O relógio está correndo. O presidente dos EUA sinalizou a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã em até seis semanas, mesmo que signifique deixar o Estreito de Ormuz bloqueado.
Isso representa uma mudança na estratégia de Washington. Em vez de uma ocupação prolongada, Trump quer focar nos principais objetivos militares: enfraquecer a marinha iraniana e destruir a capacidade de mísseis do país, para então declarar vitória.
O que está por trás do movimento: Basicamente, Trump está ameaçando países europeus que negaram apoio aos EUA — como França, Itália, Reino Unido e Espanha.
Para o presidente, se os europeus não facilitam a logística da guerra, não devem esperar que os EUA garantam a segurança do combustível deles. No Truth Social, ele escreveu: “Vão ao Estreito e simplesmente TOMEM-O. Os EUA não estarão lá para ajudar vocês mais, assim como vocês não estiveram lá por nós. Vão buscar seu próprio petróleo!”.
Na prática, a cada aumento do preço dos combustíveis, a urgência fica maior. Desde o início da guerra, o preço da gasolina subiu 70% na Europa.
Mas tudo pode não passar de um blefe… Isso porque o bolso dos americanos também já está sentindo: pela 1ª vez desde 2022, o preço médio da gasolina nos EUA ultrapassou os US$ 4 por galão.
Bottom-line: O presidente do Irã afirmou em conversa com o presidente do Conselho Europeu que o país não busca prolongar o conflito e está disposto a encerrá-lo, desde que receba garantias contra novas agressões.
