Com base na Lei de Acesso à Informação, foi descoberto que o presidente do Banco Central, em novembro do ano passado, decretou sigilo de 8 anos sobre os documentos relacionados à liquidação do Banco Master.
Explicando… Um documento estar em sigilo significa que apenas algumas autoridades terão acesso àquelas informações durante um determinado período.
O órgão financeiro deu duas justificativas para a medida:
- A divulgação do documento poderia pôr em risco a estabilidade financeira, econômica e monetária do país.
- O acesso às informações poderia comprometer atividades de inteligência, investigações ou fiscalização em andamento.
Do outro lado, o sigilo também causa dúvida sobre a transparência do processo de liquidação do banco. No final de março, o ministro do TCU solicitou ao BC para indicar especificamente quais partes do processo precisam permanecer sob sigilo.
Enquanto isso…
Informações revelaram que o BRB comprou R$ 30 bilhões em carteiras do Master, sendo que a maior parte (R$ 20,7 bilhões) foi comprada depois que o banco detectou que parte delas era fraudulenta.
Inclusive, a auditoria contratada pelo BRB entregou ontem um relatório de +200 páginas explicando como ocorreu a compra de ativos do Master. A expectativa é que ao menos 10 funcionários de alto cargo teriam sido citados em negociações irregulares — incluindo o ex-presidente da instituição.
