O escritório municipal da Emater de Vila Maria está desenvolvendo a segunda campanha de controle da lagarta de cartucho do milho, com uso da vespa Trichogramma. Trata-se do controle biológico da praga que infesta a cultura do milho, e que tem maior incidência principalmente a partir do mês de novembro.
A lagarta do cartucho é uma das principais pragas que infesta a cultura do milho, atacando as folhas no estagio inicial de desenvolvimento da planta. O problema maior é no milho do tarde, em função das temperaturas mais altas e do clima mais seco.
O controle biológico com a vespa Trichogramma é uma alternativa para diminuir o ataque da lagarta do cartucho, que tem se mostrado muito eficaz e ecologicamente correto, já que não há necessidade de controle com inseticidas. A vespinha que faz o controle biológico, é produzida em laboratório e posteriormente, comercializada em cartelas e distribuída nas lavouras de milho. Na lavoura, a vespa adulta procura os ovos da mariposa Spdoptera frugiperda, impedindo o desenvolvimento da lagarta do cartucho.
Os produtores interessados em fazer o controle biológico em suas lavouras de milho, devem entrar em contato com o escritório da Emater para fazer a reserva das vespas, que serão compradas ou de Minas Gerais ou de São Paulo. O valor por hectare para o produtor é entre R$ 30,00 e R$ 41,00, dependendo de onde forem compradas as vespas. A Emater banca o custo do transporte das mesmas.
Ivam Pasa, chefe do escritório municipal da Emater lembra que a aplicação do agente biológico deve ser feita antes que o ataque da lagarta inicie. O ideal para as lavouras do cedo é encomendar as vespas 15 dias após a germinação do milho e nas lavouras do tarde, a encomenda deve ser feita de 7 a 10 dias após a germinação.
Todas as informações sobre a forma de distribuição das vespas na lavoura e vantagens do controle biológico, estão disponíveis no escritório da Emater de Vila Maria.
