Há quase um ano o torcedor não sentia a energia de um clássico GreNal. Colorados e gremistas confiantes, esperançosos e cautelosos pressentiam uma partida disputada, mas acima de tudo com um bom futebol. O fator classificação não estava envolvido por conta da belíssima campanha da dupla nessa temporada, mas isso realmente não afetou em nada o espetáculo.
No meio de semana, a imprensa circulava possíveis escalações que poderiam mostrar alguma surpresa. No Grêmio, a lateral direita, a primeira função do meio campo e a extrema esquerda eram os pontos cirúrgicos e que podiam definir o clássico. Do lado colorado, o meio campo que definiria a postura da equipe do Internacional na casa tricolor.
Mano errou na escalação inicial. Com a saída de Mauricio da equipe para a entrada de Baralhas, o técnico colorado abdicou de jogar e ter uma força ofensiva importante do lado do Inter. Essa mudança desenhou o primeiro tempo em que tinha o Grêmio buscando dominar o meio de campo e a equipe de Mano tendo única e exclusivamente a válvula de transição rápida com Wanderson.
No intervalo, Mano corrige a equipe. Mauricio e Matheus Dias aparecem pro clássico 438. O jogo continua equilibrado, até que chega a vez de Renato errar. Vina, que vinha fazendo excelente partida, deixa o jogo para a entrada de Ferreira muito cedo e a partir de então, o Grêmio começa a ter dificuldade para segurar a bola no ataque. Em seguida, a entrada de Thiago Santos no lugar de Cristaldo é exatamente o mesmo erro que Mano cometeu no inicio do jogo. O Grêmio escolhe segurar o resultado e dar campo ao Internacional.
Não demora para Alan Patrick aproveitar a falha de marcação de Thiago Santos e balançar a rede tricolor. O Grêmio toma um gancho no queixo e fica desnorteado a partir de então. Mas como os deuses do futebol sempre aprontam com uma caixinha de surpresa diferente, não se pode baixar a guarda, e foi nesse momento que uma luz desceu e mirou em Felipe Carballo que havia entrado no lugar de Villasanti, machucado. A equipe de Renato que não se encontrava na partida foi salva pelo soar do gongo no último lance da partida.
Um golpe fatal ao time de Mano que demorou a entender como deveria ter entrado para disputar o GreNal 438, mas um tanto quanto exagerado por conta das atitudes tomadas na casamata gremista. Por sua vez, quem buscou a partida os noventa minutos, saiu vitorioso.
Texto: Felipe Matiasso
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