Em 2025, o número de trabalhadores domésticos no Brasil chegou a 5,5 milhões, o segundo menor nível dos últimos 13 anos.

Essa tendência vem desde a pandemia… O país chegou a ter 6,1 milhões de trabalhadores, mas durante a crise sanitária caiu até atingir o terceiro menor número da série histórica — e nunca mais voltou aos patamares anteriores.
Ao mesmo tempo, o aumento do custo de vida por aqui também influenciou a queda, já que o aperto no orçamento faz as famílias deixarem serviços não essenciais em segundo plano.
Além disso, o nível de escolaridade dos domésticos cresceu cerca de 12% entre 2015 e 2024, o que pode ter facilitado a migração para outros empregos mais bem remunerados.
Nesse cenário, uma tendência que já vinha acontecendo se confirmou ainda mais: o número de diaristas que trabalham em mais de um domicílio saltou de 30% em 2019 para 33,7% no final de 2025.
Pense que o aumento dos preços faz com que as famílias contratem mais serviços domésticos pontuais e não mensais — ainda mais com as famílias cada vez menores.
Se formos olhar para antes dessa janela de tempo, desde a lei que criou a CLT para domésticos em 2013, esse movimento se intensificou consideravelmente, com uma queda de 18% no número de trabalhadores formais nessa categoria.
