Parece que teve gente que assistiu às eleições brasileiras… Milhões de israelenses foram às urnas para escolher os representantes do parlamento do país. Assim como por aqui, também teve acusação de fraude e pedido de extensão do horário de votação.
Os dois favoritos na disputa para primeiro-ministro são Benjamin Netanyahu, mais à direita, e Gadi Eisenkot — de centro-direita e que integrou o atual governo, mas renunciou em 2024.
Antes dos números, vamos com calma, porque o sistema israelense é um pouco diferente. Por lá, a população vota no parlamento, que possui 120 assentos. Para escolher um primeiro-ministro, um partido precisa garantir 61 vagas.
Se nenhum atingir o número, eles precisam formar um “blocão” com outras siglas para tentar atingir maioria e escolher o primeiro-ministro — que será convidado pelo presidente do país, já escolhido em outra data, para ocupar o cargo.
A contagem oficial pode se estender até sexta-feira. Por enquanto, estima-se que o partido do atual premiê Netanyahu tenha mais cadeiras (24), mas que a sigla do Eisenkot lidere a formação do “blocão”.
Durante o dia de votação, Netanyahu pediu a extensão dos horários de votação, alegando filas longas nas seções eleitorais e chuva, que poderiam impedir eleitores de votar — mas o pedido foi negado. Ele ainda denunciou tentativas de fraude, mas não apresentou provas.
O atual governo vem enfrentando críticas sobre falhas de segurança, enquanto o próprio primeiro-ministro enfrenta investigações sobre suborno e fraude.
Os resultados oficiais devem sair só no dia 4 de novembro. Mesmo assim, por conta do sistema de coalizões, um novo líder só deve se consolidar no cargo dias ou até semanas após a eleição.
