Bola no pé. Cadencia, faz o para brisa, direita, volta, esquerda, volta, bola na ponta, definição… fora. Esse foi o resumo do jogo tricolor no Centenário, em Caxias. Duas peças que foram tão questionadas pela torcida no início da temporada e que Renato era criticado por utilizar, fizeram muita falta.
Carballo e Pepê. Um por lesão, outro por gripe depois de cumprir data FIFA com a seleção uruguaia. Lucas Silva e Villasanti demoraram 10 minutos para entrar em campo. Tempo suficiente pro Grêmio levar 1 a 0. Tempo necessário para a equipe de Renato acordar. Mesmo depois de começar a ter a saída de bola tão necessária, o tricolor começou a oferecer espaço no contra-ataque, ainda no primeiro tempo.
Renato corrige a postura coletiva da equipe e a partir dos 20 minutos, a equipe grená não toca mais na bola. Faltava a efetividade. Em um jogo decisivo, qualquer bola vale, inclusive a parada e foi nela que o Grêmio encontra o gol de empate com Vina.
No segundo tempo, Moacir é expulso e o Grêmio que já tinha a bola, passa a colocar ela embaixo do braço. Caxias não existiu no segundo tempo, ofensivamente. Mas temos que elogiar a equipe treinada por Thiago Carvalho. Mesmo com um a menos, segurou a equipe que tinha maior qualidade técnica e coletiva. Thiago soube competir nesse Gauchão e merece louvor.
Resultado de 1 a 1 deixa o jogo em aberto, assim como a equipe grená levou para o Beira Rio. Para Renato, qualquer resultado que não seja a vitória no próximo sábado, é crise instalada internamente por perder para uma equipe de quarta divisão. Para Thiago, tudo a partir de agora é lucro por fazer o que faz, com o que tem.
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Texto: Felipe Matiasso
