O custo da energia elétrica deve ficar mais alto em 2026 para bancar R$ 47,8 bilhões em subsídios incluídos no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo que cobre uma série de políticas públicas e é majoritariamente custeado pelos consumidores. No próximo ano, o valor total será de R$ 52,6 bilhões segundo um cálculo técnico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo a Aneel, será um aumento de 7% em relação a 2025, e que deve pressionar diretamente a conta de luz – e, consequentemente, a inflação em pleno ano eleitoral. Além da tarifa a todos os brasileiros, a CDE é abastecida, em menor parcela, pelo Orçamento da União e por receitas privadas.
Nos últimos anos, os valores da CDE dispararam devido à expansão dos subsídios, pulando de menos de R$ 22 bilhões em 2020 para R$ 37 bilhões em 2024 e chegando a R$ 49,3 bilhões em 2025. O governo tenta conter essa escalada e aprovou uma lei que fixa um teto de gastos para o fundo a partir de 2027.
O que é a CDE?
A CDE financia políticas públicas como:
- tarifa social para consumidores de baixa renda;
- programa Luz Para Todos;
- geração de energia em áreas isoladas;
- incentivos para fontes renováveis;
- compensações para consumidores que produzem a própria energia.
O fundo é alimentado por cobranças inseridas nas contas de luz, multas aplicadas pelo setor e aportes do Tesouro Nacional. A Aneel atribui a diferença entre a projeção inicial e a atual ao comportamento de encargos setoriais e aos custos de compra de energia.
