Vila Maria FM

EDUCAÇÃO: Greve atinge mais de 50 universidades federais no Brasil

23/04/2026 Rádio Vila Maria FM Notícias

UFRJ- Campus da Praia Vermelha (Acervo)

O governo e os funcionários das universidades estão em pé de guerra. Uma paralisação de servidores já atinge pelo menos 53 universidades federais em todas as regiões do país. Entre as instituições afetadas estão a Universidade Federal do Rio de Janeiro, considerada a maior federal do país, e a Universidade Federal de São Paulo. A adesão, no entanto, não ocorre de forma uniforme: enquanto algumas universidades enfrentam paralisações mais amplas, outras registram adesão parcial, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte onde cerca de 10% dos servidores aderiram ao movimento. Já no Ceará as universidades federais não aderiram.

A greve está mantida nas federais de Roraima, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Oeste do Pará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Campina Grande, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Recôncavo da Bahia, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Grande Dourados, Mato Grosso do Sul, Uberlândia, Triângulo Mineiro, Juiz de Fora, Viçosa, Lavras, Ouro Preto, São João Del Rey, Alfenas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Fluminense, campus de Itabira da Universidade Federal de Itajubá, São Paulo, ABC, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande, Pelotas, Santa Maria, Pampa, Minas Gerais, Fronteira do Sul, Alagoas, da Integração Latino-Americana e do Estado do Rio de Janeiro, além das rurais de Pernambuco, Semi-Árido e Rio de Janeiro.

O motivo da greve chama-se Reconhecimento de Saberes e Competências (ou RSC). Na prática, é um bônus no salário para servidores com experiência, mas sem diploma de doutorado. O governo já aprovou a lei, mas o decreto ainda não foi assinado. Os pontos reivindicados foram acordados em 2024. A categoria também reivindica a implementação de jornada de 30 horas semanais para todos os servidores, além de ajustes na estrutura de cargos e salários e maior participação nos processos internos das universidades.

Embora as aulas continuem na maioria das instituições, o movimento tem afetado desde a emissão de diplomas até o funcionamento de hospitais universitários. O governo anunciou que as mudanças entram na folha de pagamento ainda deste mês. O MEC afirma respeitar o direito de greve e diz seguir em diálogo com os servidores, destacando que as tratativas continuam dentro dos cronogramas legais e administrativos.

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