas mais comuns incluem diabetes, hipertensão arterial, doenças glomerulares e alterações hereditárias que destroem lentamente o tecido renal.

Com a progressão da doença, podem surgir sintomas como inchaço, cansaço, anemia, alterações ósseas e acúmulo de substâncias tóxicas no sangue.

A importância do diagnóstico precoce
Ele permite controlar fatores de risco e retardar a progressão para insuficiência renal avançada, que pode exigir diálise ou transplante.

Mas, segundo o Ministério da Saúde, a principal barreira para isso é que uma pessoa pode perder até 90% das funções renais antes de apresentar qualquer sintoma. Ou seja, é possível sentir-se bem enquanto a função renal diminui drasticamente.

Inclusive, estima-se que cerca de 50 mil brasileiros com doença renal crônica morram todos os anos antes mesmo de terem acesso à diálise ou ao transplante.

Um olhar estatístico
Em dezembro de 2025, um total de 170.868 brasileiros fazia diálise regularmente, contra 156.473 do ano anterior.

No entanto, a Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) estima que o número de pessoas que precisam do tratamento seja de 230 mil.

Além disso, é importante ressaltar que há uma forte desigualdade regional no acesso ao serviço:
* O Sudeste responde por 47,7% dos pacientes em tratamento;
* Já a região Norte concentra apenas 5% dos atendimentos.

Tá, mas como posso me proteger?

Um exame simples de sangue que mede a creatinina e um exame de urina são suficientes para identificar precocemente a doença — especialmente em grupos de risco como diabéticos, hipertensos, obesos e pessoas com histórico familiar.

Com diagnóstico precoce e uso adequado das medicações, é possível retardar a progressão da doença e adiar a necessidade de diálise.

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