De volta ao normal? O petróleo caiu para menos de US$ 72 ao longo da quinta-feira — atingindo os menores níveis desde o início da guerra. Um dia antes do início do conflito em março, o valor estava em US$ 72,48.
Desde o meio de maio, os preços do petróleo começaram a cair devido à percepção de maior estabilidade no conflito entre EUA e Irã. O evento mais recente que potencializou esse movimento foi o acordo de paz assinado pelos dois países — possibilitando um maior tráfego de navios de petróleo.
(Imagem: Financial Time)
Para se ter ideia, na quarta-feira, estima-se que passaram 78 navios pelo estreito de Ormuz — o maior número desde o início da guerra. O impacto dessa estabilização geral já começou a ser sentido:
Brasil: Em comparação com o momento mais crítico, o diesel teve queda de 8,49% e a gasolina de 1,57%.
EUA: O preço do galão da gasolina caiu para cerca de US$ 3,93 depois de atingir US$ 4 — o valor mais alto desde 2022.
Na prática, o déficit entre a quantidade de barris comprados e utilizados dos países está diminuindo, e o mundo se afasta de mais um choque inflacionário. Apesar disso, ainda há a possibilidade de instabilidades que façam o preço subir.
Os dois lados da moeda para o Brasil
Com a queda do preço do petróleo, o Brasil vive um dilema. Enquanto a tendência é que o preço da gasolina caia — ou pare de subir — nos postos, o governo acende o alerta para os números da Petrobras.
A principal estatal do país tem como fonte de receita a exportação do petróleo. Se o preço do barril cai, o lucro dela é impactado diretamente. As ações da companhias já caíram +11% nos últimos 30 dias.
