Exatamente no dia que Pietro Albuquerque, filho do ex-deputado federal Beto Albuquerque, faria 30 anos, foi lançado em Porto Alegre o Instituto Pietro. Desde que Pietro faleceu devido à leucemia, Beto Albuquerque iniciou uma luta em prol da doação de medula óssea, que será intensificada agora com a criação do Instituto.
O Instituto Pietro é resultado de uma luta iniciada em 2007, quando Pietro Albuquerque foi diagnosticado com Leucemia Mielóide Aguda e, assim, foi começado uma batalha para encontrar um doador de Medula Óssea compatível. Infelizmente não encontaram a tempo de salvar Pietro, mas a dor de sua perda foi transformada numa causa nobre.
Desde então existe um trabalho para aumentar o número de doadores de Medula Óssea cadastrados no REDOME. O primeiro passo foi a criação da Lei Pietro, que instituiu a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que acontece anualmente entre os dias 14 e 21 de dezembro. O Instituto Pietro é composto por 56 sócio-fundadores e tem como principal objetivo dar suporte a pacientes portadores de leucemia e familiares. O IPietro também incentiva a pesquisa, apoia os hospitais transplantadores, os transplantados e os familiares.
Entre os sócios fundadores estão os médicos Fernando Antônio Lucchese (cardiologista), José Peixoto Camargo (pneumologista), João Gabbardo dos Reis (Ministro substituto da Saúde), Marcelo Capra (hematologista), os jornalistas André Machado e Roberta Salinet, prefeitos como Luciano Azevedo (Passo Fundo), Miki Breier (Cachoeirinha) e Leonardo Paschoal (Esteio), os deputados estaduais Franciane Bayer e Dalciso Oliveira, além de pesquisadores, representantes do Ministério Público, empresários, publicitários, acometidos pela doença e familiares.
“Em 2019, Pietro estaria completando 30 anos e o Instituto é o nosso presente para ele. Sua perda se transformou na luta de muita gente”, disse Beto.
Como é Feita a Busca por um Doador
A doação de medula óssea pode ser aparentada ou não aparentada. No primeiro caso, o doador é uma pessoa da própria família, em geral um irmão ou um dos pais. Há cerca de 25% de chances de encontrar um doador compatível na família. Havendo um irmão totalmente compatível (100%) este será a primeira escolha para ser um doador. Caso contrário, inicia-se a busca de alternativas para a realização do transplante.
As informações dos pacientes que necessitam de transplante sem um irmão compatível são incluídas no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME). Os doadores são cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Os dados dos dois registros são cruzados para verificar a compatibilidade entre pacientes e doadores. Essa busca é automática.
Assim que o paciente entra no REREME, cadastrado por seu médico, acontece a primeira tentativa de encontrar um doador. A partir daí, o próprio sistema refaz a busca, todos os dias. Um resultado preliminar aponta uma lista de possíveis doadores compatíveis. O médico assistente, junto com a equipe especializada do REDOME, analisa (dentre estes possíveis doadores) qual tem chance de ser mais compatível com o paciente. Na sequência, são feitos contatos com os voluntários e solicitados os exames complementares.
Paralelamente, acontece a busca na Rede BrasilCord, que contém os dados dos cordões umbilicais armazenados nos Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário. Caso não seja encontrado um doador brasileiro, a equipe do registro parte, então, para a busca internacional que ocorre praticamente de forma simultânea.
É importante que o médico mantenha os dados pessoais completos do paciente atualizados no REREME, com informações sobre a compatibilidade e a doença com indicação de transplante. Também é responsabilidade do médico assistente atualizar a condição do paciente e sua evolução enquanto aguarda o transplante. Isso evita que a pessoa que necessita de uma nova medula perca a chance de ter um doador compatível localizado.
Fonte: Redome / Intituto Pietro
Foto: Intituto Pietro
