Um novo relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) revelou que o número de mortes por hipertensão associada a ingestão excessiva de álcool aumentou 51,6% entre 2020 e 2021.
Sobre a condição
A hipertensão associada ao consumo de álcool é a elevação persistente da pressão arterial provocada pelo uso frequente e abusivo de bebidas alcoólicas. Quando consumido em grandes quantidades, o álcool interfere nos mecanismos de regulação da pressão, fazendo com que os vasos sanguíneos se contraiam e os rins retenham mais sódio.
Naturalmente, isso gera uma sobrecarga de trabalho para o coração, levando a um aumento ainda maior da pressão arterial. Com o tempo, esse quadro aumenta o risco de complicações graves, como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC).
Em números
A média anual de óbitos por essa causa saltou de 13.941 para 21.137 mortes entre 2020 e 2021, segundo dados do Sistema Nacional de Estatísticas Vitais dos EUA. Mais de 60% das mortes ocorreram entre mulheres durante o período analisado.
De modo geral, a comunidade científica aponta que a pandemia provocou um aumento global de comportamentos compulsivos, sendo o consumo excessivo de álcool um dos mais relevantes.
