O “Programa Vila Maria em Foco” abriu espaço para o Médico Gastroenterologista, Dr. Paulo César Moschetta.
Pacientes com sobrepeso ou obesidade moderada (IMC entre 30 e 40) poderão tratar o excesso de peso com uma nova técnica de redução de estômago: procedimento realizado via endoscopia, de forma menos invasiva, sem cortes, que reduz o tamanho do estômago, promovendo a saciedade. A perda de peso estimada é de mais ou menos 30% em até três anos.
O paciente geralmente recebe alta no mesmo dia e pode retornar as atividades em menos de uma semana. Nesta técnica a parede do estômago é costurado, de forma a remodelá-lo, diminuindo seu tamanho. Nenhuma parte do estômago é cortada, mas o seu novo formato o deixa mais restritivo e impede que ele dilate. O procedimento dura em média uma hora.
Ao contrário da cirurgia bariátrica tradicional, indicada apenas para pacientes com IMC mais alto (associado à comorbidades), a redução de estômago por endoscopia não é uma cirurgia propriamente dita. E uma não se sobrepõe a outra.
O procedimento passará a ser feito e Marau, no Hospital São Lucas pelo Médico, Gastroenterologista, Dr. Paulo César Moschetta. Ele revelou em entrevista que tomou a iniciativa por estar em constante busca por aperfeiçoamento em sua área e acreditar que esta técnica seja o futuro. Ele se refere ao procedimento endoscópico como inovador e revolucionário. No RS, até então, apenas Caxias do Sul realiza essa técnica. No RS, Dr. Paulo será o segundo Médico a realizar o procedimento. Em Centros maiores do Brasil (eixo, Rio/São Paulo/Minas) essa ideia já está sendo difundida há algum tempo.
A obesidade é uma doença complexa, crônica, progressiva, fatal e com custo biopsicossocial importante. Apenas 2% da população dos obesos conseguem realizar a cirurgia bariátrica, por isso essa técnica, que também pode ser chamada de “sutura endoscópica” vai ser importante para várias pessoas.
Com relação a valores, Dr. Paulo explica que inicialmente por se tratar de algo novo o valor é um pouco mais elevado. Os casos são avaliados individualmente e por isso também a questão de preço varia muito. Ele garante que as formas de pagamento são facilitadas e lembra que isso não deve ser impeditivo para a realização do procedimento e consequentemente a melhora da qualidade de vida do paciente.
