O governador José Ivo Sartori detalhou em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, dia 19 de março, a situação financeira do Estado. Ele disse que a intenção do governo é não parcelar o salário dos servidores e pediu solidariedade de todos com a situação do Estado. Fizemos o possível com o remanejamento para pagar em dia aqueles que trabalham e prestam serviços ao Estado, disse.
Hoje foi publicado no Diário Oficial do Estado um decreto que corta os gastos das secretarias em pelo menos 20%. Segundo Sartori, foi determinado também que 35% dos cargos de confiança das pastas não serão ocupados, além de limitação no número de diárias.
A economia deve chegar a até R$ 1 bilhão, mas, segundo Sartori, as medidas não serão suficientes para reduzir o déficit de R$ 5,4 bilhões.
Sartori disse ainda que vai fazer o possível para preservar salários dos professores, o atendimento nos hospitais e serviços da segurança pública. De acordo com ele, o investimento de 12% na saúde, determinado em lei, está garantido.
Para Sartori, as rivalidades entre partidos e correntes políticas precisam ser superadas no Estado para se enfrentar a crise financeira. Se essa crise vai levar muito tempo, nós precisamos da solidariedade e do apoio de todo mundo para enfrentar isso com serenidade.
Após a fala de Sartori, que durou cerca de meia hora, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, começou a detalhar os cortes. Segundo ele, cada gaúcho nasce hoje com uma dívida de mais de R$ 6 mil – uma projeção feita para mostrar o impacto dos números. Os dados apresentados por Feltes ainda mostram que o Estado só gastou menos do que arrecadou em sete dos últimos 44 anos.
Ele ainda apresentou um material de divulgação com 13 motivos para a crise financeira do Estado.
Fonte: Rádio Gaúcha
