Três anos após o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, as vacinas aplicadas, os grupos prioritários e o esquema de vacinação sofreram alterações, conforme as estratégias do Ministério da Saúde a depender da disponibilidade de imunizantes, do cenário epidemiológico e dos conhecimentos sobre o coronavírus.
Diferente de campanhas de vacinação anuais, como a contra a gripe, em 2024, pessoas com 5 anos ou mais que não fazem parte dos grupos prioritários definidos pela pasta não devem voltar aos postos de vacinação desde que já tenham tomado ao menos duas doses.
Quem já se protegeu contra a doença, mas faz parte do grupo prioritário, deverá retomar o esquema vacinal anualmente. E mesmo fora dos grupos mais afetados pela doença, quem nunca se vacinou contra a Covid-19 pode iniciar o esquema vacinal neste ano.
Os grupos prioritários que devem receber a dose de reforço a cada seis meses racionalmente ao esquema padrão para a faixa etária. O grupo inclui pessoas com 60 anos ou mais, pessoas imunocomprometidas, gestantes e puérperas, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente ou comorbidades, funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, pessoas em situação de rua e pessoas privadas de liberdade.
Mudanças nas vacinas
A vacina da Pfizer Bivalente é a recomendada para proteger a população geral acima de 12 anos. Na falta do imunizante, a versão monovalente ou a CoronaVac podem ser aplicadas sem modificar o intervalo entre as doses. As vacinas AstraZeneca, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e a Janssen, não fazem mais parte do Programa Nacional de Imunização (PNI).
O imunizante CoronaVac apenas não pode ser aplicado como substituição da Pfizer Baby, já que a vacina não tem a liberação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para crianças de seis meses a dois anos.
Cenário epidemiológico
O Brasil sofre um aumento de 126% no número de casos da doença, em comparação com a primeira semana do ano, com 45 mil casos confirmados. Apesar do crescimento, esse é o menor registro desde o segundo ano da pandemia, para esta semana epidemiológica. Desde março de 2020, o país já registrou cerca de 710 mil óbitos pela doença e 38 milhões de casos.
Esquema vacinal para quem iniciou a vacinação antes de 2024 e não concluiu:
Crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias
Esquema vacinal: três doses
Para quem já tomou a 1ª dose
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose, com Pfizer Baby
3ª dose: após oito semanas da 2ª dose, com Pfizer Baby
Para quem já tomou a 2ª dose
Dose reforço: Pfizer Baby após quatro meses após a 2ª dose
Crianças de 3 e 4 anos, 11 meses e 29 dias
Esquema vacinal: duas doses + dose reforço
Se a 1ª dose foi Pfizer Baby
2ª dose: após completar 5 anos com Pfizer Pediátrica
Dose reforço: Pfizer Baby após quatro meses após a 2ª dose
Se a 1ª Dose foi CoronaVac
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose, Pfizer Baby
Dose reforço: Pfizer Baby após quatro meses após a 2ª dose.
Crianças de 5 a 11 anos
Esquema vacinal: duas doses
Se a 1ª dose foi CoronaVac
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose, com Pfizer Pediátrica
Se a 1ª dose foi Pfizer Pediátrica
2ª dose: após oito semanas após a 1ª dose, com Pfizer Pediátrica
Pessoas de 12 a 59 anos
Esquema vacinal: duas doses
2ª dose: independente da vacina tomada na 1ª dose, a 2ª dose deve ser administrada com Pfizer Bivalente no intervalo de, no mínimo, oito semanas do início do esquema vacinal.
Grupo prioritário
Esquema vacinal: duas doses + dose de reforço
Se a 1ª dose foi CoronaVac
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose, com Pfizer Pediátrica
Se a 1ª dose foi Pfizer Pediátrica
2ª dose: após oito semanas após a 1ª dose, com Pfizer Pediátrica
A dose de reforço 6 meses depois 2
Pessoas de 12 a 59 anos do grupo prioritário
Esquema vacinal: duas doses + reforço
2ª dose: independente da vacina tomada na 1ª dose, a 2ª dose deve ser administrada com Pfizer Bivalente no intervalo de, no mínimo, oito semanas do início do esquema vacinal
Dose reforço: após seis meses da 2ª dose
Pessoas de 60 anos ou mais gestantes e puérperas
Esquema vacinal: duas doses + dose reforço
Para quem já tomou a 1ª dose
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose
Dose reforço: após seis meses da 2ª dose
Para quem já tomou a 2ª dose
Dose reforço: após seis meses da 2ª dose
Pessoas imunocomprometidas a partir de 5 anos
Esquema vacinal: três doses + dose reforço anualmente
Para quem já tomou a 1ª dose
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose
3ª dose: após oito semanas da 2ª dose
Dose reforço: após seis meses da 3ª dose.
Para quem já tomou a 2ª dose
3ª dose: após oito semanas da 2ª dose
Dose reforço: após seis meses da 3ª dose.
Para quem já tomou a 3ª dose
Dose reforço: após seis meses da 3ª dose
Como fica a vacinação para quem nunca se vacinou contra a Covid-19
Crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias
Esquema vacinal: três doses
1ª dose: Pfizer Baby
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose, com Pfizer Baby
3ª dose: após oito semanas da 2ª dose, com Pfizer Baby
Crianças com 5 a 11 anos
Esquema vacinal: duas doses
1ª dose: Pfizer Pediátrica
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose, com Pfizer Pediátrica
Pessoas de 12 a 59 anos
Esquema vacinal: duas doses
1ª dose: Pfizer Bivalente
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose
Grupo prioritário
Crianças com 5 a 11 anos no grupo prioritário
Esquema vacinal (anual): duas doses + dose reforço
1ª dose: Pfizer Pediátrica
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose, com Pfizer Pediátrica
Pessoas com 60 anos ou mais e gestantes e puérperas
Esquema vacinal: duas doses + dose reforço
1ª dose: Pfizer Bivalente
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose
Dose reforço: após seis meses da 2ª dose
Pessoas imunocomprometidas a partir de 5 anos
Esquema vacinal: três doses + dose reforço
1ª dose: Pfizer Bivalente
2ª dose: após quatro semanas da 1ª dose
3ª dose: após oito semanas da 2ª dose
Dose reforço: após seis meses da 3ª dose
EM VILA MARIA
De acordo com a Técnica em Enfermagem do Posto de Saúde, Sidônia Zabot, a procura pela vacina contra a covid19 é pequena, porém diária, principalmente pelos idosos.
Dessa forma, para evitar desperdícios, a vacinação ficou concentrada em apenas um dia da semana: nas quartas-feiras, o dia todo.
Para as crianças, é necessário que os pais entrem em contato com o Posto de Saúde ou com as agentes de saúde para demonstrar o interesse na vacina. Assim, será feito o agendamento. Aqueles que não querem vacinar seus filhos deverão assinar um termo de recusa se responsabilizando pela decisão.
