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SAÚDE: Batata frita pode estar associada ao aumento do risco de desenvolver diabetes

19/08/2025 Rádio Vila Maria FM Notícias

(Imagem: Axios)

Um estudo da Harvard T.H. Chan School of Public Health — publicado no British Medical Journal — concluiu que consumir batatas fritas 3x por semana pode aumentar em 20% o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Esse efeito não foi observado em batatas assadas, cozidas ou amassadas — o que indica que o método de preparo é determinante para o impacto na saúde.A fritura adiciona grandes quantidades de gordura, sal e aditivos, que podem interferir na sensibilidade à insulina e no controle glicêmico. Além disso:

Substituir batatas fritas por grãos integrais reduziu o risco de diabetes em até 19%;

Trocar o método de preparo das batatas resultou em uma redução de 4% no risco.

A explicação 

O diabetes tipo 2 é uma doença metabólica caracterizada pela resistência das células à insulina, hormônio responsável por transportar a glicose do sangue para dentro das células.

Quando essa resistência ocorre, o pâncreas precisa produzir mais insulina para manter o controle glicêmico, até que, com o tempo, a capacidade de produção não seja suficiente.

O consumo frequente de batatas fritas contribui para esse processo, pois o método de preparo adiciona gorduras saturadas, gorduras trans e compostos inflamatórios.

Esses elementos prejudicam a ação da insulina e favorecem o ganho de peso, que é um fator de risco importante para o desenvolvimento da condição.

Tá, mas eu deveria deixar de comer batata frita? 

A resposta rápida: não. Contudo, é importante repensar a frequência e a forma de preparo. Consumir esse alimento ocasionalmente, em porções moderadas, provavelmente não trará grandes impactos para pessoas saudáveis.

Uma alternativa é preparar batatas no forno ou na air fryer, usando pouco óleo e mantendo a casca para preservar fibras. Este é um exemplo de como uma simples mudança pode reduzir a carga calórica do alimento e manter boa parte do sabor — sem o mesmo impacto na saúde.

Para quem desejar se aprofundar no assunto, aqui está o artigo científico completo, publicado no site da Universidade de Harvard.

 

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