O governo israelense anunciou ontem a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã e um dos nomes mais poderosos do regime.
Veterano da política iraniana, Larijani foi um dos responsáveis por coordenar a repressão contra civis nos protestos do início do ano e era visto como o principal articulador político e militar do país após a morte de Ali Khamenei.
Na última semana, ele chegou a ameaçar Donald Trump publicamente, ao dizer “Cuidado para não ser eliminado”.
No mesmo ataque, Israel também declarou ter matado o comandante da força Basij, a milícia de 1 milhão de integrantes ligada à Guarda Revolucionária e responsável por reprimir protestos internos.
As duas mortes fazem parte de uma estratégia clara de Israel: atingir o topo da hierarquia iraniana. Contudo, ainda é difícil dizer qual será o real impacto das ações.
Por um lado, enfraquece a coordenação do regime e abre espaço para instabilidade interna.
Por outro, aumenta o risco de retaliações mais agressivas, já que essas mortes elevam a pressão dentro do Irã.

(Imagem: BBC)
Enquanto isso, nos EUA, cresce a expectativa sobre os próximos passos do conflito. Trump afirmou que o país ainda não está pronto para encerrar a guerra — mas sinalizou que um desfecho pode estar próximo.
