Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Rio Grande do Sul votaram nesta segunda-feira, em assembleia, a suspensão da greve da categoria no Estado. A decisão foi tomada após a confirmação da assinatura de um acordo entre governo e entidades sindicais agendado para as 17h desta terça-feira. Caso tudo transcorra conforme o planejado em Brasília, os servidores voltarão ao trabalho na quinta-feira. A alegação é de que a retomada de questões técnicas impede o retorno já no dia seguinte.
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência no RS (Sindisprev/RS), Giuseppe Finco, ressalta que nem todas as reivindicações da categoria foram atendidas: nós estamos voltando ao trabalho, mas é preciso que se diga que a questão do concurso público, por exemplo, não foi garantida pelo governo. De acordo com Finco, é imprescindível que o quadro de servidores seja ampliado no Instituto para que a demanda de serviços seja atendida com qualidade.
Pela proposta do governo, os servidores vão receber aumento salarial de 5,5% em 2016 e de 5% em 2017. Inicialmente, os servidores pediam 27% de aumento, além da incorporação de gratificações, 30 horas de trabalho semanal, realização de concurso público e melhoria das condições de trabalho. Já o atendimento na área de perícias médicas deve continuar restrito. Os peritos, em greve há mais de 20 dias, dizem que a paralisação registra, em nível nacional, 85% de adesão.
Funcionários dos Correios encerram greve no RS
Categoria aceitou proposta apresentada em audiência de conciliação com o TST
O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS) decidiu, em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira, encerrar a greve deflagrada no último dia 15 de setembro. O chamado estado de greve, no entanto, segue mantido. Os servidores acataram a proposta de conciliação apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) no último dia 25 e retornarão ao trabalho já nesta terça-feira.
A partir do entendimento, os servidores concordaram em receber R$ 400 em caráter de gratificação a partir de agosto de 2015 e até janeiro de 2017, 9,56% de reajuste nos demais benefícios (como o vale alimentação e creche, por exemplo) e universalização da entrega de correspondências pela parte da manhã até o final de 2016. Além disso, fica entendido que a empresa não pode adotar qualquer medida de alteração do plano de saúde vigente através do acordo coletivo da categoria que não seja de comum acordo com os trabalhadores.
A audiência de conciliação no TST também determinou que os dias parados não sejam descontados. Já para efeitos de compensação, serão contabilizados apenas dias considerados úteis, que terão de ser recuperados em um prazo de até três meses.
Fonte: Correio do Povo
