Informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo, o IBGE da Argentina, fizeram Milei colocar um sorriso de orelha a orelha no rosto. Isso porque a taxa de pobreza no país recuou de 31,6% para 28,2% no último semestre, alcançando o menor patamar desde 2018. Já o índice de indigência (pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza) também sofreu uma queda de 6,9% para 6,3% no final do ano.
Os números indicam uma tendência de recuperação socioeconômica que tem acontecido no país, puxada, principalmente, pela queda na inflação — que saiu de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025 —, e pela reorganização das contas públicas.
- Inclusive, no ano passado, o país registrou o primeiro crescimento do PIB (+4,4%) desde que Milei assumiu o governo, em 2023.
Então está tudo perfeito para Milei, certo?
Bom, nem tanto… Apesar dos avanços, a economia local ainda apresenta crescimento concentrado em setores específicos e consumo interno fraco.
Somado a isso, a taxa de desemprego cresceu 1,1 ponto percentual em 2025, chegando a 7,5%, o maior nível desde a pandemia. Com isso, o presidente tem enfrentado uma crescente rejeição dos argentinos, que já se aproxima dos 60%.
