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Endometriose: por que diagnóstico ainda demora até 10 anos?

20/03/2026 Rádio Vila Maria FM Notícias

Na semana passada, tivemos o Dia Internacional de Luta contra a Endometriose, doença que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva — aproximadamente 190 milhões de pessoas no mundo.

No Brasil, segundo a OMS, mais de sete milhões de mulheres convivem com a doença — e nem todas sabem a possuem. Ainda assim, a conscientização do público está melhorando, especialmente após famosas como Anitta, Larissa Manoela e Patrícia Poeta revelarem que foram diagnosticadas com a condição.

Contextualizando… 
A endometriose é uma doença inflamatória crônica na qual um tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, cresce fora dele, em locais como ovários, trompas e cavidade pélvica.

Essas células continuam a responder aos hormônios do ciclo menstrual, podendo causar sangramento, inflamação, dor pélvica intensa e, em alguns casos, infertilidade. Com o tempo, a inflamação recorrente pode causar cicatrizes e aderências entre órgãos da pelve.

Os sintomas mais comuns são cólicas menstruais fortes, dor durante relações sexuais e alterações intestinais ou urinárias no período menstrual. O diagnóstico geralmente exige avaliação clínica, exames de imagem e, às vezes, cirurgia para confirmação.

O intervalo entre o início dos sintomas e a confirmação pode variar de sete a dez anos, um tempo que piora significativamente a qualidade de vida e aumenta as chances de complicações. Anitta, por exemplo, passou nove anos com dores fortes sem saber a causa.

Tá, mas qual é o motivo pelo qual o diagnóstico demora tanto?
Ainda existe uma normalização da dor menstrual. Muitas mulheres escutam por anos que cólica é normal, o que as faz demorar para procurar ajuda.

Além disso, o ultrassom transvaginal de rotina muitas vezes não identifica a doença, pois não é direcionado para essa investigação específica.

O Brasil também conta com poucos profissionais capacitados para diagnosticar endometriose, e muitas mulheres enfrentam longas filas para consultas iniciais com especialistas.

A verdade é que cólicas menstruais incapacitantes não são normais — e não devem ser toleradas como parte inevitável de “ser mulher”.

Quando a dor interfere na rotina, no trabalho, nos relacionamentos ou na saúde emocional, deve ser investigada com seriedade.

Se você se identificou com os sintomas, procure um especialista. Endometriose não é frescura nem exagero — e você não precisa suportar isso sozinha.

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