A Croácia é uma equipe tradicional no segundo escalão do futebol europeu que jogou a Copa do Mundo em poucas oportunidades. Dentre elas, a da Rússia quando foi vice campeã mundial, perdendo para a França, em 18. De modo semelhante, a Croácia defende na mesma filosofia de jogo que a Coreia do Sul, tendo duas linhas de quatro jogadores, mas a qualidade técnica individual de alguns atletas pode fazer a diferença e encrencar o jogo brasileiro.
Até as oitavas de final, o Brasil não teve nenhum adversário com qualidade o suficiente com a bola no pé que tomasse o controle do meio campo. A geração croata mantém a base meio campista da Copa da Rússia com Modric, Brozovic e Kovacic, este último que assumiu a vaga no lugar de Rakitíc, aposentado da seleção croata.
Eles formam um tripé muito eficiente e toda a atenção deve ser voltada ao camisa 10, Modric. Meia do Real Madrid, melhor do mundo em 18 e o craque da última Copa do Mundo é considerado o cérebro da equipe e tudo passa por ele, com isso, Casemiro deve ficar colado no ex–companheiro de Madrid.
Para anular o jogo da Croácia, a seleção brasileira deve se preocupar com saída de bola dos europeus, tendo em boa parte do jogo, a chamada “marcação pressão” para evitar que a bola chegue redonda nos pés dos principais jogadores adversários, responsáveis pela formação do tripé, e na pior das situações, no mínimo, provocar uma dificuldade considerável na transição ofensiva dos croatas.
Com essa filosofia de jogo, o Brasil pode roubar a bola ainda no campo adversário e com a marcação croata desarrumada, o quarteto ofensivo das últimas partidas pode se tornar fatal em mais um jogo eliminatório.
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Texto: Felipe Matiasso
