Vila Maria FM

RS tem o primeiro caso de microcefalia associado ao zika vírus

16/12/2015 Rádio Vila Maria FM Notícias

Embora ainda não conste na lista do Ministério da Saúde como confirmado, o Rio Grande do Sul tem o primeiro caso de microcefalia associado ao zika, adiantou o secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis. Moradora de Esteio, a gestante teria contraído o vírus no primeiro trimestre da gravidez, em janeiro, quando viajou para Pernambuco — Estado com maior número de casos de microcefalia cuja causa suspeita é o zika.

No Nordeste, ela teve febre e procurou atendimento médico, sendo diagnosticada com uma virose. À época, segundo Gabbardo, não se falava em zika. O bebê nasceu há quatro meses e foi diagnosticado com microcefalia. Desde então, as possíveis causas para a má-formação eram investigadas, como rubéola e toxoplasmose. 

Para que a comprovação seja encaminhada ao Ministério da Saúde, a secretaria apenas aguarda o resultado de um exame de sangue feito no bebê, em análise laboratorial. No entanto, como a infecção da mãe ocorreu há muito tempo, é possível que o exame não confirme o caso, explica Gabbardo. Mesmo assim, a secretaria o trata como comprovado. 

Como trata-se de um caso importado do vírus, e não contraído em solo gaúcho, a confirmação não muda a estratégia de combate ao Aedes aegypti no Rio Grande do Sul, segundo o secretário. Caso contrário, Gabbardo afirma que as ações para eliminação dos focos do mosquito teriam de ser intensificadas.  

O Ministério da Saúde divulgou que o número de casos suspeitos da má-formação subiu de 1.761 para 2.401 em uma semana. Já o número de municípios que fizeram as notificações passou de 422 para 549 no mesmo período. Os dados foram atualizados até 12 de dezembro.

O porta-voz do ministério foi Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Devit). Pela primeira vez, o órgão detalhou os casos confirmados de microcefalia causados pelo zika. Dos casos suspeitos, 134 tiveram essa associação comprovada. Outros 102 foram descartados — seja porque a microcefalia não foi confirmada ou porque foi comprovada mas a causa não foi o zika.

Os outros 2.165 casos notificados ao Ministério da Saúde seguem em investigação — incluindo o caso gaúcho. Em relação aos 29 óbitos, um teve a relação confirmada, e dois, descartada. O diretor informou que hoje o país conta com 18 laboratórios capazes de fazer a análise biomolecular para a identificação do vírus.

Quanto à distribuição de repelentes para as gestantes, Maierovitch informou que o Ministério da Saúde está trabalhando em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para saber como será a entrega. A expectativa é de que a iniciativa comece até fevereiro.

No RS, a ideia do secretário Gabbardo é distribuir repelentes não apenas para as gestantes, mas também para os pacientes com casos suspeitos de zika. Isso impediria que os mosquitos os picassem e transmitissem o vírus para outras pessoas.

O Ministério da Saúde diminuiu de 33 centímetros para 32 centímetros a medida padrão do perímetro cefálico dos bebês, seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Todos os recém-nascidos que apresentarem crânio menor do que isso serão considerados suspeitos de microcefalia. Segundo o ministério, a medida anterior foi definida para incluir um número maior de bebês na investigação.

O zika invade a placenta da mulher grávida, entra na corrente sanguínea do bebê e provoca uma inflamação dos neurônios, comprometendo a formação do cérebro, que fica diminuído. A criança com microcefalia, segundo pediatras, pode ter problemas linguísticos, cognitivos e motores, retardando o desenvolvimento de habilidades básicas como falar, sentar, engatinhar e andar.

Fonte: Zero Hora

Cadastre o seu aniversário

Cadastre-se no formulário e comemore o seu aniversário com a gente!


Isso vai fechar em 0 segundos