Até maio deste ano, o valor das importações de medicamentos para o Brasil cresceu 14% em relação ao mesmo período de 2025. Esse resultado não está isolado…
Nos últimos 3 anos, o Brasil registrou crescimento anual de dois dígitos na compra de remédios estrangeiros — algo que nos últimos 15 anos só tinha acontecido em 2021, em meio à pandemia.
Mas por que isso está acontecendo? Basicamente, para entender esse aumento, podemos dividir a situação em duas frentes.
- Oferta: O oferecimento de remédios pelo Estado e o envelhecimento da população aumentam a demanda por remédios no país. A população com 40 anos ou mais passou de 37% em 2021 para 43,9% no primeiro trimestre deste ano.
- Demanda: O Brasil não tem estrutura e tecnologia suficientes para suprir a procura nacional. A situação ficou ainda mais complicada depois da pandemia, já que muitos países cresceram nesse setor enquanto a indústria brasileira continuou para trás.
Um exemplo dessa deficiência está nos cinco medicamentos mais vendidos nacionalmente. Entre eles, apenas um é produzido no Brasil: o Glifage XR — um medicamento para diabetes.
(Imagem: Valor Econômico)
Esse cenário gera um déficit na balança comercial de remédios, que em 2025 atingiu US$ 13 bilhões. Apesar do resultado negativo, a alta demanda ainda é uma oportunidade para o Brasil conseguir desenvolver sua indústria farmacêutica.
