A Nasa confirmou que vai apresentar, na próxima semana, o plano detalhado da Moon Base, a primeira base humana permanente na Lua.
O projeto de US$ 30 bilhões prevê mais de 80 lançamentos de foguetes ao longo de uma década — e tem como meta estabelecer presença humana contínua no Polo Sul lunar até 2036.
“Mas já não teve base lá antes?” Até hoje, 12 pessoas já pisaram na Lua, mas todas ficaram apenas horas ou poucos dias. Agora, o que vai acontecer é o início de uma exploração de infraestrutura a longo prazo — e também comercial.
O plano da agência envolve três fases estratégicas:
- A Fase 1 foca em testes biológicos e suporte à vida;
- A Fase 2 inicia a construção das instalações, com missões tripuladas a cada seis meses;
- A Fase 3 consolida a presença humana contínua e a autossuficiência energética no Polo Sul lunar.
A escolha do Polo não é por acaso. A região concentra grandes quantidades de água congelada em crateras — um recurso que pode ser transformado em água potável, oxigênio para respiração e até combustível para foguetes.
No fundo, a Lua deixa de ser um destino e passa a ser uma base de operações para o que vem a seguir: Marte. A Nasa vai poder treinar tripulações, desenvolver tecnologias de sobrevivência e até produzir combustível localmente já de olho no planeta vermelho.
Essa corrida, aliás, já começou… Com a China avançando no seu próprio programa lunar, os EUA deixaram claro que a Moon Base também é geopolítica. Outros países estiveram representados no anúncio inicial do projeto, e empresas privadas como SpaceX e Blue Origin fazem parte do plano. Corrida espacial 2.0?.
