O mercado de energia acordou com o despertador no volume máximo. Após o fechamento do Estreito de Ormuz no sábado, os gráficos de preço dos barris deixaram de subir e passaram a decolar.
Brent: Saltou 9%, chegando a ultrapassar os US$ 80 — maior alta em 4 anos.
Diesel: Disparou 20% em um único dia.
(Imagem: Bloomberg)
Somado ao caos, a Saudi Aramco foi obrigada a interromper a refinaria de Ras Tanura, que produz cerca de 500 mil barris por dia, depois de ter sido alvo de ataques.
Para tentar apagar o incêndio, a OPEP+ correu para anunciar um aumento de 206 mil barris/dia na produção. O gesto, porém, é quase simbólico: de nada adianta abrir a torneira se o ralo (o Estreito) está entupido por uma guerra naval global.
Por que isso importa? Quando o diesel dispara 20% em 24 horas, o efeito dominó é inevitável no frete e na logística. Se o fluxo não for restabelecido rápido, já há até quem acredite que os preços podem romper os US$ 100.
O Irã, que controla a passagem, já sinalizou que vai “tacar fogo” em qualquer embarcação que tente furar o bloqueio.
Zoom out: Hoje, o país produz cerca de 3,3 milhões de barris por dia, ou 3% da produção global, mas exerce maior influência sobre o fornecimento de energia devido à sua localização estratégica.
