Depois de quase duas décadas no comando da Faixa de Gaza, o Hamas decidiu que era hora de se despedir. O grupo anunciou a dissolução do órgão que administrava o território desde 2007.
Como funcionava esse governo? O Hamas era como um “Estado” dentro de Gaza. Eles controlavam desde a coleta de lixo e a segurança pública até escolas, hospitais e arrecadação de impostos.
Agora, o chefe desse governo renunciou e o comando da administração pública foi entregue para um comitê de tecnocratas — chamado de NCAG.
- Esse comitê foi criado pelo “Conselho de Paz” instituído por Donald Trump durante as negociações do cessar-fogo em outubro de 2025. Ele conta com profissionais e especialistas que não são considerados políticos de carreira.
Por enquanto, para que serviços básicos não colapsem, os funcionários técnicos de hospitais e outros cargos de acessibilidade — que fazem parte do comitê — continuam trabalhando.
O episódio pode marcar um novo capítulo na guerra?
Oficialmente, o Hamas diz que está saindo de cena para aliviar a crise humanitária e tirar de Israel o “pretexto político” para manter os ataques e o bloqueio econômico.
Acontece que para Israel, o ponto principal segue sendo o desarmamento do grupo. O Hamas se recusa a entregar o seu arsenal militar e Netanyahu não aceita que eles continuem assim. Como ninguém cede, o impasse deve continuar.
Conclusão: O governo americano se pronunciou no X, seguindo o pensamento israelense, dizendo que o fundamental para a transição é o de “uma única autoridade, uma única lei e uma única arma”. Ou seja, exigem que o comitê assuma o controle de todas as armas em circulação no território.
