Vila Maria FM

Sargento Vidal participou da programação da rádio Vila Maria FM

29/02/2016 Rádio Vila Maria FM Notícias

Na manhã desta segunda-feira, o programa Vila Maria em Foco fez uma bate papo com a Sargento Vidal, que atua em Nova Alvorada, e tem se destacado pelo trabalho que faz também com as escolas municipais daquele município. 

O trabalho nas escolas, a Sargento Vidal iniciou no ano de 1998, em Caxias do Sul. No inicio, foi complicado, já que a Brigada nunca havia feito nenhum tipo de trabalho social. Depois de superados os obstáculos iniciais, e com o apoio do então Sargento Rogério, hoje Tenente da reserva, o trabalho iniciou em uma escola municipal e chegou a atender 178 escolas em Caxias,  estendendo-se também nas escolas particulares.

De acordo com Vidal, na época a Brigada não apoiava o trabalho, que era feito nos horários de folga da sargento. Houve certo preconceito por parte de algumas pessoas que questionaram a Sargento Vidal: Mas o que você ganha com isso? Tu não tá ganhando nada com isso? Por que você está fazendo isso? Fica ridículo você esta passando a mão na cabeça de infrator. Ao que Vidal respondia que estava prevenindo para que no futuro não tenha que prendê-los. Enfim, passaram-se vários governos, alguns investindo outros não, e o trabalho se consolidou, e surgiram outros ao longo dos anos como o PROSEPA e o PROERD, que se assemelham ao trabalho da Sargento Vidal. 

Sobre a questão da segurança publica de um modo geral, e atuação da Brigada Militar, a Sargento Vidal chamou a população e a comunidade para trabalhar junto com a polícia. Se a coisa não funciona em uma determinada região, não é culpa somente da polícia. A comunidade tem que se perguntar: o que está acontecendo? Por que o militar não esta motivado? Por que o militar não está fazendo? Por que não tem a mesma disponibilidade que fulano ou ciclano? De acordo com Vidal, a ideia dos veículos de comunicação é exterminar as policias: As pessoas tem que ver além daquilo que elas estão enxergando. A ideia não é motivar o policial, a ideia não é que a sociedade olhe para a polícia como um órgão defensor e sim como repressor.  Hoje a polícia é repressora, mas repressora do que? A criminalidade tomou conta. E por que tomou conta? Por que temos órgãos que trabalham 24 horas  para defender  aquele que roubou, estuprou, e que foi preso pelo policial que arriscou sua vida para cumprir o seu dever, e está sendo criticado e estão defendendo o vagabundo. Houve uma inversão de valores, desabafou Vidal.

Por esses e outros motivos que a Sargento Vidal se preocupa tanto com a educação dos jovens e adolescentes, pois um povo educado não precisa de policia. A sargento também falou que ouve muito as pessoas dizendo: lá na minha comunidade a gente dá até o aluguel dos brigadianos, a gente paga isso, paga aquilo. Segundo Vidal: quem ajuda não cobra. E que bom que as comunidades fazem isso, que se preocupam e ajudam a policia. 

Sobre a redução no efetivo de alguns municípios e regionalização do trabalho da Brigada, a Sargento Vidal disse que muitos municípios já perderam o efetivo e que muitos ainda irão perder. O efetivo irá permanecer em comunidades que mantiveram seus policiais motivados, firmes, pois se estão motivados em sua região de trabalho, os próprios policiais vão correr atrás para que não fechem.

 Aproveitando a presença da Sargento Vidal, foi comentado também sobre a questão de baderna, bebedeira e som alto nas praças dos municípios, e Vidal citou um exemplo de uma ação realizada na praça de Nova Alvorada, em que houve a intervenção em função do som alto e consumo de bebidas alcoólicas, em que os pais ou responsáveis tiveram que vir buscar os veículos dos infratores que estavam consumindo bebida e depois iriam sair no volante. Hoje, estes mesmos jovens continuam frequentando a praça, tomando sua cervejinha, mas com som ambiente, um radinho ligado, e estão indo à pé para a praça. Inclusive a Sargento parou a viatura e foi parabenizar os jovens pela atitude.  Vidal disse que é esta consciência que ela quer que os jovens entendam que não é por que a Brigada Militar está ali que eu não vou fazer tal coisa, eu não vou fazer, por que é errado. Se bebo, logico que não devo dirigir.

Para encerrar a conversa, foi mencionado o fato de que a Sargento recebeu uma proposta de trabalho em Porto Alegre, e estaria deixando Nova Alvorada. Vidal disse que hoje, em Nova Alvorada, ela não tem o respaldo necessário para realizar o seu trabalho, o que teria na capital, mas, se tivesse condições e respaldo da comunidade, certamente prefere ficar no interior, do que ir para a capital. O convite tem repercutido e já se criou entre os novalvoradenses uma campanha Fica Vidal, para motivar a sargento à permanecer no município e continuar seu trabalho, que tem se destacado em toda região.  Vidal também lembrou que ela não trabalha só. O resultado das ações é fruto da colaboração do efetivo, composto pelos soldados Stalter, Onófre e Schimidt. 

 

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