Washington e Teerã buscam organizar um encontro estratégico no Paquistão neste fim de semana para discutir o fim do conflito. Seria a primeira tentativa concreta de diálogo direto. O vice, JD Vance, é cotado para liderar a delegação americana.
Até o momento, EUA e Irã não chegaram a um acordo. Os iranianos rejeitaram um plano de paz de 15 pontos de Trump, classificando-o como “excessivo e desconectado da realidade”.
Em resposta, o regime apresentou uma contraproposta com cinco condições inegociáveis, incluindo (i) suspensão total de assassinatos por parte dos EUA e de Israel e (ii) compensação financeira pelos danos de guerra.
No fundo, Teerã parece ainda desconfiar dos EUA. O regime do país teme que Trump esteja fazendo uma “falsa diplomacia” para ganhar tempo. Até porque, enquanto fala em paz, a Casa Branca prepara o envio de dois mil paraquedistas para a região.
Ontem, a porta-voz do governo americano reforçou que Trump “vai desencadear o inferno” caso Teerã não aceite o acordo dos Estados Unidos.
Ainda assim, Wall Street está mais calma…
Mesmo sem acordo, alguns sinais ajudaram a acalmar o mercado. Teerã indicou que o Estreito de Ormuz segue aberto para “embarcações não hostis” — mediante taxas que podem chegar a US$ 2 milhões. A notícia fez o petróleo chegar a cair mais de 2%.
Outro fator que alimenta o otimismo: Netanyahu ordenou que Israel se esforçasse para destruir o máximo possível da indústria armamentista iraniana pelas próximas 48h.
Apesar de parecer que isso significa mais guerra, o mercado leu como indício de tentar enfraquecer o adversário antes de uma negociação. Estamos na última semana de guerra ou ainda só no início dela?
