A Chevron, uma das maiores petroleiras do mundo, pretende se juntar a alguns investidores para construir um oleoduto que ligue o Iraque à Síria. O objetivo seria reduzir a dependência do estreito de Ormuz.
- Antes do início da Guerra, cerca de 20% do petróleo mundial passava por essa região. O próprio Iraque produzia cerca de 4,5 milhões de barris de petróleo por dia, mas foi fortemente afetado pelo conflito.
Olhando para o mapa… Esse novo empreendimento possibilitaria o petróleo ser exportado pelo lado oposto da região — sairia do Iraque, passaria pela Síria e chegaria no mar Mediterrâneo.
Uma das opções que a Chevron considera é a reconstrução do oleoduto que liga os dois países, e que está fechado há mais de duas décadas. O grupo também não descarta construir uma nova tubulação.
A companhia está em negociação com o governo do Iraque há cerca de 15 meses e afirmou que um acordo ainda está longe de ser fechado.
A ação faz parte de um esforço do primeiro-ministro iraquiano para aumentar o investimento dos EUA no país. Na terça-feira, após uma reunião entre os dois, Trump disse que os países irão fechar muitos acordos. Ontem, o líder do Iraque também se reuniu com o vice-presidente da Chevron na sede da empresa em Houston.
Somado a esse movimento, os governos do Golfo já estão investindo bilhões de dólares em alternativas para contornar o estreito. No fundo, a Guerra do Irã pode ser o empurrão que faltava para os países consolidarem projetos para terem mais autonomia.
Apesar de terem acontecido em contextos diferentes, o Canal do Panamá também é um exemplo de uma via de escoamento artificial construída para atender demandas do comércio internacional. Clique aqui para saber mais.
