O governo do Estado, por meio de nota oficial, lamentou a decisão de continuidade da greve do magistério, definida na tarde desta sexta-feira. O Piratini também prometeu endurecer contra a categoria e informou que cortará o ponto dos grevistas conforme determina a legislação.
Mesmo com baixa adesão, a paralisação prejudica, principalmente, alunos e famílias gaúchas. Trata-se de decisão claramente política. A sociedade não pode ser penalizada por disputas internas do próprio sindicato, diz o texto. Também afirma que mantém diálogo transparente com a categoria, destacando que a grave crise financeira afasta, no momento, qualquer possibilidade de reajuste salarial. E lembra que foram apresentadas propostas, como a revogação da portaria sobre o abono de difícil acesso; e o adiamento da discussão do PL 44/2016.
A manutenção da greve dos professores, que já dura 41 dias, foi decidida em votação apertada no fim da tarde. O placar foi de 730 votos a favor da paralisação ante a 691 pelo fim da greve. Na assembleia também foi rejeitada a última contraproposta encaminhada pela Secretaria Estadual da Educação ao Cpers.
Cpers busca negociação verdadeira
A deliberação da assembleia contradisse ao clima da reunião do Conselho Geral do Cpers, quando 20 dos 42 núcleos regionais do Sindicato foram favoráveis ao fim da greve – outros seis estavam indefinidos e seguiriam a maioria. A decisão sempre se dá na assembleia, explicou a presidente do Cpers Helenir Schürer.
Segundo ela, o Cpers busca, agora, uma negociação verdadeira com o Executivo. Que exista, por parte do governo, uma vontade, principalmente, na questão salarial, porque isso pesa muito. Não é vida estudar tanto para chegar a esse ponto.
Fonte: Correio do Povo
