Com equipamento cedido pela Embrapa Trigo, Emater/RS-Ascar simula chuva na Expodireto. O objetivo é mostrar aos agricultores, entre os dias 06 e 10 de março, em Não-Me-Toque, o que acontece na lavoura e no bolso quando a água encontra duas situações diferentes: solo protegido por uma espessa camada de palha e solo onde a quantidade de palha está aquém do recomendado. A consequência disso é a perda de nutrientes, de solo e perda de dinheiro, disse o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Rafael Goulart Machado.
A experiência simula o que acontece em duas lavouras manejadas de modos distintos. Uma delas simula uma condição ideal, 12 toneladas de palha produzidas em um hectare, durante o ano agrícola, com plantio em nível. No plantio em nível, cada linha de plantio funciona como um microterraço, que faz com que a água infiltre no solo, justificou Machado.
A outra situação apresentada na Expodireto simula uma área com menos palha protegendo o solo de uma lavoura onde se plantou morro acima/morro abaixo. Nessa situação, cada linha de plantio funciona como uma seta que leva a água para fora da lavoura, comparou o engenheiro agrônomo.
Para corroborar com essa ideia, dois baldes, conectados separadamente a cada uma das lavouras simuladas, armazenam a água que sai de cada uma delas. O balde que está cheio de água é o que está conectado por um cano à lavoura onde o manejo é o recomendado pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar.
A experiência com simulador de chuva pode ser apreciada no Espaço Temático Solos, coordenado pela Emater/RS-Ascar. Também fazem parte da equipe responsável pela experiência os engenheiros agrônomos Míria Durigon, Dejair Burtet e João Mocellin.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional de Ijuí
