Vila Maria FM

Quando respirávamos a Copa do Mundo

17/10/2022 Rádio Vila Maria FM Notícias

Se você nasceu nas décadas de 80 até 00, provavelmente você é da época em que pintávamos as ruas, enchíamos os estabelecimentos de balões verdes e amarelos, criávamos uma expectativa em torno do torneio mais importante da FIFA que nos fazia esquecer os problemas do dia a dia por um mês inteiro.

Por conta das últimas atuações da seleção brasileira nas copas, o torcedor canarinho que foi “mal acostumado”, vendo a seleção em três finais consecutivas, foi perdendo a paixão por torcer. Diante de resultados inacreditáveis e patéticos, como o 7×1, começamos a duvidar da capacidade dos nossos atletas e desconfiar da índole dos profissionais da CBF em convocações.

Tim Vickery, freelancer de futebol inglês que mora no Brasil desde 1994 e que é filho de brasileiro, mencionou em uma oportunidade no Redação Sportv que seu pai, em determinada Copa do Mundo viu a eliminação precoce da seleção brasileira e não assistiu à mais nenhuma partida. Complementou que o brasileiro não aproveita a copa e que, se o Brasil vence é obrigação e que se não vencer, indiferente da posição, é um fiasco. Assino embaixo. Criamos essa cultura de que se você não é o primeiro, está tudo errado.

O trabalho do Tite nos últimos anos não agrada a todos, mas seus números são inegáveis e possuem marcas históricas. A seleção não havia vencido em Assunção e nem na Bolívia nesse século, tendo atuações questionáveis nesses locais, mas com Tite, uma vitória no Paraguai por 1 a 0 e na Bolívia com um caminhão de gols e atuação impecável de Richarlison marcaram a passagem em La Paz com um 4 a 0. Com a melhor campanha na história das eliminatórias, o Brasil levou apenas 5 gols em 17 partidas sem saber o que é uma derrota. Campanha essa, que superou a de Marcelo Bielsa, técnico do Leeds que dirigiu a Argentina para a copa de 2002.

Nos últimos 18 meses, o surgimento dessa geração incrível impactou o mundo do futebol, tanto que a Premier League, maior Liga do planeta, buscou contratar a grande maioria dos atletas como Casemiro, Antony e Paquetá. Real Madrid e Barcelona não ficaram de fora e buscaram Raphinha no Leeds e Vini Jr no Flamengo. A questão é que em 2018, fomos para a Rússia como “Brasil, a seleção de Neymar”, estamos indo para o Catar como “Brasil, a seleção que tem o Neymar”. Uma mudança tão pequena, mas que muda todo o contexto. Com o apoio de Vinicius Jr, Raphinha, Antony, Rodrygo e Richarlison, Neymar divide o protagonismo na equipe, dividindo a responsabilidade em busca do título.

Se o título vem, não sabemos, mas podemos ter certeza de que as atuações que não vimos nas outras edições, está guardada para esta Copa do Mundo.

Saiba todas essas informações em tempo real pelo sitehttps://www.instagram.com/infosdocatar/.

Texto: Felipe Matiasso

 

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