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POLÍTICA: Deputados trocam tapas em sessão no Conselho de Ética

10/12/2015 Rádio Vila Maria FM Notícias

Os deputados Zé Geraldo (PT-PA) e Wellington Roberto (PR-PB) trocaram tapas na sessão do Conselho de Ética e tiveram de ser apartados por colegas e seguranças da Câmara dos Deputados. A discussão começou quando Wellington disse que a votação no colegiado de um projeto de resolução pedindo a retirada do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo era golpe. A discussão contagiou o plenário e os deputados se agrediram.

Você mete a mão em mim. Me respeite. O senhor chamou de moleque todo mundo aqui, de turma do Cunha. Quem tem turma é ladrão, esbravejou Wellington. Fale o que quiser. Aceito tudo, menos você me tocar, gritou o petista. Macho nenhum vai tocar em mim, reagiu aos gritos Wellington Roberto. Mais calmo, Zé Geraldo mudou de lugar.

O início da sessão já foi marcado por discussão da tropa de choque de Cunha com o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA). O deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), suplente do colegiado, questionou a demora da abertura do painel para marcação de presença e cobrou uma atitude de Araújo.

O presidente explicou que a Mesa Diretora é responsável pela administração do painel, disse que o deputado deveria cobrar do presidente da Casa, que é quem manda, que pode tudo  e ironizou o nervosismo dos aliados de Cunha. Enquanto vocês não me afastarem, e o que eu estou vendo é que querem me afastar também, estou aguardando chegar o meu dia, do meu afastamento. Porque aqui pode de tudo, respondeu. O mesmo Wellington Roberto se indignou com a resposta. Tudo aqui agora é atribuído ao presidente Eduardo Cunha, rebateu.

Registro de presença inicia bate-boca

Antes das agressões, O deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) reclamou que, no momento de registrar presença no painel eletrônico do colegiado, o painel ficou desligado. Muitos deputados não conseguiram marcar presença no horário em ponto em virtude do painel estar desligado. Ficou desligado por oito minutos. Muitos deputados saíram porque acharam que não seria aqui, disse Bacelar.

O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA) rebateu: Eu ainda sou o presidente do conselho, ainda não me afastaram, porque aqui pode tudo, mas o sistema não está ligado a mim e, sim, à Mesa Diretora. Estou aqui apenas para dirigir os trabalhos, informou.

Deputados continuaram discutir com o presidente. Araújo afirmou que o problema foi que o painel não foi ligado, mas o sistema registrou a presença na ordem de chegada. Não houve prejuízo para ninguém. Vossa Excelência está tumultuando o processo, disse o presidente.

João Carlos Bacelar protestou.  Eu quero o meu direito de votar, disse. O deputado Leo de Brito (PT-AC) criticou a destituição do relator Fausto Pinato (PRB-SP) pelo primeiro vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA). Isso vai ficar marcado para sempre na história do Conselho de Ética, afirmou. 

Processo contra Cunha

O primeiro item da pauta é o processo referente à representação do Psol e Rede em desfavor do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Após o relator Fausto Pinato (PRB-SP) ter sido afastado pelo primeiro vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), teve que reiniciar todo o processo de escolha para a relatoria. Nessa quarta-feira foi anunciado o nome do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) como novo relator da representação. 

A representação contra Cunha foi apresentada pelo Psol e pela Rede Sustentabilidade em 13 de outubro. Os dois partidos pedem a cassação do mandato do presidente da Câmara por entenderem que há divergências entre informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e o depoimento prestado por Cunha à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras em março deste ano, quando ele negou ter contas bancárias no exterior não declaradas à Receita Federal.

O advogado de defesa de Cunha, Marcelo Nobre, declarou ao conselho que o deputado não omitiu informações porque não existe lei brasileira que obrigue qualquer cidadão brasileiro a declarar em seu imposto de renda valores de contas em trustes. Segundo o advogado, a representação é baseada apenas em denúncias, sem nenhuma prova.

Fonte: Correio do Povo

 

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