No clima, as mudanças já são conhecidas. Chuvas na região sul, calor na região nordeste e inverno e primavera mais quentes do que o habitual em todo o país. Já para o bolso, o impacto deve ser mais intenso.
O efeito El Niño
Alterando o regime de chuvas, o fenômeno pode reduzir a produtividade das lavouras e diminuir a oferta de alguns alimentos. O problema começa no campo, mas afeta diretamente os supermercados.
Os produtos mais sensíveis às mudanças são os grãos, mas o impacto não para por aí. Quando milho e soja ficam mais caros, o custo da ração animal também sobe, o que tende a encarecer a produção de aves, suínos e bovinos.
- Estimativas indicam que o El Niño pode adicionar entre 1 e 3,4 pontos percentuais à inflação dos alimentos. Em um cenário extremo, parecido com o registrado entre 2015 e 2016, os números poderiam chegar a 6,78 pp.
O fenômeno também pode afetar a geração de energia, elevando o custo da eletricidade em algumas regiões e aumentando as despesas de diversos setores. Isso causaria um efeito cascata na redução do poder de compra do país.
Apesar das projeções, vale ressaltar que o fenômeno ainda está em formação. Caso se confirme, os impactos sobre os preços devem aparecer de forma gradual, com maior intensidade ao longo de 2027.
