Em cerimônia no Paraguai no final de semana, o Mercosul e a União Europeia selaram o acordo de livre comércio que deve facilitar a troca entre os dois blocos, dando um boost na relação comercial entre eles.
Alguns exemplos são as quedas de tarifas sobre produtos como vinhos, queijos, azeite, café, peixes, destilados, cosméticos, maquinário para fábricas, carne bovina, frango e frutas. No fim do dia, isso significa que os produtos importados dos países europeus devem ficar mais acessíveis por aqui, enquanto os produtos sul-americanos devem ficar mais acessíveis na Europa.
Para evitar que as respectivas indústrias locais quebrem, a abertura será gradual. O Mercosul terá até 15 anos para zerar tarifas de setores sensíveis — como o automotivo —, enquanto a UE fará isso em até 12 anos.
Por que importa: O tratado prevê a maior área de livre comércio do mundo, com 718 milhões de pessoas e economias que somam 22 trilhões de dólares — cerca de 20% do PIB global.
No evento, os representantes destacaram a importância do multilateralismo. Sem citar os EUA, a presidente da UE disse que “o acordo envia uma mensagem muito forte da escolha pelo comércio justo em vez de tarifas”.
Lula optou por não ir ao evento, sendo representado pelo chanceler Mauro Vieira, mas foi citado pelo presidente do Paraguai como essencial para o acordo ter saído.
“Assinado, mas ainda não concluído”. O texto ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos Congressos dos países latinos e europeus. Com a resistência de produtos rurais europeus, é possível que a aprovação não seja tão rápida quanto se espera.
